[Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Sex Jan 20, 2017 11:41 am

" -  parece que agora todos sabem um pouco sobre si e os outros. Lebre,Lotus, Pavão e Altar. se nos integrarmos corretamente, teremos chance maiores de sucesso futuramente - " o cavaleiro de corvo correu os olhos sobre cada um de forma discreta. " -  Jun parece estar um pouco mais radiante com a possibilidade de se integrar. Talvez, se mantivermos esta formação ela seja a pessoa que não nos permitirá esquecer nossa humanidade. - "


então seus olhos pousaram sobre Lygia. Ele conhecia bem a amazona. ela estava um pouco contrariada, e geralmente não se envolvia em nada que fosse trabalhoso. mas percebia uma ponta de curiosidade na garota. intimamente, ela tinha uma necessidade discreta de experimentar novamente o que era uma família. de certo modo isto o preocupava, era um ponto fraco na amazona que poderia ser explorado por um inimigo...


Familia...
...foi inevitável uma alusão a Dharta, Imeriya e Celestine. o cavaleiro piscou demoradamente como se afastasse tais pensamentos e voltou-se para a observação enquanto concluíam o trajeto. Bruno parecia despreocupado,dentre todos, ele e Lygia iriam afastar as tensões em alguns momentos,isso seria de grande avalia,mas agora vem a preocupação maior: a inocência de Akakios. aquele olhar curioso...eu já havia visto muitas vezes. seria bom responder algumas questões, mas deixá-lo descobrir por conta própria o que é mais importante lhe trará mais segurança.
naquele momento, chegaram uma casa de tamanho mediano, arquitetada sobre a forma a lembrar um templo,ao passar pela porta uma sala simples. mesa grande o bastante para 4 pessoas de cada lado, provávelmente o dono desta casa recebia mais pessoas com alguma frequencia,

*No cômodo principal, uma senhora de aparência frágil, longos cabelos brancos presos em uma trança e com um olhar doce, recebeu a menina chinesa com um sorriso:*
 
- Shitsureishimashita - o cavaleiro de corvo curvou-se educadamente

- Seja bem vinda de volta, Jun. Trouxe os ingredientes para o almoço? Ah, temos convidados para a refeição.*A doce senhora sorriu placidamente.* - Sejam bem vindos. Fico feliz que a Jun tenha feito amigos. Meu nome é Shunrei, é um prazer. Eu vou preparar a mesa com alguns aperitivos. Enquanto isto, por que não falam um pouco sobre vocês?
 
A simpática velhinha saiu daquele cômodo indicando a mesa para todos se sentarem. Ela foi ao cômodo contíguo, e voltou com azeitonas e tâmaras fatiadas, as quais pôs a mesa. O cômodo era próximo, o que permitia que todos se apresentassem e falassem mais sobre si mesmos caso quisessem. Quanto a Jun, talvez auxiliasse Shunrei no preparo da comida.

- Obrigado Senhora,tem uma bela casa. Estendo meus agradecimentos a Srta Jun pelo convite. Eu me chamo Sunao Imawano, é um prazer. - após se apresentar acomodou-se a mesa. - Como já perceberam, somos todos cavaleiros de Athena aqui. então irei direto ao ponto: gostaria de ouvir seus nomes e saber se por acaso já tem experiência em missões para o santuário.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Sab Jan 21, 2017 2:41 pm

O local onde Jun os guiara não poderia ser mais acolhedor, tanto quanto o ambiente quanto a senhora transbordavam hospitalidade Bruno se sentiu em casa, mesmo cercado de estranhos, a senhora Shunrey era uma vovó super simpática, era notável que a mesma nunca foi uma amazona, seu cosmo não era treinado, mas mesmo assim enchia aquela sala com doçura, a imagem daquela doce velhinha ficaria perfeita em um grande painel, talvez em uma cidade movimentada, se conseguisse passar a sensação que ele sentiu aos demais, poderia acalmar muitos corações preocupados na hora do Rush.


A doce senhora logo se despediu deles, indicando uma mesa e aperitivos para que apreciassem antes da refeição, o estômago de Bruno roncou alto, ver comida de verdade atiçou sua fome, logo puxou uma cadeira a direita da mesa, direita parecia um bom lugar para alguém com o temperamento dele se sentar, não demorou para colocar algumas azeitonas na boca, apesar do clima acolhedor ele estava rodeado de estranhos, e o mais estranho deles o homem com o corvo, o homem alto que tinha um olhar perigoso, de tão perto era possível ver os pingentes de cada um deles, agora bastava saber que tipo de cavaleiros eles seriam.

Como já perceberam, somos todos cavaleiros de Athena aqui. então irei direto ao ponto: gostaria de ouvir seus nomes e saber se por acaso já tem experiência em missões para o santuário. “

Ao ouvir as palavras de Sunao, Bruno quase engasgou com uma azeitona, levou a mão ao peito batendo freneticamente até engoli-la, com a atenção devidamente tomada pelo seu pequeno incidente, ele se levantou engolindo seco a azeitona, se curvando mediante a todos os presentes, e falando alto para que todos pudessem ouvi-lo mesmo em outro cômodo.


- Como todos sabem, devido a minha apresentação nas ruas de rodorio, me chamo Bruno Santos, se nos tornarmos amigos poderão me chamar de Bunny Star, é um nome artístico, quase como um titulo.

Abaixa a cabeça deixando cair duas grandes orelhas brancas de coelho de sua cabeça, e levanta fazendo uma mesura como um ator teatral.

-Porém, antes que eu continue falando, devo pontuar. Você aparenta ser educado Senhor Sunao, mas cometeu uma falta grave, que pode ser até mesmo apontado como falta de educação... Você está solicitando informações sem fornecer nenhuma, ou quase nenhuma sobre você, se deseja saber sobre missões que possamos ou não ter participado, deveria nos contar sobre as suas.

Abre expansivamente os braços, depois move os ombros para cima e para baixo

- Nhe...Você é muito sexto ranger, se quer montar um bom time você deveria se perguntar o que seus aliados podem ou não fazer, mas antes deve se perguntar o que você pode fazer pelo time, falando um pouco sobre você... Eu demonstro olha só!

Bruno se senta novamente e fecha seu casaco, sentando com a mesma postura que Sunao estava, mudou o semblante para um mais sério quase estóico, o que era difícil de engolir graças as grandes orelhas de coelho.


- Sou Bruno Santos tenho 17 anos e 1,64 de altura, cavaleiro de Lebre alguns de vocês presenciaram minhas habilidades, mas para aqueles que não viram, eu sou capaz de utilizar meu cosmo de três maneiras, a primeira eu chamo de reforço, consigo concentrar minha cosmo energia em pontos do meu corpo, aumentando tanto minha força quanto agilidade, a segunda forma bem vocês notaram como eu consigo me mover rapido, na verdade eu não me movo rapido, eu simplesmente surjo do ponta A ao B através de portais. Por ultimo  Aponta para as orelhas de coelho no topo da cabeça

 -Todos notaram as orelhas, e notaram que eu estava e não estou mais com um coelho. Eu chamo de materialização, posso criar objetos com meu cosmo, tudo no mundo possui cosmos ate mesmo pedras, eu crio e manipulo minhas criações, infelizmente ainda não possuo um titulo de cavaleiro, mas vou deixar uma ultima informação, sou o cavaleiro que segue a risca a historia de sua constelação!

