[Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Sex Fev 17, 2017 11:38 pm

" -  lidar com pessoas, é complicado. talvez eu deva ir até Alexandria pesquisar sobre este tal trato social. por fim, é isso mesmo. a eficácia sobe em trabalhos solo." - O cavaleiro corria o olhar de forma analítica a todos ali, esta seria a última vez que seguiria um conselho desta estirpe dado por alguém.
E então em meio a crise de raiva do coelho e sua aparente intenção de combate, mais importante era Jun. por que em nome de Athena ela estava chorando?

"

Jun De Andrômeda escreveu:- Eu tentei fazer frango estilo japonês e não o de mendigo dessa vez. – disse um pouco sem animo pro mestre que havia lhe parabenizado pela comida.

"

- Srta Jun, é de meu hábito comer frugalmente. - o cavaleiro continuou tocando seu prato ignorando completamente o coelho problemático então como se tentasse se lembrar das palavras corretas continuou - Deixe-me ver como devo dizer:
-Está...delicioso
- Nunca...comi nada... tão saboroso...
- Esta comida...iniciaria guerras por seu sabor.
- Não creio...que haja algo errado...com a...refeição. está...perfeita.

 -Embora tentasse ser sincero as palavras saíram como se decoradas por uma criança de 6 anos -
" - ótimo, acho que é assim que funciona esta coisa de trato social. devo estar pegando o jeito,porém, palavras são como matemáticas: não adianta serem exatas se não forem sinceras."
Tão logo terminou a refeição, virou-se para o anfitrião e sua esposa:



- Eu sinto por tê-lo feito vir até aqui por algo que poderia ter sido evitado. Esta convocação numa escala maior do que o normal me revelou muito mais do que já estava desconfiado. e os conselhos do senhor me mostraram que tenho um longo caminho ainda. - e então virando para todos e se curvando profundamente - Peço minhas sinceras desculpas, infelizmente não estou acostumado a lidar com grupos. portanto minhas palavras não fizeram juízo com minhas reais intenções. Creio que qualquer coisa que eu disser de agora em diante agravariam mais a situação. portanto estou me retirando. Agradeço a hospitalidade de todos.
Venha Kokoa.


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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Sab Fev 18, 2017 10:48 pm

Era uma sensação estranha, todos estavam elogiando a refeição o que deixava Jun lisongeada, mas não estava plenamente feliz, mas sabia que se preocupar com isso só tornava a situação mais e mais difícil para Bruno como notou ao ver seu mestre olhando para ele com gravidade depois dela ter externado a preocupação com o clima ruim que se instaurou entre o cavaleiro de lebre e o de corvo.


Lygia parecia achar que ela ficara abalada por seu mestre não ter reconhecido a receita, ignorando totalmente o resto, fazendo a chinesa questionar mentalmente se a situação era tão comum assim. Em sua mente não haviam motivos para desentendimentos.  Akakios também repreendeu a briga e parecia igualmente preocupado com ela . Mesmo que não fossem todos ela tinha conseguido fazer alguns amigos ali , não é mesmo ?


-Obrigada, obrigada a todos - ela disse com um sorriso - fico feliz de ter agradado ao paladar de vocês , espero... - ela olhou em volta - espero que eu possa cozinhar para todos de novo.


Ela foi cuidar da louça com Shunhei , Lygia e Akakios,  mas o senso de perigo ainda pairava por ali, observando agora, o homem de preto que elogiara sua comida de uma forma engraçada e cheia de pausas parecia totalmente alheio a toda a furia vinda de Bunny. Era um grande e triste mal entendido sob suas perspectiva, por hora só podia esperar que esse desentendimento não se desenrolasse na forma de nada mais grave, o garoto de cabelos coloridos parecia querer brigar, mas tudo bem ela poderia curar facilmente ossos quebrados e cortes, mas egos feridos e desconfianças poderiam ser muito mais nocivos . 



- Eu agradeço muito a ajuda - ela disse aos convidados que foram para a cozinha com ela dando um leve olhar para a sala e para porta por onde Sunao se pronunciava a sair - desculpem por qualquer coisa. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Dom Fev 19, 2017 6:55 pm

Pfffiu... as coisas pareciam voltar ao eixo lentamente. Quer dizer.. supondo que elas haviam tido um eixo algum momento. Akakios se levantava para nos acompanhar, e Shurey também, mas eu habilmente peguei as louças da mão dela, proibindo-a terminantemente de se aproximar daquela cozinha com um divertido e repetitivo estalar de língua contra o céu da boca.

- A senhora já tomou trabalho suficiente por nossa causa. - eu expliquei, aninhando tudo em minhas mãos - Pode deixar por conta das crianças agora. - eu falei com leveza, deixando a sala.

Mas o discurso inflamado de Bruno ainda pairava no ar, e eu tinha certeza que aquilo teria consequências. Da cozinha, eu pude ver Shiryu se levantando com impaciência pela primeira vez. E wow!!

Mesmo no cômodo ao lado eu pude sentir o psicotapa. Eu já imaginava o que viria a seguir, mas estava longe demais de Bruno para poder afastar as gavinhas escuras do medo. Ok, coelho, você teria que sair dessa sozinho dessa vez.

Talvez aquilo fosse suficiente para que ele...


- Como o senhor mesmo disse, a armadura traduz o idioma, mas tem coisas que só um compatriota reconheceria, peço desculpas por tudo, não queria afetar ninguém nessa mesa com minhas palavras, bom isso não é totalmente verdade.


Nop. Não mesmo. Aquele coelho abriu a boca de novo. Como podia alguém gostar tanto de textão quanto ele?! Frustração era um sentimento realmente cansativo. Por que eu havia me metido nessa história?

Sunao! Sim, a culpa era dele. Reunir um grupo tão grande de desconhecidos assim, de uma hora para outra não era esperto. Será que aquele passarinho comeu alpiste estragado?


- Deixe-me ver como devo dizer:
-Está...delicioso
- Nunca...comi nada... tão saboroso...
- Esta comida...iniciaria guerras por seu sabor.
- Não creio...que haja algo errado...com a...refeição. está...perfeita.


Eu quase deixei cair a louça em minha mão ao ouvir o remendo de cumprimento saindo da boca de Sunao. Por que ele se comportava como um ET na frente das outras pessoas?!

E então, eu me toquei de algo muito importante... Sunao e Bruno estavam sozinhos na sala com Shyriu!

Uma vez que Shunrei não me deu muita bola, e seguiu para a cozinha conosco, isso deixara apenas os três no outro cômodo. E aquilo era mal.

Péssimo.

Desastroso.

E então, Sunao anunciou que sairia. Bom... aquilo era sensato. Mas muito interessante; o passarinho faz a caca e me deixa para trás para limpar. Enquanto eu amaldiçoava Sunao por ter criado aquela confusão toda, eu senti a porcaria do cosmo daquele coelho maldito se erguendo de novo.

Ele era algum tipo especial de idiota?! Não havia acabado de ver que irritara um cavaleiro de ouro lendário em sua própria casa duas vezes em menos de 10 minutos?

Ok... aquilo estava pedindo medidas drásticas. Se Sunao saísse dali, e tudo ficasse pro isso mesmo, menos mal. mas qual era a chance de Bruno querer resolver aquilo "lá fora"?

Grandes demais para que querer arriscar. E esconder o corpo de um cavaleiro de prata impulsivo demais para seu próprio bem não estava na minha lista de afazeres.

- Hey, Bunny!! - eu o chamei alto pelo apelido propositalmente. Esperava que aquilo acendesse algum alarme na cabeça dele - Não ache que demorar para comer vai te salvar de lavar sua louça! Saltite logo para cá, sua lebre espertinha. - terminei meu chamado com humor, empilhando a louça na cozinha e olhando longamente para Akakios.

Eu não ia estragar minhas unhas naquela água. Enquanto isso, Jun se pronunciava, ainda um pouco amuada.


- Eu agradeço muito a ajuda - ela disse aos convidados que foram para a cozinha com ela dando um leve olhar para a sala e para porta por onde Sunao se pronunciava a sair - desculpem por qualquer coisa.


- É o mínimo que podíamos fazer - eu peguei um pano limpo, voltando a olhar para Akakios e para a pia e de volta para o lemuriano. Podia ser lido em meus olhos "LA-VE" - E se alguém precisa pedir desculpas aqui são aqueles dois encrenqueiros. Você nos fez um almoço maravilhoso, e eles retribuem com aquela bagunça. - eu reprovava com sinceridade - Não sei qual é a daquele coelho, mas Sunao tem um péssimo senso de socialização. Se improta mais com o conteúdo do que com a forma. O resultado costuma ser o tipo de desastre que você viu agora a pouco. - eu girei os olhos, cansada. Quantas vezes já tive de traduzir o que aquela samambaia queria dizer mesmo? - Mas apesar de tudo... ele não é ruim, sabe? - eu sorri para Jun - Do jeito dele, cuida dos que estão ao seu redor. As vezes irritando-os um pouco. Mas a intenção é boa.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Ter Fev 21, 2017 12:19 am

Que mulher estranha essa Lygia, se ela queria que eu começasse a lavar, por que não falar, ao invés de fazer caretas estranhas, não via problema algum em lavar louça, trabalhos braçais eram gratificantes. logo estendi minhas mãos a pilha que ela fazia e peguei a primeira tigela para lavar, mas continuei com meus ouvidos atentos aos dois no outro cômodo. 


Bruno é muito agitado, o jeito que ele descreveu a comida, foi interessante, cosmo na comida? sabores dos cosmos é algo novo para mim, Bunny é muito agitado um pouco impaciente, perigosamente impaciente, algo que pode custar a vida dele no campo de batalha. Já Sunao é serio, demasiadamente serio demais, sua maneira de elogiar é toda ensaiada, esse homem deve ter sido treinado para não ser nada além de um guerreiro, falta humanidade em suas palavras, Bruno parece querer se agarrar a todos seus sentimentos enquanto Sunao resolveu se manter a parte de tudo, Bruno estava errado, eles não eram iguais, eles eram muito diferentes.


-Bem Jun a sua comida realmente fez sucesso,você poderia abrir um restaurante em Rodorio,cavaleiros e amazonas não são proibidosde terem treabalho desde que não atrapalhe suas missões,Rodorio iria adora!- Dou um largo sorriso para ela.-


Bruno ainda se demonstrava um tanto chateado com Sunao, não era a toa, eu entendia, as maneiras do cavaleiro mais velho também me chatearam, não ao nível de explodir como Bruno fizera, mas de certa forma eu o entendia. Não cheguei a pensar que ouviria o que ele disse a seguir, a maneira de falar dele era meio estranha, mas pelo que entendi ele estava desafiando o cavaleiro de corvo para um duelo, esperei ansioso pela resposta do corvo, mas o mesmo se esquivou do desafio.
Espero que o cavaleiro de lebre não se irrite mais, ele falou para o corvo que ele não tinha consideração pelos seus iguais, e Sunao estava provando que ele estava correto, ao ignorar um convite sumario para um duelo, não entendia onde as palavras dele foram mau interpretadas, ele entrou indagando, usou de ameaças a outro cavaleiro e depois contou o que ele veio buscar, ele não parecia querer um grupo, parecia somente querer juntar informações,o que era estranho mas eu já havia ouvido sobre um certo cavaleiro solitário e o senhor Shiryu não deveria estranhar Sunao por isso,mas eu realmente tenho a impressão que Sunao está mais próximo a uma assombração do que um ser vivo.


Sorrindo maroto entrego um pano de prato para Lygia.
-Você poderia enxugar a louça lavada?Já volto-


Vou até Bruno e olho-o comendo.
-Bunny quando terminar de comer pode vir ajudar com a louça?Você me deve explciar oque é iniciativa Vingadores e selfie também-Sorrio e volto para a cozinha. Suspiro aliviado acabo emanando levemente o meu cosmo deixando ele levar o meu alívio aos outros como uma suave correnteza de um riacho.


-Espero que nos 4 possamos ser amigos- Falo sorrindo termiando de lavar a louça dos outros que terminaram de comer.

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O Caçador de Athena.

Mensagem por Youta em Ter Fev 21, 2017 11:59 pm

A discussão parecia finalmente ter terminado. Tão rápido quando se acaloraram, os santos de prata se acalmaram, agora se ocupando das tarefas de limpeza. O Lemuriano foi até a sala e trouxe dela o cavaleiro de lebre, que terminava sua refeição naquele momento. Shunrei agradeceu a solicitude da amazona de Pavão e voltou trazendo o prato de Shiryu, que agora continuava à mesa em silêncio. O Brasileiro fora chamado pela amazona de Pavão e agora a encontrava conversando com a anfitriã, a amazona de lótus. Logo, o mais novo quarteto de prata estava junto na cozinha, cuidando da louça do almoço juntos. Parecia que finalmente todos estavam conversando calmamente depois da saída do cavaleiro de prata de Corvo. Será que ele realmente era o problema?
 
Shunrei, que tinha saído para falar algo a Shiryu (que os prateados não puderam ouvir), retornara à cozinha, com um sorriso satisfeito nos lábios:
 
- Vocês são uma graça. Obrigado pela ajuda e pelo almoço, de verdade. A casa é pequena, mas se quiserem ficar aqui a noite até amanhã, sintam-se à vontade.
 
