[Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qua Abr 05, 2017 8:27 pm

Quanto mais eu me distanciava dos outros, mais eu me mesclava à multidão. Bom, por mesclar entenda-se, eu deixava de ser uma amazona, e passava a ser a menina bonita de decote. Não foi difícil alcançar a plataforma dos dirigíveis, muito menos encontrar um lugar para sentar durante a curta viagem.

O sol ainda estava na metade do seu percurso entre o ápice e o ocaso, quando eu murmurei de forma ofendida um "com licença" para o homem que conveniente parara de pé ao meu lado, muito interessado em meu decote para notar os diversos lugares vagos. Eu realmente estava cansada, nem mesmo o desconcerto do estranho havia me divertido.

Suspirei, estalando o pescoço. Eu poderia descansar em minha própria casa. E ele com certeza iria reclamar comigo. Mas nenhum lugar no mundo era tão pacífico quanto aquele. E quanto às reclamações... bom, era só ignorar como de costume.

E assim, dando de ombros, cruzei o portal.

Meus ouvidos reconehceram a chegada antes dos meus olhos. A calmo zumbido de Rodório foi rapidamente substituído pelo incessante barulho de... bem, tudo!

Jatos, motores, vozes, e o zumbido tecnológico. Eu geralmente amava tudo aquilo, e mal podia esperar para me embrenhar naquela floresta de prédios iluminados. Tokyo era, para mim, o centro do mundo. Tudo acontecia lá, tudo vinha de lá. O resto apenas copiava. E msmo em meio a tanta tecnologia e modernidade, podíamos encontrar os melhores becos com raves dividindo uma parede com antigas casas de chá.




Respirei fundo, conforme meus olhos se ajustavam à claridade do portal, sentindo o cheiro do mundo real. Não o ar puro e divino de Rodório, mas a mistura de concreto, poluição, sonhos e esperanças das pessoas de verdade.

Algumas daquelas coisas com certeza causavam doenças. Mas ficar doente era ou não uma prova de que estávamos vivos? Ri de meu momento filosófico, dando às costas para toda aquela pulsação, e agradecendo à Athena pelo portal se localziar nos arredores da cidade. Meu destino estava do outro lado.

Lentamente, os sons iam ficanod para trás, e conforme árvores começavam a me cercar, a iluminação da cidade também diminuia. Os últimos raios de sol se esticavam por entre a folhagem, quando eu dei a primeira desviada do caminho; subitamente, virando 90 graus à direita, caminhando três passos, e então voltando à rota original. Mais alguns metros à frente, eu ergui o joelho até a altura da cintura, passando por um obstáculo invisível, e saltando com a outra perna. Por fim, comecei a correr, para pegar impulso e pular um riacho de uma vez só, evitando as convidativas pedras que pareciam formar uma ponte natural.

Suspirei, ajeitando meu vestido. E assim, eu deixava de morrer por três vezes. Suspirei com preguiça; ainda faltavam sete.




- Isso é realmente necessário? - eu reclamei para as árvores, obviamente, sem receber resposta.

As primeiras estrelas já despontavam no céu quando eu avistei o perfil da cabana. Suspirei, estalando o pescoço. Desviei da última armadilha a dois metros da porta e subi os degraus da entrada. Sim... apenas o vento e o córrego distante se manifestavam ali; era daquilo que eu estava precisando.

Entrar não seria um problema; apesar dos constantes protestos, ele havia me dado uma cópia da chave para emergências. Dane-se; era uma emergência.

Por dentro, a cabana era rústica, porém acolhedora. Móveis suficientes para compor um refúgio confortável, e esquecer do tempo. Sem nem mesmo acender qualquer luz, me dirigi ao quarto, e passei a revirar algumas gavetas.

Eu tinah certeza de que havia deixado uma ou duas (ou dez) mudas de roupa por lá. Onde ele tinha enfiado aquilo?

Um flashback me assaltou a mente, com a voz de Sunao falando qualquer coisa sobre espaço pessoal. Dei de ombros e me apossei de uma das milhares de camisetas pretas que eu sabia que seria grande demais para mim, e me dirigi ao banheiro, onde eu sabia que havia uma banheira de-li-ci-o-sa para que eu me esquecesse do tempo. Em meu rastro, deixei uma cena digna de uma invasão espiã; gavetas puxadas, peças reviradas e portas semi abertas.

Mas eu poderia resolver aquilo depois. Naquele momento, só queria mesmo poder mergulhar naquele vapor gostoso e esquecer da vida. Enquanto a água escorria da torneira, começando a embaçar o ar, eu me livrei das minhas roupas, e prendia meu cabelo. Toda aquele malabarismo para chegar ali tinha me feito suar.

Entrei com cuidado para não molhar o chão, suspirando preguiçosamente ao sentir a água quente envolver meu corpo.

Aquilo era BOM! Eu sempre tive uma boa afinidade com a água, mesmo antes de iniciar meu treinamento. E, ao aprender a alinhar meu cosmo com a energia natural do elemento, era como se eu rejuvenescesse.

Encostei minha nuca na borda da banheira, começando a divagar; por que diabos uma amazona de ouro havia mandado um cavaleiro de prata buscar outro? E não qualquer cavaleiro, mas um dos melhores caçadores do regimento?

O que poderia esperar da reunião de amanhã? Era verdade que eu já havia feito várias missões, alguma bem... feias, por assim dizer. Mas nunca havia estado de fato eme stado de guerra. Seria como contavam as histórias? Um grupo seleto de cavaleiros enfrentariam deuses e salvariam o mundo? Ou seria relamente um embate de exércitos?

As batalhas aconteceriam em planos isoaldos, como Rodório e o Santuário, ou minha preciosa Tokyo seria vítima de poderes inimagináveis?

Comecei a girar o dedo indicador no ar, fazendo a névoa se condensar. Em minha "tela" eu projetava as imagens de meus novos companheiros. Qual era o plano do universo para esse grupo? Foi realmente algo mais que nos unira, ou apenas obra do acaso? Eu ficava imaginando cenários diferentes, conforme os rostos e expressões iam mudando à minha frente.

E então, ouvi um estalido, desfazendo minha ilusão de névoa. Bom... qualquer invasor faria muito mais do que um estalido ao se aproximar, devido à quantidade de armadilhas. Será que ele havia tido a mesma ideia que eu?

Ou não se tratava de um mero invasor, mas sim alguém que me daria problemas? Pelo sim, pelo não, eu busquei a toalha que deixara róxima, me erguendo para fora da banheira. Mal tive tempo de sentar na beirada quando a porta se abriu.

Abri a toalha com uma mão, cobrindo a frente do meu corpo, por onde fios de água ainda escorriam em profusão, pingando no chão que eu havia tomado tanto cuidado para não molhar.




- Você vai ficar só olhando, ou vai dizer alguma coisa?

Certo, eu não negava que já cogitava a não-tão-pequena chance de Sunao aparecer por ali. Mas não contava com uma invasão tão aberta ao banheiro.




- ...

E tão repentinamente quanto ele surgiu, Sunao desapareceu, fechando a porta à sua frente. Eu pisquei em vazio por duas vezes, deixando a toalha cair, chocada.

Ele estava... com vergonha?!

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Qua Abr 05, 2017 11:12 pm

Horas antes,Sunao saira do mercado. verificou uma última vez as compras ignorando os olhares  curiosos para seu amigo implumado empoleirado sobre uma placa de estacionamento e começou lentamente seu caminho de volta. Na casa de Jun comera frugalmente - era de seu feitio e costume comer pouco ou o suficiente - mas isso não significava que vivia sobre privação, para evitar certos problemas, sempre mantinha-se treinando.
Embora estivesse num momento de calmaria, sua maior preocupação agora era com o inusitado grupo que juntara,e mesmo assim, os problemas que se seguiram após a reunião com os quatro. Expirou o ar lentamente enquanto aguardava o verde da sinalização próxima a uma faixa de pedestres, o reflexo do sol sobre um arranha-céu espelhado fez  Lembrar-se do desafio proposto pelo cavaleiro de lebre. impetuoso e sem uma mínima noção de etiqueta, Analogia que fez ao vez um cão vira lata saltar sobre um senhor suplicando por comida sendo ignorado pelo homem, provávelmente, com pressa. seria muito mais fácil se talvez, só talvez tivesse aceitado o desafio e lutado com tudo contra ele. talvez assim ele entendesse que não se tratava de falta de respeito.
Repetiu a palavra "respeito" em voz baixa enquanto dava um generoso pedaço de pão ao cão faminto que abanava a cauda satisfeito ao cavaleiro enquanto segurava a provável primeira refeição do dia com uma das patas e destrinchava o pedaço de pão com a outra. Kokoa crocitou baixo parando apenas quando recebeu sua parcela de um pedaço de ameixa seca.
Mas aquela não era hora para aceitar desafios.  ás vésperas de uma reunião com Athena. seria uma grande tolice se apresentar ferido por uma contenda que poderia ser evitada. Deixou o cão devorando a sua comida enquanto descia as escadarias de acesso para a área de uma ponte onde podia-se ver a área arborizada mais afastada da cidade. a partir dali poderia poderia correr mais rápido que não chamaria a atenção.
O sol já estava há uma pequena distância do horizonte quando o cavaleiro chegou a floresta.com um impulso maior tocou com a ponta dos pés o tronco de uma grande árvore saltando por cima da copa tomando o cuidado de manter um mínimo de cosmo em seu tornozelo para que o impacto não o ferisse. as armadilhas abaixo e acima estavam intocadas, isso era bom, relaxar e dormir depois de dias. mal poderia esperar por este momento. um chá gelado e lembrou se de uma sacola extra onde guardara cuidadosamente as 3 últimas edições edições de *Acchi Kocchi que gostara de acompanhar. por fim, chegara a tão esperada casa tranquila.
Quando abriu a porta a primeira coisa que fez erguer a guarda! quem teria revirado suas coisas? aliás, suas armadilhas estavam intactas, como? ainda confuso, mas não mais surrpeso, iniciou uma incursão pelas escadas, a porta de seu guarda roupas estava aberta, desceu indo até um pequeno corredor onde a luz do banheiro estava acesa, uma de suas penas insistia em deslizar para a palma de sua mão esquerda, mas o cavaleiro conhecia aquele cosmo mesmo que calmo em seu banheiro. apenas por via de precaução abriu a porta.

Seu olhar de surpresa não foi para a pessoa em si:




- Você vai ficar só olhando, ou vai dizer alguma coisa?

Ah sim, ele diria muitas coisas,principalmente alertá-la sobre seu espaço pessoal,mas...
antes que a voz saisse, percebeu algo que ignorou até aquele momento. ela cresceu. e muito. seu instinto o fez prender os olhos por um breve segundo nos volumosos seios que estavam mais á mostra do que estivera acostumado - óbvio, ela estava no banho -
BANHO!!!!???
E então finalmente lembrou-se da conversa que tivera com ela sobre privacidade. e ele definitavamente não estava respeitando isso e fechou a porta do banheiro o mais rápido que pôde!



" - O que em nome de Athena é este sentimento? devo estar muito cansado para cair numa habilidade de sedução dela...

- então por instinto o cavaleiro tocou os próprios lábios lembrando-se que Lygia os havia tocado com os dela, e então sua mente ligou a imagem do beijo á imagem dela no banho. nesta hora já estava na cozinha e não hesitou em abrir ao máximo a torneira da pia e enfiar a cabeça embaixo do feixe de água:





" -...O que diabos estou pensando? aliás, quando foi que ela cresceu tanto?"





depois de toda esta cena,sunao experimentaria uma grande emoção ao ver sua pupila com uma de suas camisas...aquela noite definitivamente seria longa...





- Algo se elevou em você rapaz. e não foi o seu cosmo...

*Livro infantil de contos aleatórios, pode ser traduzido como "Aqui, Acolá" no caso do livro de Sunao, é uma série de livros ilutrados.[/color][/color]

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O Grande Dia Começou

Mensagem por Youta em Qui Abr 06, 2017 11:54 pm

[Comunicado Importante: Os Players de Sunao e de Lygia decidiram que queriam estender mais a conversa entre seus personagens, mas não quiseram atrapalhar o bom andamento da mesa. Assim sendo, eles me consultaram e fizeram uma ação conjunta, que será postada na íntegra aqui. Na conversa, há informações revisadas e aprovadas por mim, portanto, eles não disseram nada sem minha prévia autorização. Caso qualquer um de vocês deseje fazer o mesmo, pode me consultar e eu explico o procedimento para fazermos isto. Dito isto, vamos prosseguir com a resposta aos jogadores. Obrigado pela atenção].
 
*Após a confusão se dispersar, Bunny Star saltou por sua toca, encontrando rapidamente o fim dela. Ele saía no alojamento que lhe cabia no Santuário. Mas depois que aprendera a teleportar, as distâncias tinham se encurtado demais para ele, de modo que seu alojamento virara seu estúdio, ateliê e depósito. Lá, diversas telas sem pintura, dos mais diversos materiais, desde papel até acrílico, todas espalhadas na famosa “bagunça de artista”, ou seja, quadros pendurados, telas jogadas pelo chão, a cama ocupada inteiramente por rolos de pintura, latas de spray, pincéis de pelo e tubos com mais pasta colorida. Além de tudo isto, a pouca mobília era ocupada por manchas e mais manchas de tinta, distribuídas de forma quase uniforme pelo quarto. O aspecto geral do quarto faria qualquer faxineira comum desmaiar de horror, mas aquele era o lugar de Bunny Star, ou melhor, de Bruno Santos. Usando a armadura miniaturizada, ele podia trancar a porta, de modo que dificilmente ela seria aberta por qualquer outro cavaleiro ou serviçal do Santuário.
 
Ali se tornara seu refúgio, sua casa de ideias, seu descanso, seu próprio Santuário dentro do Santuário. Ali nasciam suas musas, ali seus líricos afloravam. Ali ele esvaziava sua cabeça quando ela estava muito cheia, tal qual estava naquele momento. Tudo acontecera como um turbilhão: A cena na praça, o convite do estranho corvo para o almoço, a doce Jun reiterando o convite, desta vez para sua casa, a discussão com Sunao, a aparição de Shiryu e de Chara e a forma como tinha sido tudo resolvido. No fim, pareciam ter se passado o dia inteiro, mas apenas duas horas tinham se passado desde que se apresentara. Bunny pensou em se largar na cama para pensar, mas resolveu fazer algo que sempre limpava sua mente: Afinal por que não pintar um pouco? De qualquer jeito, estava com preguiça que afastar as latas de tinta para se deitar.
 
Foi quando notou algo estranho em suas pinturas que já estavam prontas. Todas dispostas em cantos diferentes do quarto. Ele não sabia dizer o quê, mas aquilo o incomodou, parecia um padrão. Aquilo deu uma pontada em sua cabeça, como se dissesse que tinha algo que deveria verificar.
 
As pinturas tinham uma mancha na parte de trás do desenho. A princípio, Bunny tinha acreditado que seria apenas um simples acabamento, algo que ficava bem em suas pinturas, o retrato de uma nebulosa. Ele repetira sempre uma nebulosa naquela série de desenhos, pois achava interessante como elas contrastavam ou combinavam com suas ilustrações. Mas com certeza, tinha algo de muito errado naquilo. Ele só não sabia dizer o quê.
 
Bunny afastou os móveis e pegou uma grande tela. Tal qual Jackson Pollock, colocou a tela no chão para sentir-se dentro do quadro e entender o que estava errado. Algo começou a incomodar sua garganta, fazendo-o engasgar. E então, como que movido por algo inconsciente, ele organizou suas pinturas, uma vez depois da outra. Ao se afastar delas, e cair sentado na cama, ele observou uma imagem, formada por todas as nebulosas:*
 
 
*O que significava aquilo? O que era aquilo? Como podia ter pintado algo sem saber que aquilo ali estava? Bunny não entendia. Mas, mais ainda, a maior pergunta não se calava.
 
O que aquele desenho queria dizer?
 
Mas enquanto Bunny se via às voltas com suas pinturas, Akakios continuava mirando a imagem da pequena coruja de oricalco. Ele chegara ao quarto sem pensar muito, e foi sem pensar muito que se lançou a cama. Agora que a adrenalina tinha passado e o susto provocado por seu novo colega tinha passado, o lemuriano se sentia cansado e satisfeito pelo almoço. E então, passara a contemplar o pequeno pingente.
 
Ela significava algo muito importante, uma figura que ele nunca tinha visto, mas que sempre sonhara em ver. O fato de não ver seu espírito no Santuário lhe assegurava de que ela não estava morta, então lhe restava a esperança de um dia rever aquela pessoa.
 
Os outros não falavam muito dela. Todos os demais pareciam ignorar que um dia ela existira e suas perguntas sobre ela eram sempre negligenciadas. Depois de um tempo, deixara de perguntar. Apenas Laudree, seu mestre e mentor, aquele que o preparara para se tornar o cavaleiro de Altar lhe dissera algo relevante e lhe entregara o pingente:*
 
Ela não partiu, criança.
 
*Somente essa frase. E então silêncio eterno até a presente data. Girando o pingente nos dedos, Akakios deixou-se embalar pelo som que o oricalco fazia se atritando com o sisal do cordão. E foi então que o som foi lentamente se transformando e ele escutou em sua mente uma doce risada ecoando. Era uma risada pura, cristalina, e que lhe trouxe as mais doces lembranças.*
 
Hmm... He he hmm uhum...
 
*Sim, a lembrança do aconchego, dos primeiros passos, das primeiras dores. Sim a lembrança morna daquilo que ele considerava belo e puro, a lembrança do que o separava do outro lado.
 
A lembrança da vida. E do início dela. E uma imagem tocou fugaz sua mente:
Akakios se ergueu sobressaltado. Ele pegara no sono girando o pingente de coruja. Aquilo não parecera uma lembrança, e parando para pensar, nem a risada parecera. Era como se fosse real.
 
Poderia ele ter captado os pensamentos dela? Estaria ela dentro do Santuário e mais ainda, perto dele?
 
Olhando pela janela do alojamento, viu que já era noite alta. Não havia o que fazer, a não ser dormir. E aguardar com martírio pela alvorada.
 
E enquanto Bunny chegava ao alojamento e Akakios observava seu pingente, Shiryu mantinha aquela conversa com sua discípula, Jun. Ele a ouviu perguntar sobre si e sorriu, como que a vendo buscar sua similaridade com alguém conhecido na mídia. Sentiu a admiração dela sobre sua aparência implícita no cosmo da lótus, ficando até mesmo lisonjeado, mas notou a pureza da dúvida. E assim, decidiu responde-la:*
 
- Não se preocupe com a forma que me trata. Você é minha discípula e eu não a repreendo por ser do jeito que é. E se julga que lhe falta instrução, você pode ter aulas aqui no Santuário, mas é um julgamento que você mesma deve fazer. Eu realmente não lhe contei muito sobre mim, não é mesmo? O ponto é que os últimos anos antes de você chegar foram difíceis, Jun. E eu realmente não vi necessidade de expor a você sobre minha origem. Mas não vejo mal de fazê-lo agora.
 
Eu sou o antigo Cavaleiro de Bronze da Constelação de Dragão. Meu mestre foi o antigo Cavaleiro de Libra, Dohko, um dos mais poderosos Cavaleiros que já pisou nesta Terra. Eu conheci a encarnação anterior da Deusa Atena, Saori Kido e posso dizer que fomos até mesmo amigos. E quando jovem, auxiliei Saori a manter a ordem, a paz e a justiça junto com quatro outros amigos. O Cavaleiro de Bronze da Constelação de Fênix, Ikki e seu irmão mais novo, o Cavaleiro de Bronze da Constelação de Andrômeda, Shun. Também lutava ao nosso lado o Cavaleiro de Bronze da Constelação de Cisne e discípulo do antigo Cavaleiro de Aquário, Hyoga. E por fim, o Cavaleiro de Bronze de Pégaso, Seiya. Juntos, nós vivemos diversas aventuras.
 
E Shiryu desfiou para Jun todas as suas batalhas contra os deuses, ainda de posse da armadura de Dragão. Contou de como tinham subido as doze casas para salvar a vida de Saori, e de como tinha ido até o fundo dos mares para derrotar o deus que queria afundar os continentes. Narrou sobre a batalha no submundo e tantas outras que surgiram. O mestre de Jun lhe contou toda a sua épica, parando de quando em quando para que ela digerisse o que ouvia. Ele sorriu ao término da narrativa dizendo:*
 
- E isto foi tudo. Saori foi liberta do fardo de deusa e nós nos separamos. Seiya foi com ela, como ele sempre fazia. Ikki desapareceu, assim como Hyoga. Já Shun, eu o vejo de vez em quando. Sabe o médico de Shunrei? Aquele doutor que te curou da sua tosse em Rozan? Pois bem, é ele. Ele é o antigo cavaleiro de Andrômeda. Jun conseguia se lembrar do simpático senhor que cuidara dela e de Shunrei uma vez que a senhora adoecera e a menina ainda não tinha pleno domínio de seu cosmo. Era inacreditável que aquele doutor era um ex-cavaleiro, tão poderoso quanto seu mestre.
 
Novamente, Shiryu esperou que a discípula digerisse aquilo e depois, recomeçou a falar:
 
- E com isso chegamos a minha frase de hoje mais cedo: A minha preocupação de fato é que Atena reencarnou mais cedo do que era previsto. Isto nunca aconteceu antes, mesmo em tempos imemoriais. E eu prevejo um Grande Mal se avizinhando. Atena só aparece quando um grande mal se avultua. Entende, Jun?
 
O cavaleiro de libra tinha sido extremamente aberto com sua discípula, e ela tinha ouvido sua história até quase o pôr do sol, quando Shiryu decidiu que era hora de voltarem.
 
Jun agora sabia de tudo e, com efeito, sabia MAIS do que todos os outros que só conheciam as lendas. Ela ouvira diretamente da boca de um dos guerreiros que tinha estado lá. Isso tinha um grande peso. O cavaleiro foi com sua discípula de volta para a residência de ambos em Rodorio, mas desta vez o assunto foi diferente e mais ameno: Ele falava sobre o jantar. E de fato, houve um jantar para recepciona-los assim que chegaram, este sim com risadas e pratos batendo, como Jun tinha desejado que o almoço fosse. Talvez, e apenas talvez, estivesse sendo recompensada pelo almoço que tinha sido tenso.
 
Shunrei a colocou na cama como uma criança e disse para que tentasse descansar bem. Afinal, ela tinha um importante compromisso no dia seguinte.
 
E em sequência aos eventos da narrativa de Shiryu, o banho de Lygia terminava, em sequência a surpresa de Sunao Depois do ocorrido, ela olhava para a porta fechada em choque. Tinha sido aquilo mesmo que tinha entendido? Quer dizer... Faziam menos de 12 horas que ela o havia beijado, assim, na frente de todo mundo, e ele nem nada.
Talvez o cansaço da interação social não tivesse afetado apenas a ela, foi o que a amazona pensou, sacudindo a cabeça. Devia ser só aquilo, certificou-se. Lembrando da bagunça que havia deixado lá fora, Sunao deveria esperar um invasor, e a ”cena” deve ter dado um nó na cabeça dele. É, fazia sentido, certificou-se Lygia, uma vez mais.
Ela terminou de se enxugar sem pressa, vestindo a camisa que havia escolhido antes. Teve ainda a cortesia de recolher suas próprias roupas do banheiro, dobrando-as num quase irreconhecível pacote.
Ela saiu com a toalha sobre os ombros, secando os cabelos em sua nuca, e ergueu a sobrancelha ao encontrar Sunao saindo da cozinha, com os cabelos molhados.
 
- Eu já estava saindo, não precisava tomar banho na pia... – brincou ela, jogando minha toalha em cima da cabeça dele.
 
O Cavaleiro de Corvo pareceu ainda sob efeito do baque, e tentando entender o ocorrido, pensou, ou tentou pensar racionalmente:
 
"- Esta é minha camisa. Ela está vestida com uma camisa um pouco maior que o seu tamanho e sem absolutamente nada por baixo. Estranhamente isso não me incomodava dez anos atrás, mas agora... Mas agora, meu ponto de vista é diferente."
 
O cavaleiro pigarreou retomando o controle de seus impulsos e terminando de enxugar o cabelo com a toalha que lhe era oferecida por Lygia. Seus planos para aquela noite envolviam apenas os livros Acchi Kocchi e chá gelado, mas parece que desta vez teriam que esperar.
 