Passa a mão no rosto, e desfaz o olhar sério, retornando a sentar largado na cadeira e abrindo novamente o casaco, olha para cada um dos presentes sorrindo levando as mãos as costas do Akakios.

- Uou isso foi intenso, ficar sério assim por tanto tempo fez meu rosto doer, como você aguenta?

Da dois tapinhas nas costas do menino ruivo de sobrancelhas raspadas.



- Bom que tal você ser o próximo, os dois ali já se conhecem e sabem muito bem o que um ou outro pode fazer, sinceramente eu fiquei curioso com você, eu nunca tinha visto um lemuriano, ainda por cima com o pingente de altar. Pode me contar um pouco sobre você, e como poderia ser útil para a iniciativa vingadores?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Sab Jan 21, 2017 6:31 pm

Seguindo em silêncio,os olhos curiosos se movendo entre os estrangeiros  sorrindo.
 
 Observar Bruno é algo divertido,ele é bem expansivo e amigável,também parece ter a cabeça nas nuvens mas ao mesmo tempo isso fazia ele exalar novidade,de todos ele parecia brilhar com novidades e cores.


 Sunao era o oposto,todo sério de preto andava como se esperasse um ataque e algo em seu cosmos parecia familiar mas era algo bem abaixo da superfície. 


 Lygia parecia tranquila,apesar de como Sunao passar uma sensação diferente para o jovem médium assim como Sunao. ela parecia amigável e ao mesmo tempo provocadora.


  Jun é acolhedora, era essa impressão que ela passava, era uma dessas pessoas que emanava bondade em seu cosmo, mas também era uma amazona, o que mais deixava curioso era como séria ela em batalha, mas os pensamentos sobre batalha logo fugiam de sua mente, por enquanto eu só queria ficar próximo dela.


O grupo mostra como a terra tem uma vasta diversidade cultural, Jamiel e Rodorio tinham pequenas diferenças, as quais já me acostumei, esses quatro são bem diferentes de mim, bem diferentes um dos outros.



 Ao entrar na casa e serem recebidos pela senhora comprimento com a cabeça,sento quieto prestando atenção nos outros,bem interessante a forma que se moviam e falavam. Pegando as azeitonas do pote sem muito animo,até agora nenhuma comida nova,olhando para a cozinha só tenho minha atenção chamada quando Sunao resolve vir com papo sério,ou pelo menos o tom dele é sério e sem graça.
Olhando Bruno,e depois de concordar com ele sobre a atitude de Sunao com um menear de cabeça, tento me contar comendo ele é muito engraçado e divertido,apesar de falar uma ou outra coisa que desconheço,as orelhas tornavam tudo engraçado sátiras são sempre um jeito bem humorado de passar uma critica,presto atenção ate o filme rindo um pouco ,respiro para me acalmar e conseguir falar sem rir.


 -Sou Akakios ,O que Enxerga do Outro Lado,de Jamiel membro do clã dos alquimistas o mesmo clã ao qual pertenceram Shion e seu aprendiz Mú de áries,assim como também Hakurei de Altar e Sage de Câncer que se tornou o grande mestre daquela época ,assim como eles eu desenvolvi o raro dom entre meu povo da mediunidade,por isso o meu título,sou neto de Kiki aprendiz de Mú,também tenho o dom da teleportação e com o tempo espero desenvolver a telepatia e a telecinesia assim como todos do meu povo-Dou alguns segundos antes de continuar- 
Meus ataques envolve espíritos e fantasma,o mais conhecido entre eles é Ondas do Inferno,o outro envolve-penso por alguns segundos antes de explicar- o outro envolve comandar os espectros dos que morreram insatisfeito e o último os espíritos de meus ancestrais me protegem .- Terminando de falar como mais azeitonas.-
Agora Bunny,o que  é selfie,sexto ranger e iniciativa vingadores? -Olho sorrindo esperando uma explicação e pegando mais petiscos.
Bruno,ou melhor Bunny,mostrou como as pessoas de fora podiam ser divertidas mas agora queria entender parte das palavras que ele disse

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Seg Jan 23, 2017 11:33 pm

Não fora difícil retornar a casa, mesmo a cidade sendo desconhecia , depois de andar no labirinto da baixa Beijing, se esgueirando por becos e dutos de serviço provavelmente  era impossível mesmo  a idéia de Jun se perder em uma cidade.  Logo que entrou ela e seus convidados foram recepcionados por Shunhei :


- Seja bem vinda de volta, Jun. Trouxe os ingredientes para o almoço? Ah, temos convidados para a refeição.-A doce senhora sorriu placidamente - Sejam bem vindos. Fico feliz que a Jun tenha feito amigos. Meu nome é Shunrei, é um prazer. Eu vou preparar a mesa com alguns aperitivos. Enquanto isto, por que não falam um pouco sobre vocês?


A senhora de cabelos brancos deixou o cômodo para o adjacente trazendo alguns aperitivos ,  tanto o rapaz ruivo quanto o de cabelos brancos se adiantaram sobre a comida servida. Mostrando que seus estômagos urgiam por uma refeição. A priori Jun tinha pensado em  fazer o frango assado,  uma receita de infância de quando ainda vivia na velha carcaça de minivan com Zhongxun, se bem que naquele tempo não tinha aves tão grandes quanto o frango que comprara até porque não tinha dinheiro para comprar nada se virando para capturar pombos para cozinhá-los .


Talvez pudesse fazer bifes do frango e frita-lo seria mais rápido... Fazer uma boa quantidade de arroz e talvez uma sopa com macarrão... Parecia bom ela pensou colocando um avental . As conversas pareciam seguir da pequena sala.


- Obrigado Senhora,tem uma bela casa. Estendo meus agradecimentos a Srta Jun pelo convite. Eu me chamo Sunao Imawano, é um prazer. ela ouviu a voz do homem vestido de negro . - Como já perceberam, somos todos cavaleiros de Athena aqui. então irei direto ao ponto: gostaria de ouvir seus nomes e saber se por acaso já tem experiência em missões para o santuário. 


Em vez de uma resposta direta ouviu um som de engasgo, que a fez se virar para olhar em direção a sala, o rapaz de cabelos brancos parecia descontente com o tom de Sunao, mas de uma jeito meio debochado: 


- Como todos sabem, devido a minha apresentação nas ruas de rodorio, me chamo Bruno Santos, se nos tornarmos amigos poderão me chamar de Bunny Star, é um nome artístico, quase como um titulo.- ele abaixou fazendo uma reverencia , ela não havia visto a tal apresentação mas  fazia tudo mais sentido agora  ele era um artista de rua, ele também usava tinta spray ela podia ver pelas manchas de tinta na sua roupa, lembrava-se que em Beijing muitas gangues usavam desenhos e símbolos para marcar território, será que ele tinha uma gangue de onde ele veio? Ou apenas gostava de desenhar nas paredes ? Tinha um grande mural perto da minivan quando estava em Beijing, as cores já eram muito apagadas quando ela foi para lá , mas era uma paisagem fantasiosa muito bonita , que tipo de uso ele faria da tinta ? 


Ele continuou a falar , num tom um pouco zombeiro. Os ânimos pareciam agitados, mas a fome faz isso com as pessoas . Decidiu que também faria alguns vegetais recheados com tofu na frigideira para já ir acalmando os estômagos também.  Era uma coisa rápida de se fazer , mais que o arroz inclusive, era algo que Jinping gostava de comer,  foi uma das coisas que ele ensinou ela a cozinhar era bem simples bastava enfiar o tofu ou queijo nos vegetais e temperar com molho de soja enquanto esquentava-os num wok. Ela terminou antes que Bruno terminasse de falar.