A doce e simpática senhora se curvou e saiu da sala, indo se juntar a Shiryu novamente, deixando os prateados novamente sozinhos. Deveriam tomar suas decisões de ficar, mas naquele momento, podiam conversar sem vigilância, pelo menos, sem vigilância direta.
 
Por mais desagradável que fosse a postura do prateado de vestes negras, talvez mais compreensível para Akakios agora que sua mais antiga companheira explicara sua falta de capacidade social, ele trouxera um assunto preocupante à tona: A própria Reunião. Era a primeira vez na história que Athena convocara todos os seus cavaleiros de uma só vez. Não havia nenhum indício de nada parecido nos registros e nada parecido em todas as encarnações da Deusa. Era algo realmente extraordinário. O corvo dissera que vinha investigando coisas antes da reunião e que elas talvez estivessem relacionadas com o teor de uma convocação de tal magnitude, mas sua inabilidade de se expressar acabara por não ser capaz de passar o recado ou explanar o que tinha em mente. Lygia talvez tivesse que traduzir isto também, mas o problema é que talvez ela precisasse saber mais do que o dito às pressas naquela confusão toda.
 
Shiryu estava na sala ainda, desta vez contemplando a janela, parado de pé à frente dela. Desta forma, ele parecia parte da decoração, de modo a não perturbar o ambiente em nada. Jun sabia que seu mestre estava refletindo sobre algo, mas ela não acreditava que ele estivesse aborrecido com o que acabara de ocorrer. Ela poderia verificar com ele o que acontecera, assim que Lygia explanasse o que pensava a respeito do que o último integrante do almoço dissera.
 
Mas apesar de Shiryu ter deixado o rapaz, Bunny agora sentia um grande mal estar. Ele não sabia de onde vinha, mas tinha certeza que não era do dragão. Apesar da pressão que ele sofrera, ela tinha se ido tão rápido quanto viera. Não, aquilo não vinha dali. Vinha de fora da casa. Se pudesse pensar em mais uma referência antiga, o cavaleiro de Lebre pensaria em Star Wars, com Han Solo dizendo a célebre frase “Eu tenho um mau pressentimento sobre isto”.
 
Enquanto isto acontecia, Sunao, o cavaleiro de corvo se retirava rapidamente, se mesclando à multidão. Mas antes de se retirar para onde quer que estivesse indo, ele passou pela praça em que Bunny, a lebre encrenqueira tinha se apresentado e viu uma cena um tanto quanto peculiar.
 
À sua frente, ele viu um cavaleiro trajando sua armadura. Era prateada, cobrindo boa parte de seu corpo e tinha detalhes vermelhos e amarelos nas articulações, com suas vestes por baixo tendo cor predominantemente vermelho carmesim. Sua tiara nas laterais imitava um par de orelhas canídeas, dobradas para baixo e na fronte uma pedra reproduzia um focinho.
 
Neste momento, ele segurava um pingente que uma criança havia lhe dado, em formato de uma plaqueta do mesmo tamanho e peso de uma placa de armadura miniaturizada. Ele a aproximou do nariz e moveu suas narinas, como um cão farejador faria. Com um sorriso gentil, ele devolveu o objeto à criança e rumou em direção à casa de Jun, já com o semblante fechado e concentrado. Quando o cavaleiro de corvo passou por ele, seus rostos se encararam por um curto espaço de tempo e ele pode ver os olhos daquele homem: Castanho-Amarelados por estarem cheios de cosmo, com uma intenção determinada queimando neles.
 
Verificando pela memória, aquele era Emuichi Chara, O Cavaleiro de Prata de Cães de Caça, conhecido como um dos Caçadores de Athena. Mas o que ele estaria caçando no Sagrado Santuário da Deusa, isto era impossível saber.*
 
[Ta Da Dan! *Insira o meme do esquilo dramático aqui*. E chegamos ao início de mais uma rodada. Parece que muita água vai passar por baixo da ponte antes desta tal reunião. Ordem de postagem da vez é:
 
Sunao
Bunny
Lygia
Jun
Akakios.
 

E gente, vamos embora que eu quero ver a reação de geral, hein?]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Qua Fev 22, 2017 1:12 am

A sensação de que algo não se encaixava não havia desaparecido. O Cavaleiro de Corvo andava desviando-se das pessoas com a sua característica postura de manter suas mãos nos bolsos externos seu sobretudo. O foco de sua preocupação mudou como um gesto automático. Aquela reunião o preocupava. Pensando bem a reunião com aqueles quatro cavaleiros de prata não foi de todo infrutífera, serviu para mostrar que infelizmente não houve evolução na sua forma de tratar as outras pessoas. Lhe causava um desconforto o fato de ter se negado a um duelo contra o Cavaleiro de lebre, mas Atena vinha primeiro. Estava pensando em pernoitar em uma das várias pensões menores de Rodorio mas preferiu dirigir-se a saída do espaço do Santuário refugiar-se em seu apartamento em Tóquio. Mas alguma coisa chamou a sua atenção. E essa coisa era outro cavaleiros de prata. Sunao diminuiu as passadas, no exato momento em que o cavaleiro devolvera algo para uma criança e vinha na sua direção.

- Emuichi Chara. -  sussurrou

Não passou despercebido um leve movimento das pupilas do cavaleiro de cães de caça. Ele estava com o Cosmo ativo. A quem ele estava buscando? Se ele tocou na plaqueta de Armadura daquela criança Provavelmente estava procurando um outro cavaleiro e estava indo direto para casa da Jun. De qualquer forma ele não poderá fazer nada com um Cavaleiro de Ouro la dentro, supondo que ele esteja atrás de alguém que stivesse lá. Mas o outro ponto curioso agora que passava a observar após secretamente ordenar Kokoa que seguisse de longe o Cavaleiro de Cães de Caça: uma criança com pingente de armadura? Realmente Voltou-se curioso ao observar a tal criança de forma reservada.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Qui Fev 23, 2017 6:00 pm

Bruno não podia acreditar no que tinha ocorrido, após desafiar o cavaleiro de corvo o mesmo resolveu deixar a casa, nunca se sentiu tão humilhado, aquele homem não o considerava nem mesmo um adversário, sua vontade era de atravessar o cómodo já desferindo um soco no rosto de Sunao, mas isso faria alguém como ele enxergar os outros como seus semelhantes?


Suspirou ao ouvir a voz de Akakios o chamando, não tinha mais o que fazer sobre o assunto corvo, era melhor seguir em frente, acenou ligeiramente com a cabeça para Shiryu pedindo sua licença, ao se levantar da mesa recolheu sua tigela e pratos, assim como do seu não tão educado “amigo” Sunao


“Ele pelo menos podia ter lavado a louça dele”


Esboçou um falso sorriso a Akakios e seguiu carregando tudo até a cozinha, onde as garotas conversavam.

- Podem deixar que eu lavo o resto, eu era o melhor lavador de pratos da academia dos steel saints!


Deixou tudo de molho na pia, enquanto procurou um avental para vestir, olhou ao redor e achou um que parecia ser da Jun, num tom verde claro cheio de babados.


- Eu vou pegar emprestado por um momento.


Disse já amarrando o avental na cintura e mergulhando suas mãos na pia. A medida que lavava não conseguia parar de pensar no homem de preto, cada um dos prateados ali tinha características diferentes e aprendeu alguma coisa sobre elas a medida da conversa, mas aquele homem era um enigma, pensou que somente um combate o faria entender o que se passava com ele, talvez seus punhos o alcançassem.
Já estava terminando de lavar os pratos, quando uma sensação estranha o chamou a atenção, bem fundo no seu peito ele sentia uma sensação de ameaça, olhou ao redor, tentando identificar de onde vinha, não vinha de Lygia, apesar de parecer uma reação natural, afinal ele era culpado do amigo dela ter saído, não vinha de Jun também, mesmo ele tendo feito uma confusão no almoço, Akakios muito menos, o garoto parecia curioso quanto as coisas estranhas que ele disse, quantos anos esse garoto tinha? Ele não parecia ter mais do que 16, mas sua cara era de bem mais novo. 


A sensação vinha de fora da casa, algo ou alguém estava se aproximando e ele sentia que vinha atrás dele, colocou o ultimo prato sobe a pia, quase o derrubando, mais rápido do que colocou o avental o tirou e jogou sobre a mesa partindo correndo para fora da humilde casa do cavaleiro de ouro.

-Obrigado por tudo! E desculpe por tudo!


Ao sair da casa se deparou com um cavaleiro trajando sua veste sagrada, seus olhos brilhavam como o de um cão na noite, a intenção naquele olhar fez suas pernas estremecerem, se sentiu uma pequena lebre acuada diante da sombra de um grande cão de caça. O olhar daquele homem era tal como de Sunao só que mais frio e ameaçador, o cosmo daquele homem estava com os dentes afiados, sentiu a intenção de ataque crescendo naquele homem a sua frente, se sentiu como um alvo, como muitas vezes foi ao treinar junto com ele, sua vontade era de sair correndo como muitas vezes ele fez no passado, mas depois de sobreviver a vontade do cosmo de um cavaleiro de ouro, chara parecia um pouco menos ameaçador, mas mesmo assim bastante ameaçador.

- Chara a reunião é só amanha por que você está usando sua veste sagrada?
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Sab Fev 25, 2017 3:54 pm

Enquanto Bruno lavava a louça, eu podia sentir sua indignação. Sunao havia saído, e como eu não ouvira mais nada, posso imaginar o que aconteceu.

Bruno quis provar algo.

Sunao não quis participar.

Bruno foi ignorado.

Girou os olhos, anotando mais uma gafe social daquela samambaia japonesa. Precisava urgente retomar as aulas de trato social para iniciantes - o que fazer depois que você deixa a caverna.

Bruno Ainda se comportava de forma animada, mas eu podia ouvir a frustração gritando dentro dele.

Ri ao vê-lo vestir o avental, e movi os lábios sem emitir som, mas separando as sílabas para ele.

"Bo-ni-ti-nho"

Ainda com o pano em mãos, ao me encostei à bancada, começando a enxugar a louça que ele lavava tão habilmente.

- Sabe... ele acredita que força pela força não merece respeito. - eu comentei de forma vaga - Qualquer monte de músculos sem cérebro pode ser chamado de forte. É por isso que a expressão é " forte como um touro". - eu me afastei para empilhar as tigelas, e voltei para dar atenção aos copos - Mas touros são burros o suficiente para correr em direção ao precipício e cair dele. - eu concluí meu raciocínio com um risinho - Se você quer impressiona-lo de verdade, faça-o pela astúcia.

Se ele me ouviu, eu não sei. Mas sua frustração foi repentinamente substituída por ameaça. Rápido demais para não ter havido um fator externo. Bruno deixou o último prato, que balançou perigosamente sobre a pia. Enquanto ele arrancava o avental, eu segurava o prato, apoiando-o um pouco melhor. Olhei para ele com ar de reprovação, mas Bruno já se despedia, ainda com pressa.


-Obrigado por tudo! E desculpe por tudo!


Eu olhei para Jun e Akakios, meio dando de ombros.

- Algo está me dizendo para garantir que esse coelho não vai virar chaveiro para alguém. - fiz uma alusão aos pés de coelho, que pareci-me trazer sorte para todos, menos ao pobre coelho que perde os pés para fabricar o amuleto - Eu já volto.

Ao passar pela sala, acenei com a cabeça para o casal, sorrindo de forma calorosa.

- Muito obrigada por tudo. - eu agradeci - Mas vou precisar garantir que aquele rabugento aprenda a se comportar minimamente bem até amanhã. - eu expliquei - Mas me sentiria honrada em poder retornar.

Saindo da casa, pude sentir uma atmosfera, no mínimo, desagradável. Pelo menos, para alguém "sensível" como eu.

Eu podia praticamente ver a luta interna de Bruno. Uma luz de determinação brigava e afugentava as gavinhas negras do medo, que por sua vez, lutavam para se agarrar ao corpo do rapaz. Aquilo me trouxe um pouco de conforto, e eu quis alimentar aquela luz. Mas havia mais.

Raiva e determinação. Foco. Eu nem precisava olhar para saber o tipo de gente que estava lá. Um dos caçadores de Athena.

Eu suspirei; pessoas irritantes.

Os cavaleiros de prata eram o grupo mais diverso dentre as fileiras de Athena. Os cavaleiros de bronze, eram excelentes soldados de elite. Nas linhas de frente, faziam a diferença contra exércitos, incentivavam os soldados, e eram a primeira linha de defesa do santuário. E havia também aqueles cinco cavaleiros lendários, depositories de deuses, que, contra todas as expectativas, travaram armaduras de bronze

Os cavaleiros de ouro... bem, eram cavaleiros de ouro. A guarda pessoal da deusa, que se moviam na velocidade da luz, capazes de dividir os céus com seus punhos e rasgar os mares com seus pés... e blá-blá-blá.

Agora... os cavaleiros de prata eram o que fazia o santuário funcionar. Os mais eloquentes, eram emissários, diplomatas e mensageiros. Em tempos de crise, eram os responsáveis por negociar reféns importantes.