- Não precisava revirar todas as gavetas, suas roupas estavam no lado direito do guarda roupas. Porém duvido muito que alguma caiba em você agora. Parece que você ficou... Maior...
Maior? Está me chamando de gorda?! Foi o que ela pensou, erguendo a sobrancelha mais uma vez ligeiramente ofendida. Mas ela a abaixou logo em seguida, sem dizer nada. Sim, ela havia encontrado aquelas roupas das quais ele falava e ela sentia que era um milagre não terem se desintegrado com o tempo.
 
- Por isso que eu disse que precisava de roupas novas. Mas você não quis ceder nem um pouquinho de espaço. Ela deu de ombros, jogando a culpa daquela situação nele.- Bom... Eu não realmente esperava te encontrar aqui. A amazona explicou, ignorando o fato da casa ser dele.
 
Bom, mas parando para pensar, se ele estava lá, provavelmente estava atrás da mesma coisa que ela estava: paz. Suspirou ao encontrar os livros junto de compras. Não conseguia ler nada daquilo, era verdade. Ao menos, não sem depender da tag de Pavão.
 
- Eu prometo ficar quietinha, ok? O tom, de repente, se tornou mais ameno, deixando as brincadeiras de lado um pouco. Todo mundo merecia um pouco de paz. - Mas, se você preferir, eu posso voltar para Rodório. Não está tão tarde assim. Estava escuro, era verdade, mas havia acabado de escurecer. E o escuro significava que Lygia podia correr livremente até o portal sem ser vista. Poderia ceder sua paz para ele daquela vez.
 
Mas o cavaleiro de corvo já pensava em outra coisa. Após secar os cabelos, o cavaleiro aproximou-se mais de Lygia. Sendo um pouco mais alto teve uma visão privilegiada do rosto da garota que havia erguido uma sobrancelha, provavelmente por conta de algum comentário dele. Enquanto ordenava as gavetas e a bagunça feita pela garota, respondeu de forma calma:
 
– Sim, você precisa de roupas novas, concordo, e não, quando você queria trazer toda aquela tonelada de roupas, nós não tínhamos espaço. Precisei trazer um guarda roupas para isso. E não, não precisa voltar a Rodorio. Vou fazer um chá gelado e nós dois podemos relaxar. Fazem dias que não tenho uma noite de sono decente, e tenho certeza que seus dias também foram agitados.
 
”Tinha alguma coisa na minha cara?” foi o que Lygia pensou, pois Sunao a olhava como se nunca tivesse a visto. Ou pelo menos, como se fizesse um bom tempo que o havia feito. Não era como se ela nunca tivesse feito nenhuma brincadeira daquele tipo com ele. Por que a surpresa agora?
 
- Não foi uma tonelada. Lygia discordou, girando os olhos e rindo. Uma garota precisava ter opções. Ele se ocupava agora em apagar os seus “rastros”, então ela não tinha certeza, mas achou que Sunao não viu o seu sorriso satisfeito quando ele disse que ela não precisaria ir embora. De fato; não havia lugar tão pacífico quanto aquela cabana. Talvez isso se devesse ao fato de que seu dono era um psicopata que transformou os arredores num campo minado. Ela se sentou ao sofá, com as pernas jogadas sobre o braço do mesmo a balançar para fora. Cruzou os braços sobre o encosto, apoiando o queixo neles, olhando Sunao preparar o prometido chá gelado.
- Não precisa se preocupar comigo. Ela afirmou, apesar de não fazer muita menção de ajudar. A verdade era que seu planejamento se resumia à banheira e ao sofá; esquecera do detalhe que envolvia mantimentos. Mas aceitaria feliz o mimo, batendo levemente com a palma da mão no outro assento do sofá, convidando-o a se sentar ali também.
 
Na cozinha, Sunao lidava com o chá. Embora apreciasse bastante silêncio, a presença de Lygia não incomodava nem um pouco. Ignorando momentaneamente as reações espontâneas do seu corpo provocadas pela seminudez da garota, o Cavaleiro de Corvo deixou-se levar pelo ar nostálgico que a situação trazia lhe neste momento, Lygia costumava falar bastante e isso fez lembrar-se da época em que ela fazia perguntas a cada segundo. O chá gelado não demorou tanto para ficar pronto provavelmente era única iguaria gastronômica que conseguia fazer muito bem. Terminando de fazer no momento em que suas formas batiam no assento do sofá. Como semblante mais aberto ele ofereceu-lhe um copo grande sentando-se ao lado dela em seguida:
 
- Depois da reunião, prometo que vamos comprar mais algumas roupas para você. Depois disso eu quero ouvir o que tem feito durante todo esse tempo. E nada de virar os olhos e fazer um resumo infantil. Quero detalhes de tudo que tem feito durante todo esse tempo.
 
Ela aceitou o copo, esperando Sunao se sentar. Assim que ele o fez, ela se encostou ao seu lado, ficando meio de costas para ele, ainda com as pernas penduradas para fora do sofá pelo braço lateral.
 
- Eu vou cobrar, hein? Podemos comprar aqui em Tokyo?! Você sabe que não entendo japonês... Ela disse, se animando e  bebericando o seu chá.
Estava doce na medida. Ela se divertiu com a imagem de Sunao me seguindo pelas ruas abarrotadas, carregando sacolas dançando em sua mente. Mas então, suspirou, não resistindo a girar os olhos.
 
- O que você vai fazer se eu disser que salvei um camponês bonitinho e o escondi no meio das montanhas? E que vou vê-lo a cada saída de missão? Ela perguntou, disfarçando muito mal o riso em sua voz, olhado para Sunao por cima do meu ombro.
 
Sunao manteve-se na mesma posição permitindo que Lygia usasse suas costas e ombros como apoio. Aquela postura despreocupada sentada no sofá também era algo que estava bem oculto em suas lembranças. “Comprar roupas.” ele murmurou para si mesmo, enquanto tomava um pouco do chá gelado. Então veio a pergunta que desviou a sua atenção forma mais acentuada:
 
- Supondo que seja verdade, eu perguntaria se isso não atrapalha os seus deveres como Amazonas de Atena... Então o Cavaleiro voltou a tomar mais um gole de chá mostrando certo desinteresse no assunto.
 
O que fez a amazona girar os olhos novamente, voltando a olhar para seu chá.
 
“Chaaaaaatooooo. É, ele tinha voltado ao normal.” Ela pensou e riu novamente, tomando mais um gole, e se aconchegando em seu novo "encosto".
 
- Não houve muito mais do que falei no almoço. As coisas estão estranhas.
 
Um arrepio lhe sacudiu as costas, lembrando-a de algumas coisas mais bizarras.
 
- As pessoas estão mais violentas, algumas até descontroladas. E violentas.
 
Lygia suspirou, se decidindo se lhe contaria ou não.
 
- Você sabia que estão contratando Steel Saints como guarda particular?
 
Ela olhava para seu chá. E então, sua superfície ondulou, refletindo a pouca luz do ambiente de forma a formar uma imagem em tons sépia. Um grupo de cinco homens surgia em sua superfície. No copo de Sunao, a mesma coisa acontecia.
 
- Mas eles não seguem nenhum dos nossos códigos. E sem supervisão... Não são muito diferentes dos bandidos de estrada. Talvez sejam um pouco mais bem pagos...
 
O sarcasmo em sua voz disfarçava a falha no tom. A lembrança ainda era vívida o suficiente para lhe incomodar. Ela deixou de falar, mas as imagens no copo de moviam, contando sua história. Os cinco homens ganhavam um cenário; uma estrada desértica, e a venda se afastava o suficiente para surgir o meu perfil, usando armadura. A imagem se desfez, e então, surgia uma batalha. E ela estava encurralada.
 
Sim, eles haviam lhe dado trabalho. Muito trabalho.
A imagem oscilou mais uma vez, e Lygia estava no chão. Um dos homens perfurava seu peito, e seu corpo parava de lutar, inerte.
Os homens iam embora, rindo vitoriosos. Após algum tempo, um brilho surgia e o corpo da amazona se deslocava ligeiramente para o lado. O sangue desaparecia em sua maioria, e meu peito transpassado estava curado. Ou estaria, se não fosse pela lateral de minha armadura destruída, e o grande corte na altura de minhas costelas.
Ela abraçava o ferimento, socando o chão com força, e a imagem desaparecia simultaneamente dos dois copos.
 
- Bom... Eu morri nesse último ano. E você? Perguntou divertida, mas sua expressão não condizia com seu tom de voz, e ela encarava seu chá gelado, evitando olhar para Sunao.
 
E esta foi a primeira vez que Sunao mostrou uma reação mais agressiva. Suas sombracelhas abaixaram-se mostrando uma marca de expressão no centro da testa. "Steel Saints" ele já havia ouvido alguma menção sobre isso, mas nenhuma pista. Todos que o confrontaram não lhe deram maiores problemas.
 
- Então, eles são fortes o suficiente para derrotar até você... Não tive maiores problemas com meus adversários, mesmo enfrentando-os de frente. Mas ouvi falar deles, embora não tenha encontrado nenhuma pista. Sunao terminou de beber o chá deixando pairar uma atmosfera grave:
 
- Quando encontrá-los vamos devolver esta derrota a eles, não se preocupe com isso. Então, Sunao contou sobre alguns casos em que estivera envolvido desde o último inverno. Estivera andando em círculos durante todo este tempo e em várias partes do mundo. O adversário que tanto procurava literalmente brincou com ele durante duas estações:
- Não encontrei vestígio sequer de um nome. Apenas criados abandonados para me atrasar. A mente por trás destas ações está passos e mais passos á minha frente. Investigações infrutíferas. É como se o inimigo soubesse de cada um dos meus passos. Por isso reuni cavaleiros por iniciativa própria para sondar alguma pista. Parece que nós dois sofremos derrotas vergonhosas...
 
Inusitadamente, o cavaleiro serviu mais um pouco de chá a Lygia oferecendo um brinde.
 
– Mas, não é nada para se envergonhar.
 
- Vou precisar treinar um pouco mais antes de reencontra-los. Observou ela, terminando seu chá, colocando o copo no chão ao lado do sofá.- Se vamos mesmo cair numa guerra, me recuso a ser a donzela indefesa do grupo. Declarou, esticando os braços para frente, arqueando as costas, consequentemente, jogando seu peso em cima de Sunao.
 
E aquilo era verdade. Sua vaidade não se limitava à aparência. Onde ficava seu orgulho como Amazona? Ser derrotada por Steel Saints, que sequer são cavaleiros de verdade, havia doído mais em seu orgulho do que em seu corpo. E olha que ela tinha ficado me recuperando uma boa semana antes de me lançar numa nova investigação.
 
- Agora, você ser passado para trás assim sim que é estranho.Ela se afastei o suficiente apenas para desviar do ombro de Sunao, deitando sem cerimônia no colo dele.- Que tipo de criados você encontrou? Ela perguntou se aninhado, olhando para cima, abafando um risinho. Aquele ângulo sempre deixava o rosto dele engraçado, e aquilo também não havia mudado.
 
Mas o cavaleiro não se apercebeu disso. Ainda com sua mente voltada para a nova informação que a Amazona de pavão lhe trouxe, posicionou a mão direita, afagando os cabelos da garota. E a mão esquerda abaixo dos seios - longe de ser libidinoso, muito mais por conforto dela – deixou-a deitar sobre suas pernas deliberadamente Era bastante frequente quando ela era bem mais nova. Sunao foi o mestre exigente como deve ser um treinamento de cavaleiros, mas embora lhe faltasse empatia, entendia perfeitamente de linguagem corporal para aprender sobre algo simples que era como afagar a cabeça do aprendiz elogiando um bom trabalho.
 
Então recostou a cabeça na cabeceira do sofá e encarou o teto procurando se lembrar e seus adversários:
 
- Eram pessoas que tinham apenas o cosmo bruto e encarnaram a força bruta e física como um todo, dois ou três golpes nos pontos de pressão resolveram o problema. Eram fanáticos por uma causa confusa, mas não diziam coisa com coisa.
O Cavaleiro concluiu a explicação então parou de apagar os cabelos da garota para finalmente concluir a explicação, já sentia o cansaço sobre seus ombros e desejava realmente dormir:
 
- Provável que tenhamos uma explicação melhor na reunião de amanhã, sugiro que vá para o seu quarto descansar. Depois de tudo isso, precisamos uma boa noite de sono.
 
Mas a mão de Sunao eclipsou a vista por um momento, mas logo Lygia voltou a enxergar, sentindo o afago em seus cabelos. A mão sobre meu tronco era quente através do tecido da camisa, e encaixava bem. Era o que chamavam de memória corporal; apesar do tempo que se passou, a situação era conhecida, e seus corpos “se ajustavam”, encontrando a posição mais confortável.
 
Ela virou de lado, oferecendo sua nuca e o topo de sua cabeça ao carinho, a mão de Sunao deslizou sem dificuldade, abarcando suas costelas agora. Depois do que pareceu muito tempo, ela ouviu a descrição dos tais criados; apenas capangas burros.
Então fechou os seus olhos, sentindo o carinho nos cabelos, e a voz dele ia se perdendo e se misturado a ecos no fundo de sua cabeça. Pouco a pouco seu corpo ia relaxando, e ele provavelmente brigaria com ela ao perceber que eu perdera uma boa parte da história. Mas depois ela daria um jeito de pedir desculpas. Só queria esticar aquele momento de paz um pouco mais. Mais um pouquinho, antes da tal reunião. Lygia não soube bem em que ponto parou de ouvir em definitivo, mas realmente, fazia muito tempo que eu não adormecia tão pacificamente assim.
E ao ver a discípula adormecer, Sunao a ergueu no colo e a transportou até o quarto que cabia a ela, indo logo em seguida ao seu.
 
E na manhã seguinte, após as noites agitadas ou não dos cavaleiros, lá estavam eles de volta para a reunião. Todos tinham cruzado os portais, ou saído de seus alojamentos e se encaminhavam junto à multidão até os dirigíveis.
 
Tinha finalmente começado.
 
[C@#@*$%, que post gigante! Nem acredito que terminei. Foi comprido, mas a missão está cumprida! E a ordem de postagem permanece a mesma:
 
Bunny
Akakios
Jun
Lygia
Sunao
 

Gente, foi tenso, mas foi que foi. Vamos nessa, e como dizia um freak de academia da escolinha do Professor Raimundo: “ÍSSA!”]
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Mensagem por Cyber em Sex Abr 07, 2017 9:55 pm

O Celular de Bruno toca a sua abertura favorita de “Super Turbo Atomic Ninja Rabbit” a da terceira temporada, segunda versão. A que eles viajaram para outros planetas e ele ganhou a armadura da estrela anã, era um desenho velho, e sempre repetia aos domingos de manha, mas as séries de vinte anos atrás eram melhores do que as atuais, e sempre podia ver com sua mãe, era o desenho favorito de ambos.


Apesar da música rolar a auto volume Bruno não abriu seus olhos, havia adormecido sobre o chão do seu “atelier”, ao invés de acordar ele se embalava ainda mais, por sorte ele não estava sozinho naquele quarto, seus cabelos começaram a se mexer incomodados com a música, logo um par de orelhas de coelho se projetou, dois pequenos olhos azuis estrelados, abriam e fechavam muito irritado, se fosse possível ler a expressão de um coelho de tinta, saberia que aquele não estava nada feliz, ele logo se moveu perto da orelha e Bruno, cravando seus afiados dentinhos nele.


- Aiaiaiaiaiiiiii


Bruno se levantou com um salto, sacudindo a cabeça, tentando se livrar de um coelho preso a ele, se Fera continuasse mordendo daquela forma, ele não precisaria furar as orelhas, poderia usar um alargador de cinco polegadas em seguida, ao ver o rapaz acordado o coelho salta de sua orelha pulando sobre o celular com o olhar ainda bravo nos olhos.

- Você não podia ter falado?


Fera apenas o encara, mas novamente se fosse capaz ler a expressão facial dele ou sua mente séria possível ver que ele dizia “ Eu sou apenas um coelho eu não sei falar”


- Ta tá eu sei! Hoje é o grande dia, e eu estou com tudo preparado, mas eu consegui terminar minha grande obra de arte! Vai dar tudo certo!!!


Um brilho de orgulho emanava dos olhos castanhos de Bruno, do chão Fera o olhava da mesma forma, finalmente a armadura estava pronta, apenas as melhores tintas haviam sido usadas nela, e a melhor mistura de matérias, Gustavo ficaria com inveja pois a pintura da “Lebre” colocava em segundo lugar a pintura feita na “Guara de aço” Gustavo era como um irmão mais velho para ele, mas o artista como ele deveria exibir sua melhor obra, e ele era dois, artista e cavaleiro.


Olhou novamente para o relógio vendo que ele já despertara pela terceira vez.


- Como você me deixou dormir tanto?


Disse ele já arrancando a roupa e correndo para o banheiro desesperado, deixando para traz um coelho descrente com as perguntas de seu cavaleiro, enquanto Bruno se banhava Fera puxou suas roupas usadas para um canto, e colou os pincéis e algumas latas de tinta em seus devidos lugares, apesar de uma zona, aquele lugar parecia mais arrumado depois do toque de uma coelho.

Bruno não demorou a retornar ao quarto, enrolado na cintura em uma toalha, olhando ao redor como se procurasse novas roupas, eram quadros, painéis e paredes pintadas para todos os lados, muitas vezes ele mesmo se perdia ali dentro, Fera apontou para a esquerda dele, atrás de um grande painel cheio de coelhos com olhar assassino, Bunny o puxou e atrás estava uma arara com algumas roupas encabidadas e selada.


- O que séria de mim sem você Fera?


Era uma pergunta que o pequeno coelho de tinta tinha medo de responder, o que séria do cavaleiro de Lebre sem ele, provavelmente ele se soterraria debaixo de uma pilha de latas de spray, ou ficaria obeso com a quantidade de besteira que ele comia, mesmo com os defeitos de Bunny, ele era um otimo companheiro e tinha que ser cuidado como um bichinho as vezes, Fera gostava de ser dupla com ele.


- Eu não sei se tenho que ser formal ou não na frente do grande mestre, mas eu pensei em usar uma coisa mais ao meu estilo, algo que mostre quem eu sou, ou melhor quem nós somos!


Bruno saiu por de traz do painel usando, um par de ténis baixo all star's customizados pretos com estrelas pintadas, manchado de vermelho nas laterais com uma pequena lua minguante desejada na língua dos sapatos, uma calça Shinny moletom masculina, jeans talvez fosse mais elegante, mas prendia os movimentos, e aquela calça era bonita e cara, azul escura com duas faixas prateadas detalhando os bolsos, o tecido era otimo caso precisasse dar alguns saltos de lebre, uma camiseta oversized branca de mangas longas, estranhamente dava a ele um ar mais angelical, era como se a túnica de um anjo tivesse sido concessionada para ele, era sóbria toda branca, as mangas tinham um buraco na lateral para encaixar os dedões, ao mesmo tempo que era calma também parecia feita para lutar se necessário, era um bom visual, mas para Bruno ainda não estava completo, faltava algo, um tcham por assim se dizer, algo que chamasse atenção, algo que dissesse “Olha para mim, eu definitivamente sou o personagem principal do anime, eu tenho cabelo colorido, e um visual legal, mais estranho ao mesmo tempo” Ele retirou de um cabide ali próximo um meio manto, um manto customizado, o tecido era azul claro como um céu sem nuvens das regiões campestres, era rasgado como se a capa tivesse sido destruída, porem por dentro o tecido estava pintado de negro, com grandes estrelas brancas de cinco pontas pintadas, Fera olhou para Bruno, e o cavaleiro de lebre pode notar mais três pequenas estrelas aparecendo em seus olhos, Bunny sorriu sabendo que aquele era um olhar de aprovação de seu fiel amigo.


- Sabia que você ia gostar... Fera onde estão minhas lentes?


O coelho olhou ao redor de todo o quarto e saltou a procura das lentes do rapaz, olha em direção a uma escrivaninha, ou era uma escrivaninha antes, de ter ficado atolado de coisas, e uma pequena caixinha reside no local, Bruno corre pegando e colocando rapidamente as duas lentes vermelhas, o visual de lebre não estaria completo sem elas.


- Certo, agora tá tudo perfeito podemos ir!


Bruno ergue o Braço como um falcoeiro, Fera salta para ele o olhando fundo nos olhos, e mais uma vez diz sem palavras para ele que algo ainda falta, ao invés de responder com palavras dessa vez Bunny apenas olha ao redor batendo o olho e vendo que nada tinha ficado para traz, ele se volta para o coelho, sem saber o que dizer, e Fera abre a boca deixando cair por ela o pingente de Lebre.


- Claro que eu nunca iria te deixar para trás, somos mais que uma dupla, somos um só! Agora vamos encontrar nossos amigos!... E o Sunao.


Disse ele lançando o coelho para cima, Fera cai sobre sua cabeça se transformando novamente em tinta, tingindo mais uma vez os cabelos castanhos de Bruno com as cores branco e azul escuro, o pingente de lebre cai sobre seu pescoço, a cena tinha sido em perfeita sincronia quase ensaiada, apenas se lamentava que não tinha mais ninguém ali para presencia-la.


Depois de se arrumar por inteiro, ele decidiu sair do seu alojamento, mas não da mesma forma que entrou, hoje era o grande dia da convocação do Grande Mestre, era melhor andar antes que arrumasse confusão por se teleportar, e caminhando poderia encontrar seus amigos e Sunao pelo caminho, ele então desligou seu celular e partiu pela porta, em direção aos zepelim's.

[Bem para quem ficou em duvida em como visualizar as roupas que ele está usando, essa é a camiseta com a alteração nas mangas, e a calça é essa fazer o que eu criei um cavaleiro descolado XP]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Sab Abr 08, 2017 5:24 pm

Acordo sentindo o corpo cansado, menos de que quando fui dormir, mas ainda assim cansado.


" Aquela voz... foi apenas um sonho? Eu imaginei ou foi um aviso do além?"


Não tenho muito tempo para pensar, nem para repor realinhar minhas energias meditanto, hoje é a data marcada, sento na cama suspirando.


Me recordo dos dizeres da carta e das ruas de rodorio cheias de cavaleiros, entre eles meus amigos Bruno de Lebre com suas bravatas, Jun Jun de Lotus com aquele encantador jeito tímido, Lygia de pavão roubando olhares por onde passava e Sunao de corvo, ele e eu somos amigos? Aquele homem é misterioso demais.


- Se eu não me mexer eles vão me deixar para traz!


Digo dando dois leves tapas em minhas bochechas, para afastar o resto do sono, levanto da cama de sobressalto.




O lado bom de viver num dormitório e ser um cavaleiro é que a água para o banho já fica separada, nada de ter que levantar e fazer o serviço braçal como em casa, era uma comodidade que me perguntava se existia do outro lado do portal.
Despejo a água de meu banho na banheira, rapidamente me dispo de minhas roupas, quando noto que ainda estou com o pingente de coruja em minhas mãos, ajeito a minhas roupas, as dobro dignamente, e deposito o cordão em cima delas, como uma coruja em seu ninho.

Ela não partiu, criança.



Aquela voz soava novamente em minha cabeça tão límpida e cristalina, como se eu escutasse novamente o que dizia, sorri me afundando um pouco mais na banheira.


- Se não se foi só existe um lugar que ela poderia estar



"Mas como descobrir isso? Eu não conheço sobre os outros cavaleiros..."


Submergi a cabeça sobre a água um pouco chateado com minha própria ignorância, quando a imagem do rosto de Lygia me veio a mente


" Talvez ela saiba algo? Ela é boa em identificar as pessoas e reconheceu o Emuichi pela armadura, talvez ela consiga reconhece-la "


Levanto animado da banheira, as águas sempre me ajudaram a me sentir renovado, mas a esperança de encontra-la e saber que eu posso contar com outras pessoas me move e me da forças para seguir em frente.


- Certo! Dessa vez eu não ficarei para trás!


Me enxugo rapidamente, pois tem tantas coisas para ser feitas e tão pouco tempo, devemos nos apresentar ao grande mestre com o nosso melhor, corro em direção ao meu quarto abrindo uma pequena cômoda, procurando as vestes ideais para esse dia.



Todos os cavaleiros devem se apresentar com suas devidas armaduras, altar é uma das mais belas armaduras de todas as 88 constelações, devo apresentar ela da melhor forma


Ativo a dog tag liberando a armadura de altar sobre minha cama, como um descendente do clã dos alquimistas eu devo cuidar da melhor maneira possível da minha armadura


Pego na ultima gaveta de minha cômoda um dos tesouros de Jamiel, um presente de meu querido vovô Kiki, cera de abelhas de Jamiel, misturada com poeira estelar, vovô me entregou no dia em que me tornei um cavaleiro, sempre dizia que além de deixar a armadura lustrada, melhorava o fluxo de cosmo do cavaleiro para ela, era a primeira vez que eu a usava, e esperava que fosse tão boa quanto ele dizia.