- Bom que tal você ser o próximo, os dois ali já se conhecem e sabem muito bem o que um ou outro pode fazer, sinceramente eu fiquei curioso com você, eu nunca tinha visto um lemuriano, ainda por cima com o pingente de altar. Pode me contar um pouco sobre você, e como poderia ser útil para a iniciativa vingadores? – ele dizia enquanto ela colocava alguns vegetais em pratos para servir aos convidados, equilibrando os pratos nas mãos e ante braços indo em direção a sala.
Logo o ruivo que até então devorava azeitonas começou a falar:
 
-Sou Akakios ,O que Enxerga do Outro Lado,de Jamiel membro do clã dos alquimistas o mesmo clã ao qual pertenceram Shion e seu aprendiz Mú de áries,assim como também Hakurei de Altar e Sage de Câncer que se tornou o grande mestre daquela época ,assim como eles eu desenvolvi o raro dom entre meu povo da mediunidade,por isso o meu título,sou neto de Kiki aprendiz de Mú,também tenho o dom da teleportação e com o tempo espero desenvolver a telepatia e a telecinesia assim como todos do meu povo. Meus ataques envolve espíritos e fantasma,o mais conhecido entre eles é Ondas do Inferno,o outro envolve comandar os espectros dos que morreram insatisfeitos e o último os espíritos de meus ancestrais me protegem –ele pegou ainda mais azeitonas antes que Jun pudesse servir a mesa, talvez concentrado em falar das próprias experiências. Ele parecia ter muito orgulho de sua linhagem, mas parecia estar passando fome na rua, o que teria acontecido ?- Agora Bunny,o que  é selfie,sexto ranger e iniciativa vingadores? –ele olhou para rapaz de cabelos brancos .
 
Ela colocou pratos para os quatro visitantes na mesa, com vegetais fumegantes ainda exalando um leve vapor.
 
-Podem ir comendo estes enquanto terminamos a refeição principal. –ela sorriu para Akakios e Bruno que pareciam os mais esfomeados ali.  -  Acho que já me apresentei sou Jun Ning, eu não fiz nenhuma missão para o santuário ainda, fazem quatro anos que a vovó foi me buscar para treinar com meu mestre , mas não me tem muito tempo que tenho uma armadura. –ela disse com simplicidade para Sunao -  Vocês parecem ter habilidades muito impressionantes ! – ela se voltou de novo para Akakios e Bruno – Espero poder honrar a companhia de vocês farei o possível para não decepcioná-los.  –disse se curvando de leve para todos e seguindo de volta para cozinha onde Shunhei já adiantava o arroz e a sopa.
 

Ela se concentrou em fazer os bifes de frango deixando de olhá-los apenas para cuidar de providenciar a salada para montar o prato, o arroz e o macarrão com sopa logo estariam prontos também e todos poderiam comer. Era um grupo bem diverso e interessante, deviam ter histórias interessante para contar, ela podia entender o senhor Imawano, ele parecia mais velho que o resto do grupo e devia estar preocupado com a segurança de todos e se estavam preparados já que algo grande parecia prestes a acontecer provavelmente ele era gentil , mas aprendeu a ser duro por causa dos caminhos da vida, ela colocaria um pedaço bem grande de frango pra ele! 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qui Jan 26, 2017 9:10 pm

Segui o restante do caminho em silêncio, observando. Eles eram barulhentos; mas não me incomodavam. De canto de olho, observava Sunao. Sim, o barulho não me incomodava, mas eu não podia dizer o mesmo do meu "irmão mais velho". Será que ele sabia no que havia se metido? Só me restava esperar para ver onde Àquilo iria chegar, mas a chance de eu acabar rindo era grande.

E sim... eu precisava admitir; seria bom poder ter um "almoço de família" sem ter que ser outra pessoa que não eu mesma.Podia fazer tempo, mas eu ainda me lembrava de como essas reuniões deviam ser; cheias, alegres e barulhentas. Nada parecido com os almoços que algumas vezes eu tive com Sunao, que ativava seu "modo samambaia" mais vezes do que eu tinha paciência de aturar.

Dentro da casa, uma senhorinha de aparência simpática nos recebia e trazia petiscos. Eu sorri para ela, tocando a superfície daquela agradável surpresa que ela emanava, mas parei de me concentrar naquilo; não seria uma intrometida naquele momento. Ela sumia cozinha adentro, sendo acompanhada pela neta, mas ainda estavam integradas à sala, pelo menos, suas sensações ainda harmonizavam com o clima do ambiente.


Sunao Imawano escreveu:- Obrigado Senhora,tem uma bela casa. Estendo meus agradecimentos a Srta Jun pelo convite. Eu me chamo Sunao Imawano, é um prazer. - após se apresentar acomodou-se a mesa. - Como já perceberam, somos todos cavaleiros de Athena aqui. então irei direto ao ponto: gostaria de ouvir seus nomes e saber se por acaso já tem experiência em missões para o santuário.


Eu bocejei, me sentando de frente para Sunao. Sabia que à frente dele era sempre um bom lugar para ficar; cobríamos mais área e a comunicação era discreta, nos dando grandes vantagens. A samambaia começava a colocar os galhinhos de fora. Eu sabia que ele poderia virar um espinhal, mas queria ver até onde aquilo ia; nenhum deles aprecia endurecido o suficiente para dar a Sunao a resposta que ele queria ouvir, mas... bom. eu não era exatamente a visão de uma amazona também. Pelo menos, não naquele momento. Tirei meu leque da cintura, começando a me abanar preguiçosamente. E depois, agradeci por poder usá-lo para esconder minha expressão pouco digna quando eu engasguei ao ouvir a resposta do fotógrafo sem noção de privacidade.


Cyber escreveu:
- Como todos sabem, devido a minha apresentação nas ruas de rodorio, me chamo Bruno Santos, se nos tornarmos amigos poderão me chamar de Bunny Star, é um nome artístico, quase como um titulo


Ele estava falando sério?


Cyber escreveu:
-Porém, antes que eu continue falando, devo pontuar. Você aparenta ser educado Senhor Sunao, mas cometeu uma falta grave, que pode ser até mesmo apontado como falta de educação... Você está solicitando informações sem fornecer nenhuma, ou quase nenhuma sobre você, se deseja saber sobre missões que possamos ou não ter participado, deveria nos contar sobre as suas.
- Nhe...Você é muito sexto ranger, se quer montar um bom time você deveria se perguntar o que seus aliados podem ou não fazer, mas antes deve se perguntar o que você pode fazer pelo time, falando um pouco sobre você... Eu demonstro olha só!


Eu me abanei com um pouco mais de vontade, tossindo discretamente para abafar a risada. Ok, aquele coelho tinha acabado de enfiar o corvo na cartola. E ele não parecia ter terminado, ao começar a imitar Sunao descaradamente, eu começava a procurar algum traço de preocupação, receio ou vergonha. Aquele cara não podia se levar tão a sério.