Tínhamos líderes natos, destacados para comandar batalhões. Éramos também batedores, para verificar se era seguro seguir em frente, e informar aos líderes o que esperar do terreno à frente.

Três de nós integravam o irritante grupo dos caçadores. Às vezes alguém precisava ser encontrado. Mesmo que não fosse o desejo desse alguém. E muitas vezes, esse alguém devia ser trazido, mesmo que contra a sua vontade.

E então, havia o menos popular dos grupos. Por que, apesar de tudo, alguém precisava fazer o trabalho sujo. Mesmo para a deusa da justiça. Era simplesmente o jeito que o mundo era. Nós éramos o que Athena precisasse que fôssemos. Espiões, ladrões, detetives, agentes duplos,  informantes. Se necessários, assassinos. Não havia trabalho sujo demais. Éramos a equipe disposta a fazer o necessário para garantir a vitória.

Não era de se estranhar que Sunao e eu não tivéssemos muitos amigos. Mas aquele cara na minha frente não estava assim tão longe de mim.


- Chara a reunião é só amanha por que você está usando sua veste sagrada?


Isso, Chara. O mais velho e poderoso dos caçadores. O que o levava a um nível totalmente novo de irritante. Ele possuía uma técnica conjunta com os outros dois, algo tipo super sentai. Ou ao menos, era o que haviam me dito.

Mas ninguém havia me dito que era bonitão. Um tipo... rústico de bonitão. Mas ainda assim, aproveitável. Cruzei o braço esquerdo por baixo do busto, apoiando o cotovelo direito com aquela mão, muito ciente de que aquilo realçava o meu já evidente decote.

Com a mão direita, eu segurava meu leque fechado, dando delicadas batidinhas no meu maxilar direito.

- Ora, ora, ora... o que temos aqui...? - eu perguntei alto, a fim de quebrar aquela tensão de ameaça no ar. Se Bruno precisava de um incentivo para ver que aquele cara era só um cara, ia ser agora.

Caminhava de forma leve, deixando o quadril ondular, marcando cada passo. Eu sorria para Chara, encarando-o de forma insinuante.

- Me diga, caçador... - eu perguntei ao chegar perto o suficiente dele - você é um bom menino? - eu terminei mordendo o lábio inferior, desenhando a linha da mandíbula do capacete dele com a ponta do leque.

Agora, algo interessante sobre os cavaleiros de cães de caça. A constelação abençoa seus protegidos com o dom de leitura de mentes. Uma coisa muito útil ao caçar alguém; permite com que se antecipe as ações da presa, tornando a captura muito mais fácil.

Mas no meu caso, aquela habilidade específica tornava a brincadeira muito mais divertida.

Quando alcancei a ponta do "focinho" dele, eu abri meu leque, escondendo apenas parte do meu sorriso.

Agarrei aquela determinação dele no ar, começando a desviar seu foco de Bruno para mim, e comecei a imaginar a armadura deixando o corpo dele.

Focava na imagem da ponta do meu leque desenhando não mais a linha da armadura dele, mas sim dos músculos do peito até a barriga.

Estreitei os olhos, quase felina, esperando uma possível reação do "cosmo" dele.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Qui Mar 02, 2017 1:06 am

O almoço acabara sendo bem mais agitado que o previsto,  o ato de arrumar a cozinha parecia de certa forma relaxante , depois de todo o clima estranho que ocorrera.  Lygia e Akakios pareciam muitos dispostos a limpar também os rastros de fosse lá o que tinha ocorrido na mesa. Ao agradecer , a amazona de pavão havia respondido :


- É o mínimo que podíamos fazer – enquanto pegava um pano limpo com o intuito de secar e trocava olhares com o ruivo indicando para que ele também ajudasse- E se alguém precisa pedir desculpas aqui são aqueles dois encrenqueiros. Você nos fez um almoço maravilhoso, e eles retribuem com aquela bagunça. – ela parecia um pouco brava com o ocorrido - Não sei qual é a daquele coelho, mas Sunao tem um péssimo senso de socialização. Se improta mais com o conteúdo do que com a forma. O resultado costuma ser o tipo de desastre que você viu agora a pouco. – seus olhos giraram ela parecia habituada e ao mesmo tempo exausta - Mas apesar de tudo... ele não é ruim, sabe? - sorriu - Do jeito dele, cuida dos que estão ao seu redor. As vezes irritando-os um pouco. Mas a intenção é boa.


- Não acho ele seja uma pessoa ruim, de forma alguma senhorita Lygia! Não precisa se deculpar por ele ou nada do tipo– a chinesa respondeu enquanto cuidava dos ingredientes que haviam sobrado -  Compreendo que as pessoas são diferentes e as vezes pode ser complicado se entender.  Não condenaria alguém por algo assim, eu não sei se sei falar direito em todas as situações também...  –ela pensou um pouco olhando para o nada , havia feito os primeiros anos de escola mas parara de estudar muito cedo, não tinha nem longe uma educação formal – provavelmente não sei mesmo. Meu mestre me corrige a as vezes, acho que falo bem menos besteira do que quando comecei a treinar mas ainda devo falar muita bobagem.


O lemuriano pareceu ter entendido a indicação da amazona de cabelos curtos e havia começado a lavar tigelas , ele ainda parecia meio preocupado com a coisa toda , talvez como ela também estivesse tentando entender o que acabara de ocorrer, ela sentiu um pouco de vergonha, por ter posto todos preocupados consigo por ter ficado triste diante da discussão.


-Bem Jun a sua comida realmente fez sucesso,você poderia abrir um restaurante em Rodorio,cavaleiros e amazonas não são proibidos de terem trabalho desde que não atrapalhe suas missões,Rodorio iria adorar! – o cavaleiro de altar sorriu. 


Jun buscou devolver o sorriso , mas conseguia ver ainda a tensão garoto que tão logo quanto possível foi buscar o cavaleiro de lebre na sala , talvez preocupado que outra fagulha de discussão se iniciasse.


-Espero que nós quatro possamos ser amigos. –o ruivo falou voltando .


Era o que a amazona de lótus desejava também ao convidar todos para seguirem juntos para sua casa, mas parecia que e fazer amizade com outros cavaleiros talvez não fosse algo tão fácil como esperava. Tinha ouvido de seu mestre que era muito importante confiar em seus amigos, em batalhas e na vida. Ser fiel a eles, no que diz respeito a lealdade e fé.


Mas como se fazem amigos de fato? Parecia algo que deveria ser simples, mas por algum motivo sentia que era o tipo de simplicidade que é extremamente complexa.


-Também gostaria de ser amiga de todos, Akakios.


Depois de um pequeno intervalo Bruno chegou a cozinha, para também ajudar a arrumação.


- Podem deixar que eu lavo o resto, eu era o melhor lavador de pratos da academia dos steel saints!  por um instante ele parecia de volta ao seu total bom humor - Eu vou pegar emprestado por um momento. – falou ele pegando um avental que estava por ali.A despeito do tom de voz, ele ainda parecia um pouco tenso.  


- Bo – ni – ti – nho   - falou Lygia num tom leve e zombeiro a amazona de pavão ao vê-lo com o avental de cozinha. - Sabe... ele acredita que força pela força não merece respeito. - continuou - Qualquer monte de músculos sem cérebro pode ser chamado de forte. É por isso que a expressão é " forte como um touro". –ela se afastou para empilhar as tigelas, e voltou para dar atenção aos copos - Mas touros são burros o suficiente para correr em direção ao precipício e cair dele- Lygia concluiu com um risinho - Se você quer impressiona-lo de verdade, faça-o pela astúcia.


Parecia um conselho bom , principalmente considerando que ela parecia conhecer bem o cavaleiro de corvo, mas enquanto ela falava as expressões do cavaleiro de lebre mudavam ele tirou o avental e falou :


-Obrigado por tudo! E desculpe por tudo! – Bruno saiu


- Algo está me dizendo para garantir que esse coelho não vai virar chaveiro para alguém. Já volto! – Lygia foi logo atrás.


A arrumação da cozinha também já havia terminado. Shunrei havia chamado-os para descansarem na casa caso desejassem, mas ninguém havia dito que sim ou que não. Algo mais parecia ter começado , seu mestre também parecia focado em algo além dos muros casa.


-Está terminado aqui , obrigada pela ajuda . – ela disse a Akakios que era o único que ficara por ali com ela.


Com água quente fez mais um chá de hortelã e levou a sala , servindo a Shunhei e Shiryu, ficando ao lado deles, o que mais viria a seguir ?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Sex Mar 03, 2017 5:36 pm

Me volto  para Jun sorrindo -Por mim eu já sou seu amigo e de Bunny- Olho Lygia curioso com que reação minhas palavras a causariam, mas aparentemente eu era ignorado.Dou uma leve bufada, já era a segunda vez que me ignoravam, eu não gosto disso.


 Tudo parecia calmo agora,Bruno ajudava com a louça,ele realmente parecia muito bom nisso mas pela sua frase ele sempre tinha que ser o melhor em tudo?O que será que ele escondia por trás dessa conversa dele ser o melhor?Os vivos aparentemente escondem bem mais coisas que os mortos.Talvez a auto-confiança de Bruno ainda estava se adequando a grande responsabilidade de ser um cavaleiro.Certamente é isso!


 Prestou atenção quando Lygia fala de Sunao,pensativo batucando de leve o indicador direito no meu queixo.Curioso Sunao parecia ter algum bloqueio ou trava em sua mente sobre interação social,fico com uma ponta de pena dele,ele parecia ser rigído como Oricalco em seu estado puro,ou um metal que foi trabalhado em demasia e se tornou duro demais correndo o risco de se quebrar se for atingido de uma forma especifíca.

Ao ver a reação de Bruno olho envolta levemente preocupado porque na companhia de um cavaleiro de ouro, acho que estamos na casa mais segura em Rodorio no momento? Não estamos? Venjo ele saindo correndo, logo depois Lygia, parte atrás dele, deixando apenas eu e Jun para trás. espero que ela sirva o chá para lhe responder.

-Bom Jun os amigos se ajudam então, vamos ajudar nosso amigo orelhudo?-Falo em tom de brincadeira sorrindo para a mesma.- Senhora Shunrey e senhor Shiryu obrigado pela hospitalidade- Meneio a cabeça e saio apressado fazendo sinal para que Jun me siga.


Ao sair de casa me deparo com Bunny encarando um homem amadurado, pelo que pude notar o mesmo também era um cavaleiro de prata como nós possuindo talvez a mesma idade de Sunao, seu elmo formava a cabeça de um cão, poderia ser o cavaleiro de Cerbero, de Cães de caça ou até mesmo Cão maior.


Incrível acredito que perdi Bruno de vista por alguns segundos, não chegou nem a ser  um minuto, e o mesmo já parecia se meter em confusão novamente, quão grande é a capacidade dele para arrumar problemas? Ele estava, parecendo realmente  um coelho assustado olhando para um predador, o mesmo olhar que ofereceu para Sunao e que gerou toda a confusão, seria aquele homem o fantasma que ele olhava atrás de Sunao? Por sorte ele não estava sozinho e Lygia agiu antes que ele pudesse causar problemas como antes, levo a minha mão ao ombro dele o apertando, deixo meu cosmo se elevar correndo através de meus dedos até ele, espero que meu cosmo o alcance e ele sinta que não está sozinho.

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Um Bom Menino.

Mensagem por Youta em Sab Mar 04, 2017 4:40 am

A agitação que o cavaleiro de Lebre havia sentido, se espalhou como uma fagulha para todos, de modo que um a um, eles começaram a sair após o brasileiro. Apenas Jun havia ficado, servindo um chá aromático ao seu mestre e aquela senhora que a havia adotado.
 
Shunrei aceitou o chá com um agradecimento e se sentou em uma das cadeiras para apreciá-lo. Antes que a amazona de Lótus servisse o chá para o dourado, Shunrei disse suavemente:
 
- Os jovens tendem a se inebriar com o aroma e a beleza das rosas, mas muitas vezes se esquecem de seus espinhos, Jun. Infelizmente, alguns só aprendem pela trilha da dor. Mas esteja lá para aliviá-los dela quando necessário. Tudo bem?
 
A senhora chinesa sorveu o chá, fechando os olhos e guardando para si um sorriso misterioso nos lábios.
 
Shiryu porém, ainda continuava na mesma posição. Ele contemplava o Santuário, olhando diretamente para a edificação flutuante acima de todos. Seu olhar tinha um misto de nostalgia e preocupação. Ele apanhou a xícara das mãos da discípula e deixou que ela despejasse o conteúdo da infusão no recipiente. Ele então, se voltou para ela:
 
- Obrigado, Jun. Espero que isto clareie minhas ideias. Talvez eu esteja vendo de menos ou demais. Athena sabe o que faz...
 
E então, tanto a velha quando o cavaleiro de ouro menearam a cabeça para o lemuriano que se despedia e saía com um convite para a Lótus. A frase de Shiryu não parecia fazer muito sentido, mas ao mesmo tempo, parecia carregada de emoção. O que seu mestre queria dizer? Seria bom interpela-lo agora? Ou mesmo após essas palavras, a chinesa pensaria no que Shunrei dissera sobre estar presente com seus novos amigos para aliviá-los das dores? A decisão agora cabia a ela.
 