- Finalmente usarei seu presente vovô!


Polir uma armadura devotava mais tempo do que eu pensava, quando terminei o trabalho notei pela janela de meu quarto que o chamado para partirem os primeiros dirigíveis já soavam, rapidamente me levantei da cama pegando a primeira peça de roupa que vi no meu caminho, não fazia diferença que roupa vestir por baixo, pois deveríamos nos apresentar com nossas armaduras em melhor estado.



Levei minha mão sobre o espelho de altar ativando a armadura que veio a mim, o encaixe dela era perfeito, a cera funcionava como previsto a sentia até mais leve do que na vez anterior que a tinha usado, agora era só preciso chegar antes que os dirigíveis partissem, se eu corresse até lá talvez poeira grudasse na armadura pois eu tinha acabado de polir.


" Bem o Senhor mestre Shiryu falou que rodorio não é o santuário, então não vejo problema em faze-lo, e se atrasar séria pior do que me teleportar"


Eu podia não ser um telepata prodigioso do meu povo, mas já havia passado por todos os cantos de rodorio, me concentrar na imagem dos dirigíveis era fácil.Fecho os olhos e quando abro novamente estou no angar, ao meu redor alguns cavaleiros, pelo que percebo sua maioria de bronze, alguns olham para mim espantados.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Seg Abr 10, 2017 12:21 am

A história de Shiryu era realmente algo fantástico, mesmo confiando plenamente no seu mestre os feitos narrados eram de tal magnitude que mesmo para uma pessoa com uma mente simplória como Jun pareciam exagerados, mas a calma da narrativa e seriedade no rosto de seu mestre eram suficientes para fazê-la aceitar toda aquela épica.


Fazia todo o sentido todos conhecerem o nome de seu mestre,  sendo que ele realizara tantas coisas importantes, e tendo ele vivido tantas batalhas, o peso de sua preocupação se tornara mais palpável, a deus retornara antes do previsto e para ele isso era um sinal ruim. Ela entendia, seria como se começasse a nevar no meio do verão, talvez por essa consciência  da perturbação do ciclo que a deusa Athena tinha o cavaleiro de corvo e amazona de pavão estivessem tão tensos.


Se por um lado isso lhe dava uma dimensão de quão difíceis poderiam ser as coisas dali em diante , por outro saber que seu mestre começara como um cavaleiro de bronze e que acompanhado de seus companheiros quebram limite após limite , lhe dava coragem. Afinal, a ela foi dada a honraria de usar de uma armadura de prata, começara já um pouco mais adiante do que seu próprio mestre, seria positiva sobre isso.


O caminho de volta fora tranqüilo , assim como o jantar. A jovem não pode deixar de perguntar se todos estariam bem depois de terem partido em vários caminhos separados,  de certo os reencontraria na grande reunião  do dia seguinte , mas ainda parecia incerto se eles se dariam bem uns com os outros. 


De sua parte só poderia manter as portas de sua alma abertas ,como sempre fizera  apenas esperando que outros também abrissem suas portas a ela , tivera num morador de rua que os outros viam apenas como sujo e sem sentido a imagem de pai zeloso que não conhecera com aquele que fora seu pai de verdde, em amantes clandestinos que precisavam enganar a sociedade amigos  que lhe deram a possibilidade de conhecer um mundo além dos becos da baixa beijing e depois na estranha senhora que aparecera após o incidente com ladrões uma avó  e logo após conheceria seu mestre que lhe mostraria possibilidades que nunca imaginara.



Faria o possível , para retribuir a cada porta aberta que lhe fosse dada. E com esse pensamento dormiu e com ele também levantou e vestiu-se para seguir em rumo a reunião. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Seg Abr 10, 2017 8:26 pm

A cada vez que eu inspirava eu ganhava mais consciência do movimento do meu peito se expandido e retornando ao normal.

Gemi com preguiça, ainda de olhos fechados, virando para o outro lado. Estiquei os braços e as pernas, lutando para permanecer adormecida. Mas então.... me toquei de um detalhe.

Desde quando o sofá era tão espaçoso?

Abri o olho que não estava esmagado contra o travesseiro, reconhecendo o ambiente. Sim, ok, definitivamente não era o sofá.

Me espreguicei novamente, bocejando, revisando em minha memória quando eu havia ido ao quarto. Após dez segundos de esforço, concluí o óbvio; eu apaguei no sofá, e Sunao me carregou até ali.

Bom, culpa dele por coçar minha cabeça. Aquilo me apaga desde aproximadamente sempre.

Coçando a cabeça, olhei em volt,a e logo ali, sobre a cômoda, encontrei minha pilha de roupas. Até aquilo ele tinha trazido?

Com um último bocejo, abandonei o conforto das cobertas, suspirando profundamente antes de fazer o que eu sabia que iria precisar; vestir as mesmas roupas de ontem. E aquilo me causava horror!!

Bom... não é como se alguém fosse me ver daquele jeito. Era só atravessar o portal e ativar minha tag antes mesmo de sair do outro lado. Me recusaria a tirar a armadura até chegar em casa e estar apropriadamente apresentável.

Até por que um certo passarinho tinha que me levar às compras. Ri daquela ideia, imaginando a árvore de sacolas com pernas que eu o trasnformaria, mas me contive. Veríamos o que aconteceria depois daquela reunião.

Eu nem mesmo sabia se ainda teria humor para compras depois do que iríamos ouvir.

Na sala, como esperado, encontrei Sunao aparentemente já pronto para sair. Que Bom que eu não era adepta dos cafés da manhã, ou teria alguém muito nervoso no meu pé.

- Bom dia. - eu cumprimentei, cantarolando. Kokoa estava no parapeito da janela aberta, e crocitou ao me ver.

- Bom dia. - Sunao respondeu com um décimo da minha animação, mas era mais do que ele estava habituado - Vejo que está pronta.

- E você é realmente observador. - eu devolvi, cruzando os braços - Não muito o que se fazer tendo apenas uma roupa amassada e nenhuma maquiagem. Que bom que minha menina vai corrigir isso para mim. - eu comentei, acariciando a tag, já caminhando em direção à porta.

- Por favor... me diga que você sabe que uma amazona não é mahou shoujo... - eu não saberia dizer se aquilo era sério ou sarcástico.

Eu apenas girei os olhos, ignorando a menção á cultura pop do japão, saindo pela porta. Enquanto ouvia Sunao fechar a janela de Kokoa, eu inspirei o ar matinal, sentindo o sol contra minha pele.

Logo, Sunao já estava ao meu lado, fazendo sinal para seguí-lo. O que significou que chegamos ao portal em tempo provavelmente recorde. E, conforme planejado, ativei minha tag ao atravessar o portal, de forma que, quando saímos do outro lado, uma ligeira pirotecnia assustou as pessoas mais próximas. E mais assustados ainda ficarma ao se deparar com dois cavaleiros de prata armadurados saindo de lá de dentro.

- Você é muito afobada. - eu podia sentir a inteção de reprovação na voz do meu "mestre".

- E você, maria-vai-com-as-outras. - eu dei de ombros, observando o fato dele também estar equipado.

Kokoa crocitou por cima de qualquer coisa que Sunao pudesse pensar em dizer, como se risse. Eu ri em coro com o pássaro, começando a andar até a plataforma que nos levaria ao santuário.

Nos ver andando equipados e lado a lado era no mínimo, intrigante. A armadura de Sunao cobria todo o seu corpo, e apesar da classificação de "prata", sua cor era mais negra do que as penas dos próprios corvos que o emprestavam a constelação.

A minha menina, por outro lado, era em tons claros, que acentuavam muito bem os meus contornos, Deixava metade das minhas coxas à mostra, entre o fim da bota que passava os joelhos e o começo do que seria um saiote de gladiador. As abas se abriam conforme eu andava, mostrando um pouco a mais, suficiente para atiçar muitas "imaginações" ao meu redor.

O peitoral contornava minhas curvas, de uma forma que só o oricalco poderia permitir, e as ombreiras delicadas demais para uma proteção, davam a impressão de meus ombros estarem quase de fora, o que ampliava a vista do meu colo, terminando com o contorno dos meus seios, como num decote.

E, conforme eu andava e ondulava meu quadril, as penas do pavão acompanhavam meu movimento natural, ampliando-o.

À primeira vista, minha armadura me oferecia um visual frágil, mas olhos experientes perceberiam as junções móveis e flexíveis das placas, que me conferiam velocidade e flexibilidade, apesar de proteger os pontos vitais. Resistência nunca fora o meu forte, então eu só precisava atacar uma única e certeira vez para ser vitoriosa. E enquanto o adversário estivesse ocupado demais olhando minhas pernas, ele poderia muito bem perder a luta.

Num mundo majoritariamente masculino, aquela era uma arma da qual eu não iria abrir mão.

Conforme nos aproximávamos da plataforma, podíamos ver outros cavaleiros convergindo para o mesmo destino. Finalmente... o tempo para suposições havia acabado.

Agora era a hora de respostas.

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A Reunião Extraordinária

Mensagem por Youta em Ter Abr 11, 2017 5:45 am

[Comunicado Importante: Excepcionalmente neste post, por motivo de força maior, o Player de Sunao não poderá postar. Desta forma, a Player de Lygia, à qual a personagem estava em ação conjunta com Sunao no post passado o incluiu em sua ação. Assim sendo, farei o post considerando como se Sunao já tivesse postado. Obrigado pela atenção].
 
O grande dia finalmente chegara e os cavaleiros estavam se encaminhando para a tão esperada reunião.
 
De todas as partes do mundo, de todos os cantos, dos campos, cidades, vilas e montanhas. Athena os chamou e os seus cavaleiros a atenderam. Foram diversos dias de caminhada para alguns, algumas horas para outros. Foram viagens longas e excitantes para alguns, curtas caminhadas para outros. Alguns chegaram em cima da hora, outros já estavam ali há muito tempo. Mas todos tinham se reunido com um único propósito: A reunião Extraordinária do Grande Mestre do Santuário. E aquela era a maior procissão sagrada que já tinha acontecido.
 
Pela primeira vez na história, excetuando talvez pela sua primeira vinda a este plano, as armaduras de Athena tinham sido todas convocadas ao mesmo tempo. E a Deusa regia aproximadamente 88 constelações, sendo distribuídas entre Ouro, Prata e Bronze.
 
Mas não eram somente os cavaleiros sagrados que atendiam ao chamado da deusa. Ainda ali havia inúmeros Steel Saints e muitos soldados de infantaria, formando um exército gigantesco com etnias e culturas múltiplas e variadas. E eram estes mesmos homens e mulheres que marchavam em direção à plataforma principal, ao grande pilar no centro de Rodorio.
 
A cerca de vinte metros acima das construções da vila na dimensão paralela, acessíveis por escadas circulares, existiam as já citadas passarelas, sustentadas por colunas de gigantescas nas quais as escadas estavam. Ali em cima ficavam em repouso as estruturas que pareciam dirigíveis, com um longo espaço para passageiros dentro deles. Estes eram estranhas máquinas voadoras, pois não havia balões nos mesmos ou qualquer outra semelhança com um dirigível que não o formato alongado. Eram veículos ovais, com diversos assentos laterais organizados em grupos de cinco em um grande corredor central como em um avião genérico, além de uma complexa estrutura onde provavelmente deveria haver um motor em algum lugar. Acima das cabeças dos passageiros o teto era abobadado e as laterais tinham barras paralelas pequenas de cinco em cinco metros, emulando uma escada de serviço. O motorista também não era visível, devendo ficar em um ponto da complicada estrutura que logo os levaria.
 
Ali nos hangares, aproximadamente 3000 pessoas estavam reunidas, talvez um número muito maior considerando que havia pessoas que já estavam ali a muito mais tempo do que os cavaleiros chegados apenas nos dias estipulados na carta recebida.
 
Todos os cavaleiros ali presentes começaram a embarcar nos veículos, ocupando seus lugares por ordem de chegada. Não havia um guia ou alguém que lhes dissesse o que fazer ou onde ir, os Cavaleiros apenas entravam e ocupavam seus assentos, como se tivessem feito isso sua vida inteira.
 
Quando começaram a levitar e subir em direção ao Santuário, alguns cavaleiros estavam nervosos, outros excitados, outros ainda pensativos, mas todos com o pensamento e o foco na reunião. Mas uma coisa foi notada pelos mais atentos: Os dourados não estavam nos balões.
 
Não se sabe quem foi o primeiro a notar. E nem quem se manifestou primeiro. Mas de repente, todos ouviram um brado:
 
- Olhem!
 
 
A torre central que ficava exatamente na encruzilhada dos dois ancoradouros estava brilhando. O brilho vinha de seu topo, onde gravadas no terraço existiam diversas marcações correspondentes ao zodíaco. O brilho começara em um azulado leve, até que de repente um signo apareceu maior que os outros:
E então, um enorme e fulgurante raio dourado cruzou os céus, passando rente aos dirigíveis. O cometa de energia subiu em direção ao Santuário velozmente e lá sumiu, mas antes que todos pudessem procura-lo, o brilho voltou no signo seguinte e mais um raio foi vislumbrado. Foi assim com todos os signos, até o último.
 
Após o último signo e o último raio, a torre se apagou e a viagem continuou. O espetáculo fora impressionante. Os mais sensíveis sentiram como ondas de poder vibrando as aeronaves, cada qual com sua característica única. Quentes como o sol, brilhantes como as estrelas, velozes como cometas. Os cavaleiros tinham presenciado a chegada dos Santos Dourados ao Santuário. Somente aquilo já era uma memória grandiosa o bastante, mas ela seria a primeira do dia, disto todos tinham certeza.
 
A aeronave fez uma curva elíptica ascendente para contornar a forma cilíndrica do Santuário e achar sua pista. As estátuas agora eram mais claramente visíveis. Seus contornos magníficos, suas formas gregas e sua imobilidade pétrea, mas com brilho vivo sustentavam a grande edificação voadora.
 
Era possível ver que a forma cilíndrica do Santuário que era vista lá debaixo era na verdade a de dois cilindros sobrepostos, no qual o mais largo abrigava uma área de treino e uma grande arena. O mais estreito, porém o mais longo era o Santuário propriamente dito. As casas subiam e circulavam o templo, tornando a paisagem belíssima com o sol resplandecente ao fundo. A aeronave então flutuou e iniciou uma lenta descida e se aproximou, afinal, do ancoradouro metro por metro, até enfim atracar.
 
Uma vez na área do Santuário, as pistas ligadas aos ancoradouros conduziam a uma grande área circular cercada por degraus e colunas, a céu aberto. Ali, já havia uma grande concentração de soldados e mais e mais chegavam. Além disto, a mesma arena podia ser vista agora de perto, pelo lado leste do ancoradouro ao qual esta aeronave tinha pousado. Do outro lado, o lado oeste, existia um jardim, cheio de belas flores brancas e com um aroma muito agradável.
 
Ali, os cavaleiros viram que todos aguardavam em um lugar chamado de Ágora. Uma grande praça, com espaços para centenas de pessoas, exatamente de frente para uma grande casa com colunas gigantes, um telhado alto de pedra e o chão feito em granito frio, com uma grande fonte d’água límpida à sua frente. O Ágora era o último terreno livre do Santuário, antes das famosas Doze Casas.
 
Ali estavam todos reunidos, todos trajando suas armaduras. Mesmo aqueles que não o tinham feito viram o olhar de reprovação dos demais e decidiram fazê-lo. Afinal de contas, era uma afronta se apresentar ao Grande Mestre sem seu traje de batalha. Era uma atmosfera tensa e apreensiva, pois todos queriam saber o que estava acontecendo. Alguns buscaram visibilidade, mas o Ágora era construído de modo que todos tivessem a mesma visão do centro, sem cantos vivos ou esquinas. Além do mais, praticamente todas as colunas já abrigavam pessoas recostadas, muito embora alguns ainda buscassem visibilidade avançando. Esse burburinho continuou por alguns instantes, até que de repente, numa súbita lufada de vento, a atenção de todos foi chamada para a parte que tangenciava o Santuário da praça.
 
Ali era a entrada para os portões da primeira casa, a Casa de Áries, onde a Guardiã de Áries protegia a Deusa. Os portões de ouro com o símbolo de Áries guardavam uma trilha, sendo possível divisar um templo similar em construção e formato ao descrito acima ao final dela. As demais casas eram visíveis à distância, bem os as mesmas pistas sustentadas por estátuas, seguindo o rastro e formando um círculo em volta do edifício que se elevava acima de quem entrava. E por algum motivo, o símbolo com o signo ♈ brilhava dourado. O símbolo pulsava até atrair a atenção de todos os cavaleiros e soldados ali presentes e então, seu brilho se manteve uniforme. Com a respiração suspensa, a grande maioria dos presentes aguardava e então, após um leve estalido, os portões da casa de Áries se abriram. Logo em seguida, uma série de passos começou a ecoar.
 
E pelos degraus, desceram doze figuras impressionantes. Seus corpos eram cobertos por armaduras reluzentes, douradas e que protegiam completamente seus corpos. À frente deles, um indivíduo com uma armadura dourada, esta com chifres que lhe abarcavam o pescoço, andava com segurança, abrindo caminho. Um elmo lhe cobria completamente o rosto, sem revelar sua identidade. Seu traje não lhe parecia pesado, pois ele se movia com firmeza e de forma delicada, sem parecer carregar o peso daquela grande indumentária. Alguns dos ali presentes, principalmente os prateados que se reuniram no dia anterior, sabiam que as armaduras sagradas não pesavam, mas ver uma versão bem mais protegida de suas próprias indumentárias os fazia duvidar por um curto momento deste fato. Era o Santo de Áries.
 
Assim que o guardião passou pelos portões, ele caminhou até cerca de dez metros à frente de sua casa e ali parou, perfilando-se exibindo sua esquerda em relação a todos que o observavam.
 
E então, atrás de Áries, vinha outro, este muito maior que ele. Essa armadura também tinha chifres, mas desta vez na cabeça do guardião. Como seu companheiro, o rosto era coberto e sua armadura não deixava frestas. Como o primeiro, ele caminhou até dez metros da casa e se perfilou também, mas de frente para seu companheiro e exibindo sua direita em relação os observadores. Este era o Santo de Touro.
 
Após este, um terceiro individuo surgiu, usando um elmo que possuía uma face dividida ao meio, sendo que o metal de um dos lados era enegrecido. O resto da armadura seguia o mesmo padrão. Ele se perfilou ao lado de Áries, ficando com seu rosto voltado em direção à Touro. Era o Santo de Gêmeos.
 
Logo em seguida, assim que Gêmeos terminou de se perfilar, mais um dos Santos desceu a escada. Este tinha uma armadura repleta de pinças e seu rosto era coberto por um elmo que lembrava um caranguejo visto superiormente. Ele caminhou até o lado de Touro e ficou de frente para Gêmeos, aguardando. Era o Santo de Câncer.
 
E após este, os demais foram descendo. O Santo de Leão, se perfilou ao lado de Gêmeos. Ele era mais baixo que os demais Santos e seu rosto coberto com a face de um leão urrando. Em seguida, o Santo de Virgem se perfilou diante do Santo de Leão, ao lado do Santo de Câncer. Sua face era oculta por um elmo que tinha a fronte lisa, sem detalhes ou adereços, excetuando duas pequenas asas laterais.
 
O Santo de Libra desceu, se perfilando ao lado do Santo de Leão. Ao contrário do simpático velhinho que tinha sido visto no almoço da tarde passada, o que era visto agora era um guerreiro de armadura dourada, esta repleta de armas brancas presas ao seu corpo. As laterais de seu elmo tinham pequenas escamas, e a parte superior lembrava ironicamente os bigodes de um Dragão. O rosto era encoberto por uma máscara lisa, sem expressão, simulando um rosto com os olhos vendados.
 
O Santo de Escorpião, que tinha sido o motivo da contenda tinha descido e se juntado ao perfil, ficando a direita do Santo de Virgem. Sua armadura e elmo, assim como os demais, não mostravam sua natureza.
 
O Santo de Sagitário desceu logo após, ficando ao lado do Santo de Libra. Ele era impressionante com suas asas douradas gigantes, portando seu arco. Seu elmo, fechado, mostrava uma face parcialmente equina com pequenas asas nas laterais da cabeça. Ele se perfilou e aguardou.
 
O Santo de Capricórnio se juntou ao perfil, ficando ao lado do Santo de Escorpião. Logo em seguida a se juntar, ele foi um dos poucos que moveu sua cabeça ligeiramente, como que a verificar alguma coisa. Mas qualquer que tenha sido a verificação, não tirou nenhuma outra reação do Santo.
 
E então, o Santo de Aquário se junto a eles, ficando ao lado do Santo de Sagitário. Ele parecia quase apagado pelas asas do aliado, mas não pareceu se incomodar. Seu elmo não era todo fechado, cobria apenas sua boca e nariz, mas seus olhos não eram visíveis da posição que ele ocupava.
 
Por fim, O Santo de Peixes, trajando uma armadura com motivos de escamas e uma máscara de mulher com uma expressão pétrea se juntou aos demais, ocupando o último lugar, ao lado do Santo de Capricórnio. Assim que ele chegou, os Santos alinhados deram três passos para trás de si mesmos, recuando e abrindo o caminho da escadaria das Doze Casas. E então, houve o silêncio.
 
Após segundos que pareceram uma eternidade, passos ecoaram nas escadarias novamente desta vez solitários. Uma nova figura impressionante desceu pelos degraus, mas ela não trajava uma armadura. Pelo menos, não completamente.
 
Esta figura usava um longo manto branco, com joias douradas pendendo de seu pescoço. Suas mãos eram invisíveis embaixo do casaco, tal e qual suas pernas. Seu rosto, encoberto por um elmo dourado e uma máscara cor de ferro, que não mostravam expressão.
 
Ele caminhou até chegar entre os Doze dourados, parando entre Aquário e Peixes e se voltou então para todos que o olhavam perplexos.
 
Os Cavaleiros viam agora o Grande Mestre do Santuário, ali no Ágora.
 
 
O homem ficou ali durante alguns segundos. E então, tomou uma atitude que chocou alguns dos presentes: Com um gesto de mão, ele segurou seu elmo e sua máscara e retirou-os, segurando-os à lateral do corpo. Mesmo antes de ser possível ver o rosto do Grande Mestre, era possível notar que suas mãos eram idosas, porém firmes e resistentes. Ele então se livrou do elmo e erguendo a cabeça, olhou novamente para todos ali presentes.
 
 
Um burburinho se iniciou. Todos estavam confusos. O Grande Mestre não descia do Salão Principal para ter com os cavaleiros e muito menos exibia seu rosto. Era uma tradição de séculos que estava sendo quebrada naquele momento, era um momento solene e ninguém sabia como reagir.
 
Sem se alterar, o Grande Mestre ergueu sua mão, pedindo para que todos se acalmassem, ainda sem dizer nenhuma palavra.
 
 
Seu olhar severo, agora à mostra sem o elmo, corria de cavaleiro a cavaleiro, de soldado a soldado. Ele os olhava com calma, mas como se pudesse ler exatamente o que cada um deles pensava ou sentia. Seu olhar pousou em cada um dos presentes daquela Reunião Sagrada. Quando se deu por satisfeito, o homem então mudou sua postura e disse:
 
- Sejam todos bem vindos à Reunião Extraordinária do Santuário. Eu sou Algol Kamina, o Grande Mestre do Santuário e serei também seu Mestre de Cerimônias. Peço por gentileza, no intuito de facilitarmos a recepção de informações, que se organizem conforme suas castas. Cavaleiros de Prata alinhem-se à minha frente em fileiras de oito, Cavaleiros de Bronze, formem uma segunda fileira no mesmo padrão e os demais Santos façam linhas seguindo essa logística.
 
Sua voz era firme e límpida, clara, mas não agressiva. Se um lago tivesse uma voz, provavelmente seria aquela. Seu rosto não mostrava impaciência também, mesmo depois de dar a ordem. Após aguardar que todos se movessem, Algol, O Grande Mestre prosseguiu:
 
- Creio que todos estão preocupados com a convocação e com o assunto que vamos tratar, mas peço para que mantenham a calma. Não há motivo para alarme, pelo menos não por hora. Hoje é um dia importante, para todos nós. O que vocês estão prestes a presenciar nunca foi visto antes em toda a história de nosso Santuário.
 