Cyber escreveu:[left]- Sou Bruno Santos tenho 17 anos e 1,64 de altura, cavaleiro de Lebre alguns de vocês presenciaram minhas habilidades, mas para aqueles que não viram, eu sou capaz de utilizar meu cosmo de três maneiras, a primeira eu chamo de reforço, consigo concentrar minha cosmo energia em pontos do meu corpo, aumentando tanto minha força quanto agilidade, a segunda forma bem vocês notaram como eu consigo me mover rápido, na verdade eu não me movo rápido, eu simplesmente surjo do ponta A ao B através de portais. Por ultimo Aponta para as orelhas de coelho no topo da cabeça
-Todos notaram as orelhas, e notaram que eu estava e não estou mais com um coelho. Eu chamo de materialização, posso criar objetos com meu cosmo, tudo no mundo possui cosmos ate mesmo pedras, eu crio e manipulo minhas criações, infelizmente ainda não possuo um titulo de cavaleiro, mas vou deixar uma ultima informação, sou o cavaleiro que segue a risca a historia de sua constelação!


É, não. Acho que me enganei. Ele era só um idiota mesmo. Como que alguém simplesmente revela todas as suas cartas assim? Ele esfregava o rosto, e reclamava sobre a falta de expressão de Sunao, o que eu podia concordar com ele, mas... alguém precisava contar àquele rapaz que, as vezes, menos é mais.

Jun trazia aperitivos mais... substanciais. Eu empurrei as tigelas para os lados, abrindo espaço para o que parecia estar quente. O cheiro era muito bom! Tanto que pude sentir meu estômago se contorcer; culinária não era uma das coisas que eu havia aprendido. Sim, eu conseguia transformar alimentos crus em fonte de nutrientes, mas nada meu nunca havia cheirado daquele jeito. Olhando bem, naquele avental, Jun se parecia tanto com uma dona de casa feliz, combinando com sua aura doce, que eu me perguntava mais uma vez quem havia tido a péssima ideia de colocar essa menina numa guerra?


Cyber escreveu:
- Bom que tal você ser o próximo, os dois ali já se conhecem e sabem muito bem o que um ou outro pode fazer, sinceramente eu fiquei curioso com você, eu nunca tinha visto um lemuriano, ainda por cima com o pingente de altar. Pode me contar um pouco sobre você, e como poderia ser útil para a iniciativa vingadores?


Então, o coelhinho felpudo passou a palavra para Akakios, que se entretia com as azeitonas até então. o Lemuriano pareceu precisar se acalmar, mas seu humor estava leve.


Aknoby escreveu: -Sou Akakios ,O que Enxerga do Outro Lado,de Jamiel membro do clã dos alquimistas o mesmo clã ao qual pertenceram Shion e seu aprendiz Mú de áries,assim como também Hakurei de Altar e Sage de Câncer que se tornou o grande mestre daquela época ,assim como eles eu desenvolvi o raro dom entre meu povo da mediunidade,por isso o meu título,sou neto de Kiki aprendiz de Mú,também tenho o dom da teleportação e com o tempo espero desenvolver a telepatia e a telecinesia assim como todos do meu povo-Dou alguns segundos antes de continuar-
Meus ataques envolve espíritos e fantasma,o mais conhecido entre eles é Ondas do Inferno,o outro envolve-penso por alguns segundos antes de explicar- o outro envolve comandar os espectros dos que morreram insatisfeito e o último os espíritos de meus ancestrais me protegem


Girei os olhos suspirando e escondendo um bocejo com o leque. Outro cabeça oca, mas esse vinha com uma aula de história também. De fato, nenhum dos dois parecia ter experiência real. E Akakios sequer parecia ter experiência no mundo real. Que tipo de perguntas eram aquelas? Ele tinha vivido em Jamiel a vida toda? Tipo... todinha?

Não-entreguem-o-ouro-assim! Eu ia ter que gritar ali?! Mesmo em Rodório, paredes têm ouvidos. Bom... geralmente os meus, mas ainda assim! era demais pedir um pouquinho de bom senso?


Lulu escreveu:- Podem ir comendo estes enquanto terminamos a refeição principal. –ela sorriu para Akakios e Bruno - Acho que já me apresentei sou Jun Ning, eu não fiz nenhuma missão para o santuário ainda, fazem quatro anos que a vovó foi me buscar para treinar com meu mestre , mas não me tem muito tempo que tenho uma armadura. –ela disse com simplicidade para Sunao - Vocês parecem ter habilidades muito impressionantes ! – ela se voltou de novo para Akakios e Bruno – Espero poder honrar a companhia de vocês farei o possível para não decepcioná-los.  –disse se curvando de leve para todos e seguindo de volta para cozinha.


Eu suspirei aliviada enquanto colocava um pouco da entrada que Jun trouxera. Miolos! Alguém com miolos! Ou que pelo menos aparentava saber usá-los. Mas infelizmente ela era tão inexperiente quanto eles. Quatro anos de treinamento e nenhuma missão? Aquilo era mal...

Espera! Quatro anos treinando... quantos ela aquela garota tinha mesmo? Ou ela era desses fedelhos que começam a socar antes de sair das fraldas? Haviam uns desses por lá no Santuário. Mas era curioso ver alguém de fora.

Olhei em volta, e aparentemente era minha vez. Mordisquei meu pimentão, puxando uma longa tira de queijo enquanto observava os outros ao meu redor.

- Meu nome é Lygia. - eu falei de forma direta, me demorando em observar os outros - Eu sou a amazona de Pavão, e estou aqui a cinco anos. - um pouco de cronologia podia ajudá-los a entender uma ou duas coisas - Já dei alguns passeios por aí e por lá, e posso fazer algumas coisas. - sorri enquanto afundava os dentes para mais uma mordida - Mas não vamos estragar os suspense; acaba com o clima. - pisquei para Akakios, que parecia ser mais inocente, deixando a frase morrer no ar - Mas, se vocês tiverem sorte, vão saber por que me chamam de Silent Mirage.

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O Grande Almoço, ou A Grande Confusão

Mensagem por Youta em Qui Jan 26, 2017 11:04 pm

E então, após as apresentações o almoço finalmente foi posto à mesa. Uma travessa com um frango recheado, uma ave gorda e que certamente daria para todos dali e sobraria. Para Bunny e Akakios, porém, a simpática velhinha simplesmente serviu-os de porções generosas de comida e os instruiu a ficar a vontade para se servir mais. Por fim, Shunrei terminou de servir os convivas e logo fez um comentário:
 
- Essa reunião de vocês me trouxe lembranças de quando eu e o mestre de Jun éramos jovens. Ele também andava junto de quatro amigos para tudo o que é lado.*A velhinha ri e suspira, como que saudosa daqueles dias e volta a servir todos, se servindo também e ocupando uma cadeira vazia à mesa. Ela olhou para Sunao, que parecia preocupado e com um olhar astuto, disse:* - Não precisa se preocupar em dizer qualquer coisa que seja. Sou esposa de um cavaleiro, estou acostumada ao Santuário e aos cavaleiros em geral. *A forma segura e resoluta como a chinesa disse isto deixou Sunao em estado de alerta. Alguém tinha captado suas intenções claramente. Porém, todos os outros ficaram mais tranquilos em poder falar abertamente, porém, mais curiosos: Quem seria o marido daquela senhora? De qual casta seria?
 
Ela então tocou as mãos de Lygia afetuosamente e acariciou o dorso delas com carinho, olhando para a moça com olhos plácidos e compreensivos. Ela então suspirou e disse:*
 
- Você está entre amigos, meu doce. Não precisa se preocupar tanto assim. Eles confiam em você e o Santuário é seguro. Porque não dá uma chance a eles?
 