Se dentro da residência de Shiryu o clima era calmo e tranquilo, do lado de fora, a atmosfera estava bem agitada. O Cavaleiro de Cães de Caça se aproximava passo após passo, como se já tivesse avistado sua presa e apenas a estivesse acuando.
 
 
 
Emuichi era um cavaleiro determinado e ao avistar Bunny, começou a caminhar de forma mais firme, como se o cavaleiro de Lebre realmente fosse seu alvo. E enquanto se aproximava, ele voltou os olhos para o alto, em direção à esquerda, para só depois voltar seu olhar para o brasileiro agraciado por Lepus.
 
Percebia-se que ele iria responder e até abrira a boca para argumentar e dialogar, porém, outros dois cavaleiros de prata se juntaram à Bunny antes que ele pudesse responde-lo. Emuichi fez uma expressão confusa ao vê-los  se aproximar.
 
Foi então que Lygia agiu. Ela se aproximou e tocou no cavaleiro com seu leque no desenho da armadura em seu rosto. Uma pergunta provocante feita com um ar sedutor.
 
- Me diga, caçador...
 
- Você é um bom menino?
 
Era possível ver o rubor no rosto de Emuichi aparecendo em sua face, mas sua expressão se manteve a mesma. Ele ergueu o queixo rudemente ao sentir o leque passando pela mandíbula da armadura e, por conseguinte, por seu queixo e de um movimento, segurou o queixo de Lygia entre seu indicador e seu polegar, atraindo a amazona de Pavão para perto de si. Seus olhos amarelos continuavam perigosos, apesar de Lygia sentir que o “cosmo” de Chara tinha se “elevado”. Quando seus rostos chegaram a trinta centímetros um do outro, ele disse a encarando firmemente:
 
- Não tenho tempo para suas gracinhas, Lygia de Pavão. Não posso brincar de caçar pavões agora. Tenho uma missão do Santuário. Agora, com licença.
 
O “com licença” foi seguido de um leve empurrão pelo queixo da moça, jogando-a para trás, mas sem força para feri-la. Emuichi pigarreou e se voltou para Bunny, agora vendo o Lemuriano Akakios do seu lado. Ele suspirou exasperado e se aproximou de Bunny, finalmente respondendo sua pergunta:
 
- Eu estou caçando. Um criminoso. Os olhos de Chara se intensificaram e ele ignorou o gesto de Akakios, agarrando o braço de Bunny com um aperto de torque. Ele olhava friamente para o rapaz brasileiro, até dizer: - Existe um portal no Japão que leva diretamente até aqui. Ele fica na Radial número 7 de Komatsugawa Route, de Ryogoku JCT à Yagochi, caso não se lembre. Este é o único que deve usar nas dependências do Santuário. É proibido se teleportar nas dependências do Santuário e você o fez duas vezes só na manhã de hoje, isto sem contar as vezes em que você “corta caminho” sujando Rodorio com sua tinta. Vou leva-lo para Knossos até a reunião, para garantir que você não emporcalhe mais nada até a data. Vamos!
 
Emuichi puxou o braço de Bunny e o trouxe para perto, num movimento bruto para que Akakios o soltasse. O cavaleiro de Cães de Caça estava resoluto e parecia disposto a levar Lebre de qualquer jeito.
 
Através de Kokoa, o cavaleiro de corvo, Sunao pudera observar duas coisas: A primeira era que claramente Emuichi tinha notado Kokoa observando tudo, pois seu olhar fora diretamente em direção ao pássaro logo que ele chegara até aquele ponto. E a segunda e a mais importante: Existia verdade em suas palavras.
 
Nem mesmo a amazona de Áries ou os lemurianos tinham autorização para se teleportar nas dependências do Santuário. Mas Rodorio era considerado dependência do Santuário para esta regra ou não? Dharta nunca tinha teleportado em Rodorio e Akakios também viera andando até eles, então ele assumira que Chara estava certo. Mas por que algo o incomodava, como se estivesse deixando alguma coisa passar.
 
Ainda assim, o impasse se iniciara. O que os cavaleiros iriam fazer diante dele, somente o futuro diria.
 
[Pronto, gente ansiosa. O cara tem moral, vamos admitir: Notou o passarinho preto, quase tascou um beijo na Lygia e deu um solavanco no Bruno. Rapaz, deu até um medinho... Bem, vamos ao que interessa. Ordem de postagem é:
 
Bunny
Lygia
Akakios.
Jun
Sunao
 

E tá aí a resposta do mais recente mais odiado cavaleiro de prata da galera. Deste jeito, Sunao vai ficar triste por perder o posto tão rápido. Let’s Vamos!]
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Não me subestime

Mensagem por Cyber em Seg Mar 06, 2017 8:49 pm

A presença de Chara certamente teria quebrado Bruno se não fosse pelo apoio dos dois prateados com ele, Cães de caça sempre foi um antagonista para ele em seus anos de treino, Bunny não era muito fã dos três caçadores de Atena, mas Chara era o que menos gostava, o que mais o assustara por esses anos, mesmo antes dele possuir uma armadura.


Bruno se perdeu por um breve momento em suas lembranças, lembrando das três sombras em sua vida, e da grande sombra, a maior de todas que naquele mesmo dia ele temeu encontrar, agora diante dele falando alguma coisa com Lygia, não teve certeza se foi o toque de Akakios ou o fato de Chara ter empurado Lygia mas algo acordou ele quando viu aquela cena, trazendo ele de volta do transe.


Ouviu atentamente o cavaleiro a sua frente falar, e não podia negar, existia certa verdade em suas palavras, mas como em frente ao corvo, ele sentia que algo não encaixava, que algo não era verdadeiro. Ele se lembra de Akakios dizendo que rodorio não é o Santuario e certas regras não se aplicam, ele realmente não estava nem perto do santuario, tinha certeza que uma regra dessa se resumia ao santuario e a 100 metros de proximidade, o que realmente irritou Bunny foi a palavra “emporcalhar” não era a primeira vez que ouvia isso, Chara não era um fã das artes, se não fosse o cavaleiro de Cães de caça ele certamente séria escolhido pela constelação de cubo ou de quadrado, talvez a constelação de coxinha também fosse a cara dele.


Bruno sente seu cosmo rugir como um trovão, ele se controla para não deixar que seu sangue ferva novamente e puxa seu braço para trás, voltando seu olhar para Chara, mesmo seu corpo querendo tremer diante do desafio, seus olhos querem vingança pela ofensa do cavaleiro a sua arte, mas não era um momento para lutar, apesar de saber que era exatamente o que Emichi queria, uma oportunidade para prende-lo e jogar a chave fora, Cães de caça podia até ser um bom cavaleiro, mas suas diferenças com Bruno podiam nublar seus pensamentos.

- Eu não vou a lugar nenhum com você, muito menos para Knossos, você diz possuir ordens para me levar?


Bruno se volta sorrindo levantando os braços e balançando os ombros para Emichi


- Ordens de quem? Você chega aqui com acusações infundadas, “emporcalhar” por quem você me toma Emichi Chara? Eu conheço bem as regras, talvez até melhor que você ou a pessoa misteriosa que te mandou me prender? Se é que ela existe! Nenhuma gota de minhas tintas tocou o chão de Rodorio, estamos a mais de 200 metros do santuário! Não venha usar sua posição privilegiada para arquitetar vingançinhas descabidas, você pode não gostar de mim, e o sentimento é mutuo! Mas eu te respeito como um dos Santos de Atena, e acredito que você deve respeito não só a mim, mas aos seus iguais, seus irmãos de armas, afinal foi isso que aprendemos!


Bruno se volta a Akakios sorrindo agradescendo, o mesmo a Lygia, talvez se não fosse o apoio daqueles dois ele não conseguisse, talvez Lygia tivesse lhe injetado um pouco de coragem, mas saber que não estava sozinho fazia com que ele não se abalasse diante do seu velho animigo.


Era a primeira vez que não se sentia pequeno em frente a Emichi Chara, pensava que talvez o que Akakios disse fosse verdade, que eles se tornaram amigos, fazia sentido, Lygia e ele estavam ali para ajuda-lo, alguém que eles mau conheciam, dentro do seu peito vinha a vontade de pintar aquela cena, se ele tivesse uma placa de ferro grande o suficiente para pintar os três reunidos enfrentando uma grande sombra negra em forma de um grande cão.
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qui Mar 09, 2017 10:17 pm

Eu sorri para Emuichi, e o caçador poderia ver a vitória nos meus olhos divertidos. Eu havia conseguido a atenção dele, por mais que ele tentasse se desvencilhar, e eu ia me aproveitar daquilo daquilo.

Youta escreveu:
- Não tenho tempo para suas gracinhas, Lygia de Pavão. Não posso brincar de caçar pavões agora. Tenho uma missão do Santuário. Agora, com licença.

Uuuhh... machão. 

- Então, na frente dos outros você diz isso? - eu perguntei, cercando-o por trás, começando a montar um cenário tropical em minha mente, projetando-o com força, aguardando ele desferir seu bote contra Bunny.
Youta escreveu:
- Eu estou caçando. Um criminoso. Os olhos de Chara se intensificaram e ele ignorou o gesto de Akakios, agarrando o braço de Bunny com um aperto de torque. Ele olhava friamente para o rapaz brasileiro, até dizer: - Existe um portal no Japão que leva diretamente até aqui. Ele fica na Radial número 7 de Komatsugawa Route, de Ryogoku JCT à Yagochi, caso não se lembre. Este é o único que deve usar nas dependências do Santuário. É proibido se teleportar nas dependências do Santuário e você o fez duas vezes só na manhã de hoje, isto sem contar as vezes em que você “corta caminho” sujando Rodorio com sua tinta. Vou leva-lo para Knossos até a reunião, para garantir que você não emporcalhe mais nada até a data. Vamos!

Ok, agora ele estava sendo bobo. Por um segundo, quase perdi a pose; esperava mais de você, Emuichi. Olhei para Akakios, que também havia sido afastado, e busquei apoio no lemuriano. Se ele continuasse com a defesa da lebre, eu manteria o ataque.  

Cyber escreveu:
- Ordens de quem? Você chega aqui com acusações infundadas, “emporcalhar” por quem você me toma Emichi Chara? Eu conheço bem as regras, talvez até melhor que você ou a pessoa misteriosa que te mandou me prender? Se é que ela existe! Nenhuma gota de minhas tintas tocou o chão de Rodorio, estamos a mais de 200 metros do santuário! Não venha usar sua posição privilegiada para arquitetar vingançinhas descabidas, você pode não gostar de mim, e o sentimento é mutuo! Mas eu te respeito como um dos Santos de Atena, e acredito que você deve respeito não só a mim, mas aos seus iguais, seus irmãos de armas, afinal foi isso que aprendemos!

Aquilo havia sido uma surpresa; Bunny havia encontrado umas palavras muito boas ali. E uma lógica muito bem estruturada. Cães de Caça estava sendo apenas implicante.

- Realmente acredito que nós saberíamos se um companheiro de prata estivesse com um prêmio na cabeça. - eu toquei minha tag, lembrando a ele a qual equipe eu pertencia. Enquanto isso, eu deixava o ar mais brilhante ao meu redor, como se alguém tivesse espirrado água límpida ali - E você sabe que Rodório e o Santuário não são a mesma coisa. Você está querendo chamar atenção?

Eu segurei o antebraço com o qual ele segurava Bunny. Sorri, focando minha mente numa clara praia de águas azuis. E então, me apeguei ao sentimento de "elevação de cosmo" de Emuichi, intensificando-o ao máximo, obrigando-o a olhar para mim. Num flash, projetei ao meu redor a praia que eu já estava incutindo na mente dele e sobre mim, troquei minhas roupas por um biquíni, visualizando em minha mente a cena, e projetando-a para fora, por não mais que um milissegundo.

Eu voltei a segurá-lo pelo queixo, pretendo mantê-lo o mais desnorteado possível.

- Agora, por que você não me conta direitinho o que está te incomodando tanto para você ter feito toda essa ceninha? - eu perguntei incisiva.[/color]

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Sex Mar 10, 2017 11:54 pm

Retribuo o sorriso para Bruno, por um instante acreditei que o veria perder o controle, até porque ele se encontra em frente ao fantasma que o assombra, me alegra muito ver que ele não se deixou tomar por um rompante de emoções e sim tentar resolver em palavras e mais ainda ao ver que ele não reage fisicamente quando tem o braço segurado.



Olho novamente para Emichi Chara e Lygia, a amazona de pavão era realmente rápida, não sei o que ela pretende, mas Lygia é muito inteligente, e pelo visto não gostou nada de ser empurrada pelo Cães de caça,uma espiã como Lygia é perfeita para uma situação como aquela,o que me faz notar mais ainda o quão perigosa ela realmente é!