Enquanto fala, Algol ia caminhando em direção aos Cavaleiros, pelo meio da fila formada pelos dourados. A cada vez que ele passava por eles, os dourados faziam uma curvatura muda e respeitosa, e iam abrindo seus elmos, exibindo seus rostos. Os cabelos louros com mechas róseas da agora revelada amazona de Peixes se mostraram, os cabelos longos e azulados do cavaleiro de Aquário apareceram, assim como seus óculos e sua expressão serena. A pele morena e os cachos da amazona de Capricórnio apareceram, assim como a fonte firme e confiante do Santo de Sagitário. Os longos cabelos ruivos e a face sedutora da amazona de Escorpião apareceram, bem como a face já conhecida para alguns ali do cavaleiro de libra. Longos cabelos louros e um semblante límpido apareceram por baixo do elmo do cavaleiro de Virgem, assim como cabelos arrepiados e olhos castanhos do cavaleiro de Leão. Uma pele pálida e cabelos claros do albino cavaleiro de Câncer. A face com um olho encoberto por uma franja escura do cavaleiro de Gêmeos se revelou, como também a barba espessa do cavaleiro de Touro. E por fim os cabelos cor de azeviche e os olhos violeta da amazona de Áries se mostraram, deixando os cavaleiros de ouro expostos aos olhares curiosos daqueles que não os conheciam.
 
Após a revelação das faces dos cavaleiros, Algol prosseguiu:
 
- Estes são Leila de Áries, Harold de Touro, Argos e Jasão de Gêmeos, Milquis de Câncer, Akihiko de Leão, Fá de Virgem, Shiryu de Libra, Milenna de Escorpião, Lumia de Sagitário, Rayane de Capricórnio, Uruha de Aquário e Elisa de Peixes, os guardiões das Doze Casas. A missão deles é estacionária, pois eles são a força de defesa da Deusa e não podem se deslocar do Santuário, mas estarão aqui para sanar as dúvidas que vocês tenham e lhes auxiliar em missões, com informações ou segurança de dados.
 
Os cavaleiros dourados se viraram todos aos mesmo tempo para os demais cavaleiros e os cumprimentaram com uma curvatura, voltando a posição original logo depois. Após a apresentação, Algol prosseguiu:
 
- Eu gostaria que soubessem que a própria Deusa pediu para que nós nos revelássemos para vocês, de forma a fortalecer nossos laços e nos tornar um exército unificado e ainda mais poderoso. Espero que esta intenção tenha se mostrado clara.
 
Algol suspirou e então prosseguiu:
 
- Há mais algo a acrescentar. Durante a decorrência da Reunião, alguns de vocês receberão mensagens que indicarão a quem devem procurar ao término. Eu gostaria agora que prestassem atenção no que está por vir.
 
O Grande Mestre se calou e se voltou para a entrada das Doze Casas. E então, lentamente pequenos passos ecoaram pelas escadas da Casa de Áries, muito mais suaves que os passos anteriores. Pela escadaria, desceu uma menina de longos cabelos purpúreos e olhos de um castanho avermelhado e belo. Seu semblante era calmo e controlado, seu olhar decidido. Ela caminhava com calma e segurança, se aproximando pouco a pouco dos dourados. Quando a moça se aproximou, os dourados curvaram profundamente suas cabeças, inclinando-as de forma a olharem para o chão. Ela suspirou enquanto caminhava e passou por cada um deles, aparecendo ao lado do Grande Mestre.
 
 
A moça se empertigou e então, finalmente disse:
 
– Bom dia, nobres guerreiros. Eu sou Agatha, a reencarnação da Deusa Athena desta Era.
 
Ela tinha um olhar e um semblante aparentemente inalteráveis. Apesar de falar livremente em um idioma qualquer, todas as tags dos cavaleiros conseguiam compreender suas palavras. Ela olhou para todos eles com seu olhar firme e então, prosseguiu:
 
– Eu nasci sobre a Estátua da Deusa do Santuário, aos pés de Athena para ser seu corpo nesta Era. Fui criada dentro dos limites do Santuário e desde que sou uma infante, eu sei que sou a reencarnação da Deusa.
 
Ela deu um passo para o lado contrário ao do Grande Mestre e prosseguiu:
 
– Então por que eu escolhi ter um nome, se eu sou a Reencarnação da Deusa? Por que não me chamar apenas Athena? Eu lhes digo o porquê.
 
Durante todas as minhas encarnações anteriores, eu fui deixada entre os humanos. A princípio, parecia ao ouvir as lendas, que meus servos não entendiam meus desígnios e por conta disto, sempre a minha encarnação anterior crescia entre os humanos. Mas na verdade, isto tem um propósito, nobres guerreiros. O propósito de me fazer relembrar porque protejo os humanos.
 
Por que mesmo sendo Deusa, eu reencarno como um deles. Como um de vocês. Todos vocês recebem um nome e uma vestimenta. Assim também deve ser comigo.
 
O nome Agatha é para me recordar de que sou humana e como tal, tenho responsabilidades com vocês. E com a Terra. Por que, pelo Olimpo meus caros guerreiros, é fácil esquecer e se deixar dominar pela soberba com as minhas capacidades.
 
Agatha parou de falar e então, fechou seus olhos brevemente. Quando os abriu novamente, algo estava diferente. Era como se o ar tivesse ficado mais pastoso, como se o chão tivesse ficado mais macio.
 
– Eu liberei as armaduras desta geração para que vocês as encontrassem no plano terreno. E tenho certeza de que cada um de vocês é igualmente digno de cada uma delas. Eu devo explicar agora a razão primordial pela qual vocês foram convocados. Peço que não se descontrolem, por gentileza.
 
Foi como se o mundo tivesse explodido. O céu fez um estampido e a noção de gravidade, peso, distância, espaço e tempo de todos foi distorcida. Não existia antes e agora, não existia lá e aqui, não existia cima e embaixo, simplesmente tudo ERA. Aquele cosmo avassalador varria tudo e a tudo tomava, tocando por dentro e por fora. O local inteiro ondulou e se tornou diáfano. O local se tornou escuro como o éter, mas com os brilhos das estrelas forte e profundo. Era como tocar o chão e flutuar, era como boiar e afundar ao mesmo tempo, era como dormir acordado.
 
E neste momento incrível, Agatha ergueu sua mão para o alto. E eis que tudo novamente brilhou e por um instante que menor que um segundo, a dimensão onde estavam e o Ágora pareceram se sobrepor. Mas no instante seguinte, Agatha estava transfigurada. Uma majestosa égide aparecera sobre ela, juntamente com um elmo. Em uma das mãos, uma lança, na outra, um reluzente escudo.
 
 
Ela então se voltou aos seus soldados e bradou com uma voz que fez aquele lugar todo estremecer. Uma voz ancestral, misturando grego antigo e sua voz original, sendo ouvida de forma dupla:
 
- Είμαι η Αθηνά και αυτό είναι το πεδίο σύμπαν μου!
Eu sou Athena e este é meu campo de cosmo!
 
O lugar estremecia a cada palavra dita pela Deusa. E ela prosseguia com seu discurso:
 
-  Παλεύουμε για την υπεράσπιση της Γης για το χάος και αταξία!
Nós lutamos para defender a Terra do Caos e da Desordem!
 
Neste ponto, ela flutuou acima do solo e se mostrou a todos os guerreiros de forma igualitária:
 
- Επίσης, είναι δυνάμεις της φύσης και θα είναι πάντα εδώ!
Eles também são forças da natureza e sempre estarão por aqui!
 
A Deusa majestosa se deixou flutuar, ainda empunhando sua lança e a apontou para suas tropas, prosseguindo:
 
- Και αυτός είναι ο λόγος που προσλαμβάνονται κάθε έναν από εσάς! Υπόλοιπο Γη είναι σημαντική, γιατί είναι και εδώ είναι που υπάρχει σε πίστη και όλη η πηγή σύμπαν! Μπορούμε να επικοινωνούν μόνο με τον μακρόκοσμο γιατί είμαστε άνθρωποι! Κάθε άνθρωπος είναι σημαντικό να διατηρηθεί το μακρόκοσμο του σύμπαντος στο σύνολό της! Αυτό το πεδίο είναι όπου μπορείτε να συνδέσετε το σύμπαν τους με τον μακρόκοσμο του σύμπαντος! Και είναι ευλογία μου σε όποιον μπορεί να το φτάσει!
E é por isso que eu recrutei cada um de vocês! O equilíbrio da Terra é importante, pois é dela e é nela que toda a crença e toda a fonte de cosmo existe! Só conseguimos nos comunicar com o macrocosmo por que somos humanos! Cada humano é importante para manter o macrocosmo do universo como um todo! Este campo é o lugar onde conseguirão conectar seus cosmos com o macrocosmo do universo! E ele é minha bênção para quem conseguir alcançá-lo!
 
E então, ela deu um brado mais alto, erguendo sua lança para os céus daquele campo, proferindo:
 
- Σας διαβεβαιώνω ότι θα δώσω τη θεία αίμα μου, τον ιδρώτα μου και το ιερό οστό μου ολυμπιακών ζωή για να υπερασπιστεί αυτή τη διάσταση και τη Γη! Αλλά χρειάζομαι τον καθένα από εσάς! Δεν θέλω να προστατεύσει αυτή την γη που βασίζονται σε ψευδαισθήσεις ή υποσχέσεις! Δεν θέλω να αγωνιστούμε για μια αιτία που δεν γνωρίζουν! Αγώνας για μένα και μαζί μου! Και δεν θα είναι ποτέ χωρίς την ευλογία μου! Έτσι όρκους ΘΕΑ ΑΘΗΝΑ!
Garanto-vos que vou dar o meu sangue divino, meu suor sacro e minha vida Olímpica para defender esta dimensão e a da Terra! Mas eu preciso de cada um de vocês! Eu não quero que protejam esta terra com base em ilusões ou promessas! Eu não quero que lutem por uma causa que desconhecem! Lutem por mim e comigo! E nunca ficarão sem a minha bênção! Então jura A DEUSA ATHENA!
 
Naquele momento, tudo cessou. O ar voltou a ser ar, o chão a ser chão. Athena pousou ao solo e sua presença perturbava o ambiente. Era como se o ar a evitasse, era como se a realidade se distorcesse conforme passava por ela. Então, ela ergueu novamente o braço e tudo voltou ao normal. Ela voltou a ter a aparência de uma moça adolescente, que suspirou, concluindo a explicação:
 
– Deuses são capazes de manipular a realidade ao tangenciá-la, mudando aspectos até então imutáveis. De forma que é por isto que escolhemos corpos humanos para permear nossos poderes e nossas formas. Esta dimensão é criada e mantida através do meu cosmo e portanto, quando me transfiguro com minha armadura, eu manipulo os limites dela, a contraindo e expandindo. Como colocar muita água em um odre pequeno. O mesmo se estica até conter a água, mas tão logo seja aliviado, volta a sua forma original. O mesmo ocorre aqui.
 
Agatha então volveu seus olhos para todos e enfim disse:
 
- Algo realmente está acontecendo no mundo lá fora. Eu sinto as energias do mundo mudando. Sinto que o mal se aproxima. E desta vez, eu não vou ficar parada. Peço, então, que me auxiliem nesta empreitada.
 
Ela sorriu abertamente e abrindo os braços, disse por fim:
 
- Obrigado a todos os nobres cavaleiros por terem vindo! Por favor, peguem as instruções em suas tags e sigam para o local indicado. Dispensados!
 
Neste momento, ela foi para junto dos Dourados, que a conduziram solenemente para cima das escadas, sumindo logo da vista dos demais guerreiros. O Grande Mestre sorriu, colocou seu elmo e seguiu a Deusa logo depois. Foi quando todos puderam respirar e uma barulheira sem tamanho vinda de todos os cavaleiros falando ao mesmo tempo começou.
 
Enquanto alguns explodiam em informações, Sunao verificou sua tag, tocando nela. Uma mensagem surgiu diante dele, escrita no ar, tão límpida quanto o cosmo da Deusa:
 
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.
 
O cavaleiro realmente estava impressionado com tudo aquilo, era algo que nunca tinha sequer imaginado. Como estaria ele se sentindo por dentro naquele momento? Conseguiria ele descrever para si mesmo enquanto rumava para o local de encontro? Afinal, ele levaria algum tempo para chegar, mas com certeza precisava colocar os pensamentos em ordem e talvez duas horas bastassem.
 
Após a eletrizante reunião, como estariam os ânimos de Bunny? Aquela era a Deusa, em toda a sua plenitude, mostrando a que viera. Como ele se sentia, iria tentar ele retratar aquela cena épica? De qualquer forma, em sua tag havia uma mensagem que surgiu diante dele, escrita no ar, tão límpida quanto o cosmo da Deusa:
 
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.
 
Ele tinha duas horas até aquela hora, então o que ele faria neste meio tempo?
 
Era a mesma pergunta que se fazia Akakios, que recebera uma mensagem similar em sua tag, pois tão logo a Deusa dissera que tinha uma mensagem, ele a verificara:
 
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.
 
O que ele deveria fazer? Seria sua primeira missão? O que fazer? Como fazer? Eram tantas dúvidas, que provavelmente não o deixariam verificar um farfalhar de asas e um riso que passara perto dele. Espera... Riso?!
 
Ao mesmo tempo em que os garotos divagavam, Lygia parecia ter sido atingida por um raio. Aquilo tinha sido o que? Qual definição ela daria para aquela cena toda? E essa missão que recebera em duas horas? Ela tinha que ir até a fonte, conforme a mensagem em sua tag dizia:
 
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.
 
Mas ela não tinha outras coisas para fazer? O que era mesmo? Aquilo a deixara confusa, mas de qualquer forma não mais do que uma silhueta que vinha em sua direção. Parecia um grande cachorro, mas era maior do que isso! E pela velocidade que corria, parecia que iria colidir com ela em instantes! De onde aquilo surgira e como a pegara de surpresa daquele jeito? E o que fazer para sair daquela situação?
 
Então todos estavam nesta lida, Jun sentiu seus joelhos tocarem o chão. Ela entendera de uma vez por todas o que era a palavra extraordinário. Não havia explicação melhor para aquilo. E de qualquer forma, ela também havia sido uma das escolhidas da Deusa para a missão sagrada, pois quando se recuperou ainda que ligeiramente do baque que o cosmo lhe causara, lá estava a mensagem diante de seus olhos:
 
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.
 
Eram duas horas até a missão, mas era uma situação única e diferente. Jun não sabia o que fazer o que sentir, o que estava acontecendo com ela mesma. Talvez precisasse meditar, talvez precisasse de orientação. De qualquer forma, o que quer que ela precisasse, não estava no meio da algazarra de cavaleiros que acontecia naquele momento. Ainda sim, ela viu de relance Akakios olhando de um lado para outro, Bunny e Sunao ligeiramente atordoados e Lygia confusa, olhando a sua volta, tudo isto entre um mar de cabeças e corpos que eventualmente obstruíram sua visão de seus recentes amigos. O que fazer naquela situação? Ficava a pergunta para si mesma.
 
[E chegamos ao fim de mais um post! Este foi difícil e longo de fazer, espero que gostem crianças. Vamos para a Ordem de Postagem da semana:
 
Bunny
Lygia
Jun
Akakios
Sunao
 

E assim vamos fechando. Espero que se divirtam. E como dizia um narrador de uma emissora conhecida de canal aberto: “Eles vão ao encontro dos mais fortes.”]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Qua Abr 12, 2017 9:39 pm

Tantos rostos diferentes, tantos formatos estranhos de armaduras, fora os três tipos das de aço e a sua própria ele não era muito bom em dissociar a constelação, sua atenção foi tomada subitamente quando ouviu o som de um motor logo nas suas costas. Ao se virar notou um rosto conhecido, era seu velho amigo Gustavo o Stell Saint do modelo terrestre, Gustavo não havia mudado nada, continuava com os mesmos cabelos negros bagunçados e o mesmo corte curto, não tinha seguido bruno na moda das lentes de contato exibia um par de olhos castanhos mel e sorria através dele para o amigo de longa data, tal como Bunny seu amigo o Guara não estava trajado de armadura, usava apenas um cola vermelho com detalhes brancos, e amarado na cintura uma jaqueta do centro de treinamento dos Stell Saints, o que surpreendeu Bruno, mas do que reencontrar seu velho amigo naquele local.

- Então você pintou mesmo o cabelo ficou uma “gracinha”!


Disse o rapaz mais velho passando a mão nos cabelos de Bruno, a diferença de altura dos dois era notável, Gustavo era bem mais alto que Bruno, o jovem mais velho possuía por volta de 1,76 cm sem estar trajado com sua armadura, e Bruno possuía apenas 1,64 cm, apesar de serem compatriotas os tons das suas peles destoavam, enquanto Bunny se valia da noite para praticar suas atividades “artísticas” Gustavo preferia o dia para desfrutar do máximo de adrenalina nas pistas de skate.

Bunny empurra a mão de Gustavo, tentando olhar para trás do rapaz, fazia tempo que não via sua primeira obra de arte em uma armadura, agora poderia exibir ao mesmo tempo suas duas obras, ia ser um otimo momento.

- Cadê o Guara, faz muito tempo que não o vejo, Tenho saudades do meu trabalho nele

- Sobre isso... Tenho algo para te contar...
Gustavo abriu passagem para Bruno, o mesmo desfez seu sorriso assim que olhou para a famigerada armadura de aço, a pequena e quadrada Guara não se encontrava a sua frente, no lugar dela uma nova armadura de aparência mais leve, apesar de possuir quatro rodas lembrava mais uma moto do que um caro ao contrario da guara, e exibia a pintura padrão branco com laranja o que deixou Bruno muito frustrado.


- Cadê minha bela Guara o que você fez com ele?

- Você quer dizer minha guara! Bem...Acabou quebrando, assuntos oficiais sabe... Essa é a Guara 2.0, mais rápida e melhor, infelizmente ainda não tem uma pintura legal.


Bruno agacha para olhar mais de perto, quando uma multidão começa a se movimentar, os dirigíveis vão começar a sair, Gustavo o puxa seguindo com ele para um dos dirigíveis mais próximo, eles sentam e na fileira que se encontram era possível ver mais três pessoas, em primeiro vinha um jovem de olhar sério usando uma armadura alaranjada com algumas estranhas ferramentas acopladas, ele olhava para Bruno como se estivesse o estudando, na ponta um homem mais velho que eles trajando uma armadura de treino, provavelmente um soldado de infantaria, e um dos bens grandes, ele quase ocupava dois assentos, sua sorte foi que antes dele estava sentado um jovem garoto, também trajava o uniforme da infantaria, mas se destacava por possuir um bracelete em seu braço direito que brilhava ao mesmo tom das armaduras de Athena.

Tanto Gustavo, quanto o senhor na ponta e o jovem na outra ponta agiam como se já tivessem feito isso a múito tempo, mas Bruno e o garoto, pareciam maravilhados com a vista.

- E tudo tão bonito! Disse o garoto

- Como uma pintura não é? Respondeu Bruno -A Propósito, sou Bruno Cavaleiro de prata de Lebre, e você? Disse ele estendendo a mão em comprimento.


- Scott Winter, sou um aprendiz, meu mestre insistiu que eu também fosse na reunião, prazer em conhece-lo Senhor Bruno

O Scott aceitou a mão de Bruno o cumprimentando enquanto sobrevoavam pelo santuario

- Senhor Bruno, olha só quem tá ficando velho. Disse Gustavo alfinetando o amigo

- Não sou eu que cheguei na idade da decisão, quem fez 2.4 anos? A sim foi você!


Tanto para o garoto da ponta quanto para Scott as palavras de Bruno não fizeram efeito, mas o Senhor da ponta esboçou um sorriso em baixo do seu elmo, Gustavo riu puxando Bruno para perto dele

- Sim eu me decidi, eu quero você novinho rsrs


O mais velho gargalhou enquanto com a mão fechada esfregou com força os cabelos de Bunny, a brincadeira dos dois parecia que iria continuar até que uma sensação passou pelo dirigível, aquilo que sentiram era cosmo energia, como um raio que atravessou diretamente o peito de todos presentes no dirigível, depois veio mais uma vez, e outra, a sensação correu pelo corpo deles doze vezes, a principio Bruno não compreendia o que acontecia, mas em certo momento, sentiu a pressão da água em seu corpo, era Shiryu o mestre da Jun se movendo, aqueles doze raios eram os dourados se movendo até o santuário, sua cosmo energia era poderosíssima, se apenas Libra já serviu para assustar a Lebre, ter 12 deles ali presentes deixava qualquer ambiente silencioso, as brincadeiras cessaram assim como a conversa, e até chegar no desembarque os amigos se mantiveram calados.



Após descer do dirigível Bruno e Gustavo acabaram se perderam dos seus companheiros de fila, acabaram seguindo com uma multidão de cavaleiros até o lugar que parecia uma grande área com belas flores brancas, lá se reuniam muitas pessoas, pelo tipo de ambiente parecia que ia rolar o maior show psicadélico que ambos já foram.


As pessoas ali reunidas não pareciam bons frequentadores desse tipo de Show, todos olhavam para os dois de forma agressiva, medindo de cima para baixo


- Acho melhor a gente colocar nossas armaduras. Disse Gustavo baixo no ouvido de Bruno.

Bruno por sua vez viu luzes ascendendo em outros pontos, pelo visto alguns soldados de infantaria na verdade eram cavaleiros também, e agora estavam vestindo suas armaduras.


- Eu vou fazer mas vou fazer nos meus termos, você me acompanha nessa? Perguntou ele, se virando para seu amigo só para ver o mesmo amardurado -Seu traidor!

Pelo visto todos os que faltavam se vestir já estavam vestido, todos os olhos estavam voltados para ele, seu coração bateu mais forte, um pouco de medo de palco se instaurou, sentiu vontade de fazer como os outros e simplesmente vestir sua armadura, mas que graça teria isso? Respirou fundo e sorriu para os olhares mais pesados que encontrou.


Com um gesto rápido puxou a tag de Lebre de seu pescoço e fez um arco com o braço, mostrando para que todos pudessem ver o emblema estampado, em seguida lançou a mesma para cima, fazendo a tag girar.

- Armadura perdida de lebre, praga de Leros, está na hora de libertar seu espirito!

Muitos olharam curioso para a Tag, outros olharam descrentes para ver o que acontecia, Gustavo ria, ao ver a cena, quando notou um ou outro olhar torto para o amigo, e então cruzou os braços encarando os presentes.

A Dog tag Brilhou com uma luz azul escura, e logo uma forma esférica se formou, da esfera brotaram orelhas e no seu corpo pequenas estrelas e rastros de cometas, a criatura surgiu como uma grande lebre no céu,, alguns “OOOO's” foram escutados e um ou dois resmungos de “aparecido” “patético” também soaram, mais Bruno manteve sua pose, abriu os braços Para a grande lebre, que dobrou de tamanho, depois triplicou.

- podem zombar a vontade, mas agora me vêem!


Murmurou baixo enquanto abaixou os braços, a estranha criatura abriu uma larga boca saltando para cima dele, Gustavo chegou a dar um passo para o lado para não ser atingido, com uma só bocada a grande lebre de cosmos devorou o cavaleiro, ao longe uma voz murmurou “ palhaços não são dignos”


A lebre inchou se tornando novamente em uma grande bolha, dentro dela se notou oito brilhos, um movimento estranho como uma estrela cadente, então a bolha estourou, mas de forma estranha, não era como uma explosão, não foi para fora, vinha de dentro uma implosão de energia ali, de dentro da bolha surgia o mesmo tolo rapaz de cabelos pintados, agora trajando uma estranha armadura, apesar de ser um santo de prata não era possível ver nenhum pedaço de prata reluzente de sua armadura, era como ver uma foto de uma galáxia, o forte azul escuro predominava por toda a armadura pequenos pingos de tinta branca estavam espalhado parecendo estrelas brilhando no céu, linhas amarelas corriam por toda a extensão do metal como pequenos cometas cruzando o cosmos, Por detrás de um elmo que mais lembrava o visor de uma armadura ocidental Bruno soltava um leve sorriso, batendo o punho direito por cima do peito fez aparecer um símbolo em um amarelo dourado, uma copia estilizada da ponta do Cetro de Athena, ele então levou o dedo indicador até a ponta do elmo fazendo o mesmo sumir, olhando toda a multidão que o encarava.

- Então o que achou da minha mais nova obra? 