*Ela piscou gentilmente e acariciou os cabelos de Jun afetuosamente, dizendo com a voz cheia de orgulho:*
 
- Você conseguiu ir e voltar sem nenhum problema, não é? Você é realmente uma mocinha muito inteligente!
 
*Havia carinho naquela voz, um carinho que alguns não conheciam e outros tinham esquecido: Um carinho materno.
 
Mas antes que pudessem pensar sobre isto, Shunrei se voltou para eles e disse:*
 
- Além da reunião extraordinária, vocês tem mais planos?
 
Talvez fosse a hora de explicar tudo uns aos outros, ou simplesmente o momento oportuno para desconversarem, mas o fato é que a distinta senhora abrira brechas para que as conversas entre todos começassem. Aquilo que Jun e Lygia pensavam tinha começado: O grande almoço em família.
 


[E a velhinha chinesa bota moral, ou não. xD Post feito, só para interagir com vocês. Vamos ver o que vocês vão fazer antes da reunião. Go!]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Sex Jan 27, 2017 1:25 am

- Essa reunião de vocês me trouxe lembranças de quando eu e o mestre de Jun éramos jovens. Ele também andava junto de quatro amigos para tudo o que é lado.*A velhinha ri e suspira, como que saudosa daqueles dias e volta a servir todos, se servindo também e ocupando uma cadeira vazia à mesa. Ela olhou para Sunao, que parecia preocupado e com um olhar astuto, disse:* - Não precisa se preocupar em dizer qualquer coisa que seja. Sou esposa de um cavaleiro, estou acostumada ao Santuário e aos cavaleiros em geral. *A forma segura e resoluta como a chinesa disse isto deixou Sunao em estado de alerta. Alguém tinha captado suas intenções claramente. Porém, todos os outros ficaram mais tranquilos em poder falar abertamente, porém, mais curiosos: Quem seria o marido daquela senhora? De qual casta seria?



- Agradeço novamente pela hospitalidade, Senhora Shunrei. Se me permite, responderei aos comentários do meu colega de prata - O Cavaleiro de Corvo aguardou pacientemente que todos falassem. Para só então polidamente responder ao garoto com orelhas de coelho : - Parece que começamos com um pequeno Choque Cultural. No País de onde venho é educado dizer primeiramente o próprio nome se apresentando ao espectador e falando sobre o que deseja. É educado de minha parte aguardar que o espectador - logo após a minha apresentação - pergunte mais sobre o assunto se lhe aprouver.Também  acreditamos que as artes e aptidões que tanto treinaram durante anos,são pessoais no real nível da palavra,portanto uma ofensa enorme perguntar sobre isso. Começar falando sobre si mesmo, dos meus feitos, e também de minhas experiências Soaria a presunção. E poderia ser facilmente entendido como escárnio por qualquer um de vocês. Mas se desejar tanto saber sobre mim, tenho sim uma longa experiência em missões para o Santuário,Porém Esta é a primeira vez que somos convocados para uma reunião em larga escala. Então calculei que seria hora de juntar forças a um pequeno grupo de cavaleiros que estejam dispostos a trocarem informações e atuarem juntos se for necessário.por isso perguntei sobre suas experiências e não sobre suas hablidades.mas responderia se fosse me perguntado. seria uma afronta pedir que mostrassem algo que foram passados a vocês por seu mestre.



agora:devo pontuar: você acaba de me dar informações sobre o que você pode fazer,se criticou o fato de eu não ceder-lhes nenhuma informação,não deveria ter nos informado nada além de seu nome certo? por exemplo, você atentou ao fato de que não disse nada sobre minhas habilidades,portanto, quais garantias tem de não estar sobre efeito de uma habilidade minha neste momento? tenho um enorme corvo comigo, será que ele não tem habilidades hipnóticas e o meu rosto inexpressivo não é reflexo do seu cérebro não saber quantificar o desenho de minhas expressões? será que se você abrir um portal ele não será impreciso pelo fluxo de cosmo sobre a sua sombra? será que você não é um fantoche de sua própria sombra? quais garantias tem  de que uma de minhas habilidades não irá eclodir no exato momento em que usar seu cosmo?  - o mais assustador deste fato, seria a inexpressão do cavaleiro de corvo. cada palavra foi proferida com intensa calma e de fato, não havia qualquer rancor em suas intenções. Lygia o conhecia o suficiente para saber que Sunao geralmente ignora este tipo de provocação,mas como já era esperado,aqueles três eram inexperientes,Sunao já participara de missões desumanas,que iriam contra os dogmas de muitos cavaleiros. vendo agora,nenhum deles seria capaz de realizar tal feito. num passado bem distante, a hesitação de um grande cavaleiro trouxe uma guerra santa á tona. A amazona de pavão,ao menos não havia abaixado baixado a guarda. estava de frente ao cavaleiro de corvo cobrindo seu ponto cego,com a mente preocupada o cavaleiro de corvo serviu-se frugalmente:
 - vocês precisam de experiência de campo. tive a impressão de ter ido rápido demais,mas não temos muito tempo hábil...
 - Á propósito: o que significa "Sexto Ranger"? qual o sentido desta expressão? E respeitosamente,quem é o marido da senhora?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Sex Jan 27, 2017 9:53 pm

Bruno abriu o peito e falou o que podia sobre ele, para os outros cavaleiros, pois como aprendeu com seu mestre, sempre é bom formar laços com seus companheiros, e se fosse para ser um time, ele precisava ser sincero, o que ele não esperava era encontrar um grupo igual a sua turma na época dos treinos, Akakios pelo menos demonstrou interesse legitimo ao que ele falava e se propôs a falar, contou uma informação a mais, o nome daquela técnica era familiar, ele já havia ouvido algo sobre aquilo, um cavaleiro poderoso possuía algo assim, não sabia como nem como, ele fazia, mas ele devia ter o mesmo tipo de ligação, um medium no grupo, isso podia ser útil, obter informações dos que se foram poderia ajudar muito em combate, e a longa linhagem do garoto e a forma com que ele falava passava além da impressão de orgulho por suas raízes um forte desejo de não querer decepcionar todas estas pessoas do seu passado, quando falava o garoto brilhava como um sol, deu a ideia da imagem dele grafitada como um orgulhoso Buda brilhante com o sol atrás de sua cabeça como se suas palavras fossem os raios de sol, e seu titulo o próprio sol sobre sua cabeça.

“Um titulo, ele já tem um titulo, sete missões bem suce... Quase tão bem sucedidas e nada de um titulo, sinto um pouco de inveja desse menino”

Calado ele assentiu com a cabeça em reverencia quando Jun serviu a comida, pelo que pode notar ela ouviu a conversa por que logo se pós a falar, porém ela educadamente se esquivou de contar, Bruno levantou uma sobrancelha a ela, mesmo sem contar muito a informação que ela passou era interessante.


“ Quatro anos de treino... Eu tenho seis anos de treino, uma aptidão para a armadura de prata não surge assim da noite para o dia, ou essa garota é como o Akakios e possui uma linhagem, ou... Para despertar o cosmo sem treino ela deve ter passado por algum trauma, eu despertei em situação de quase morte...Não importa isso, ela me ofereceu gentileza, assim como sua Avó, ela será uma boa companheira”

Essa nova “informação” sobre a Jun tornara sua visão dela diferente, observando o cosmo da garota e sua palavras, ele conseguia imagina-la como uma pequena dama de olhos esperançosos, escondida atrás de uma grande árvore de flores brancas, com uma flor manchada de negro na sua frente, séria um lindo painel, traria esperança e superação para as pessoas.