Quando Lygia me olha entro na frente de Bunny ,não vou deixar meu novo amigo encarar essa sozinho.Ouço o que é dito sobre aqui ser Rodorio e não o Santuário e dou um leve sorriso de vitória mas sem baixar a guarda,olho novamente envolta para ver se não há nenhum reforço para Chara no local.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Ter Mar 14, 2017 12:18 pm

As coisas pareciam tomar mais seriedade do lado de fora da casa, mas Jun não tinha certeza sobre o que fazer, se  fosse haver luta cavaleiros o fazem no um contra um então de nada adiantaria , fosse como fosse o senhor Santos parecia ter uma popularidade bastante intrigante afinal era o segundo conflito em que ele parecia ser peça central em poucas horas,  a chinesa se perguntou se isso era realmente freqüente. Talvez vendo o olhar da garota que se dirigia aos outros prateados além das paredes da casa enquanto Jun ainda servia o chá Shunrei falou :

- Os jovens tendem a se inebriar com o aroma e a beleza das rosas, mas muitas vezes se esquecem de seus espinhos, Jun. Infelizmente, alguns só aprendem pela trilha da dor. Mas esteja lá para aliviá-los dela quando necessário. Tudo bem?

Jun conseguia entender o significado das palavras da amável senhora, aos olhos d Shunrei todo o conflito em volta de Bruno se dava não por ele amar o conflito, mas por não observar aonde suas paixões o levavam. É muito difícil de fato compreender o todo de uma situação, ela ficara chateada por não conseguir apaziguar os ânimos mais cedo e chegou a desejar que o cavaleiro de corvo e de lebre se enfrentassem de uma vez se isso fosse necessário para que compreendessem um ao outro, pois para ela era razoavelmente fácil lidar com ferimentos físicos, mas ela realmente não sabia o que fazer para que eles não se ferissem emocionalmente.

-Tentarei ajudar... mas não sei muito mais do que cuidar de ferimentos externos vovó... – falou um pouco entristecida dirigindo o olhar para fora novamente depois de trocar essas palavras .
Seu mestre também estava a janela, mas o olhar dele ia para muito além dos prateados que conversavam a poucos metros da entrada da casa. Ele olhava para o santuário acima deles, mas talvez seus olhos fossem ainda mais longe , talvez para outro tempo ?

- Obrigado, Jun. Espero que isto clareie minhas idéias. Talvez eu esteja vendo de menos ou demais. Athena sabe o que faz...

Ao mesmo tempo Akakios que fora o único que restara na casa saia pela porta se dirigindo a eles:

-Bom Jun os amigos se ajudam então, vamos ajudar nosso amigo orelhudo?- falou o ruivo em tom de brincadeira com um sorriso- Senhora Shunrey e senhor Shiryu obrigado pela hospitalidade- Meneio a cabeça e saio apressado fazendo sinal talvez pedindo para ser seguido.

O cavaleiro de ouro de libra e sua esposa se despediram com um leve meneio de cabeça, vendo a aglomeração aumentar do lado de fora ela ainda não sabia o que fazer, olhou para o seu mestre novamente que parecia em nada preocupado com o que ocorria ali e acompanhou o olhar dele ao santuário, talvez ele pensasse na grande reunião que ocorreria na manhã seguinte ou talvez soubesse com adianto o motivo da mesma e era nisso que pensava.


-Mestre, o que senhor está vendo demais ou de menos ? – perguntou Jun ao mestre tentando compreende-lo 
A amazona de Lótus então se lembrou que praticamente todos os convidados do almoço pareciam saber sobre Shiryu, não só como o portador da armadura de ouro de libra.  Ele falara algumas histórias do passado , mas nunca falara extensamente sobre o assunto. Ela sabia que ele começara como um cavaleiro de bronze de dragão, ela chegara a ver a grande tatuagem do dragão acendendo aos céus nas costas dele. Ele contou um pouco do início de sua própria jornada para ela e sobre os outros cavaleiros de bronze que o acompanharam em grande parte de sua vida.

Eles se conheceram ainda crianças e se separaram para treinar , não se deram bem quando se reencontraram após receberem suas armaduras cada qual com seu ego inflado pela conquista do titulo de cavaleiro e confiante nas capacidades obtidas pelo árduo treinamento, em grande parte sua união foi forjada pela necessidade de combaterem grandes males que se surgiram diante deles. Poderia ser que seu mestre, achasse que não importava o quão diferentes fossem as pessoas que vieram àquela casa ou qual o tamanho do conflito que se desenrolava a sua frente, pois tudo isso seria estupidamente diminuto diante da grandeza do que se aproximava.

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O Veredicto

Mensagem por Youta em Seg Mar 20, 2017 4:43 am

[Pessoas, como o player está hospitalizado, ele me pediu para conduzir a ação dele. Então, farei a ação dele e logo depois a minha, ok?]
 
E então, em meio àquela agitação, um rumorejo de asas se ouviu. Kokoa saiu do telhado das casas adjacentes, sendo recebido no antebraço de seu dono. Sunao já tinha ouvido o bastante daquela conversa para saber qual atitude tomar. Assim sendo, ele caminhou de volta pelo percurso que já tinha feito em direção à casa de Jun.
 
 
- Com sua licença. Peço desculpas por importuná-lo novamente, senhor Shiryu, mas está acontecendo aqui fora uma contenda que receio que reclame seu juízo.
 
Após o relato, Sunao meneou a cabeça para fora em direção à porta pela qual entrara e concluiu:
 
 
- A comoção entre eles é muito grande. Se puder esclarecer as regras para todos ali presentes, creio que a discussão cessará. É somente isto. Novamente, peço desculpas por tê-los incomodado.
 
Sunao fez o movimento de virar as costas para todos, mas parou para observar Jun e então, ensaiou algumas palavras de cortesia para ela, ainda incerto se deveria fazê-lo ou não.
 
- Agradeço novamente pela refeição. Estava excelente.
 
Após o agradecimento, o Cavaleiro de Corvo se despediu com um aceno de cabeça e saiu. Com um rumorejo de sua capa, ele novamente sumiu dentre a multidão, desta vez sim, tomando rumo ignorado aos demais cavaleiros de prata envolvidos na discussão.
 
~X~
 
A confusão realmente se instaurara do lado de fora e a situação parecia ficar cada vez mais crítica. Bunny resistira ao aperto de Emuichi e resolvera retrucar com a sua lógica, mantendo seu argumento. Lygia fizera uma jogada mais ousada, ao passo que Akakios permanecia em silêncio, aparentemente receoso de que Chara se focasse nele.
 
Mas estava difícil para o cavaleiro de Cães de Caça manter o controle. Então ouvia a resposta agressiva do Cavaleiro de Lebre, Lygia o atacou literalmente, puxando seu rosto para o dela pelo queixo e pensando em algo que visivelmente deixou Emuichi constrangido. Ele balbuciou qualquer coisa, mas as próprias palavras o despertaram de seu transe. O rosto do prateado se contraiu e ele segurou o pulso de Lygia, puxando-o para fora de seu queixo, com suavidade, mas firmeza. Seu toque estava macio e quente e ele estava desconcertado, respirando várias vezes para reassumir o controle. E quando recomeçou seu discurso, o fez com um tom de voz bem mais calmo do que o usual, mas ainda sem soltar o pulso da amazona de Pavão.
 
- Ouçam, eu só estou seguindo ordens. Um dos doze dourados me deu a ordem de recolher você, Bruno. E este dourado foi quem me disse o motivo. EU não tenho nada contra você, a não ser o fato de que você leva as coisas sem a devida seriedade!
 
Emuichi respirou fundo e olhou furtivamente para Lygia, como se protestasse:
 
- Eu não estou chamando atenção, Lygia. Realmente estou aqui a trabalho. E recebi uma ordem e vocês, querendo ou não, terão que me deixar cumpri-la. Se quiserem verificar por que o Dourado de Escorpião me deu a ordem, podem falar com ele na reunião, mas agora eu tenho que levar Bruno comigo.
 
 
O cavaleiro de prata de Cães de Caça mantinha sua mão segurando o pulso de Lygia enquanto acariciava o dorso da mão da amazona com seu polegar. Na mente da mesma, ela ouvia a seguinte sentença: - Eu adoraria que tivesse sido verdade Tão entretidos todos estavam na acalorada discussão que pouco notaram a passagem do cavaleiro de corvo, Sunao que passara por eles, se aproveitando da distração para bater à porta.
 
Enquanto isto, dentro da casa de Libra, Jun conversava com seu mestre, tentando compreender suas palavras.
 
Shiryu bebericava o chá pensativo. Ele passou a mão nas costas da discípula com carinho, puxando-a para perto de si, ao ver as perguntas interessadas dela, finalmente livrando seu olhar do Santuário para olhar para a jovem com seu costumeiro sorriso. Ele então coçou a nuca dela, fazendo uma festa com seus cabelos de forma carinhosa e finalmente disse:
 
- Eu também não sei, Jun. Acredito que posso estar preocupado prevendo algo que não existe, ou seja vendo demais, ou não esteja compreendendo toda a situação, ou seja vendo de menos. Compreende agora?
 
Com a paciência que lhe era característica, Shiryu explicara para sua discípula o que o preocupava, sem dizer exatamente do que se tratava o problema. O cavaleiro de libra sorriu para ela e disse:
 
- Mas eu tenho certeza de que este chá vai clarear minhas ideias. Obrigado.
 
Shunrei sorriu olhando a cena e então, moveu a cabeça para a porta ao mesmo tempo que seu marido o fazia, dizendo:
 
- Quem será agora?
 
E então, a aparição de Sunao, pedindo auxílio e agradecendo tardiamente pelo almoço. Shiryu fechou um pouco o semblante e disse:
 
- Jun, vista sua armadura e me acompanhe, por favor.
 
 
E então, o cavaleiro saiu pela porta, exatamente quando Chara terminava de se explicar. Ao ver Shiryu, Emuichi bateu uma continência apressada e ficou em postura de sentido, com o corpo retesado. Shiryu então, se aproximou do grupo e disse:
 
- Emuichi Chara, peço para que volte até o limiar do Santuário. O Senhor Santos não usou suas habilidades no Santuário. Volte com esta informação para o dourado que o enviou e diga a Escorpião que eu mesmo irei falar com ele a respeito. Por hora você está dispensado.
 
 
Sem dizer mais nenhuma palavra, o Cavaleiro de Cães de Caça se afastou, hesitantemente soltando o pulso de Lygia. Shiryu olhou para todos ali à volta e apenas esperou, sem dizer mais nada. O que dizer ou fazer naquele momento? Quais eram as emoções de cada um? Isto, somente seus corações poderiam dizer.
 
[E terminado! Foi longo e tortuoso, mas está acabado. Vamos à Ordem de Postagem:
 
Bunny
Akakios
Jun
Lygia
Sunao
 

E como dizia um certo guerreiro anabolizado e oxigenado: Até a próxima minha gente!]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Seg Mar 20, 2017 10:30 pm

Bruno nunca imaginou a cena dessa forma, Lygia seguia a frente encarando Emuichi, Akakios a sua frente o defendendo como um escudo humano, mas essa luta não era deles, Cães de caça e essa “ordem” de prende-lo eram para ele e séria melhor que eles não se envolvessem, para não acabarem preso junto com ele.
Emuichi começou a falar, Bruno escuta envolto aos seus próprios pensamentos

- Ouçam, eu só estou seguindo ordens. Um dos doze dourados me deu a ordem de recolher você, Bruno. E este dourado foi quem me disse o motivo.


“ Um dourado? Eu não ofendi nenhum dourado recentemente... Talvez só um leve mau entendido, mas ele não teria motivos para mandar me prender...”
EU não tenho nada contra você, a não ser o fato de que você leva as coisas sem a devida seriedade!

“Mentira, eu lembro bem naquela missão em duplas que fizemos, e da sua raiva por eu ter capturado o alvo antes do ponto de extracção, eu lembro do soco antes de eu explicar o porque”

“ E você leva as coisas a sério demais! Senhor quadradão...”


Se quiserem verificar por que o Dourado de Escorpião me deu a ordem, podem falar com ele na reunião, mas agora eu tenho que levar Bruno comigo.


“Dourado de escorpião? Mas por que mandar me capturar? Eu tenho certeza que nunca fiz nada contra ele?”


Bruno olha ao redor Emuichi ainda segura Lygia pelo pulso. Bunny leva a mão direita aos cabelos de Akakios afagando a cabeleira vermelha

- Obrigado por me proteger ”Vermelho”, mas é melhor eu seguir com ele e descobrir o que está acontecendo!

Pisca de leve para Akakios sumindo as vistas do garoto, se isso era uma transgressão Emuichi poderia acrescentar mais uma na lista, e talvez se interessar mais em voltar em caçar sua presa do que ameaçar seus “amigos?”


Bruno ressurge do lado da Lygia, nota um olhar estranho de Emuichi, que segundo ele é difícil de compreender, talvez nojo? Ou outra coisa? Emuichi tinha emoções?, Bruno Agarra o braço do prateado o forçando, e volta a sorrir para o Cães de Caça

- Ta bom eu me entrego, você não mentiu, você nunca mentiria sobre um dourado ter te dado ordens. Só espero que o Escorpião tenha uma razão muito boa! A única coisa que fiz de diferente hoje foi alegrar crianças, mas eu aceito a punição pelos meus “crimes”, sem brigas, sem mais reclamações, e sem outras pessoas envolvidas!