Sussurrou para Gustavo que olhava para todo ele.

Gustavo passou os olhos para traz e para o lado, checando tudo o que não conseguiu ver antes.

- Achei um pouco de exagero as duas asas nas proteções das cochas, você só tem uma ombreira?

- Sim eu só tenho uma ombreira a esquerda, ela é meio que a cauda da Lebre...


Guto bateu o dedo indicador no queixo duas vezes, enquanto fazia uma careta engraçada

- A isso deu para entender, mas por que fazer a cara de um coelhinho na ombreira?

- É meio que minha marca pessoal! Mas fala ai de 0 a 10, o que achou?

Gustavo sorriu jogando o braço ao redor dele, ele achava incrível ter um amigo tão louco quanto ele, antes que ele pudesse responder, porém antes que respondesse o som dos portões chamou atenção de todos, e a multidão se voltou a eles, até mesmos os mais zangados, se viraram para ver o que acontecia, de lá partiam os 12 cavaleiros de ouro, tal qual com suas magnificas armaduras, mas a que mais chamou atenção de Bunny era a armadura de Sagitário, no seu intimo sentia uma vontade de pintar as penas daquela armadura, talvez colocar as constelações próximas a sagitário estampadas nela, seu súbito interesse pelas asas de Sagitário foi interrompido pela entrada do grande Mestre.


E aquele homem sabia como fazer uma entrada, não fora extravagante, mas ele prendeu a atenção de todos, e na hora da revelação então, todos ficaram boquiabertos, tanto seu gesto como suas palavras fizeram Bruno querer seguir aquele homem, infelizmente com a chegada do Grande mestre era a vez de se despedir de Gustavo, naquele momento cada um lembrava que fazia parte de um grupo diferentes, Bruno agora estava numa fileira com alguns prateados desconhecidos, olhou rapidamente para as fileiras dos lados procurando seus amigos prateados, mas recebeu um olhar severo da Mulher ruiva dourada a sua frente

“Então essa é a Milenna...”

Sua mente tentou recordar de onde conhecia aquela mulher, mas não era hora para se perder em pensamentos, esse breve descuido quase custara a compreensão da ultima frase do Grande mestre, Algol falava sobre uma revelação, o que mais ele podia revelar? Ele já revelara os doze dourados, e ele mesmo o que mais faltava? 


Dentre os dourados surgiu uma garota, talvez da mesma idade de Akakios, era bonita e estranha ao mesmo tempo, a maneira que todos a olhavam, Bruno não acreditava no que via, mas tudo lhe dizia, que na sua frente estava Athena, sentiu uma grande vontade em seu peito de reverenciar a jovem, e essa cresceu ainda mais quando a mesma mostrou sua forma verdadeira em todo esplendor de Deusa da guerra.


Aqueles cabelos, reluzentes, aquele olhar decidido, aquela sensação em seu corpo, era diferente, do cosmo de Gustavo, Chara, Akakios, Lygia, Jun, Sunao, Shiryu ou qualquer outro dourado, sentia a terra se mover, as flores ao redor desabrochar, era como se o mundo girasse, sentia como se aquele cosmo o abraçasse, não só a ele, mas toda a humanidade, não dava mais para resistir aquela súbita vontade, abaixou seu rosto e dobrou seu joelho, reverenciando a Deusa ali presente.


Ele queria ajudar aquela pessoa, ele queria proteger aquele mundo, era como renovar seus votos de cavaleiro estar ali, quando a Jovem Deusa terminou de falar, ele conseguiu se erguer novamente do chão, notou lágrimas partindo dos seus olhos.


“ Por que eu to chorando?”

Rapidamente limpou suas lágrimas do rosto, todos se dispersavam após a reunião, ele notou ao longe Gustavo sério no canto, sorrindo correu até o amigo.


“Ainda tenho duas horas para botar o papo em dia”
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Seg Abr 17, 2017 12:30 pm

Youta escreveu:
- Olhem!

Eu mal ouvi a voz, mas já me encontrava colada ao vidro, varrendo o céu com meus olhos. Eu havia sentido o impacto, o ressoar dentro do meu corpo, e já sabia do que se tratava; não era uma sensação que você simplesmente esquecia. Ao ver o primeiro raio dourado, não pude deixar de sorrir. Obviamente que eu não podia ver sequer o contorno de quem eu sabia ser a amazona de Áries, graças ao nada discreto símbolo que brilhava no Relógio de Fogo.

Mas antes mesmo que eu pudesse imaginar por que ela estava fora de sua casa, um segundo raio riscou o céu claro, aparentemente vindo da mesma direção.

Uma assembleia? Bom, fazia sentido; ordens complexas não podiam ser dadas a u grupo tão grande. Obviamente que o Grande Mestre e a Deusa iriam querer conferenciar com seus generais primeiro. Conforme contornávamos as estátuas, eu começava a concluir que dificilmente conseguiríamos respostas ali. Uma convocação geral, não era exatamente uma reunião estratégica.

Aquilo seria provavelmente uma oportunidade para apresentar a deusa a seus soldados, e talvez algum tipo de discurso motivacional. Por que eu achava que conseguiria algumas respostas ali?

Quando descolei do vidro, a decepção diante da descoberta em meu rosto era destoando da euforia geral de ter testemunhado, mesmo que brevemente, a passagem da elite do Santuário.

Bom, mas eu podia aproveitar o momento um pouco... Olhei em volta, genuinamente impressionada.

Quer dizer, o Ágora era sempre uma visão impressionante, do tipo definição-de-grandiosidade impressionante. Mas hoje, naquele momento, lotado com todo o exército de Athena, era de tirar o fôlego.

Não que eu tivesse muitos anos de experiência, mas eu nunca vira aquela praça tão cheia. Na verdade, era a primeira vez que eu tinha uma noção do tamanho do exército do qual eu fazia parte. E ele era TÃO maior do que as 88 armaduras.

Eu cogitei comentar qualquer daquelas coisas com Sunao, mas antes que minha surpresa passasse, um novo brilho chamou a atenção de todos, dessa vez vindo do arco da casa de Áries.

Os portões para a subida sagrada se abriram, e por ela começaram a descer os cavaleiros e amazonas de ouro, um a um.

- O que é isso? Um desfile de moda? – eu cochichei para Sunao, meio que para quebrar a tensão, ou talvez apenas para aliviar a minha. Mas a verdade era que aquela antecipação estava me matando.

Por fim, o Grande Mestre e sua máscara “creepy e sem expressões surgiu ao meio deles. E então, como se ele lesse meus pensamentos, ele tirou aquela coisa macabra, revelando um velhinho austero por trás dela.

Choque. Eu estava em choque! Ele estava mostrando a cara dele assim? Na maior, para todo mundo?! Isso não era meio que tabu?

Antes que eu pudesse me orientar novamente, e começar a despejar minhas perguntas em cima de Sunao, o senhorzinho começou a falar.

Ok, nos arrumar em fileiras.

Meus pés se mexeram meio que sozinhos, enquanto meus olhos se grudavam lá em cima. Ele continuava falando, e as coisas se encaminhavam para o que eu havia imaginado; discurso motivacional com alguma informação embutida. Era justo. Olha quanta gente estava lá!

Mas conforme ele passava pelos dourados, eles iam abrindo suas máscaras, o que causou mais comoções ao meu redor. Aquilo definitivamente não era normal. Bom, eu já havia visto o rosto de alguns dos dourados, mas não pude deixar de me surpreender em como o cavaleiro de Leão era jovem. Talvez até mais jovem do que eu... Então aquilo que era um prodígio?

Conforme minha sobrancelha se erguia ao analisar o albino cavaleiro de câncer, e meu olhar caminhava de dourado em dourado, juntei as sobrancelhas ao ver Milenna e sua cara... fútil e aí eu arregalei os olhos.

- ELI?!?! – eu falei um pouco mais alto do que deveria, recebendo olhares de desaprovação por erguer a voz enquanto o Grande Mestre falava.

Dei de ombros, me recompondo, mas ainda estava espantada. Eli, a linda Elisa, que andava tão despreocupada pelo Santuário, de fala mansa e gentil, era a Mestre das Armadilhas?!?!

Num reflexo, olhei para Jun, que também era uma moça bonita e gentil, e engoli seco.

Era nesse momento que o Grande Mestre prometia explicações pós-reunião (que tomava a forma de apresentação cada vez mais rapidamente). Internamente, rezei para receber uma daquelas convocações, e quem sabe, findar aquela ansiedade incomoda.

E então uma menina. Uma mera menina surgia por entre os dourados. E eu logicamente sabia que ela era tão mera quanto eu era inofensiva.

Agatha. Nascida e criada para suportar a divindade. Aquilo de certo era um fardo, mas tudo, desde a voz até a postura da moça indicavam que ela recebera treinamento mais do que apropriado para cumprir aquele papel.  Aquilo era bom; uma deusa sem noção do real problema e do seu papel crucial seria uma fragilidade que eles talvez não tivessem tempo para contornar.

Apesar de inconveniente, um corpo humano poderia ajudá-la a compreender as limitações do seu exército, permitindo-a planejar melhor. E a história já tinha provado que um corpo imortal nem sempre era suficiente para proteger uma divindade. Nosso atual cavaleiro de libra era prova disso.

E então, fui novamente esmagada por um cosmo colossal. Ok, aquilo estava ficando repetitivo.

Ou pelo menos, foi o que pensei no início.


Youta escreveu:
– Eu liberei as armaduras desta geração para que vocês as encontrassem no plano terreno. E tenho certeza de que cada um de vocês é igualmente digno de cada uma delas. Eu devo explicar agora a razão primordial pela qual vocês foram convocados. Peço que não se descontrolem, por gentileza.


Quando eu pensava por que iríamos nos descontrolar, minha armadura reagiu antes de mim; a cauda do pavão se ergueu, formando um imponente e ameaçador leque às minhas costas, ao mesmo tempo em que eu flexionava meus joelhos em defesa.

Respirei, e foi como aspirar água. Tossi para colocar aquilo para fora, mas meus órgãos não sofriam pela falta de oxigênio. Inspirei novamente, acalmando a mim e à minha armadura. Conforme eu recuperava minha postura, podia sentir o metal vibrando sobre meu corpo. E a vista! Aquilo era... surreal.

E então, a deusa menina se revelara como deusa guerreira, e ali eu vi que a conversa tinha ficado séria. Era mais do que um discurso motivacional; era um chamado para a guerra. Um inimigo ainda desconhecido, mas que certamente espreitava na escuridão.

Eu sentia meu sangue ferver e os joelhos ficarem fracos. Mais de um companheiro ao meu redor se encontrava ajoelhado, chocado ou curvado. Talvez em respeito, adoração ao mesmo medo. Se aquilo acontecia nas fileiras de prata, nem queria imaginar o caos lá atrás, após as fileiras de bronze, em meio aos soldados comuns.

Eu não podia fazer nada daquilo. Não podia sequer piscar. Quantos cavaleiros na história teriam testemunhado aquilo? O campo de cosmo da própria deusa?! Eu não podia perder nenhum detalhe.

E então, a menina substituiu a guerreira, e o mundo voltou a girar em seu eixo normal.


Youta escreveu:[
- Obrigado a todos os nobres cavaleiros por terem vindo! Por favor, peguem as instruções em suas tags e sigam para o local indicado. Dispensados!


E assim que o portão se fechou atrás do último dourado, o caos se reinstaurou no Ágora. Mas dessa vez, um caos terreno e tedioso. Suposições eram feitas, preces eram ditas e podia-se ver o medo estampado em rostos lívidos.

Mas eu focava o vazio. OU assim parecia para quem quer que olhasse para mim. Escrito com letras translucidas no ar, havia uma mensagem que só fez aumentar minha ansiedade.


Youta escreveu:
- Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas. Você receberá sua missão lá.


Olhando me volta, vi que mais pessoas se encontravam na mesma posição “estranha”, inclusive meus novos amigos.

Mas quando terminava de olhar em volta, vi também uma ameaça mais que eminente em minha visão periférica. Um grande vulto de quatro patas investia contra mim. Ele estava tão perto que era possível ouvir sua respiração cortando o ar.

Estalei a língua contra o céu da boca; ele havia me pego daquela vez! Não daria tempo de desviar, então, fiz o que podia ser feito.

Cravei um pé no chão, descrevendo um semi-círculo para trás com o outro, posicionando-me de frente para a fera, com as pernas espaçadas, me conferindo apoio. Flexionei os joelhos, para abaixar o centro de gravidade, e pude vê-lo zigue-zaguear duas vezes, a fim de me confundir, antes de saltar no ar contra mim.

- Maldito! – eu praguejei! Não esperava um ataque tão direto assim.

Ergui os braços, em postura defensiva. Com uma das mãos agarrei a pata mais á frente, e enrolei os dedos da outra no longo pelo do peito, projetando o animal para cima e para trás, fazendo-o girar por cima de mim.

O peso e o impulso me arrancaram do chão, me fazendo-o descrever um círculo no ar, antes de cair montada em cima de um lobo que poderia facilmente servir de montaria para uma criança pequena. O lobo caíra sobre suas costas, e eu pressionei minhas coxas ao seu redor para impedi-lo de se virar. Sorri vitoriosa, soltando a pata e usando a mão livre para segurar seu pescoço.

- É muito ousadia sua me atacar num momento como esse! – eu declarei - Agora... – eu deixei a frase no ar, quase ameaçadora - QUEM É O MENINO LINDO DA TIA?!?! – eu perguntei com voz de bebê.

E antes mesmo de terminar minha frase, comecei a flexionar os dedos emaranhados naquele mar de pelos, fazendo festinha no queixo do provavelmente maior canino que muitas pessoas daquele lugar já tinham visto.

- Você gosta disso, não gosta? – eu perguntei, passando a coçar a barriga dele com força. O lobo se contorcia e grunhia animado entre minhas pernas, e era possível ver (e ouvir) sua cauda chicoteando animada - Sim!! Você gosta muito!!

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Ter Abr 18, 2017 11:28 pm

“Encontre a Amazona de Áries na fonte do Ágora as 15 horas . Você receberá sua missão lá” 
Jun leu as palavras no ar, era a primeira vez que via a plaqueta mostrar uma mensagem dessa maneira. A jovem amazona acariciou o ar , onde as palavras pareciam flutuar , constando o fato de que não eram sólidas e achou o fato um tanto divertido.

O clima austero se dispersara  e a sua volta várias pessoas começavam a conversar entre si, rever antigos colegas de treino ou de missões passadas provavelmente. O treinamento em Rozan fora solitário, não haviam outros discípulos do cavaleiro de libra a amazona de lótus também não havia participado de qualquer missão antes.

 Talvez tivesse sido bom ter tido colegas,  esse sentimento talvez fosse parecido com o de filhos únicos que pedem por irmãos aos pais ? De fato, ela sabia que era a única discípula de Shiryu, mas nunca o perguntou o porque, depois de ter ouvido sobre a história dele e considerando que os santos dourados eram os mais poderosos lhe parecia até um pouco estranho agora que não aparecessem aspirantes a cavaleiro querendo treinar com ele.

 Fosse como fosse,  a questão no momento era circular pelo Àgora , em busca do local de encontro. Em meio a multidão conseguiu ver algumas das pessoas que participaram do tumultuado almoço do dia anterior entre a multidão, Bruno parecia longe de confusões e rodeado por pessoas com quem se dava e vira Lygia brincando com um grande cachorro em algum ponto mais adiante.  Em ambos casos pareciam visões um tanto quanto distintas do que ela conhecera deles anteriormente.

Enquanto caminhava pela multidão perguntou-se se seu mestre também buscava reencontrar-se com seus antigos colegas de bronze ou mesmo se eles teriam de fato vindo a reunião sendo que haviam perdido contato a tanto tempo.  Se o visse mais tarde perguntaria a ele, mas era provável que tivesse re colhido com os outros cavaleiros de ouro para dividir as tarefas e discutir mais da situação e não sobrasse tempo para falar com amigos.

Ainda pensando em mestre lembrou um pouco do que acabara de presenciar a moça que se mostrara para todos como Atena,  nada parecia com aquela da história de seu mestre, talvez por ele ter de certa forma crescido com ela não sentia tanto a imponência que ela viu , mesmo antes da garota se revelar como deusa.  Era uma presença incrível , Jun divagou e pensou que provavelmente a palavra para o que presenciou era milagre. Sim, vira Atena operando um milagre , era realmente incrível poder vivenciar algo que vem do universo das lendas. Sentir algo tão maior do que si mesma, maior do que tudo o que conhecia.

Após encontrar a fonte com os olhos ela foi até ela e achou um local para se sentar prostrando-se na posição de lótus , não havia para ela muito o que fazer a não ser esperar pela Amazona de Áries , a vira alinhada com todos os outros, mas não sabia nada sobre como ela era e não lhe parecia produtivo ficar especulando uma vez que a resposta viria em pouco tempo. Jun fechou os olhos , meditar perto d’água lhe dava um certo  conforto, lembrando-se dos dias em Rozan. Qualquer que fosse a tarefa,  faria todo o possível para se mostrar digna de pertencer a algo tão grandioso. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Qui Abr 20, 2017 1:58 am

... Outros olham para mim seriamente, a minha frente um jovem cavaleiro de bronze de armadura roxa e um chifre em seu elmo, aponta para direção atrás de mim, quando me viro para olhar o que o mesmo aponta, vejo uma grandiosa fila, não só de cavaleiros de bronze e prata, mas infantaria e outros com estranhas armaduras coloridas que não parecem ser feitas nem de ouro, prata ou bronze, seriam esses os tais steel saints que ouvi falar?


Não foi de meu intuito furar a fila, meio sem graça sigo pela fila, pelo visto não cheguei muito tarde, ainda vejo outras pessoas correndo em direção, paro atrás de dois estranhos com essas armaduras coloridas, eles discutem alguma coisa, mas logo o aviso para seguirmos soa e seguimos em direção a nossa nave.


Entramos a disposição de cinco em nossa fileira, por capricho do destino fiquei no meio na fileira, a minha frente os dois cavaleiros de aço, um deles usando uma armadura azul, talvez com detalhes de peixe, ao lado dele um de longos cabelos louros com uma armadura avermelhada com um elmo que lembrava o bico de uma ave, eles discutem mais uma vez falando sobre um terceiro que se atrasou um tal de Gustavo. Do outo lado dois soldados de infantaria, apesar de usar trajes quase idênticos eles se diferem por tamanho e porte físico, o da ponta segurava uma lança de ponta avermelhada, o mais próximo a mim um gladio de bronze preso a cintura, ele retira seu elmo, e oferece a mão em forma de um comprimento.



  • Meu Nome é Gustav, é um prazer conhecer um cavaleiro de prata!



Sorrio comprimentado de volta


-Sou akakios de altar- Olho para o gládio dele,parecia feito de bronze,aquilo não era um pouco fraco demais?Pelo visto apenas o meu clã entre todos os povos desse e do outro Mundo ainda sabiam o segredo de misturar oricalco com outros metais,senti um certo orgulho do meu clã e uma vontade maior de estudar sobre as armaduras.




Pelo visto não fui muito sutil sobre meu olhar e o rapaz, Gustav percebeu meus olhares para sua arma, ele sorriu com os olhos azuis e colocou a arma no colo.

  • Vocês não usam armas né, bem meu gladio não tem metal especial, mas eu treino com ele a muito tempo, consigo cortar até mármore com ele, posso não ser tão forte quando um cavaleiro, mas sei lutar muito bem Senhor Akakios!




Ao lado dele o outro rapaz pareceu não ter gostado muito do que o rapaz me disse, ou da maneira como eu olhei, vivos eram mesmo complicados.



  • Podemos até ser mais "fracos" que vocês, não sabemos controlar o cosmo, mas estamos em maior numero, vocês podem ser Santos escolhidos, mas nos somos o exercito da Deusa, e nossas armas e nós somos um só, minha lança é como a extensão do meu braço!



Sorrio sem graça e ao mesmo tempo orgulhoso do senhor dito por Gustav. Olho para o outro rapaz que pareceu ofendido surpreso com a reação.


-Eu não lembro de ter dito nada da força de vocês.Vocês são parte do exército de Atena o mínimo esperado de qualquer um de nós é que tenhamos a capacidade de combater o inimigo da forma que fomos treinados a fazer.

O Garoto com o estranho elmo azul ri baixo, o rapaz...era um rapaz ou uma moça ao seu lado era difícil de dizer, a armadura lhe tampava quase todo, era difícil dizer, ele ou ela bateu com o cotovelo nele que parou de rir e resolveu falar com todos.


- Desculpe só achei uma grande falha falar dessa forma com um cavaleiro de prata, já séria um erro falar com um de bronze assim, mas um de prata, pior só séria provocar um de ouro!


Minha mente viajou para Bunny, aquele homem com a lança lembrou sobre ele, espero que ele, Jun e os outros estivessem bem, talvez conseguisse fazer amigos ali também.


-Senhor Akakios pode me chamar de "Ao" sou um cavaleiro de aço da armadura do mar, vejo que é um lemuriano, então deve ser um forte telepata!


Fico feliz dele ter reconhecido meu povo, mas ao mesmo tempo fico envergonhado como dizer que não possuo grandes tons telepáticos como meu povo, apenas consigo me teleportar e por curtas distancias, coço meu cabelo por detrás do elmo


-Não..não..minha telepatia ainda não despertou,eu acabei despertando um dom mais raro entre meu povo,eu sou um medium.


O Lanceiro solta um som entre os dentes, algo como um bater de línguas, Gustav olha interessado e o rapaz Ao parece muito mais muito curioso com meu dom, chega a ser assustador.


- Por um lado eu to decepcionado, não vou poder fazer perguntas sobre telepatia para você, eu sou um telepata fraco, mas minha armadura amplia meu campo telepático, já fiz missão com alguns cavaleiros telepatas mas eles são meio chatos e só me usam para amplificar seus poderes... Mas como funciona seus poderes mediúnicos, você fala com mortos? você vê fantasma? Tem um fantasma aqui agora? Você pode levantar mortos dos túmulos? Você po...


A voz dele acaba sendo abafada pela mão de seu amigo, o mesmo sorri para mim, a feição lembra um pouco a da Lygia, talvez um compatriota, mas não chega ser feminina como a dela, mas também não é masculina.


- Meu amigo gosta bastante de falar. me chamo Alex uso uma armadura do céu, sou um atirador de aço


A voz não ajudava muito, não era uma voz de garota nem de garoto, eu já havia estudado sobre algo assim, hermafrodita talvez? eu queria perguntar se ele era um cavaleiro ou uma amazona de aço, mas uma súbita Onda de cosmo energia chamou nossa atenção, todos nos voltamos para a janela e vimos o símbolo de aries queimando no relógio.




Após Aries veio touro e assim por diante, infantaria, aço, bronze, prata e até mesmo ouro estavam sendo chamados, eu ainda não tinha feito minha primeira missão e já estava sendo convocado para guerra.O símbolo de gêmeos se apaga, e assim que câncer se acende sinto uma sensação familiar, o lampejo de cosmo que sinto passar por nos, foi por um breve segundo, mas aquele cosmo é realmente o cosmo de meu mestre? Talvez seja um cosmo similar afinal câncer também trata com os mortos... Ou séria ele?


Ao comentava tudo sobre todas as chamas, foi quando notei que ele era menor que eu, não apenas no tamanho, mas em idade, ele era uma criança empolgada indo para uma guerra, Alex parecia firme porem seu sentia preocupação emanando em seu cosmo, Gustav mantinha se firme, ele e o lanceiro que até então não tinha revelado o nome mantinham uma postura de respeito muito forte ao ver os símbolos dos dourados, eram um grupo interessante, séria parte do plano das parcas colocar nos cinco juntos ali, essas pessoas se tornariam meus amigos como os outros prateados se tornaram no dia anterior. O resto da viagem foi calmo, o resto do assunto foi referente ao que poderia acontecer, o lanceiro agora segurava com muita força sua arma.


Desembarcamos, eu me desculpo com Ao pelas atitudes tomadas pelos outros telepatas, o Lanceiro se volta a Gustav o chamando, o mesmo se despede de mim e eles retornam ao que parece ser seu esquadrão, Alex comenta também tem que partir que precisam procurar por seu capitão, que conhecendo o temperamento dele, ele deve estar no local com maior comoção de pessoas, que ele gosta de multidões, então me convida para seguir junto deles até que eu encontre meus amigos.