A próxima a falar foi Lygia, ela era estranha quase um enigma, talvez fosse a armadura, ou o fato como ela olhava, mas ela lembrava uma cena do antigo seriado do Hércules, os olhos de Hera sobre a pena do Pavão, aquele olhar inquisitivo, as vezes mais irritante que o olhar apático de Sunao, ela olhava como se fosse a pessoa mais inteligente naquele lugar, Bruno sentiu uma ponta pretensão no olhar para ela enquanto ele falava, era como estar de volta com seu grupo, aquele olhar irritante, ouviu calado a moça falar, mas não se conteve e esboçou um sorriso quando ela terminou, outro titulo, possivelmente ganhado em missão, o lado bom em não ter um titulo era a surpresa que poderia causar as pessoas ao mostrar suas habilidades.

- Uma especialista em miragens, e provavelmente uma espiã, talvez você goste de trabalhar comigo, eu tenho minhas cartas na manga “Sis”. Mas não vamos estragar o suspense.

Sorriu e piscou para ela


O clima tinha mudado, era para ser uma reunião amigável, mas aqueles dois mais experientes realmente irritaram ele, Bruno estava considerando levantar da mesa e partir, como construir um elo de confiança com um grupo que confiava mais em seus segredos, afinal num campo de batalha o cavaleiro só pode confiar em seu cosmo, seus ideais e nos seus companheiros, essas pessoas pareciam não querer companheiros de batalha. Ele colocou suas mãos sobre a mesa prestes a levantar e se despedir, quando a doce vovó saiu da cozinha.
Aquele cosmo brilhando como uma estrela anã ao lado de nebulosas, ele brilhava apesar de sua luz ser mais fraca que a imensidão de estrelas ao seu redor, era doce e acolhedor, era quente como um abraço de mãe...A senhora tinha conseguido, seu cosmo e suas palavras acalmaram o coração de Bruno, ele se sentou, talvez de alguma outra forma ele conseguisse fazer brilhar as estrelas de todos ali em unidade, podia sentir o calor das constelações de Lotus e Altar, talvez algo que ela disse pudesse alcançar Pavão e corvo, isso podia funcionar.


Abriu um sorriso sincero a Senhora, reverenciando a sabedoria da mesma com um singelo aceno de cabeça.


Não era fácil para ele acalmar seu cosmo, resiliência sempre foi uma das aulas mais complicadas, mas respirou fundo e sorriu ao ouvir que o cavaleiro de corvo ia responde-lo, era como se todas as oito estrelas da sua constelação guardiã se abrissem para receber a luz das estrelas de corvo, Bruno se aprontou para receber as palavras e o cosmo de seu futuro companheiro de batalha


Aquelas palavras e aquele cosmo, cresciam a sua frente. Não sentia a luz nas palavras do homem a sua frente, somente sombras que cresciam a sua frente.


“Esse olhar é o mesmo daquela pessoa”

As sombras do corvo apagaram até mesmo o brilho da estrela da vovó para Bruno, as palavras daquele homem, faziam e não faziam sentido, sentia que sua constelação ia se apagar ali diante daquele homem sombrio, num rompante elevou seu cosmo em direção aquela pessoa, por mais frio que aquele homem fosse, algo nele dizia que as palavras dele eram mentira, sentiu as estrelas da sua constelação explodindo, seu punho fechando e ele partindo em direção ao bico de um grande corvo no meio do espaço. Quando prestes a chegar no seu alvo sentiu um puxão em seu braço, olhou para traz e uma figura branca com olhos azuis com estrelas findadas segurava seu braço, e balançava a cabeça em desaprovação um ato muito sério, mas um tanto cómico graças as grandes orelhas de coelho da entidade. Ele voltou a abrir os olhos e estava na mesa com aquele homem ao seu lado e sobre sua mão segurando com o olhar de estrela o olhando seriamente Fera, seu coelho de tinta.


“ Obrigado, você é minha melhor metade”

Riu de toda a situação se jogando de volta na cadeira, deixando o coelho sentar em seu colo, não gostava muito de mostrar seus cabelos castanhos, fazia tempo que não andava ao “natural”, mas não importava muito, estava em casa, ali era o lugar em que viveu os piores e melhores dias, que conheceu as piores e as melhores pessoas, Bunny Star ia conquistar o mundo com sua arte, ele iria conquistar esses cabeças duras lutando lado a lado com ele.

- Sexto ranger é alguém que não sabe trabalhar muito bem em equipe, sabe cavaleiro solitário, você é realmente impagável senhor corvo, já andei por muitos lugares no mundo ao mando do santuário, mas pelo visto nunca na sua terra, nunca encontrei um povo duplamente prepotente... Sobre minhas “habilidades” bem você sabe que eu tenho uma espada, mas não sabe o meu estilo de luta!
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Seg Jan 30, 2017 10:13 pm

  Assim que a senhora Shunrei colocou a mesa, meu estomago falou mais alto que meus instintos, a comida posta em meu prato cheirava muito bem, a porção em minha tigela animava ate mesmo os espíritos que estavam comigo, se pudessem voltar a vida por um momento, certamente séria naquele momento para provar da comida daquela senhora.
Gentileza e comida eram capazes de aplacar os ânimos, aquela mulher tinha um dom, apesar da tentativa de conversa parecia que as coisas não iam bem, Jun parecera que não havia escutado a conversa direito, Lygia pareceu querer esconder as coisas, e Sunao olhava para Bruno de uma maneira estranha, talvez as maneiras dos dois fossem muito diferente, pelas suas vestes e comportamento eles deveriam ser de culturas diferentes, haviam culturas divergentes e não séria a primeira vez que um embate aconteceu por causa disso, não séria muito inteligente fazer isso tão próximo do santuário.


  -A menos que meu mestre me chame ou aconteça algum problema com fantasma em Rodorio eu não tenho planos.-


 Iria falar mas a boca de Sunao foi mais rápida que a minha ouviu tudo o que ele falou até chegar na parte da hipótese dele estar usando alguma de suas habilidades em outros cavaleiros era bem ofensivo e de mostrava falta de confiança em outros cavaleiros e a reação de Bruno foi compreensiva mas estúpida,apesar dele ter se desligado da conversa como se tivesse visto um fantasma atrás de Sunao mesmo não tendo um ali.


 -Vocês dois!Chega disso!Sunao se você está usando seus poderes contra nós isso mostra uma violação pior que a de trazer tecnologia,que falando nisso sós e aplica ao santuário lá encima, e você Bruno erguer o cosmo contra outro cavaleiro também não é certo a menos que seja em um combate em treino e mais vocês dois,somos visitas então antes de qualquer reação mais agressiva pensem!!


 O olhar curioso e até a inocência sumiram na explosão de indignação com aqueles dois.Deixaria para falar com Bruno depois sobre o que ele viu em Sunao que o fez ficar desligado,dou um suspiro e volto a comer,nada melhor que tentar comer para acalmar a  cabeça.

 
-E de fato como vamos poder lutar como um grupo se não sabemos como o outro luta?