Larga o Braço de Chara, ergue ambos os punhos para cima, como se esperasse as algemas em seus pulsos.

“ Nunca pensei que eu ia preferir a ideia de voltar a descascar batatas, ou lavar os pratos de todo o regimento, até mesmo o mestre me obrigando a treinar até a exaustão parece melhor do que prisão, quem diria que minha Tia avó estava certa e eu acabaria na cadeia”


Emuichi Chara presta continência a sua frente, quando ele nota uma diferente vibração no ambiente, aquela presença de antes retorna, era um cosmo conhecido, ele se espalhava, não agressivamente, apenas como se fosse grande demais para ser contido, era a mesma sensação de antes, ondas batendo contra a areia da praia, ele se voltou para trás e viu o mestre da Jun acompanhado da mesma, a armadura de Lotus a caia bem, ela não parecia mais uma menina assustada, parecia uma poderosa guerreira.


- Emuichi Chara, peço para que volte até o limiar do Santuário. O Senhor Santos não usou suas habilidades no Santuário. Volte com esta informação para o dourado que o enviou e diga a Escorpião que eu mesmo irei falar com ele a respeito. Por hora você está dispensado.

“Ele conseguiu vencer Lygia e Akakios, não esperava mesmo Shiryu surgir para me salvar, eu pensei que ele não tinha gostado de mim”
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Ter Mar 21, 2017 10:26 pm

Mantenho minha posição a frente de Bunny, acredito em suas palavras! Mas posso desacreditar Emuichi Chara? Cães de caça toma a palavra novamete, Chara parece firme e decidido nas palavras.


“ Um dos cavaleiros de ouro deu a ordem de prisão para Bruno?! Devo mesmo protege-lo?"


Sinto como se tivesse treinado arduamente a dias, meus braços começam a pesar mais que o normal, eu os forço para manter onde eles estão, algo dentro de mim muda, algo está errado dentro de mim nesse momento, meu cosmo? Meu espirito? O que séria, não sinto o chão aos meus pés nem mesmo as pessoas ao meu redor, nem mesmo os espirtos delas eu sinto ali presentes, as batidas do meu coração estão diferentes. Eu estou em duvida.


O mundo a minha frente se torna mais lento, eu respiro fundo e fecho meus olhos por um momento, quando os abro não estou mais nas ruas de Rodorio. A minha frente vejo montanhas nevadas, e escuto o doce som da água corrente de um rio, ao meu redor, a vegetação é rica, árvores milenares se estendem ao meu redor. Não existem contruções, não existem pessoas, não existe nenhuma única alma nesse lugar, apenas eu existo, respiro fundo, acalmando minha mente, espiritos possuem fortes emoções, e muitas vezes carregam as pessoas com seus sentimentos, para ajuda-los, por muitas vezes devo me conectar a suas emoções, mas por vezes eu devo manter minha mente limpa como uma nascente, focar em mente e ver a cena como um todo.





Ergo a mão a minha mão ao lado, meu pequeno mundo se dobra, o vapor da água se condensa formando duas imagens espirituais, a minha frente vejo, mas não como antes, os vejo por todos os lados.
“Como sempre os vivos são confusos, se eles soubesem que viver com muitas restrições só tornaria sua pós-vida pior. O que diabos ocorre entre Chara e Bruno,não é apenas essa ordem dada por Escorpião que deixou Bunny revoltado, Emuichi também parece carregar recentimento sobre o mesmo, ambos carregam maguas em seus espiritos.” 


Volto meus olhos para o reflexo de Bruno feito no vapor da água.


“Sinto muito meu amigo, não posso te proteger das ordens do cavaleiro de Escorpião, mas prometo que irei encontrar uma maneira, sou o cavaleiro de altar represento o altar divino aonde os deuses se uniram, porém nem mesmo eu posso impedir que você seja levado, por hora”


Fecho meus olhos novamente, e sinto o mundo em minha volta se desfazer como fumaça de incenso, respiro mais uma vez, alimentando meu espirito da calma daquele local, quando abro meus olhos novamente Rodorio ainda está no mesmo local, parada nos mesmos segundos onde eu a deixei, meus braços não pesam mais, minhas duvidas foram deixadas para tras, volto meu rosto para Bruno, infelizmente tenho que dar uma má noticia, mas antes que eu possa faze-lo ele age antes de mim, como dizem nas antigas historias, rapido como uma lebre. Ele afaga meus cabelos, e agradesce por eu estar ali por ele, até parece que ele leu meus pensamentos.


“ Você me surpreendeu novamente!”


Eu meneio a cabeça a ele, e abaixo meus braços para que ele prossiga, mas ele desaparece em minha frente, e ressurge ao lado do Cães de caça.


Eu meneio a cabeça a ele, e abaixo meus braços para que ele prossiga, mas ele desaparece em minha frente, e ressurge ao lado do Cães de caça.


A Lebre se entrega erguendo os pulsos


“ Se entregar não parecia uma opção que você tomaria, você enfrentou o corvo, e até mesmo se recusou a perder sua pose de forte diante do cavaleiro de Libra.”




Um sorriso se abre em meu rosto


“É claro o cavaleiro de libra, o mestre de Jun, talvez ele pudesse intervir, talvez se eu apelar a amizade que ele e meu avô possuiam, talvez ele possa convencer o cavaleiro de Escorpião!”


- Emuichi Chara...


Ergo a minha voz ao cavaleiro de Cães de caça, mas uma outra se torna presente nesse momento, volto meus olhos para trás e vejo vindo em nossa direção Jun devidamente trajada com sua armadura, e seu mestre Shiryu o amigo de meu avô
A presença dele faz toda a cena se alterar, Emuichi finalmente soltara Lygia, e se afastara, meus amigos ficariam bem, o que me deixou feliz, mas mais uma vez alguém agiu antes de mim.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Qua Mar 22, 2017 1:30 pm

Jun observou o seu mestre e a cena que se desenrolava ainda para além da janela enquanto ele sorvia do chá que ela havia lhe servido aguardando uma resposta. Ela chegou a ver o cavaleiro de corvo cruzando desapercebido a bagunça  quando Shiryu voltou sua atenção a ela, afagando seus cabelos de leve.


- Eu também não sei, Jun. Acredito que posso estar preocupado prevendo algo que não existe, ou seja vendo demais, ou não esteja compreendendo toda a situação, ou seja vendo de menos. Compreende agora? Mas eu tenho certeza de que este chá vai clarear minhas ideias. Obrigado.


- Entender eu entendo, mas é bem confuso . –falou com simplicidade.


Jun gostava muito de seu mestre, ele era rígido quanto a disciplina mas era muito gentil, Shunrei era mais próxima de fato, como uma avó bondosa de fato, mas seu mestre era seu mestre, por mais que ela respeitasse ambos ele tinha outra aura de autoridade , ele era mais rígido e tinha uma postura de professor... Ela pensou em perguntar mais do passado dele, pois para além da autoridade que ela sentia e de seu título todos pareciam tratá-lo com importância, o que se comprovaria mais uma vez em instantes, já que o cavaleiro de corvo retornava.

- Quem será agora? – Shunrei disse indo até a a porta e deixando  Sunao entrar novamente



- Com sua licença. Peço desculpas por importuná-lo novamente, senhor Shiryu, mas está acontecendo aqui fora uma contenda que receio que reclame seu juízo. – ele olhava pra fora onde a cena toda se desenrolava e depois voltou-se para dentro novamente concluindo -A comoção entre eles é muito grande. Se puder esclarecer as regras para todos ali presentes, creio que a discussão cessará. É somente isto. Novamente, peço desculpas por tê-los incomodado.
 
Jun observou o outro prateado enquanto falava depois voltando os olhos para o seu mestre e para o cavaleiro de corvo de novo. Ele parecera a priori uma pessoa um tanto distante e centrado em si mesmo,  talvez  fosse mais preocupado com os outros do que ele mesmo sabia ser por ter vindo ali pedir uma intervenção, talvez estivesse preocupado com a amazona de pavão com quem pareceu um pouco mais aberto que os demais, fosse como fosse, ela não pode deixar de notar a gentileza contida em seu ato. Estava perdida pensando nesses pensamentos quando ele fez um movimento de sair, mas acabou voltando-se para ela :
 
Agradeço novamente pela refeição. Estava excelente. –disse para então sair de vez do recinto apenas com um leve aceno para se despedir .
 
Cactos podem ter endurecido suas folhas em espinho para lidar com seca, mas ainda guardam água dentro de si que pode salvar viajantes e quando vez, por mais que seja raro, ter flores muitos exuberantes ela pensou , quando o cavaleiro de Libra a chamou.
 
- Jun, vista sua armadura e me acompanhe, por favor.


-Sim , mestre – disse imediatamente ativando a dogtag  que revestiu seu corpo.
 
Ela o seguiu o de perto um pouco atrás, se perguntou por um instante o por que de estar indo junto, a presença de um cavaleiro de ouro era mais do que o necessário para findar a questão . Talvez para que ela fosse conhecida por outros como discípula dele ? Talvez para aprender como ele lidava com situações que podiam ser resolvidas com hierarquia.
 
Chegando ao local , a situação parecia para Lótus, muito menos grave do que a distancia , por algum motivo a atmosfera não parecia tão pesada enquanto o cavaleiro que ainda não conhecia terminava de falar. Olhando para o atual adversário de Bunny, o cães de caça, ela mais uma vez não conseguia enxergar alguém conflituoso, tal como se sentira com o cavaleiro de corvo. Enquanto seu mestre começava a falar , só conseguia pensar , que o Sr. Santos tinha um talento especial para criar tensões envolta de si, talvez não fosse intencional, mas é o que parecia acontecer.
 
- Emuichi Chara, peço para que volte até o limiar do Santuário. O Senhor Santos não usou suas habilidades no Santuário. Volte com esta informação para o dourado que o enviou e diga a Escorpião que eu mesmo irei falar com ele a respeito. Por hora você está dispensado.
 
O tal Emuichi saiu da cena rapidamente, de longe ela viu em parte a discussão mas não sabia que palavras haviam sido trocadas ali, Lygia parecia bem, talvez até se divertindo com a situação. Akakios parecia imerso em si mesmo, refletindo alguma outra coisa, mas parecia bem também.  O cavaleiro de Lebre, pareceu muito surpreso em ver ela e seu mestre, de fato ele parecia bem confuso... Ao contrario de Sunao que ele acabara de conhecer, Bruno parecia ter algum tipo de passado com o cavaleiro que acabara de sair, talvez alguma mágoa antiga?
 

- Estão todos bem ? O senhor Sunao Imawano veio nos avisar da discussão , ele parecia preocupado com todos vocês.  – talvez, falando que fora o cavaleiro de corvo que ajudara, Bruno desse uma segunda chance ao outro. E diminuísse, assim a sua lista de encrencas... 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Sex Mar 24, 2017 11:31 pm

Ai-ai... aquilo era divertido. Talvez um pouco sádico, ok... mas muito divertido. Acho que Athena não ia me punir por aquele tipo de coisa, não é? Eu podia ver a confusão nos olhos de Emuichi, e o rubor que tomava seu rosto era quase cômico quando comparado com sua tentativa de se manter forte e ameaçador. Como era mesmo aquela música...?

Não... ele não mais vai voltar..."

Um ritmo tranquilo começou a invadir minha mente, e eu sorri, puxando-o de longe numa memória que eu não sabia muito bem de onde vinha. Mas a balburdia em volta era grande demais para que meu "feitiço" se mantivesse por muito tempo, e eu não ia gastar mais cosmo naquilo. Não tinha como fazer aquilo sem soar como uma ameaça e bem... havia um cavaleiro de ouro a cinco metros de distância. Não, obrigada, não quero arranjar mais uma confusão por hoje.

De forma que as coisas ficaram muito engraçadas com a minha trilha sonora particular de fundo.




Youta escreveu:
- Ouçam, eu só estou seguindo ordens. Um dos doze dourados me deu a ordem de recolher você, Bruno. E este dourado foi quem me disse o motivo. EU não tenho nada contra você, a não ser o fato de que você leva as coisas sem a devida seriedade!


Bom... o discurso havia inegavelmente mudado. Agora... por que diabos aquele homem não me soltava?
 

Youta escreveu:
- Eu não estou chamando atenção, Lygia. Realmente estou aqui a trabalho. E recebi uma ordem e vocês, querendo ou não, terão que me deixar cumpri-la. Se quiserem verificar por que o Dourado de Escorpião me deu a ordem, podem falar com ele na reunião, mas agora eu tenho que levar Bruno comigo.


Ok, aquilo era a coisa mais estranha de todas. E olha que já haviam acontecido várias coisas estranhas hoje.
 
- O que diabos Milenna pode querer com você? - eu perguntei alto, olhando para Brunno através de Emuichi. Aquela mulher era problema. Não pelo adendo dela carregar uma tag dourada por aí. Mas a mera existência dela era um problema.

E não, eu não gostava de competição.

Eu ainda me indagava no meio de tudo aquilo que espécie de carinho era aquele que eu estava ganhando. Emuichi havia caído tão fácil asism no meu truque?

E aí... a nova coisa mais estranha do dia havia acontecido. Bruno surgia ao meu lado, interrompendo meus devaneios divididos entre Emuichi e Milenna, e ergueu os punhos.