Aceito o convite e sigo com os dois conversando sobre a diferença entre os cavaleiros eleitos e os Steel Saint's, Alex aparente ser um bom conhecedor sobre o assunto, Ao segue de olhos atentos, até que ele aponta em direção de um homem estranho usando uma armadura tal como a deles, porem com orelhas como a de um felino laranjas, ao lado dele está Bunny, eles parecem ser conhecidos, Bruno ainda não está trajado, o que é meio indecoroso, mas da para notar que os demais acham a mesma coisa giro os olhos e chego a dar uma leve risada no fundo era esperado isso dele,então ele retira a tag .


Então ele resolve fazer uma brincadeira? Devo admitir que nunca vi alguém vestindo uma armadura daquele jeito, foi até divertido, mas ao ver o que ele fez com ela me deixou dividido, era bonito, mas é uma armadura sagrada, ele estaria sendo desrespeitoso?


- Tinta sai né? Então não é uma mudança permanente!


Balbuciei sem perceber, ao meu Lado Ao pulava de empolgação, falando que queria uma armadura pintada que nem aquela, Alex apenas balançou a cabeça em negativa e me respondeu.



  • Pobre coitado, com isso ele pintou um alvo nas costas dele!



- Ele é uma boa pessoa! Só artístico demais eu diria.


Respondo a Alex que apenas me fita com olhos rapidamente, o símbolo de Aries brilha em dourado, todos se voltam para o símbolo se esquecendo de Bruno, pelo menos eu espero que sim.


Os portões se abrem e dali saem 12 figuras com armaduras douradas , impossível não admirar a beleza no trabalho nas doze armaduras, por séculos foi trabalho do clã de artesões cuidar das armaduras sagradas, e por sempre estarem no santuário, as douradas eram muito bem tratadas, o grande mestre entrou entre eles, e para surpresa e para o choque, não só meu como os demais, ele havia retirado o elmo.


E como tal os cavaleiros de ouro começaram a se revelar, não sei quanto aos outros cavaleiros, mas a revelação dos dourados me foi mais chocante quanto que a do grande mestre, não que ele seja menos importante, mas sim por que entre dois dos doze cavaleiros eu encontrei rostos que não imaginava encontrar, Harold de touro era meu amigo de rodorio, um dos meus poucos amigos vivos, e o cavaleiro de câncer, era ninguém menos que meu mestre! Isso me pareceu um bom sinal, um sinal de que talvez ali entre esse mar de protetores de Athena, ela também deva estar.


Então ela veio, a jovem Athena parecia ter a minha idade, mas esse era apenas seu corpo mortal! Pelos seus olhos era possível ver um espirito muito mais antigo que seu corpo. Ela se revelou por completo, seu cosmos cresceu a um tamanho que eu não conseguia conceber. Nesse momento tudo mudou, Seu cosmo e seu espirito estavam em todos os lugares, aquele era realmente o poder de uma Divindade, pude sentir o impacto que aconteceu não só comigo, mas as almas de todos ao meu redor, e como tal me prostrei de joelhos, enquanto imaginava se esse poder pode ser sentiu além de santuário, além de rododio, será que Jamiel também sentira?




Olho espantado, uma guerra contra um inimigo desconhecido foi declarada ali! Deusa Athena iria ser parte disso na linha de frente; era bem diferente da época de meu avô, ela retornou antes da hora quão perigoso séria esse inimigo?


Eram muitas questões e poucas respostas, mas eu também possuía minhas propias questões, a mensagem para encontrar a amazona de Áries na fonte logo mais. E as asas e essa risada que eu ouvira. Ainda possuo tempo até o encontro com a Dama Leila.



Olho envolta procurando algum sinal sobre o som, será que é ela ou alguém se passando por ela?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Dom Abr 23, 2017 9:34 pm

Sunao nunca tinha visto toda a confraria reunida. Ligya lhe dizia algo mas acabou deixando passar, naquele momento solene, em que as reluzentes armaduras douradas entravam em formação,uma figura de máscara com asas douradas no topo do elmo.
Aquele era o grande mestre.
O cavaleiro de corvo não dava a devida importância à reunião, estava mais preocupado com os ocorridos em sua missão.
Embora soubesse da importância de todo este evento, uma ruga de aborrecimento latejou em sua testa. Acompanhou as palavras do Grande Mestre com algum desinteresse até o momento em que ela apareceu...
Uma menina surgiu a lado do Grande Mestre com cabelos lavanda e uma expressão séria. O Cavaleiro de Corvo inclinou A cabeça tentando achar a coerência de uma adolescente no meio para Tropa de Elite do Santuário. Então a voz daquela Garota soou como melodia:
– Bom dia, nobres guerreiros. Eu sou Agatha, a reencarnação da Deusa Athena desta Era.

Ela tinha um olhar e um semblante aparentemente inalteráveis. Apesar de falar livremente em um idioma qualquer, todas as tags dos cavaleiros conseguiam compreender suas palavras. Ela olhou para todos eles com seu olhar firme e então, prosseguiu:

– Eu nasci sobre a Estátua da Deusa do Santuário, aos pés de Athena para ser seu corpo nesta Era. Fui criada dentro dos limites do Santuário e desde que sou uma infante, eu sei que sou a reencarnação da Deusa.
A seguir ela deu uma extensa explicação extremamente lógica sobre sua existência humana. Fazia total sentido: Sua percepção Divina estaria muito mais apurada e adaptada a percepção humana o que lhe daria uma capacidade melhor de julgamento.
O nome Agatha é para me recordar de que sou humana e como tal, tenho responsabilidades com vocês. E com a Terra. Por que, pelo Olimpo meus caros guerreiros, é fácil esquecer e se deixar dominar pela soberba com as minhas capacidades.

Agatha parou de falar e então, fechou seus olhos brevemente. Quando os abriu novamente, algo estava diferente. Era como se o ar tivesse ficado mais pastoso, como se o chão tivesse ficado mais macio.

– Eu liberei as armaduras desta geração para que vocês as encontrassem no plano terreno. E tenho certeza de que cada um de vocês é igualmente digno de cada uma delas. Eu devo explicar agora a razão primordial pela qual vocês foram convocados. Peço que não se descontrolem, por gentileza.
A massa de Cosmoenergia foi tamanha, que o cavaleiro ergueu a mão na frente do rosto se protegendo por puro instinto. Mas ao contrário do que esperava,aquela massa de energia não o feriu. muito pelo contrário:
Enquanto a deusa em júbilo prestava explicações a seus seguidores, o Cavaleiro de corvo fazia uma viagem ao passado. Ao Abrir seus olhos dentro daquele cosmo massivo, Suas mãos estavam menores... Tudo parecia maior... mais alto...
Quando toda aquela Cosmo energia Passou por sunao - mesmo que ele não entendesse - experimentou uma sensação que se assemelhava um abraço materno. As palavras da deusa se desfizeram no ar e tudo que eu Cavaleiro conseguiu entender foi que ela estava confiando nele, que ela caminhar ia com ele onde quer que ele estivesse. Seu cosmo o alcançaria sempre que ele precisasse. E a prova disso era a armadura que estava trajando naquele momento. Era a prova máxima de que a deusa existia e o protegeria enquanto ele proteger se o mundo.
Ao final de toda aquela apresentação, Sunao permaneceu um tempo encarando a dog tag onde uma mensagem se desenhou no ar quase palpável. Embora tivesse ciência do que estava acontecendo uma sensação estranha que nunca havia experimentado antes envolvia seu peito. Era como se essa sensação lhe desce segurança para fazer qualquer coisa. Ainda a todo lado com volume de informação e Sensações que não conseguia encontrar nenhum registro mental de seu significado, desapareceu uma pequena explosão de penas se dirigindo a grande velocidade ao local indicado pela Dog tag.

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Revelações pós reunião

Mensagem por Youta em Ter Abr 25, 2017 1:04 am

O Ágora continuava em conturbada confusão, mas agora as coisas iam voltando a sua normalidade. Os Cavaleiros, aspirantes e soldados agora discutiam acaloradamente, mas todos pareciam falar a mesma língua: Todos estavam impressionados com a aparição dos Cavaleiros de Ouro, Do Grande Mestre e da Própria Deusa Athena. Alguns choravam de pura comoção. Outros rezavam olhando para o Santuário. Muitos gargalhavam de pura felicidade. As emoções de todos estavam em polvorosa e aquilo parecia ter surtido o efeito que a Deusa planejara: O seu exército estava mais confiante e animado. As dúvidas tinham sumido de suas mentes e corações e sua fidelidade tinha sido reforçada. Quem em sã consciência trairia a Deusa viva e encarnada depois de presenciar aquele milagre?
 
Agatha provara com um simples ato de coragem ao quebrar seus tabus duas coisas: Que realmente sabia como montar uma estratégia para obter êxito e que era de fato a encarnação de Athena, a deusa da sabedoria e da estratégia em batalha e tinha feito com que todos do Santuário soubessem disso. Era um movimento astuto, para dizer o mínimo.
 
Mas para além da confusão do Ágora, haviam diversos Cavaleiros que não conseguiram dizer não para os desígnios da deusa viva. Diversos deles fitavam o vazio, recebendo as mensagens em suas plaquetas. Alguns tocavam o ar, brincando com as letras diáfanas. Outros sacudiam as mãos diante e atrás delas, como se quisessem sentir a textura das palavras. Alguns apenas as encaravam. De qualquer forma, os guerreiros recebiam instruções e aos poucos, grupos iam se formando e caminhando em direções opostas, de modo que aos poucos, o Ágora ia esvaziando.
 
Foi o caso de Bunny, que neste momento tentava matar um tempo pelo Ágora. Ele não achou Gustavo de pronto, caminhando um pouco procurando pelo amigo. Mas logo o encontrou, e viu que ele se afastava do Ágora indo em direção aos dirigíveis. Mas alguém o interceptou antes que chegasse até o amigo para dizer qualquer coisa.
 
- Santos, podemos conversar?
 
Era Emuichi Chara, mais uma vez sozinho. Mas desta vez, Bunny notara que Wezen, de Cão Maior e Hund de Cérbero, os outros caçadores do Time de Chara, aguardavam apoiados nas colunas do Ágora, sem se meter na conversa. Emuichi não fez rodeios. Ele chegou e disse:
 
- Eu peço desculpas pelo meu comportamento intempestivo na data de ontem. Mas peço que você tome cuidado, caso tenha recebido missões também. Ouvi dizer que mesmo antes desse pronunciamento, houveram baixas em nossas fileiras de aço. Além disso, eu tomaria cuidado em ficar expondo essa alegoria pelo Santuário. Muitos cavaleiros são conservadores. Fique atento, ok?
 
O Cavaleiro de Cães de Caça passou o aviso e já ia se retirar, a menos que Bunny o detivesse. Apesar do insulto à sua obra de arte, Chara tinha dito algo preocupante. Era uma informação pesada e de qualquer forma, por que Emuichi tinha se preocupado em avisá-lo, para começo de conversa?
 
Enquanto o Cavaleiro de Lebre se decidia, apesar de desconhecer o novo diálogo entre Bunny e Emuichi, Akakios notara o que o cavaleiro de Cães de Caça quisera dizer. Passado o susto pela reunião, Bunny se tornava um holofote por onde andava, mas com certeza o efeito que causava não era o desejado. Pelo menos duas dúzias de cavaleiros olhavam horrorizadas para Lebre. Alguns rangiam os dentes, enquanto outros faziam uma expressão de nojo contida. Para o Lemuriano, era fácil perceber aqueles olhares e seus significados: Bruno Santos tinha profanado uma veste sagrada. Qualquer um que respeitasse as crenças antigas sabia que o que Bunny tinha feito era imperdoável, incluindo ele próprio nessa conta. Talvez fosse por esta razão que Milenna estivesse atrás dele e o ruivo não podia dizer que não era com razão. Ele fitou por alguns momentos sua própria armadura, limpa e polida, totalmente brilhante em prata reluzente, especialmente preparada para a ocasião e sentiu um pouco do horror de seus irmãos de armas. Aquilo era uma afronta. Enquanto artesão, ele pensou na vergonha que sentiria ao apresentar Bunny para seu avô naquelas condições. Uma das armaduras de Athena, uma das vestes sagradas profanada por tinta, e ainda tinta criada pelos humanos. Agora Akakios entendera por que Chara dissera “emporcalhando” ao se referir ao Leprino caminhando pelo Santuário. E seu coração de artífice chorava um pouco por aquilo naquele momento.
 
Mas ele tinha outras preocupações em mente mais urgentes, pelo menos por agora, que era procurar a origem do riso e do farfalhar de asas. E ele chegou até os pés da estátua de Athena seguindo aquele som, ou pelo menos era naquela direção que ele tinha ido. E ele notou uma coisa que o fez estremecer.
 
Ao invés da comum estátua decapitada de uma mulher alada, a estátua de Athena segurava uma coruja gigante de pedra, empoleirada em sua palma da mão. O que aquilo significaria?
 
O cavaleiro de Altar paralisara com a visão, mas isso era o extremo oposto do que Lygia fazia naquele exato momento. O lobo gigante rosnava de satisfação embaixo de suas pernas, tentando mordê-la de brincadeira, ganindo parecendo uma criança dando pequenos gritos de felicidade. Era uma bela cena para quem observasse, uma linda dama brincando com um animal selvagem. Mas logo, ela começou a ouvir passos e uma voz firme, porém em tom amigável disse:
 
- Assim, ele fica mal acostumado, Lygia. Ele tem que saber que não pode sair atacando as pessoas deste jeito, ainda mais nossa amiga.
 
O rapaz que se aproximava tinha os cabelos negros, lisos e bagunçados sobre o crânio, o que indicava sua ascendência indígena. Seus olhos negros e estreitos, que davam um ar de sabedoria ao garoto estavam curvados em uma expressão amena, como um meio sorriso. A pele do rapaz era parda e queimada pelo sol, num tom próximo ao chocolate. As maças do rosto salientes e seu queixo firme completavam o rosto, que não era nem um pouco desagradável de se olhar. Seu corpo, esguio e enxuto, mediano para os padrões de sua terra, talvez até franzino para alguns, era bem proporcional. E claro, ele trajava a vestimenta para a reunião: A sua armadura de bronze.
 
Enquanto caminhava em direção à moça, ela pode notar os detalhes dela. Em sua testa, um diadema cor de bronze esverdeado protegia a cabeça e as laterais do rosto. Nestas, duas elevações de metal de projetavam para o alto, com o design idêntico ao de orelhas de um lupino. Seus ombros eram protegidos por duas placas únicas e ovaladas, com motivos de garras gravados nelas. Seu tórax trazia uma placa única bronzeada, ligeiramente mais larga à esquerda. À cintura, pendia um cinturão, que lhe guarnecia o abdômen, com um losango estilizado à frente. Suas mãos eram protegidas por placas planas, terminadas em manoplas com reforço metálico. As pernas por botas metálicas que alcançavam até os joelhos, reforçadas à frente e planejadas para serem flexíveis atrás. Tanto os braços quanto as pernas eram estilizados nos mesmos motivos de garras dos ombros. O que as placas da armadura não cobriam, também eram guarnecidos pela malha que ficava por baixo das placas, esta de cor esverdeada mais clara, para contrastar com o bronze das placas. Aquela era a armadura de Bronze de Lobo. E aquele era Hank, seu portador.
 
 
Ao se aproximar mais, ele deu um comando ao animal que brincava com Lygia, com a voz suave:
 
- Ven, Keeva.
 
O lobo prontamente obedeceu, saindo debaixo de Lygia e se deitando ao lado do rapaz, que o acariciou no pescoço e nas costas. O rabo da criatura passou para um balanço mais tranquilo e ele se deitou ao lado de Hank, que deu um abraço na amazona de pavão, para cumprimenta-la:
 
- Faz uma eternidade que não nós vemos! Por onde você tem andado? Tenho andado bastante. Aproveitei para voltar para casa depois de todo esse tempo, ver como vão as coisas. Conseguiu achar seu mestre?
 
Hank tinha sido uns dos companheiros de treinamento de Lygia, na época em que Sunao a deixara no Santuário para treinar. O cavaleiro de corvo a guiara, mas ele mesmo não havia tido treino em boas maneiras e sedução, de modo que Lygia aprendera uma coisa ou outra com as amazonas. Entre os treinos com Sunao e com as amazonas, ela conhecera Hank, que chegara ao Santuário mais ou menos na mesma época que ela, e com a mesma idade.
 
Hank continuou a conversar com Lygia, até que soltou uma frase que colocou a amazona em prontidão.
 
- Enquanto voltava para casa, encontrei algumas coisas estranhas. Steel Saints trabalhando para os madeireiros como seguranças particulares, como capatazes especializados. Eu não entendo o porquê, achei que todos fossem vinculados ao Santuário.
 
Então, existia mais um evento, desta vez na América do Norte? Lygia estava começando a achar que aquilo era um péssimo sinal. Talvez um sinal de que o inimigo anunciado pela Deusa estava mais perto do que eles pensavam.
 
Enquanto Lygia chegava a estas conjecturas, Jun localizara o local. Era realmente pacífico e relaxante, como ela tinha notado ao chegar. Por não ser um ponto muito popular para conversar, os Cavaleiros o evitavam, dando a tranquilidade que Jun queria e precisava para digerir o que tinha acabado de ocorrer.
 
Ela achava um grande milagre de fato, e sua experiência tinha sido comprovada pela quantidade de cavaleiros prostrados chorando e rezando ao seu lado ao término da reunião. Ela estava tranquila, embalada pelo som das águas, colocando seus pensamentos em ordem, elaborando suas dúvidas para si mesmas, até que sentiu algo se aproximando.
 
E era Sunao. O cavaleiro tinha acabado de chegar às pressas na fonte, seu corvo o seguindo, algum tempo antes da reunião com a amazona de Áries e percebido que outra pessoa recebera a mesma instrução que ele. O cavaleiro de corvo notava Jun ali meditando, na verdade abrindo os olhos ao perceber o cavaleiro oriental chegando com tanta pressa. Os olhares de ambos se encontraram, enquanto a ave de Sunao bebia água na fonte. Provavelmente teriam algum tempo até a amazona chegar. Jun sabia que Sunao parecia saber bastante sobre o Santuário, enquanto ela tinha pouco conhecimento sobre o local. Ele talvez pudesse responder algumas de suas perguntas.
 
Já para o corvo, ele pensava que Jun tinha sido a única que não criara caso para contar suas habilidades, além do fato de ser discípula de um cavaleiro de ouro. O quanto ela realmente sabia? Em um ambiente silencioso e pacífico como aquele, do jeito que o corvo gostava, talvez ele obtivesse respostas úteis daquela prestativa amazona de Lótus.
 
 
[E é isso aí. O post foi bem mais tranquilo que os anteriores, mas estamos avançando, pessoal. Vamos continuando que vem muita coisa legal pela frente. Ordem de postagem da semana:
 
Bunny
Akakios
Lygia
Jun
Sunao
 
Agora, um pequeno pormenor: Eu posto normalmente usando músicas para me inspirar. Decidi que vou colocar as músicas que estou usando de inspiração neste post. Se vocês gostarem, passo a adicionar a informação nos posts. O que vocês acham? Vamos lá.
 
 
Para a parte da Deusa Athena, eu ouvi Hopes and Dreams "Orchestrated”:
 
Para a parte que se refere à Bunny, eu ouvi Len Kagamine – Spice: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=XVFgOPaWk5k
 
Para a parte de Akakios, eu ouvi Secret Messenger - Signs of paradox: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=RsyOtDsiO3M
 
Para a parte de Lygia, eu ouvi Aloe Blacc - Wake Me Up: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=3JvM-fnpPCU
 
Para a parte de Jun e Sunao, eu ouvi Far Reaching Five Old Peaks: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=9s8cK-z3iEg e Saint Seiya - OST I - 3 Galaxian Wars à partir do minuto 1:04. Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=4Q8frDNktW4
 

Se quiserem um post mais temático, leiam ouvindo as músicas, ok? Até mais! E como dizia um certo juiz muito respeitado: Lutadores prontos: Medabots Cyberlutaaaaaaaaaaaaaaaaa!]


Última edição por Youta em Qua Abr 26, 2017 4:01 pm, editado 2 vez(es)
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Ter Abr 25, 2017 11:06 pm

Gustavo andava muito rápido, algo parecia o preocupar, de longe Bruno viu mais dois cavaleiros de aço se aproximando dele, pensou que se fosse rápido poderia alcança-lo, afinal um Santo de Prata era mais rápido que um Santo de Aço, mas antes que o fizesse uma voz o chamou pelas costas, quando se virou viu Chara o fitando, Gustavo já havia seguido junto com seus companheiros, teria ele recebido alguma missão também? Bruno então se voltou a Emuichi Chara e ao longe viu os companheiros dele. Alguns deles antigos companheiros de treino como Cão Maior e Cerbero, Teria sido Milenna que o teria mandado novamente?


“ Eu vou ser preso?”


- Veio me prender de novo?


Questionou ele, porém Emuichi logo veio com a resposta, não tinha como negar Chara agia de forma diferente, como no dia anterior, ou como nas lembranças de Bruno, tal como se não fosse ele mesmo.


“ Oh meu Deus ele está sendo simpático comigo? Meu dirigível bateu só pode? Ou isso ou eu to em uma realidade alternativa, Esse não é o Chara que eu conheço... “


Bruno se surpreende com a genuína preocupação de Emuiche Chara sobre ele, era aquele realmente o homem por quem ele acumulou remorso por anos? Então eis que ele diz uma palavra que ecoou na mente do pintor “ALEGORIA” Nesse momento Bruno retornou para os anos de treino quando Chara, Wezen e Hund o olhavam de forma estranha, afinal ele veio de uma academia de aço, não tinha sido considerado apto para ser um cavaleiro, somente por que ele encontrou a armadura de lebre tinham levado ele para treinar junto com eles, aquelas lembranças o irritavam demasiadamente, e como tal ele não conseguiu esconder no seu olhar sua irritação.


“...Não, é o Mesmo Chara de Sempre, ele não consegue ser legal”


- Você realmente não consegue ser legal 100%!


levou a mão direita nos cabelos como se estivesse coçando, mas mais leve como um carinho em um animal, respirou fundo e olhou para Chara e os demais!


- Eu quero agradecer pelo aviso, agradeço como um companheiro Santo, você e eu não somos amigos, e você ainda assim resolveu dividir o que te incomoda comigo, mas... Inflou o peito e começou a falar mais alto, o suficiente para que qualquer um que estivesse passando.

  - Para todos os que estiverem incomodados eu sou o Santo de Lebre, e como tal apenas minha Vestimenta sagrada pode me julgar, meu laço com a armadura de lebre é muito forte, desde o dia que nos encontramos, o espírito da minha armadura me aprova como seu cavaleiro e amigo.


“ Além do mais minha armadura é minha cartada final “


- Mesmo que eu tenha que lutar sozinho em nome de Athena eu lutarei! Se minha tinta valer mais que meu juramento, não irei me sujar seguindo com pessoas que pensam assim!


Colocou a mão sobre o ombro de Emuiche Chara, aproximando seu corpo do corpo dele, indo até o ouvido do rapaz e sussurrando.


- Tomar cuidado, foi uma lição que aprendi quando treinei com você e os meninos!


“ Acha que eu esqueci os anos de tormento que você e os outros caezinhos causaram?”


Sorriu se afastando do cavaleiro de cães de caça.


- Lamento não poder bater mais papo, tenho que me aprontar para a minha missão, boa sorte para você e os caçadores, diz prós amiguinhos que eu mandei um beijão!

" Eu ainda tenho as marcas de amizade deles nas minhas costas"


Passou por todos ali como se estivesse em um desfile militar, em uma marcha impecável, fitou rapidamente alguns dos cavaleiros que o olhavam com olhares de reprovação, mas as palavras de Emuichi entraram na sua mente, haviam baixas nas fileiras de aço, séria por isso que Gustavo estava estranho? Relembrou de após o “acidente” quando a armadura de Lebre o achou e ele seguiu para o santuário, de como os outros discípulos de seu mestre o tratavam, e muitos outros, pois ele era apenas um aspirante a aço e agora treinaria para ser prata, Athena podia falar de união, mas muitos ali tratavam os mais fracos como apenas ferramentas. 


Seguia em silencio para a fonte, ainda faltava um tempo, mas talvez fosse melhor ficar sozinho, talvez não fosse uma missão que receberia com a Amazona de Aries, talvez fosse uma bronca, afinal a mesma era lemuriana.