 Suspiro novamente,aqueles dois eram como muitos dos tristes fantasmas que ele viu,que viveram cercados de mistérios e um pé atrás com os companheiros e agora vivem uma pós-vida solitária presos sem poderem ir para o Outromundo ou reencarnarem. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Qua Fev 01, 2017 1:03 pm

Apesar dos aperitivos estarem sendo devorados , os ânimos em nada pareciam mais calmos, o cavaleiro de corvo e o de lebre entraram em um atrito visível iria deixar um lugar extra posto a mesa,  sua intuição dizia era  tudo o que  podia se fazer sobre isso , cada pessoa é livre para fazer o que quiser, mas dificilmente aquilo passaria em branco.  
Ela foi pondo a mesa com ajuda de Shunrei ,  pondo um pequeno pano em frente de cada um sobre o qual pós uma tigela de arroz, a sopa  e o prato com frango e mais alguns vegetais.  Lygia falava de forma misteriosa , mas parecia ter algo algum poder interessante também,  provavelmente ela era a mais fraca entre eles, a maioria ali parecia ter treinado mais do que ela.


O homem de negro respondeu, muito diretamente , ao rapaz com roupas manchadas de tinta e Jun ficou feliz de ter posto um lugar a mais na mesa.  Dava para ver que o rapaz q usava tinta spray provavelmente era do tipo que era atrevido mas não gostava de se sentir provocado.  Ela se dirigiu para a porta assim que o olhar do Bunny se dirigiu para Sunao.
 
“Como eu deveria explicar isso ?” ela pensou contendo um suspiro “Eu pensei que deveria fazer amigos entre outros cavaleiros, mas eles não parecem muito amistosos entre si, mas acho que vão melhorar com a barriga cheia...”


Ela sentiu o cosmo do cavaleiro de lebre se erguer, mas ele conseguiu se conter logo em seguida, apesar de que já era tarde de mais , ela disse abrindo a porta enquanto Akakios tentava acalmar os ânimos, apesar de titulo era talvez menos treinado que ela, ele parecia mais novo mesmo...  Mas para Jun  era obvio que Sunao não havia usado habilidade nenhuma, o cosmo do cavaleiro de corvo podia ser meio turvo, mas era obvio que estava sereno e não em profusão.  A única habilidade que o corvo usara até então era a de falar de forma esquiva , talvez um pouco cínica? A amazona de pavão também parecia partilhar desse humor mais mordaz.


Era fato que a chinesa estava meio desacostumada com isso, apesar das pessoas de Beijing em geral serem meio assim, normalmente, quando você passa por momentos muitos difíceis é normal ser um pouco mais amargo. Quanto mais agressivo e árido é o ambiente  menores vão ficando as folhas até que se tornam espinhos duros e resistentes, não é culpa da planta, ela só faz o que precisa para sobreviver.  Cactos também podem ter flores lindas e podem ser muito nutritivos também e fornecer alguma água quando você está no deserto.  Eles podiam ser agressivos , mas as vezes o mundo pede que as pessoas sejam agressivas , se ela compreendia isso seu mestre também compreenderia  foi o que Jun pensou enquanto  abriu a porta  e se curvou antes de olhar para frente.



- Eu não vi problemas em chamar alguns cavaleiros que para partilhar a refeição , não desejava preocupar, alguns ânimos se exaltaram, perdão por preocupá-lo mestre, por favor se junte a nossa refeição. Eu ia dar o maior pedaço de frango para o cavaleiro de corvo que parecia mais mal humorado mas obviamente que vai ficar para o senhor que é o dono da casa. – falou rapidamente.  

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qui Fev 02, 2017 9:53 pm

Bruno estava tentando devolver minha graça?! Que bonitinho... Ia ser divertido ver quais cartas na manga aquele garoto tinha, além da boca grande.

Eu me perguntava ainda por que a havia escolhido um grupo tão crú, quando com certeza haveriam dezenas de outros cavaleiros mais experientes ali por causa da convocação.

Bom... Ele tinha uma forma estranha de ver as coisas. Talvez algo como no dia em que nos conhecemos. Talvez sua intuição o tenha arrastado até aquele lugar, diante daquelas pessoas.

O cosmo e até mesmo Athena podiam ter planos para aquele encontro tão improvável.

Eu não sabia, mas poderia ser interessante descobrir. OK então... Vamos tentar ser amiguinhos, então?

Era o que eu pensava, quando o boca grande fez algo realmente estúpido. Quer dizer... Eu achava que já havia visto bobagem, mas elevar seu cosmo numa cidade cheia de cavaleiros, sendo que é convidado na casa de alguém era especialmente estúpido. Principalmente para alguém claramente mais é do que você.

Akakios tentava acalmar os dois, mas pelo visto ele se levara pela historinha hipotética de Sunao. Esse era outro com quem eu precisaria ter (mais) uma conversa sobre modos. Não que disse aguentar alguma coisa. Nunca adiantava.

- OK, vamos todos nos acalmar, sim?! - eu falei em tom autoritário, me levantado, e deixando meu cosmo se arrastar preguiçosamente pela sala - Você! - eu apontei para Bruno - Aprenda a ouvir uma provocação, ou vai matar a todos nós no campo de batalha. Você! - eu apontei para Sunao, falando entre de de forma pausada - Se comporte.

O ar ficaria sensivelmente mais úmido e o cheiro dá comida mais pronunciado. Eu me foquei no sentimento de paz daquela casa. Na amabilidade de Jun e na gentileza e carinho de Shunrey. Iria enebriar aqueles meninos bagunceiros naquela aura, até que voltassem a ser bons meninos.

Ou ao menos até que as coisas parecem de disse como uma ameaça.

E então, Jun se virou curvada para a porta, pedindo desculpas. Eu parei de alimentar minha habilidade, deixado-a se dissipar naturalmente, prestando atenção a quem seria esse recém chegado tão importante.

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O mestre

Mensagem por Youta em Sex Fev 03, 2017 11:27 pm

Dizem que o mar é traiçoeiro, pois quando menos se espera, um vagalhão pode acabar com a calmaria. Aquela conversa parecia estar indo pelo mesmo caminho que os mares bravios tomavam.
 
Ao ver que Bunny se exaltava ante as afirmações de Sunao, Akakios e Lygia resolveram intervir, cada qual a sua maneira. Mas logo o lemuriano aprenderia uma das duras leis do mundo dos humanos, que para ser ouvido, é necessário ter autoridade, que de forma nenhuma aquele garoto ruivo tinha. Ele não era de patente superior, não era conhecido deles e mais ainda, não era o dono da casa, de modo que Bruno se largou na cadeira sem mesmo ponderar a voz do garoto.
 
Lygia, porém, tomou uma postura mais agressiva, por assim dizer. A moça usou uma de suas habilidades a fim de acalmar os ânimos, coisa que surtiu um efeito temporário, fazendo com que o Cavaleiro de Lebre se sentisse mais calmo e se perguntasse afinal por que tinha tido aquele rompante de emoções. O Cavaleiro de corvo ouviu o aviso para comportar-se, mas ele mesmo se perguntou o que estaria fazendo de errado para ouvir Lygia dar aquele aviso. Talvez devesse repensar suas ações e movimentos, o que o calou. Kokoa crocitou então em concordância e pôs-se a bicar a lateral do prato do dono, colhendo dali restos de comida que ele eventualmente tivesse deixado para trás.
 
Mas a reação que intrigou a todos foi a de Jun. Ela se ergueu e foi prontamente para a porta. A doce velhinha continuava comendo, desta vez com um sorriso suspenso em direção à porta. Ela rapidamente virou seu rosto para o cavaleiro de corvo e disse, com um sorriso enigmático:
 
- Ah, e sobre quem é meu marido, rapaz... Por que não pergunta a ele?
 