Cyber escreveu:
- Ta bom eu me entrego, você não mentiu, você nunca mentiria sobre um dourado ter te dado ordens. Só espero que o Escorpião tenha uma razão muito boa! A única coisa que fiz de diferente hoje foi alegrar crianças, mas eu aceito a punição pelos meus “crimes”, sem brigas, sem mais reclamações, e sem outras pessoas envolvidas!


Eu ergui uma sobrancelha de forma escandalosa, olhando para Akakios, onde poderia-se ler em minha cara "você-sacou-o-que-acabou-de-acontecer?"


Youta escreveu:- Eu adoraria que tivesse sido verdade


Eu sorri para ele, girando os olhos, cobrindo a mão que me segurava com a minha, apertando os dedos dele com suavidade.

"- Amanhã você terá mudado de opinião, e você sabe disso." - eu pensei num tom que dava de ombros.

Sim... todos eles gostariam de acreditar em minhas mentiras na hora que eu as contava. Mas quando elas revelavam suas essências, como sendo apenas as mentiras que eram, sobrava a raiva, a vergonha e o ressentimento.

Meu eu terminava minha "comunicação particular", e o ar se tornava denso demais para respirar. Certo, que bom que eu mantive em mente aquela presença massiva a menos de cinco metros de mim. Não tenho vergonha em admitir que eu me apoiei em Emuichi. Literalmente. Como estava com as duas mãos em volta da dele, usei o braço do cavaleiro de ponto de apoio, para não ceder ao campo gravitacional de Shiryu.

Graças à Athena ele era experiente o suficiente para fazer aquilo de propósito, e logo, logo a sensação se dissipou. Era um jeito prático de pedir atenção, isso eu tinha que admitir. Incomodo, mas prático.


Youta escreveu:
- Emuichi Chara, peço para que volte até o limiar do Santuário. O Senhor Santos não usou suas habilidades no Santuário. Volte com esta informação para o dourado que o enviou e diga a Escorpião que eu mesmo irei falar com ele a respeito. Por hora você está dispensado.


E simples assim, da mesma forma que o caos se instaurou, ele foi embora. Acenei com a ponta dos dedos do meio da mão para o cavaleiro que se retirava, ainda me perguntando o que diabos Millena queria com um novato.

Mas coloquei aquela questão de lado ao ver Jun devidamente trajada, mas com a mesma aura pura ao redor.


Lulu escreveu:- Estão todos bem ? O senhor Sunao Imawano veio nos avisar da discussão , ele parecia preocupado com todos vocês.


Ah, por favor!! Quem foi o piadista de mal gosto que jogou aquela menina no meio de uma guerra?! Eu tinha muita vontade de chamar aquele velho chinês para uma conversa séria. Ela era... boazinha demais para estar ali. Não era justo!

Jun devia ser sei lá! Professora, dona de restaurante, médica... pediatra! sei lá! Eu super podia vê-la cercada de pirralhos remelentos e felizes. Mas não. Ela estava em Rodório. Vestindo uma armadura de prata. Na boca de uma guerra.

Suspirei, e sorri para ela.

- É bem a cara dele fazer algo assim. - eu dei de ombros, mas minha expressão era satisfeita. Talvez aquilo amenizasse um pouco o clima - Certo, acho que já aconteceram confusões o suficiente por hoje.

Eu me estiquei, estalando o pescoço para um lado e depois o outro. Quanto tempo já se havia passado? Eu me sentia estranhamente cansada. Não física, mas mentalmente. Não se tinha sido a briga mental com Emuichi, a exposição ao cosmo dourado ou o excesso de interação social concentrado. mas eu precisava de um pouco de silêncio.

E, se eu conhecia um especialista, era em silêncio.

- Obrigada pelo dia... interessante. - eu sorri de forma sincera - Apesar da sequência um pouco peculiar de eventos, foi um prazer conhece-los. Espero encontrá-los logo amanhã.

Eu não precisava comentar, mas sentia dentro de mim aquele mesmo ressoar que salvou minha vida a tantos anos atrás. que me fez caminhar até Berna, que me fez encontrar Sunao em meio a uma multidão. Meu cosmo ressoava de forma vibrando na presença daquelas pessoas.

Se aquilo não era Pavão tentando me dizer algo, então eu havia batido a cabeça forte demais nos últimos tempos. Apesar de improvável, aquele grupo tinha um destino a cumprir. E eu estava definitivamente curiosa de saber que destino era aquele.

- Nós até que formamos um bom time, não é? - eu me virei para Akakios - Facilmente colocaríamos aquele cão para correr com o rabo entre as pernas. - eu ri, me aproximando de Jun, tocando a ponta do ombro de sua armadura - De fato, uma fina flor. Espero poder vê-la sempre bela assim. - eu observei, fazendo um elogio, orando para nunca ter de ver aquela armadura tingida de vermelho. Por fim, virei meu rosto parcialmente para Brunno - Tente se manter longe de problemas por mais 24 horas, certo?

E então, comecei a caminhar em direção às plataformas de decolagem dos dirigíveis. Não era longe, mas eu não estava a fim de caminhar; aquele dia tinha sido realmente exaustivo.

Enquanto caminhava, me pus a cantarolar o finzinho de minha música, ainda rindo por dentro.

- Ê-ê... ele não é de nada...

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Dom Mar 26, 2017 5:49 pm

O cavaleiro de corvo seguia pelas ruas de rodorio a passos lentos. Kokoa se empoleirou sobre seu ombro esquerdo já encolido.Seus olhos ganharam o horizonte onde o Cais dos dirigíveis continuavam suas atividades, e então sua atenção ganhou as alturas olhando todo o explendor do santuário. por mais que todo aquele almoço bagunçado mostrasse o contrário, aparentemente estava tudo em paz. antes perguntava-se sobre a competência dos cavaleiros de ouro,após conhecer pessoalmente Shiryu, além de ser um cavaleiro de Ouro, era um dos lendários que lutaram ao lado da ultima encarnação de Athena,percebeu que tentar confrontar tal cosmo, seria como nadar contra uma cachoeira. literalmente impossível de se fazê-lo. com isso, percebeu por si só que seu cosmo nem de longe alcançara a excelência que imaginara. isso explicaria o fato de nunca ter conseguido vencer seu mestre. mas agora não era disso. Era o momento de buscar sossego. talvez dormir um pouco. sim, dormir... a quantas noites estava sem um descanso real após tantas missões? deixou de lado momentâneamente todos os problemas causados por sua falta de trato social: Lidaria com Bunny uma outra hora, aquele sim era o mais problemáticos de todos.


dirigiu-se para um dos portais depois de vagar um bom tempo por Rodorio imerso em pensamentos e teorias decidiu rumar para o portal.ir para casa era o melhor, um lugar silencioso e tranquilo a ultima vez em que esteve em casa foi ainda no inverno...

Realmente, talvez fosse melhor levar algumas provisões e comida quente para o jantar. Afinal não havia nada melhor que um chá quente e um bom livro...
provávelmente uma casa na floresta foi sua melhor escolha para um pouco de paz.
E com um semblante mais aberto, o cavaleiro desapareceu pelo portal.

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Mensagem por Youta em Ter Mar 28, 2017 10:51 pm

A cena nas ruas de Rodorio tinha chamado à atenção dos transeuntes, que agora paravam e olhavam os cavaleiros reunidos ali. O portador da armadura de Cães de Caça saíra, em parte humilhado, em parte agoniado, mas sem maiores discussões. Ele não respondeu às afirmativas do cavaleiro de Lebre sobre ter raiva dele, ou mesmo do porquê o dourado de Escorpião, agora nomeado pela amazona de cabelos castanhos de Milenna tinha mandado recolhê-lo. Fosse como fosse, a discussão entre eles tinha findado e agora Bunny estava livre. Mas ele não sabia o que fazer com aquela liberdade. Tudo de repente ficara de cabeça para baixo: O cara arrogante que tinha imposto suas ideias e o irritado ajudara a salvar sua pele, o Cavaleiro Dourado que o tinha mandado calar-se vinha em seu auxílio e pior ainda, Emuichi Chara dizia não ter nada contra ele. Aquilo deu um zumbido em sua cabeça, uma leve tontura. Será que realmente cometera um erro de julgamento? Será que realmente tinha algo que não tinha visto? De qualquer forma, após auxiliar e findar a discussão, todos dispersaram, excetuando o lemuriano que continuava ali parado, como que refletindo. O brasileiro olhou à sua volta, notando que realmente, o almoço e a discussão tinham acabado. O que ele faria a seguir, para onde iria, de que forma passaria seu tempo ainda era um mistério. E talvez o fosse, até para ele mesmo.
 
Ao seu lado, tirado do seu momento de reflexão há pouco, estava Akakios. O Lemuriano em seu íntimo também não sabia o que fazer, mas tinha certeza que tinha que tomar as rédeas da situação. O rapaz não tinha se movido por seus próprios pensamentos até o presente momento, só sido levado pela correnteza dos acontecimentos. Mesmo quando o convite fora feito a todos, ele realmente só fora almoçar por que todos iriam. Ele já tinha comido antes e poderia bem passar sem mais nenhuma refeição até a hora do jantar, mas os acompanhara por um motivo. Parando para pensar, o que faria naquele momento? Qual seria seu próximo passo? Ele nunca se perguntara como proceder e suas dúvidas, as mesmas sobre o mundo exterior ainda estavam presentes. Passado o susto, elas voltaram com força agora que seu mais novo e autoproclamado amigo estava ali, disposto a respondê-las, ainda que com expressão mais confusa do mundo. Deveria ele questionar Bunny, ou simplesmente dispersar e seguir seu caminho?
 
A todas estas Shiryu deu um suspiro, deixando sua discípula questionar se todos estavam bem. Ele a havia treinado bem, mas estava na hora de dar um pouco mais que meditação e controle de cosmo para ela.  Assim sendo, o cavaleiro de aproximou dela e tocou delicadamente seu ombro, dizendo gentil e pausadamente a todos que ainda estavam ali.
 
- Acredito que o mal entendido tenha cessado. Agora o senhor está livre para aguardar a reunião. Eu vou me retirar agora junto com a minha discípula. Se nos derem licença...
 
O cavaleiro de libra se afastou, chamando Jun com ele apenas com um olhar, como se isto fosse o sinal para que ela o seguisse. E de fato o era. Após se deslocarem pela cidade, Shiryu alcançou os portões de Rodorio.[/color] A cidade tinha um grande portão principal com uma estrada que levava até sua entrada, da qual uma trilha levava aos campos de cultivo e fazendas. A pequena vila tinha uma agricultura própria, pecuária desenvolvida e pessoas que frequentemente trabalhavam em seus campos. As pessoas paravam para olhar Jun e Shiryu, respeitosas e admiradas pela passagem dos dois cavaleiros. Ali também havia um bosque que rodeava e margeava a cidade, rico e cheio de vida e foi para lá que Shiryu foi com Jun. Ao se sentarem em uma árvore oca e tombada pelo tempo, ele se voltou à discípula e disse:
 
- Eu temo que não tenha lhe contado tudo que seja necessário que você saiba. Temo que não tenha lhe explicado muito sobre mim. E seria bom que soubesse o que quer que deseje enquanto ainda podemos conversar.
 
O sorriso de Shiryu apareceu novamente e ele acariciou os cabelos de Jun, acariciando a tulipa que Lygia tinha deixado ali antes do almoço e concluiu
 
- Assim, se houver algo que deseja saber, esta é a hora de perguntar, Jun.
 
Enquanto Shiryu abordava Jun com suas explicações, neste momento, Lygia alcançava o portal que a levaria para o Japão. Ela estava feliz, pois sabia exatamente para onde ir descansar e relaxar. Só havia um lugar tranquilo e silencioso o bastante para ela depois do almoço atribulado que tivera e para o ocorrido de depois dele.
 
Lygia sabia exatamente como chegar até lá. Conhecia de cor em qual árvore da estrada virar, quantos arbustos seguir. O oco caído do qual deveria se esquivar para chegar até a trilha ladrilhada. Ah, sim, ela sabia exatamente como chegar, mesmo que a casa não fosse sua. Ela construía o caminho em sua cabeça, mas era claro que ela podia mudar de ideia e decidir passar a noite em Rodorio. Sem eletricidade, sem comodidades, sem tecnologia e sem banho quente. Ela poderia pensar nisso, mas com quase toda a certeza, não se decidiria pela alternativa.
 
E era claro que como tinha sido o primeiro a sair, Sunao tinha sido o primeiro a chegar. Ele já cruzara o portal do Santuário e já se encontrava em Tóquio, fazendo compras para a casa em um supermercado. Alguns sachês de chá para infusão, um pouco de missô para uma sopa e mais alguns ingredientes, pensando em um jantar que talvez pudesse querer, mesmo depois da refeição farta que tinha tido ao almoço. Não houvera novidades no supermercado e logo chegaria a sua casa. Faltava pouco para poder finalmente relaxar um pouco. Um livro, um pouco de chá e uma boa noite de sono. Desta vez, nada poderia atrapalhar seus planos.
 