De topo de sua cabeça o pequeno coelho de tinta Fera desceu sem que o cavaleiro notasse, e se aninhou no seu pescoço como um bichinho de estimação, apesar dele não ser um, Bruno levou as mão a cabeça do mesmo o acariciando, recebendo em resposta bigodes e pequenas mordidinhas em seu pescoço.
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Qua Abr 26, 2017 12:36 am

Me deparo com a estatua de Athena, mas o que eu vejo me deixa confuso, ao invés da estatua de Nike na mão da deusa vejo uma coruja tal como meu pingente, de fato a coruja era o animal sagrado de Athena, mas por séculos em sua mão direita esteve a deusa da vitória, séria real o que eu via ou apenas a minha vontade de vê-la?


Olho para a Coruja pensativo,coçando o queixo.
 
"Poderia pedir ajuda para um dos cavaleiros de ouro que conheço mas eles deveriam estar ocupados passando missões para os outros cavaleiros."

Pensativo, eu coço a testa pensando nas minhas opções.

 "Subir na Estátua Sagrada de Atena é simplesmente PROIBIDO e seria uma loucura se eu o fizesse!Já podia ver o grande mestre convocando mais uma reunião, os doze cavaleiros de ouro me levando até a prisão da praia, ou pior meu próprio mestre prenderia meu espirito em uma ânfora, e ainda por cima me obrigaria a limpa-la com minha escova de dentes." 

Suspiro pesadamente, estava ficando sem nenhuma ideia, não conseguia pensar em nada que não levasse a minha prisão, expulsão ou ter que limpar coisas com minha escova de dente. Mas então um estalo em minha mente. Havia sim algo a se fazer, era tão inusitado que poderia dar certo.


Usar meu cosmos era a solução. Determinado, eu me sento em posição de lótus, respirando algumas vezes para me controlar. Eu estava começando a tremer de ansiedade e isso não era bom. Então comecei a direcionar meu cosmo como a água a qual sou ligado


Usar meu cosmos era a solução. Era como o Mestre Milquis me disse, se todos os outros sentidos falharem, lembre-se sempre do seu sexto sentido.

"Ele me daria uma bronca por ter demorado demais para ponderar isso, ou pior ele iria me encarar por isso, por horas e horas"


 Eu me sento em posição de lótus, respirando algumas vezes para me controlar. Tentando apagar de minha mente a imagem de meu mestre me olhando fundo nos olhos, aquela pele branca como seus cabelos, os olhos de um azul profundo como água do fundo de um poço, como se tivesse morrido em um, se ele soubesse que eu esqueci por um momento de um ensinamento dele certamente ele iria me encarrar assim, e ainda me faria limpar o poço com minha escova de dentes.


Visualizo a mão de Athena a minha frente erguendo a estatua da Coruja, ergo a minha mão mudando o fluxo das águas do lago em direção a estatua da coruja, quebro a posição de lótus e caminho sobre as águas até a estatua, quando a toco entre o espaço entre os olhos, sinto algo acontecer. Eu abro os meus, retornando ao mundo real, estava a frente da estatua de Athena ainda em posição de meditação.


-Olá?


A conexão teria funcionado?


Última edição por Aknoby em Qui Abr 27, 2017 10:55 pm, editado 11 vez(es)

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qua Abr 26, 2017 7:54 pm

As falas do Hank foram feitas com o Youta no Messenger. Foi para ficar mais dinâmico. Espero que gostem.

Youta escreveu:
- Assim, ele fica mal acostumado, Lygia. Ele tem que saber que não pode sair atacando as pessoas deste jeito, ainda mais nossa amiga.
A voz familiar me fez levantar a cabeça, o que me fez receber uma lambida generosa no pescoço. Olhei para o récem chegado e de volta para o lobo, rindo.

- Acho que alguém está com ciúmes... - eu falei sacudindo as bochechas do lobo, mas apoiei meu peso num dos lados apenas. Mal o fiz e Hank já chamava Keeva para seu lado, que obedeceu prontamente. Me levantei sem pressa, batendo os pêlos que poderiam ter se grudado em minha armadura. Não foi sem surpresa que recebi um cumprimento um tanto quanto efusivo dele.


Youta escreveu:- Faz uma eternidade que não nós vemos! Por onde você tem andado? Tenho andado bastante. Aproveitei para voltar para casa depois de todo esse tempo, ver como vão as coisas. Conseguiu achar seu mestre?[/justify]


- Ah você sabe... Por aqui e por lá. Quando vi, já tinha​ passado todo esse tempo. - eu respondi me deixando abraçar, mas tossi ao segurar um risinho imaginando o "mestre" Sunao, tão velhinho quanto Shiryu, mas tão mal humorado quanto hoje - É estranho dar um título assim para ele... Mas sim, encontrei. Ele estava de bobeira numa praça aqui em rodorio ontem. Foi fácil embosca-lo. contei como se fosse realmente um feito, independente de soar um tanto quanot suspeito - Mas que bom! Como estão as coisas por lá?


Youta escreveu:
- Enquanto voltava para casa, encontrei algumas coisas estranhas. Steel Saints trabalhando para os madeireiros como seguranças particulares, como capatazes especializados. Eu não entendo o porquê, achei que todos fossem vinculados ao Santuário.


Toquei a lateral do meu tronco como que por reflexo. Eles não estava mais apenas no "quintal" de Rodório. Quantos haviam desistido? E quantos desses forma embora levando suas armaduras? O quão recente era aquele fenômeno?Em quantidades suficientes, eles poderiam sim representar um problema. Sem contar que eram uma afronta à própria deusa...

E então, eu senti um afago em meu rosto. Olhando para o aldo, vi Hank e Keeva olhando para minha expressão compenetrada.

- Você parece realmente preocupada... Só tente não enlouquecer de ansiedade, tudo bem? Eu ficaria muito triste em ver você paranóica. - ele afastou uma mecha de cabelo de minhas bochechas e testa, seguindo para um leve carinho atrás da minha cabeça, como que me encorajando.

- Quem vai está com de paranóica? - eu fiquei repentinamente séria, olhando para ele de forma ligeiramente psicótica, mas caí rapidamente no riso - Não pretendo enlouquecer, não se preocupe. Mas não​ é por isso que deixo de me preocupar ou me antecipar. É isso que mantém gente como eu viva, sabia? - eu observei, fazenod piada de minha própria situação.

- O que mantém você viva é seu intelecto, mas de fato, você é bem precavida mesmo. Só tente não enlouquecer de ansiedade, tudo bem? - ele parecia mais tranquilo, o que me tranquilizou também. Hank era, desde sempre, um amor de pessoa. Por que pessoas boas como ele ficavam sendo constantemente arrastados para lutas sem fim?

- Não se preocupe, procurarei não​ infartar; prefiro causar ataques de coração a sofre-los. - terminei a frase piscando um olho, como se flertasse com Hank, e voltei a coçar Keeva.

- É, de fato. Fiquei sabendo o Emuichi ontem...

Como...? Ah, lógico; o grupo de caça. Hank com certeza não aprovaria aquele tipo de coisa, mas o que eu podia fazer? Era isso ou limpar a praça com a cara do Emuichi. E, reconehcendo minhas limitações físicas, se eu escolhesse aquela opção, com certeza não seria de uma forma nobre que eu iria fazer aquilo. Mas eu não estava a fim de receber lição de moral naquele momento. Não que Hank fose me dar uma, mas agarrei a grande cabeça de Keeva, falando com o lobo

- Acho que ele estava com ciúmes mesmo... - Keeva me lambeu novamente, como que em concordância, e eu o afastei em protesto, voltado a olhar em volta - Em minha defesa, foi culpa dele; se aquele cão não fosse tão teimoso, e explicasse tudo desde o começo, nada daquilo seja necessário - eu voltei a olhar então para Hank, tentando medir suas expressões, mas ele não parecia diferente de cinco minutos atrás - Ele já está com muita raiva? - esse era o pós-efeito mais comum das minhas habilidades.

- Ele chegou alterado ontem e hoje acordou furioso. Nem falou com os outros e veio direto para cá logo ao nascer do sol.

Eu girei os olhos, murmurando "homens" para mim mesma. Por isso que era tão facilmente enganados. Ao fazer isso, como que invocado pela menção de seu nome, vi Emuichi perto de Bruno novamente. Ah... era só o que me faltava.

Observando mais um pouco, vi que as coisas estavam aparentemente sob controle. Isso é, até Bruno começar a falar alto o suficiente para até mesmo eu ouví-lo. Ok, ele definitivamente era um tipo especial de idiota. E que absurdo era aquele que eu estava vendo?! O louco havia... pintado a própria armadura?!

Quer dizer... nem eu havia ido tão longe assim, e olha que minha menina era bem extravagante. E então, após terminar seu discurso, ele saiu marchando. Juro por Athena, ele marchou, em direção à fonte. E aquilo havia me deixado realmente chocada. A falta de senso dele não tinha limites?

Eu continuava pensando naquelas coisas, e me esqueci de voltar a olhar para o outro lado,d e forma que, se Emuichi se virasse, daria de cara comigo olhando na direção dele com a mais das chocadas expressões.


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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Sab Abr 29, 2017 1:26 am

 *Esse post foi feito de forma colaborativa pelos players Sunao e Lulu *




A paz que Amazona desse Lotus emanava apaziguava atenção que era uma característica normal do cavaleiro de Corvo. Com semblante um pouco mas aberto ele se aproximou a passos lentos da garota. Agora com a fonte do seu lado esquerdo a uma pequena distância ele a cumprimentou :


- Saudações! Ao que parece Recebemos a mesma missão. Aparentemente as mesmas instruções. Fico satisfeito de fazer uma​ parceria.

Apesar da diversidade a sua volta, a amazona sentiu o cosmo peculiar do homem vestido de negro que conhecera no dia anterior, era para ela muito obvio que era Sunao quem se aproximava, ela abriu os olhos e se pôs de pé para cumprimentá-lo , curvando-se a moda oriental .

-Senhor Imawano! É um prazer revê-lo. – falou com um tom polido, para logo em seguida sentir uma pontada de duvida, antes achava que era porque as pessoas na sala eram todas muito distintas, mas agora tinha certeza, por estar em meio a TODOS os cavaleiros de Atena que o cosmo do cavaleiro de corvo era realmente bem diferente dos demais. - Então o senhor também irá receber ordens da amazona de Áries...

- Naturalmente... - ele concordou fazendo um pequeno esforço para parecer cordial - eu estou realmente ansioso para concluir a missão e deixei pela metade. Seria muito bom se tivéssemos sorte e essa fosse a nossa missão. A propósito, desculpe-me se minha pergunta para ser petulante: mas já participou de alguma missão antes?

-Na verdade não, só treinei com meus mestre em Rozan até agora, é a primeira vez que venho ao santuário também... –falou com simplicidade. A moça percebia o outro um pouco desconfortável , talvez já fosse assim um pouco no dia anterior – Mas eu vou me esforçar! Meu mestre acha que estou pronta e eu farei o meu melhor!

Sunao fitou a garota por um tempo como se refletir se sobre o quê ela acabara de dizer, buscando em seu arquivo mental alguma palavra de incentivo, mas não estudaram o suficiente nos livros para saber o que dizer:

- Apenas dê o seu melhor. Eu tenho alguma experiência embora meu convívio com outras pessoas seja pífio.

-O que é pífio ? – havia sido ensinada a muito a perguntar qualquer coisa que não soubesse.

- É o mesmo que insuficiente ou ridículo neste caso.- o Cavaleiro de corvo mudou sensivelmente a expressão talvez quase deixando escapar o ensaio de um sorriso- Quis dizer que não tenho nenhuma habilidade lidando com as pessoas.

A amazona meneou a cabeça absorvendo a nova palavra para si e depois sorriu para o outro, visivelmente agradecida pela explicação.

- De qualquer forma, voltando ao que dizia a início, é bem provável que nossa missão tenha a ver com alguns renegados. A Lygia me contou algumas coisas na noite passada.

-Tudo bem o senhor não saber lidar com pessoas ,eu também não sei de muitas coisas porque eu sempre fui pobre. Lembro que o meu marido ficou muito surpreso quando eu perguntei qual era o nome daquele cobertor fininho e lisinho que ele tinha posto pra mim no sofá e ele ficou chocado por que eu não sabia que se chamava lençol...porque em casa agente dormiu direto no colchão com um cobertor só quando eu era criança. 

Jun não queria que o outro se senti mal por não saber lidar com pessoas, talvez fosse esse o desconforto que ela sentira desde o dia anterior. Ela estava feliz por ele ser aberto com ela, algo lhe dizia que isso era algo um tanto quanto raro e contando algo de si esperava deixa o outro mais à vontade. Por outro lado ela não tinha ideia do que poderia a ser a missão ou mesmo como era uma missão, e também não compartilhava da ansiedade  que  Sunao parecia demonstrar com isso desde o dia anterior ,mas seria deseducado não mostrar interesse já que era essa uma predileção clara do corvo então pensou em perguntar sobre o assunto : 

-Hmm e você tratava com renegados na sua missão anterior? A que foi interrompida ?

" - Marido? Ela já...Esta... Ela já foi casada? Como assim não saber o que um lençol? Espere! Algo mais importante: Sera que alguém abusou da inocência desta menina? “

O cavaleiro se perdeu em conjecturas por alguns segundos visivelmente surpreso com a revelação bombástica que para ela não parecia ser nada demais. Então voltou a si com uma pergunta  da garota: 


 - Ah...Sim... Isso mesmo. Mas é bastante estranho pois eu encontrava as pistas e evidências mas nunca conseguia chegar no nome ou identidade...E até a Lygia disse que teve grandes problemas Quando encontrou alguns destes. Tenho suspeitas de que muitos fatos que vamos encontrar daqui em diante estão interligados.

A interlocutora do cavaleiro de corvo ouviu as informações que lhe foram passadas com uma expressão séria  de quem prestava atenção a cada palavra, para por fim perguntar :

-Renegados... Eles foram negados duas vezes por quem ? –  questionou ainda com o ares de seriedade.

-Ahn? O que?- Sunao havia sido pego de surpresa. - renegados neste caso não tem um significado tão literal. Nessa situação tem o mesmo significado de desgarrados ou traidores. Desgarrados aqui significa também aspirantes ou aprendizes de cavaleiros que abandonaram as causas do Santuário para seguir um caminho maligno por assim dizer.

-Aaah entendi... Que coisa ruim... acho que se eles tivessem esperado até hoje não teriam feito isso . -falou olhando a Ágora onde as pessoas ainda se circulavam trajando suas armaduras fossem elas simples, de aço ou zodiacais.

- Nem todas as pessoas ingressam do Santuário com boas intenções. As técnicas de lutas ensinadas de geração a geração segundo a explicação do meu mestre, são táticas de guerras e técnicas passadas desde a primeira era dos Deuses. Por esse motivo quando se entra na mente no santuário ou você se torna Cavaleiro aspirante ou soldado ou você morre no processo. É proibido desistido treinamento e simplesmente ir embora levando tudo o que viu aqui para o mundo exterior. Por isso existe a lei de que todos os que abandonam o treinamento são tratados como traidores e devem ser mortos. Alguns deles entram com este intuito levantar informações. Pode ser o caso destes steel Saints renegados.

Após explicar melhor as coisas Sunao também se virou para o Ágora, no silêncio contemplativo procurando lembrar-se da sensação que experimentou alguns minutos atrás durante a reunião. Jun que voltara o olhar a ele enquanto ele falava também voltou mais uma vez os olhos a multidão. A explicação do Corvo lhe fora clara, mas ainda lhe era difícil assimilar que alguém traísse o santuário ao ter sentido o cosmo de todos os dourados e da Deusa , depois ter uma parte do poder de Atena, depois de ver naquela reunião o quão extenso era o exercito dela.

Ao que dependesse da jovem ela gostaria de trazer de mostrar o caminho  de volta os renegados ao invés de matá-los como o corvo sentenciava , talvez por sentir a pequena chama de determinação dela , o cavaleiro de prata ao seu lado voltou a sua atenção a ela novamente :

- Mas mudando um pouco de assunto, você foi treinada por um grande cavaleiro então acredito que você irá nos surpreender com passar do tempo. - o Cavaleiro apoiou o queixo sobre o Polegar e o indicador ainda contemplando algum lugar distante- Eu nunca imaginei que encontraria um cavaleiro lendário cara a cara...

- Entendo , meu mestre me contou um pouco mais da história dele ontem de tarde, ele realmente fez coisas incríveis...- disse a jovem não fazendo nem um pouco de esforço para esconder sua admiração com os feitos do passado de Shiryu- Ele me treinou bem, sei que não se pode deixar os ensinamentos do santuário simplesmente. Mas simplesmente não consigo imaginar o que levaria alguém a fazer isso depois do que vimos aqui.

A amazona de lótus se perguntou por um momento quantos seriam esses renegados e o porque de terem se tornado assim. Gostaria de acreditar que esses ditos traidores tinham bons motivos, ou talvez não fossem reais traidores como o antigo cavaleiro de ouro Aioros , que sofreu esse estigma por muito tempo . Ou mesmo que tenham traído , como Ikki  que fora o primeiro inimigo real de seu mestre (segundo o próprio) como líder dos cavaleiros negros , encontrassem seu caminho de volta a luz, assim como  o próprio cavaleiro de fênix que depois virou parte do grupo de cavaleiros de bronze que salvou a Deusa.

-Ainda assim , sei que as pessoas podem ter problemas que só cabem a elas, me pergunto se os antigos amigos de meu mestre estão aqui hoje. A maior parte deles sumiu a muito tempo . . .

- Acredito que fomos os primeiros dessa geração a ver tudo aquilo. Talvez o fato de supostamente o Santuário ter perdido aspirantes tenha levado Atena a fazer aquela demonstração para as massas. Quanto aos companheiros do seu mestre me faço a mesma pergunta: se eles ainda estão vivos, onde estão? -agora o Cavaleiro de Corvo se voltou para Jun, ainda respeitando a distância de um passo todavia mantendo uma atenção a retaguarda da garota e principalmente se perguntando onde estaria a Amazona de Áries. - Para falar a verdade tem algumas coisas nessa história que não se encaixam mas acho que isso não é importante no momento.

- O que o senhor acha que não se encaixa ? -as palavras dele faziam bastante sentido- Temos algum tempo, foi dito que teríamos duas horas até o encontro, eu não fiz missões antes então ao contrário da maioria não tenho colegas para rever...

- Eu não sei explicar muito bem, mas quando Atena disse que mandou as armaduras para o plano terreno, eu apenas tive a impressão que ela gostaria de dizer mais do que poderia naquele momento. Possivelmente eu estou tão imerso em solucionar as pontas soltas da missão que devo estar imaginando coisas... No meu caso, além dá Lygia e agora você, não tenho amigos entre os cavaleiros, no máximo conhecidos.

-Fico feliz então , que o senhor tenha me dado a honra de me considerar sua amiga. - ela sorriu - Não partilho muito da sua preocupação, só pensei em esperar pela senhora amazona de Áries e escutar o que ela tem a dizer.

- Sim, vamos aguardar. Fique à vontade para perguntar o que desejar. Prezo pela oportunidade de sanar suas dúvidas -o cavaleiro agora esticou o braço para que Kokoa empuleirasse. O pássaro encarou o busto da chinesa a procura a tradicional sacolinhas de castanhas ou frutas secas tão comuns entre as crianças de Rodorio - olha os modos Kokoa...

-Você virou cavaleiro de corvo pois gosta de corvos ou você tem um corvo que tem a armadura de corvo ?- ela perguntou olhando para ave de penas escuras  que a fitava -Eu já gostava de flores de lótus antes de ter esta armadura... pois elas são úteis, você pode comer as folhas e as raízes também! –afirmou com grande contento na voz.

O cavaleiro abrir um pouco mais a expressão com um tom visivelmente surpreso como se fosse a primeira vez que se deparasse com esta indagação. Então olhou para o alto ao mesmo tempo em que cobria seus olhos da luminosidade solar tão reluzente naquela manhã, e com um ar melancólico respondeu:
- Acredito que eu já estivesse destinado a isso... Os corvos me acompanham desde que tomei consciência de mim mesmo.

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O reencontro.

Mensagem por Youta em Dom Abr 30, 2017 12:59 am

[Aviso importante 1: Novamente, Sunao não poderá postar por questões de saúde, então suas ações foram registradas no post de Jun.
 
Aviso importante 2: As falas do personagem Akakios aqui foram adaptadas de um diálogo com o jogador. Obrigado.]
 
*Aparentemente, a comoção no Ágora continuava. Mas agora uma série de fatos tinha agora mudado o foco da tal comoção.
 
A começar que Akakios tinha passado correndo pelo Ágora em direção à fonte, rindo feito um maluco. Os cavaleiros que o achavam estranho (que não eram poucos) saíram de seu caminho para que ele passasse.
 
Mas a felicidade desenfreada do lemuriano tinha motivação, pelo menos parcial. Ele havia acabado de “conversar” com a estátua da coruja, ou pelo menos era o que ele sentia ter feito.
 
Após um longo tempo de espera de seu cumprimento cósmico, Akakios ouviu a mesma risada que o tinha guiado até ali, desta vez mais próxima a ele, como se ela viesse diretamente da estátua da coruja. Ele então mantendo os seus olhos fechados, com o seu cosmo emitindo esperança e dúvida, respirou fundo para manter os olhos fechados e a concentração.*
 
-Quem é você? – Perguntou ele. - É a veste sagrada de Coruja?
 
*A risada cessou e o garoto se concentrou em tentar enviar a mensagem, mas não sabia se a estátua a tinha recebido. O cosmo enviado pulsa até que ele sente dentro de si um novo suspiro e uma resposta.*
 
- Sim... E Não...
 
*Akakios franziu o cenho e respirou fundo controlando a ansiedade. Ele tentou então mais uma vez.*
 
-Sim e não?Ah... Eu... Eu... Estou procurando uma pessoa que talvez tenha te vestido... Ou você a vestido...  Eu não sei como funciona, no seu caso...
 
*A voz soou curiosa à pergunta, mas com um tom de resignação*
 
- Exatamente, sim e não. Mas pessoa? Como assim pessoa?
 
*O Lemuriano se concentrou e achando interessante aquilo de certa forma, prosseguiu:*
 
- Uma pessoa como eu... Que veste uma armadura como essa... Veja, a minha é Sagrada Armadura de Altar.
 
A voz pareceu entender, respondendo:
 
- Procura por uma amazona ou um Cavaleiro então?
 
*A voz respondeu, mas Akakios não sabia exatamente dizer se era a coruja quem falava. Só podia ser dada a conversa que estavam tendo.
 
E ele sorriu agora que parecia que houvera um entendimento.
 
-Sim, uma amazona.
 
*Agora irradiando certa esperança enquanto conversava com a estátua de Coruja. Desta vez, a voz ondulou e suspirou e logo em seguida riu de novo:*
 
- Boa sorte então!
 
A dúvida e a ansiedade retornaram, desta vez com força. Por reflexo, levou uma das mãos até o local onde o pingente em forma de coruja ficava embaixo da armadura de Altar.*
 
-Boa sorte? Como assim? Você não a conhece?
 
*A voz então pareceu confusa.*
 
- Eu conheci diversos cavaleiros e amazonas ao longo da História. Como saberei de quem fala, infante? De mais a mais, você não disse quem é a pessoa que procura.
 
O lemuriano corou e golpeou a testa com a mão espalmada, quase quebrando a concentração. De tão encantado que tinha ficado com a resposta, ele tinha esquecido os bons modos. Que seu mestre não descobrisse aquilo. Surpreso com sua falta de cordialidade com algo sagrado, ele tenta se desculpar.
 
- Me perdoe pela falta de cordialidade, por favor! Eu... Eu... Ouça, a pessoa que procuro é a minha mãe. Eu sou Akakios, o Cavaleiro de Altar, membro do clã dos Alquimistas de Jamiel. Sou filho de Akanthos.
 
- Não há problema sobre sua cordialidade... Mas...
 
*A voz ficou em silêncio e o médium achou que tinha perdido a conexão. Mas logo ela respondeu, sem dizer o que o lemuriano queria ouvir:*
 
- Não conheço essa pessoa.
 
- Ah... Obrigado...
 
*Um tom decepcionado logo virou tristeza, seu cosmo foi descendo de volta a ele. O elmo se abaixou, ocultando sua fronte.  Ele se preparava para partir, quando a coruja da estátua disse:*
 
- Quando eu troco de lugar com Partita, significa que ela voltou ao plano terreno. Talvez ela saiba quem é a pessoa que você procura...
 
*E a conexão foi cortada.*
 
- Partita?
 
Ele exclamou alto. Abrindo a frente do elmo da armadura se voltando para a estátua, o seu coração acelerava com esse nome e com essa esperança. Ele olhou em volta e agradeceu, pensando em como localizaria a mulher com esse nome, mas agradeceu a coruja novamente, desta vez em voz alta:*
 
- Obrigado!
 
Ele enxugou as lágrimas prévias que tinham começado a se formar e correu para a fonte. Esse nome, talvez esse fosse o nome de sua mãe. E era por isso que ele passara pelo Ágora correndo como um maluco.
 
Mas a despeito da velocidade de Akakios que cortava o Ágora, a voz de Bunny se elevara e chamara a atenção à volta, fazendo diversos cavaleiros se voltarem, desviando o olhar.
 
Chara porém, paralisou. Ele tentou erguer a mão para parar Bunny e disse:
 
- Santos, espere...
 
 
Ele então, suspirou e se voltou de costas, deixando que Bunny partisse, sem dizer mais nada. Esperava no seu íntimo que o Cavaleiro de Lebre tivesse compreendido seu aviso. Ele suspirou. Ler mentes não era um dom. Era uma maldição.
 
Foi quando o Cavaleiro de Cães de Caça viu Lygia o observando. Ele não mudou sua expressão, apenas abaixou sua cabeça e olhou para o chão, enquanto continuava caminhando.
 
 
Mas os olhos de Hank se voltaram para Bunny. Ele movia suas narinas rápida, mas quase imperceptivelmente. O olhar do lobo índio ficou curioso e sua expressão ondulou, mas ele logo voltou ao mundo real. 

Keeva pareceu ter estranhado a mesma coisa que seu dono, pois ergueu a cabeça e volveu-a para o coelho marchando, só desviando seu foco do mesmo quando o dono o acariciou e acalmou. Hank se voltou para Lygia e então disse:
 
- Acho melhor você ir andando e eu também. Eu recebi a instrução de ir até a fonte e não acho uma boa idéia me atrasar.
 
Hank se levantou e estendeu a mão para a amazona de Pavão, para ajudá-la a se levantar:
 
 
 
- Que tal irmos?
 
Hank parecia apressado para ir para seu compromisso, sem saber que acabara de dizer à Lygia que fora convocado para o mesmo lugar que ela.
 
Lugar este onde Sunao e Jun tinham tido antes e já aguardavam esperando, tendo uma boa conversa. Aquilo havia sido um pouco esclarecedor para os dois. Tanto o corvo tinha se tranqüilizado com a moça, que lhe parecia pura e doce, quando ela ficava tranqüila de ter alguém experiente e paciente ao seu lado, que lhe respondia suas dúvidas a contento. Parecia ser o início de uma bela amizade.
 
Mas então, Sunao ficou surpreso. Pois, despontando pelas laterais da fonte, ele viu o Cavaleiro de Lebre, Bunny Star (era esse o nome dele?) e o Lemuriano de Altar! (Akua Rios, talvez?) Aturdido, ele os viu chegar a fonte, e os mesmos viram o Cavaleiro de Corvo e A amazona de Lótus ali.
 
A confusão se espalhou para Jun também, que notou as silhuetas bem reconhecíveis dos cavaleiros de Altar e de Lebre se aproximando.
E se lembrou da discussão em sua casa. Lygia logo ae juntaria ao grupo e veria aquilo, mas ela ainda não havia chegado à fonte.
 
Neste momento, os olhares de todos eles se encontraram. O que iria acontecer a seguir?
 
[Post agitadinho né? Gente postando e conversando com NPCs e Players. Gostei, Gostei. Continuem assim, crianças. Ordem de Postagem da Semana:
 
Bunny
Lygia
Akakios
Jun
Sunao
 
Decidi colocar as músicas que estou usando de inspiração neste post do mesmo jeito, mesmo sem saber se gostaram da informação, por que eu sou vida loka hehehe.
 
 
Para a parte de Akakios, eu ouvi Rina Aiuchi - CODE CRUSH: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=RsyOtDsiO3M
 
Para a parte que se refere à Bunny, eu ouvi o tema de Sonic Adventure 2 – City Escape: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Z6NaZrPQGfY
 
Para a parte de Lygia, eu ouvi Lakota Dreams Song: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=2isaEXY7INU
 
Para a parte de Jun e Sunao, eu ouvi Christina Aguilera - Reflection: Link do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=h8GUCQQZS64
 
Novamente, instrução para lerem ouvindo as músicas ou não. E como já dizia um certo Suíno antropomórfico: I-i-i-i-isso é tu-tu-tu-tu-tudo, pe-pe-pe-pe-pessoal!]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Ter Maio 02, 2017 10:31 pm

[ltr]O discurso talvez não tenha sido uma boa ideia, pensava ele enquanto seguia seu caminho, ao seu lado o coelho de tinta fazia o melhor para anima-lo, mas em sua mente ele remoía os olhares estranhos dos demais cavaleiros, “conservadores” disse Chara, como um bando de gente de todos os lugares do mundo poderiam ser conservadores? Existiam muitas culturas misturadas ali, japoneses, chineses, talvez até Romanos estivessem ali? [/ltr]



[ltr]Mesmo com vontade de ainda falar umas poucas e boas ele seguiu calado até a fonte, surpreso com o fato de não ser o primeiro a chegar, já dois companheiros de missão se encontravam no lugar e eram dois dos mesmos cavaleiros que encontrou anteriormente.[/ltr]


[ltr]- As fiadeiras resolveram nos amarrar![/ltr]


[ltr]Sussurrou quando se aproximou dos demais, Jun estava trajada com a armadura de Lotus, e como as pétalas lhe caiam bem, o ar de garota frágil era apagado quando ela estava trajada, não havia nada que ele mudaria nela, junto a ela estava Sunao acompanhado de seu corvo, e de sua armadura de prata negra... Armaduras de prata não são negras, ele teria pintado também?[/ltr]


[ltr]- Quem diria que estaríamos juntos novamente tão cedo?[/ltr]


[ltr]Disse ele alto para que ambos escutassem, seguiu se aproximando do cavaleiro de corvo para verificar direito a pintura, era toda negra não tinha o Charme da sua armadura de lebre, mas no caso de alguém como o Sunao talvez fosse para missões furtivas, talvez ele voasse como um corvo ou algo do género. Olhou de relance para a armadura, não queria que Sunao começasse uma briga novamente por “encarar” agora[/ltr]


[ltr]- Estranho.[/ltr]


[ltr]Deixou escapar a palavra de sua boca, em sua cabeça ele havia só pensado na palavra, mas o que viu na armadura alheia o deixou tão perplexo que sua voz escapou entre os dentes. Aquilo na armadura do corvo não era tinta, ele era um otimo conhecedor de tintas e de misturas que podiam ser feitas com elas, aquilo era o metal puro, algumas armaduras de prata exibiam um brilho diferente mediante ao cosmo de quem a vestia, mas não era um brilho negro, era puramente negra.[/ltr]




[ltr]-Estranho né, nos três termos nos encontrados aqui e...E olha o Akakios ali também![/ltr]



[ltr]Apontou em direção ao garoto que havia acabado de chegar.[/ltr]



[ltr]- Wow carinha, sua armadura tá me cegando de tão brilhosa![/ltr]



[ltr]Disse ele numa tentativa de alegrar o ambiente, Fera por sua vez desceu para o peito dele fazendo com que Bruno tivesse que o segurar, o coelho de tinta então mordeu a ponta do indicador esquerdo do cavaleiro ao ponto de sair sangue, Bruno não pareceu preocupado nem com dor, apenas estendeu o dedo para o coelho que o lambia.[/ltr]



[ltr]- Agora somos quatro de nós, só falta a Lygia para a festa ficar completa![/ltr]


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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Dom Maio 07, 2017 10:19 am

Vi Chara me encarar por um momento, e parei de encará-lo com aquela expressão estranha. Não estava com paciência para uma nova ceninha. Mas o caçador apenas abaixou a cabeça, seguindo qualquer que fosse seu caminho. Bom... talvez fosse melhor assim.

Mas ao meu lado, um humor mudava rapidamente. Inquietação? Instinto? Um toque de curiosidade? Mas a sensação passou logo, enquanto ele acalmava Keeva, que também estava agitado. Olhei para o outro lado e olhei para eles. Qual era o problema daquele coelho com o grupo de caça?!

- Por favor, me diga que você não está caçando aquele coelho também... - lobos caçavam coelhos na natureza, não é? Nâo queria ter que segurar Hank da mesma forma que fizera com Emuichi.

Mas aparentemente, não falei alto o suficiente, pois Hank já estava de pé, com a mão estendida e sua expressão simpática normal de volta.


Youta escreveu:
- Acho melhor você ir andando e eu também. Eu recebi a instrução de ir até a fonte e não acho uma boa idéia me atrasar. Que tal irmos?


- A fonte? - eu não deixei de me surrpeender, aceitando a ajuda para me levantar. Por que eles enviariam um caçador e uma espiã? Ou talvez Leila fosse passar amis de uma missão? Bom... fazia sentido. Eram apenas 12 douradors para 76 das outras castas.

Não demorei muito para perceber que o ponto de encontro estava realmente movimentado. Jun, Sunao, Akakios e até mesmo Bruno que se aproximava um pouco à minha frente.


Cyber escreveu:
- Agora somos quatro de nós, só falta a Lygia para a festa ficar completa!


- Querido... eu não completo a festa. - eu respondi, como forma de introdução - Eu sou a festa. - e pisquei, jogando a franja para o lado, numa pose convencida - A proposito, esse é o Hank. Nós treinamos juntos a um tempo atrás, então, não sejam enganados por essa crinha fofa; esse lobo tem dentes quando quer. - eu o apresentei com um trocadilho infame - Estes são Jun, Akakios, Bruno e Sunao, de quem eu já havia lhe falado antes. - eu devolvi a apresentação à Hank, que apesar de ter treinado comigo, nunca conehcera "meu mestre" - Oh... isso vai ser interessante... Vocês não estariam por acaso todos esperando a Leila, estariam? - eu perguntei fingindo desinteresse, como quem só quer passar o tempo. Para jutnar uma equipe daquele tamanho, não seria uma missão com a qual eu estava acostumada.

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Disclaimer

Mensagem por Youta em Seg Maio 08, 2017 11:13 pm

[Atenção, o Player do Personagem Akakios disse que não deseja mais participar do jogo e portanto, irei passar a ação para o próximo personagem da Ordem de Postagem. 



Para manter o bom andamento da história, consideremos que Akakios foi abordado por outro soldado do Santuário e desviou seu caminho, indo para outra missão.

Lulu, pode seguir com seu post e obrigado.]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Qui Maio 11, 2017 10:56 pm

A conversa com o cavaleiro de corvo seguia um ritmo calmo e agradável , ele alegara achar problemático lidar com pessoas, mas para amazona de lótus ele parecia uma pessoa muito agradável para conversar,  todavia  o olhar dele se desviou da conversa a certo ponto fazendo com que Jun olhasse na mesma direção. Outra face que conhecera no dia anterior se aproximava, era Bruno .

Era meio engraçado e assim como o corvo ele também se destacava da multidão em geral, só que não por conta de seu cosmo e sim por seu estilo ,era fácil reconhecer que ele pintara sobre a superfície da armadura pois ela era mais colorida e tinha uns detalhes que eram desenhados e  ela não vira ninguém mais que tivesse feito algo assim naquele dia e até onde lhe constava TODOS os cavaleiros de Atena estavam ali.

- Quem diria que estaríamos juntos novamente tão cedo? – o cavaleiro de lebre falou, com um semblante aberto, o que aliviou Jun que sinceramente se preocupou ao ver o rapaz se aproximando lembrando do dia anterior.


Ela estava prestes a soltar um suspiro de alivio quando viu o cavaleiro de armadura colorida se aproximando um tanto que ela achou um pouco demais do espaço pessoal do corvo considerando o dia anterior, fazendo-a prender a respiração novamente.

-Estranho. – Bunny sibilou, o que ela deveria fazer? Interferir ? Se por no meio dos dois mesmo arriscando ser atingida pelo primeiro golpe? Ainda com o ar preso seu coração descompassou pulando uma batida  -Estranho né, nos três termos nos encontrados aqui e...E olha o Akakios ali também!

O ar nos pulmões dela finalmente encontrou o caminho para a liberdade. E seu coração o ritmo de volta a normalidade, de fato observando com  calma ele parecia mais curioso do que hostil. De fato, o lemuriano  do dia anterior também se aproximava, o cavaleiro de coelho ia ser referir a ele quando outra pessoa o abordou o levando para algum outro lado. Bem, seria demais todos os do almoço anterior serem uma só equipe talvez ? Ouviu o nome de Lygia também ser dito pelo cavaleiro e talvez contradizendo o seu pensamento que seria demais reunir todos os presentes no dia anterior a voz da amazona se fez ouvir logo em seguida, vinda do outro lado.

- Querido... eu não completo a festa. Eu sou a festa. -  o tom da amazona de pavão parecia animado e auto-confiante a Jun , olhando na direção da moça que chegava a chinesa viu que estava acompanhada de um outro rapaz . - A propósito, esse é o Hank. Nós treinamos juntos a um tempo atrás, então, não sejam enganados por essa carinha fofa; esse lobo tem dentes quando quer.  –ela seguiu com as apresentações.

A amazona de lótus ao ter seu nome pronunciado se curvou educadamente sorrindo para o recém chegado. Ele tinha um grande animal consigo , Lygia falara sobre lobo, mas ela não tinha certeza se aquele animal era um lobo, afinal nunca havia visto um . Além disso ele não parecia selvagem o que lembrava mais um cachorro... Tinha ouvido uma vez que lobos e cachorros eram parentes uma vez. Sunao tinha um corvo e era o cavaleiro de corvo... Bruno era de lebre e tinha um coelho... Será que Lygia tinha um pavão de estimação em algum lugar ? Talvez ela devesse usar flores de lótus no cabelo ? 

-É um prazer conhecê-lo senhor Hank . É uma surpresa de fato rever todos! –disse curvando a cabeça levemente. As confusões do almoço de ontem ficariam inalcançáveis no passado, faria o possível para que as coisas andassem de forma pacifica dali em diante. –Sim! Estamos esperando a Amazona de Áries também, acho que faremos parte da mesma missão . Espero que todos possamos trabalhar bem juntos!           


A amazona olhou de novo o canino que acompanhava o rapaz e moveu os olhos para a grande ave negra que também parecia observar o grupo. 


-O nome do seu corvo é Kokoa não é Sr. Imawano ? - disse apontando a ave- E eu sei que você tem um coelho na cabeça ! -disse apontando os cabelos embranquecidos de Bruno-  O senhor é cavaleiro de lobo e tem um lobo . . . - ela olhou para o animal - Ele é um lobo não é ? - ela perguntou num tom mais baixo olhando para Hank - Hmmm... Senhorita Lygia você tem um pavão de estimação em algum lugar ? Tem algum código de etiqueta sobre andar com aquilo que a sua armadura representa ?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Seg Maio 15, 2017 9:11 pm


[ltr]- As fiadeiras resolveram nos amarrar![/ltr]





O cavaleiro de corvo observou o rapaz se aproximando. ao menos não parecia tão agitado quanto no dia anterior

[ltr]- Quem diria que estaríamos juntos novamente tão cedo?[/ltr]



" - Acredite, não aprecio esta situação mais do que você" - É o que parece. respondeu de forma neutra como o habitual,agora, se posicionando de modo a manter o cavaleiro de lebre e a amazona de lótus em seu campo de visão.

Disse ele alto para que ambos escutassem, seguiu se aproximando do cavaleiro de corvo para verificar direito a pintura, era toda negra não tinha o Charme da sua armadura de lebre, mas no caso de alguém como o Sunao talvez fosse para missões furtivas, talvez ele voasse como um corvo ou algo do género. Olhou de relance para a armadura, não queria que Sunao começasse uma briga novamente por “encarar” agora



[ltr]- Estranho.[/ltr]





[ltr]Deixou escapar a palavra de sua boca, em sua cabeça ele havia só pensado na palavra, mas o que viu na armadura alheia o deixou tão perplexo que sua voz escapou entre os dentes. Aquilo na armadura do corvo não era tinta, ele era um otimo conhecedor de tintas e de misturas que podiam ser feitas com elas, aquilo era o metal puro, algumas armaduras de prata exibiam um brilho diferente mediante ao cosmo de quem a vestia, mas não era um brilho negro, era puramente negra.[/ltr]





[ltr]-Estranho né, nos três termos nos encontrados aqui e...

-  Ao que parece,estamos na mesma missão.
- Agora somos Três de nós, só falta a Lygia para a festa ficar completa!


- Querido... eu não completo a festa. - eu respondi, como forma de introdução - Eu sou a festa. - e pisquei, jogando a franja para o lado, numa pose convencida - A proposito, esse é o Hank. Nós treinamos juntos a um tempo atrás, então, não sejam enganados por essa crinha fofa; esse lobo tem dentes quando quer. - eu o apresentei com um trocadilho infame - Estes são Jun, Akakios, Bruno e Sunao, de quem eu já havia lhe falado antes. - eu devolvi a apresentação à Hank, que apesar de ter treinado comigo, nunca conehcera "meu mestre" - Oh... isso vai ser interessante... Vocês não estariam por acaso todos esperando a Leila, estariam? - 


Inner:

" - Isto é um teste de paciência. não existe outra explicação lógica. Justo ELES? Furtividade? Descrição? Disciplina? o que é isso? é saboroso?

out

- Possivelmente devem estar levando em consideração as habilidades de cada um para formar um grupo homogêneo. é um prazer conhecê-lo cavaleiro de lobo.

A amazona de Lotus olhou de novo o canino que acompanhava o rapaz e moveu os olhos para a grande ave negra que também parecia observar o grupo. 


-O nome do seu corvo é Kokoa não é Sr. Imawano ? - disse apontando a ave- E eu sei que você tem um coelho na cabeça ! -disse apontando os cabelos embranquecidos de Bruno-  O senhor é cavaleiro de lobo e tem um lobo . . . - ela olhou para o animal - Ele é um lobo não é ? - ela perguntou num tom mais baixo olhando para Hank - Hmmm... Senhorita Lygia você tem um pavão de estimação em algum lugar ? Tem algum código de etiqueta sobre andar com aquilo que a sua armadura representa ?




- É apernas coincidência. no meu caso, os corvos me acompanham mesmo antes de me tornar cavaleiro. Eu passava por eles enquanto estavam no chão e eles me reconheciam como parte do ninhal...
Doravante nada a impede de ter seu próprio jardim,o Ovo de Kokoa foi chocado com meu cosmo, portanto, temos uma ligação espiritual. possívelmente o procedimento seja o mesmo para você. mas antes precisa saber para qual motivo,causa ou circunstância desejaria um jardim...

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A reunião após a Reunião.

Mensagem por Youta em Qua Maio 17, 2017 6:03 pm

*O cavaleiro de Lobo ajudou a amazona a se erguer e ouviu o comentário dela, que desejava que ele não estivesse na cola de Bunny. Hank começou a caminhar do lado de Lygia e respondeu, com uma voz baixa e discreta para o comentário da amazona, a tranqüilizando, mas ao mesmo tempo a deixando curiosa:*
 
- Não, não estou atrás dele, Lygia. O cheiro dele é muito peculiar. Não é só tinta naquela armadura. Tem algo mais... Parece... sangue ou algo mais...
 
*O lobo latiu como se concordasse, mas então ele a ouviu dizer sobre a fonte e respondeu:*
 
– Sim, a fonte. Você também...
 
*Mas o cavaleiro de Lobo não teve tempo de concluir a frase, pois já chegavam ao lugar. De fato, pela expressão estupidificada que ele fizera, era exatamente o lugar para o qual havia sido chamado. Ele viu o Cavaleiro de Lebre, O Cavaleiro de Corvo e A Amazona de Lótus ali esperando. O cheiro da armadura de Bunny lhe chamou atenção mais uma vez e ele acalmou Keeva novamente com um leve afago em sua cabeça. Ele estava maravilhado de estar entre os prateados, quando percebeu que tinha sido apresentado a eles por Lygia. Ele então deu um sorriso gentil e disse:*
 
– É um imenso prazer conhecer a todos vocês. E ao senhor em específico, Senhor Sunao. Lygia fala muito do Senhor.
 
*O bronzeado curvou a cabeça respeitosamente, mas todos notaram que ele movia as narinas novamente, desta vez com o foco em Sunao. Sua expressão novamente ficou curiosa e Lygia não precisou de muito para saber que Hank provavelmente estava avaliando o cheiro de Sunao. Seus sentidos eram aguçados, ela sabia, mas quanto?
 
O cavaleiro manteve sua postura até ouvir a pergunta de Jun, que olhou para Keeva. Sorrindo, o índio deu um leve toque na orelha do animal, que se deslocou até a amazona e lambeu sua mão, em um gesto de amizade. O rapaz então ouviu com atenção a explicação do Cavaleiro de Corvo e respeitosamente, curvou a cabeça para ele, o agradecendo, para somente então, complementar o que ele dissera:*
 
– Sim, ele é um lobo norte americano e seu nome é Keeva. Ele está lhe dizendo um “oi”.
 
*Hank sorriu para ela, antes de continuar. Ao passo que o lobo foi até a fonte, ficando ao alcance das mãos de quem quisesse tocá-lo, mas tomando a água do local.O índio então prosseguiu:*
 
– Parte de meu treinamento para entender o cosmo foi a conexão com a natureza. De certa forma, já andamos com os símbolos do que a armadura representa quando elas estão em sua forma miniaturizada. Não sei se Lygia tem um pavão em algum lugar, mas não é uma conduta obrigatória, senhorita Jun.
 
*Hank sorriu e se apoiou na fonte, olhando ora para o corvo de Sunao, ora para a lebre de Bunny, mas com uma expressão maravilhada. Ele então abriu um embornal preso à sua perna por baixo do cinturão (praticamente invisível até aquele momento) e dele retirou diversos pães de fécula pequenos e um pedaço de carne seca, este o qual entregou ao lobo, que o abocanhou e passou a comer em parcelas, intercalando com goles de água na fonte.
 
Hank então ofereceu os pães aos presentes, dizendo:*
 
– Vocês aceitam? Foram feitos na minha tribo e são ótimos para comer antes e durante viagens. São bem saborosos.
 
*E ele estendeu os pães, esperando aceitação ou recusa por parte dos Cavaleiros.
 
Mas após ter oferecido, algum tempo depois, os presentes na fonte puderam observar uma figura se aproximando. Ela tinha os cabelos longos e lisos, negros como azeviche. Estavam soltos e chegavam até a cintura da moça. Seus olhos eram de cor violeta e estavam com uma expressão calma, enquanto a moça vinha até a fonte. Sua pele era clara, deixando ver os contornos das veias azuladas em partes menos bronzeadas, como pulsos e o colo, indicando uma ascensão caucasiana. O porte físico era o típico dos cavaleiros, o de alguém bem treinado com um corpo curvilíneo e gracioso, totalmente moldado pelo treinamento marcial. Media aproximadamente 1,70 e devia pesar a exata conta para manter o corpo em forma. Ela usava um conjunto composto por uma blusa cinzenta de lã de gola alta, uma calça jeans stretch preta e botas de cano alto sem salto. E no pescoço, uma tag dourada com o símbolo ♈ grafado nela.
 
Era Leila, a amazona de Áries quem se aproximava. Ela trazia uma pasta amarelada em uma das mãos, do comprimento aproximado de uma folha sulfite. Leila olhou para todos os presentes enquanto concluía o andar até eles e sua expressão não mudou nem um pouco mesmo vendo a diversidade de todos os membros do grupo. Seus olhos passaram por todos, e a armadura de Bunny, a principal preocupação do cavaleiro quanto à reação da amazona de Áries, sequer tirou um olhar mais demorado dela. Assim que terminou de olhar para todos, ela os saudou, dizendo:*
 
- Boa tarde a todos vocês. Eu sou Leila, a Amazona de Áries e lhes passarei uma tarefa.
 
E então ela olhou para Hank, com os pães na mão e perguntou com um sorriso leve:*
 
- Posso pegar um?
 
 
[E chegou a mulé! Finalmente poderemos ir para a porrada em breve. Deu um trabalhinho detalhar tudo, mas tá aí. Ordem de Postagem:
 
Bunny
Lygia
Jun
Sunao
 

Sigam bonitinhos e vamos prosseguir, ok? E como dizia um certo galã do Cocobongo de pele verde no rosto: Alguém Me Segure!]
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Youta

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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