[Será, Corvo, será? Vamos ver quanto dura essa paz toda aí! Bem, terminamos aos trancos e barrancos esse lance do Chara. Pelo menos deu tempo de todo mundo lavar louça. E o que será que a Jun vai perguntar, hein? E o Bunny e a Lygia, para onde eles vão? E o Akakios, vai reagir ou ficar ali apreciando o vento? Eu estou curioso, vocês não? Sem mais demoras, Ordem de Postagem:
 
Bunny
Akakios
Jun
Lygia
Sunao
 

Estou empolgado com essa coisa toda! Eu sei lá quem citar desta vez... Espera, sei sim! Como diria um certo herói ecológico e com o cabelo e pele de cores peculiares: “O Poder é de Vocês!”]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Qua Mar 29, 2017 11:59 pm

Bruno deixa sobressair um sorriso quando vê Emuichi se retirando em meio a praça, mas logo em seguida sua feição muda, seu sorriso se cala


“Eu venci? Eu venci Chara?...Por que não estou feliz com isso? É por culpa do corvo? Ou do Mestre da jun?...Não, é outra coisa”


Olha para Emuichi Chara partindo, depois se volta para o local onde estava Lygia pensativo, algo não está certo naquela cena, aquela não é uma parede que queria pintar, não daquela forma, devagar passa os olhos pela multidão, e deixa seus olhos se arrastarem até Shiryu que partia com Jun ao seu lado, seu peito doeu naquele momento, não uma dor física, mas emocional, ele sentira uma pontada de inveja de Jun, mesmo no passado seu mestre nunca andara daquela forma com ele, andava com Chara e os outros, seria inveja que ele sentia?


“Eu ainda não tenho o respeito dele, nem o respeito de nenhum deles... Eu perdi. Eu perdi para todos eles... Emuichi Chara, Sunao Imawano, Lygia e Shiryu de Libra, talvez tenha conseguido a afeição de Lygia e Akakios, mas...mas não o respeito.. "


Sua mente voltou as palavras de Chara sobre o dourado que deu a ordem de captura-lo


 Milenna de escorpião? Quem é você? E por que me quer preso? Nos conhecemos?”


Sua mente vagueia procurando alguma memoria, algum indicio de Milenna, enquanto vagueia por suas memorias admira todo o corrido e pinta uma cena ao seu redor, os transeuntes o olhando, a distância entre ele Chara, via o grande cão se distanciando, e Shiryu o senhor imponente seguindo ambos seguindo caminhos opostos ao dele; sobre ele pintaria a sombra do corvo e do pavão,  e pétalas de Lotus caídas pelo caminho que a  bela jun, a Lotus desabrochada passava, o pequeno altar não seria esquecido, o pequeno Buda salvador seria colado ao lado da lebre confusa, pois akakios continuava ao seu lado... A sim Akakios ele ainda estava ali, por que ele estaria lá ainda? Sua mente voltou a mesa e a cozinha quando o garoto perguntou varias vezes sobre o significado de algumas palavras que ele tinha dito, Bruno riu um pouco de sua própria estupidez, saindo do seu transe semi hipnótico e retornando a realidade.

-AH.. Kakios você ficou.. Eu não me esqueci, você quer respostas, eu te devo respostas...Foi mau carinha!


Se aproximou dele, puxando ele pelo braço como um abraço, girou o corpo do garoto para frente, apoiando seu ombro com a mão esquerda, estendeu o braço direito e com um simples gesto fez com que seu celular aparecesse.


- É mais fácil mostrar do que explicar uma “Selfie”


Antes que o rapaz tivesse alguma reação, Bruno aperta o botão do seu celular batendo uma foto, certamente o flash da camera iria instigar os transeuntes, mas ele não se importava, talvez até mesmo Milenna descobrisse e criasse algum problema, mas não era importante por hora, ele disse que ia explicar, e não conseguiu, ou não pensou em responder em outro momento, Akakios merecia uma resposta, afinal ele e Lygia o protegeram, era o mínimo que poderia fazer sanar a duvida do garoto.


Ele mostra o celular de perto para Akakios, a selfie era boa, bem ajustada, conseguiu bater em um momento que o rapaz não piscara, mas Altar não sabia mesmo como posar para um retrato, sua cara de surpresa era hilária, obviamente Akakios nunca tinha tido contado com qualquer coisa fora do santuário, e essa inocência era admirável, assim como a de Jun. 


- Uma selfie é um retrato, um retrato tirado pela própria pessoa, prometo explicar melhor quando sairmos em missões juntos, Você, eu, Lygia, Jun e até o chato do Sunao, eu tenho uma divida com vocês quatro, e umas contas para acertar com Sunao, ele ter salvo minha pele não muda o fato que eu tenho contas a acertar com ele, talvez eu o veja de outra forma agora, ou talvez eu esteja certo e ele fez isso para que eu não desconfie dele 


Deu uma larga risada zombeteira, enquanto bagunçava os cabelos do garoto ruivo com a mão que outrora estava o celular, apesar de sorrir ele não queria estar lá naquele momento, causara muitos problemas, o melhor era sair e pensar, mas não podia simplesmente deixar o garoto para traz 


- Kios, eu te vejo amanha, não quero causar mais problemas para ninguém, até a reunião!


Larga a garoto se jogando para traz, o som de vidro quebrado pode ser escutado por todos os presentes ali, por uma fracção de segundos Akakios pode sentir o ar a seu redor sendo puxado para traz dele, e a presença de Bruno desaparecendo, se olhasse para traz naquele momento, veria pequenos cacos caídos no chão se reunindo e voltando ao seu lugar, ao fundo uma dimensão que parecia uma pintura, com um céu noturno feito de tinta e estrelas que pareciam barões brancos, quando se fechou era como se nunca estivesse ali, a instantes poderia ter existido uma parede de vidro, mas no momento seguinte tudo voltara ao normal, antes que o ultimo caco retornasse ao seu lugar a voz de Bruno ecoou para fora.


- Eu preciso dar os últimos retoques na minha armadura! Vejo você amanha AMIGO!  


[Pronto devidamente editada, a medida que construí o post percebi que criei um personagem shipavel demais, Serinuma transformaria ele em um dos seus Waifus]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Seg Abr 03, 2017 9:38 pm

Sorrio concordando com a cabeça.
Retribuo o sorriso para a Amazona de Pavão, sim ela estava certa.
“ Já consigo imaginar Emuiche Chara caído aos nossos pés, ninguém meche com os amigos de Akakios de altar, Bunny me agradeceria e pediria para sermos melhores amigos, Lygia iria me abraçar da mesma forma que abraçou o Bruno, a doce Jun ficaria tão feliz que cozinharia para mim por meses
- Sim o colocaríamos para correr!
Seu largo sorriso de cala ao ver o semblante sério do mestre de Jun, Shiryu de Libra.
“ Não, se derrotássemos  o Cães de caça o grande mestre poderia ficar muito bravo conosco, e contaria tudo para meu mestre... Certamente ele me faria lustrar as lapides de todo cemitério com minha escova de dentes”


Balanço a cabeça em negativa afastando os pensamentos de minha mente
Lygia partia, assim como Jun e seu mestre, logo para traz ficamos apenas Bunny e eu, ele parecia meio perdido em seu próprio mundo, uma coisa que eu compreendia, as vezes eu também precisava de um tempo para mim, e pelo visto ele precisava de algum para ele, respeitando sua escolha pessoal eu me preparei para partir também, quando o mesmo resolveu falar comigo.
Pelo visto ainda existiam algumas barreiras linguísticas mesmo com nossos pingentes traduzindo simultaneamente, tenho certeza que meu nome soou estranho vindo dele.
- Hmm... Obrigado B..Bruno.


“Por que é tão difícil falar com pessoas vivas, eu nunca tenho problemas para falar com espíritos, mas vivos é diferente, dificil”


repentinamente sou puxado, eu não consigo conceber  o que está acontecendo, ele é rápido não sei reajo e quando noto, ele já está falando novamente sobre algo.


Vejo o estranho aparelho de novo na mão dele, lembro dos outros comentando sobre ser um celular, antes que pudesse falar algo uma forte luz parte do mesmo, pensei ser um ataque, levantei meus braços em defesa, dei um passo para traz, batendo contra o braço de Bruno que ria da cena, quando olho para frente vejo a imagem dele, e a minha como um quadro no estranho objeto, ele sorria como se tivesse feito isso varias vezes, minha cara é de assustado, fico com um pouco de vergonha ao me ver, eu estou estranho naquele quadro, e ele parece gostar de me ver estranho, ele ri e explica rapidamente o que é uma “selfie”, depois volta a fazer promessas, ele é um vivo engraçado, ainda quero minhas respostas as outras perguntas.


Bruno me larga sinto o corpo dele caindo para traz, quando volto meus olhos para ele o mesmo sumia através de um buraco de formato estranho, dentro do buraco escuto mais uma vez a voz dele, pelo visto ele precisa mesmo “retocar” a armadura, a tradução de suas palavras estão vindo estranhas, tenho certeza que dessa vez ouvi “Kios”.
- Até amanha Bunny!


Respondo rapido, antes que o ultimo pedaço do buraco se fechasse, dentro nós os cinco cavaleiros de prata agora só estou eu, parado na rua, todos olham em minha direção. Odeio ter tanta atenção indesejada, Bruno chamou a atenção de todos duas vezes e agora me deixara sozinho diante de uma multidão de vivos.


Dou um largo sorriso para todos que me olham, eles cochicham alguma coisa. Abaixo meu rosto e sigo meu caminho de volta para meu alojamento, apesar de seguir sozinho eu não me sentia sozinho, bem geralmente eu não estava sozinho, os espíritos me acompanhavam, mas eu tinha amigos agora, a Doce Jun, a impetuosa Lygia e o enérgico Bunny, até mesmo os fantasmas que me acompanhavam iriam ficar feliz ao saber disso.


Assim que chego me jogo na minha cama, abaixo dela deixo meus pertences e entre eles meu pertence mais precioso, a pego, uma pequena coruja feita de oricalco presa em um pingente, sempre tive esse tesouro, desde que eu nasci. Olho para a feição da coruja e sorrio para ela.


- Hoje eu tive um ótimo dia, um pouco atribulado, mas eu conheci algumas pessoas estranhas e maravilhosas, tudo começou...

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Ter Abr 04, 2017 12:18 am

A amazona de lótus seguiu seu mestre pelas ruas , observando o caminho com atenção enquanto saiam da cidadela para uma área rural ,  era um pouco engraçado ver fazendas por ali por mais que fizesse também sentido elas existirem para abastecer o lugar.

 Pensou que seria engraçado ver comboios de caminhões automatizados como aqueles que seu marido supervisionava entrando para levar suprimentos para Rodorio e para o santuário.  Como estaria ele agora? Enquanto via os trabalhadores a volta lembrou da casa no meio de plantio de arroz que dividia com JinPing, se ele estava se alimentando bem , se estaria solitário ou se LaQuan estava conseguindo o visitar com freqüência .

Voltando sua atenção novamente para o seu redor se deparava  vez em quando com as pessoas olhando com admiração para ela e seu mestre, era uma sensação engraçada. Não era o tipo de olhar que normalmente tinha dirigido a si. Sabia que isso se devia a armadura, mas era diferente ainda do olhar que as pessoas davam aos policiais fardados quando vivia na cidade. Sim,  essa era a questão que se desenrolava desde mais cedo em sua mente , coisas pareciam ser mais importantes  para os outros ...Mais importantes do que ele podia compreender.

 A paisagem foi mudando do rural para o natural, ficando mais selvagem. Shiryu a guiava para dentro de um bosque,  até parar e se sentar em um tronco de árvore, a jovem sentou-se ao lado dele esperando que ele fale-se algo, e logo ele o fez :

- Eu temo que não tenha lhe contado tudo que seja necessário que você saiba. Temo que não tenha lhe explicado muito sobre mim. E seria bom que soubesse o que quer que deseje enquanto ainda podemos conversar.
 
O sorriso de Shiryu apareceu novamente e ele acariciou os cabelos de Jun, acariciando a tulipa que Lygia tinha deixado ali antes do almoço e concluiu
 
- Assim, se houver algo que deseja saber, esta é a hora de perguntar, Jun.
 
- Mestre... As pessoas todas parecem conhecer bem o senhor, mesmo sem conhecê-lo como ... um tipo de pessoa famosa! Como um ator ou cantor... Elas não conheciam mas sabiam bem do senhor , tem muitas coisas que eu não sei ? – ela disse olhando-o talvez estudando como ficariam as feições do mestre num dos telões de propaganda de beijing e decidiu em algum ponto que ele ficaria bem como ator em alguma novela histórica ,mas não era bem esse um ponto de conversa a ser tratado– O senhor já havia me contado da hierarquia , que os cavaleiros de ouro , como  o senhor são os mais poderosos mas eu não sei se entendo o tratamento que os outros dispensam ao senhor,  ou se estou fazendo algo errado  todos pareciam muito nervosos. Eu parei de ir na escola muito cedo e não sei muito ser formal... 

Ela pensou um pouco , ficaria triste de fazer seu mestre passar vergonha ao não tratar do jeito certo outro cavaleiro de ouro também.  Tal fato seria muito preocupante. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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