Um cosmo quente e avassalador irrompeu pela porta, como um rio cuja barragem tivesse estourado. A força daquela energia preencheu o ambiente, envolvendo a todos que ali estavam. Não era agressivo, mas era gigante e um pouco sufocante. Era possível quase ver as linhas de cosmo permeando o ar e atingindo cada parte do ambiente, assim que a porta foi aberta.
 
Por ela, um homem de idade avançada, mas extremamente em forma adentrou. Seus cabelos eram negros, com alguns fios brancos aqui e ali, e longos, mantidos presos por uma trança típica chinesa. Seu rosto tinha poucas marcas de expressão e ele usava um cavanhaque modesto, a contrastar com seu bigode, que era longo e fino, caindo dos lados de sua boca. O homem usava um quimono chinês verde de mangas longas e mantinha as duas mãos ocultas por ele, postadas a frente dele. Ele caminhou com segurança até a parte interna da casa e tocou levemente a cabeça da amazona de Lótus. E então, ao mesmo tempo em que aquela energia opressora cessou, o homem disse:
 
- Os convidados devem ser servidos com maior fartura, Jun. Pode ceder ao Cavaleiro de Corvo o maior pedaço da refeição.
 
O homem ergueu os olhos, verdes como a água do mar sob o sol em direção à Bunny e este congelou. O olhar não era severo ou irritado, mas esmagava com a força de toneladas. Ele se aproximou da mesa e todos notaram uma placa de armadura, como as deles, porém completamente dourada com o símbolo "grafado nela. Era um cavaleiro de ouro.
 
Ele então deu um sorriso gentil e sereno a todos os presentes e chamou Jun novamente à mesa, se apresentando logo em seguida:
 
– É um prazer conhece-los e recebe-los em minha morada, cavaleiros. Eu sou Shiryu, o Cavaleiro de Ouro da Casa de Libra, mestre de Jun e marido de Shunrei. Vejo que os ânimos realmente se exaltaram aqui. O que houve para deixar a discussão de vocês tão acalorada? Consegui sentir um cosmo agressivo do alto do Santuário. Aconteceu algo que eu deva saber?
 
A voz era límpida e sonora, mas soava como um pai preocupado com seus filhos. Naquele momento, enquanto o efeito do cosmo de Lygia se dissipava pela presença ofuscante do dourado, todos sentiram um pouco de medo e vergonha pela discussão infrutífera. Mas Sunao em específico, não sentia vergonha. Ele sentia um olhar firme do cavaleiro de ouro e ele sabia: Seu cosmo estava sendo lido. Talvez o encontro não acabasse bem para nenhum dos contendores. A escolha sobre a explicação estava na mão deles, mas quem responderia ao dourado?Enquanto se decidiam, Shunrei se levantava e colocava as mãos ao ombro do chinês, conversando com ele a respeito do seu caminho até ali, dando a todos ao menos alguns segundos para pensar no que dizer.
 
[É isso aí galera. Vamo que Vamo. Desta vez, vou estabelecer uma ordem de postagem, por que quero ver o que vai acontecer. A coisa fica assim:
 
Jun
Bunny
Lygia
Sunao
Akakios
 

Vamos nessa que logo logo, vem mais coisa pela frente! Se cuidem cavaleiros!]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Sab Fev 04, 2017 10:42 am

A despeito de sentir a surpresa e certo desconforto dos demais atrás de si , Jun estava feliz com o fato de seu mestre vir almoçar junto a ela e Shunhei. 

- Os convidados devem ser servidos com maior fartura, Jun. Pode ceder ao Cavaleiro de Corvo o maior pedaço da refeição.

- Sim mestre!ela saiu correndo trocando o frango do prato ainda intocado do corvo para o prato em frente ao lugar vazio e vice versa.

Depois da pequena troca correu novamente a cozinha, trazendo jarras de água e de chá para acompanhar a refeição. Ouviu seu mestre se apresentando da sala :

-  É um prazer conhece-los e recebe-los em minha morada, cavaleiros. Eu sou Shiryu, o Cavaleiro de Ouro da Casa de Libra, mestre de Jun e marido de Shunrei. Vejo que os ânimos realmente se exaltaram aqui. O que houve para deixar a discussão de vocês tão acalorada? Consegui sentir um cosmo agressivo do alto do Santuário. Aconteceu algo que eu deva saber?

Ela se adiantou deixando as jarras sobre a mesa em apresentar os convidados :

- Ah mestre, estes são Sunao de Corvo , Lygia de Pavão , Bunny Star de Lebre e Akakios de Altar, eu os conheci mais cedo na cidade. – ela sorriu, parecia adequado apresentar os convidados O Sr. Sunao queria conversar e me chamou para almoçar, mas eu tinha prometido voltar logo para vovó Shunhei, então chamei ele para vir aqui a Srta. Lygia já estava com ele, acho que são amigos de muito tempo – ela olhou para a parte da mesa onde estavam o cavaleiro de Corvo e a amazona de Pavão e depois se voltou para o outro lado da mesaEle queria conversar com o Cavaleiro de Lebre também, que acho fez um show de mágica na cidade mas eu não vi. Ele estava com fome pois não tinha dinheiro e o outro também parecia com fome.  – ela disse olhando para o lado de Akakios  Então não vi mal em chamá-los para comer, passar fome é muito ruim. -disse de forma muito resoluta.


Ela foi para a cozinha mais uma vez voltando com os copos e servindo chá para seu mestre e para Shunhei e finalmente sentou-se a mesa junto a todos, uma vez que tudo já estava servido. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Sab Fev 04, 2017 3:57 pm

“ Eu ergui meu cosmo?”



Bruno olhou em direção a Akakios e Lygia que davam broncas nele, era estranho, por um momento ele não havia sentido que o tinha feito, ele notou que desligara por um momento diante do olhar do santo corvo, um olhar que o lembrava muito alguém que ele conhecia, era difícil dissociar essa imagem agora de Sunao, mas apesar das palavras asperas ele não era aquela pessoa, apesar de também ter uma assecla que nem ele “matar a todos nós no campo de batalha” Como aqueles idiotas não percebiam que se fossem no campo de batalha sem conhecer o que um ou o outro pudesse fazer eles iriam morrer, isso não era um anime onde um grupo se divide e vai lutar cada um sozinho em um canto e magicamente ninguém morre, não saber como ajudar um companheiro de combate poderia custar a vida da mesma forma.


Ele fechou os olhos e soltou um sonoro “Tse” quando ouviu a voz de Jun apresentando alguém, sentiu o Fera em seu colo se virando para ver quem era, quando abriu os olhos. Aquele cosmo transbordando para dentro da porta inundava a sala e tocava cada um deles, apesar de não estar agressivo era óbvia a diferença entre o homem que entre eles.

Os olhos do dono da casa cruzaram com os olhos de Bruno, não era a primeira vez que estivera próximo de um cavaleiro de ouro, mas era a primeira vez que sentia o peso do cosmo de um.


“Otimo... Eu ergui o cosmo dentro da casa de um cavaleiro de ouro, próximo a sua esposa...Esse homem pode simplesmente me matar aqui, ninguém vai contestar o que ele fez, nem mesmo meu mestre... Ele quer uma explicação, seja rápido fale antes que alguém fale algo que piore tudo”


Ele se ergue da cadeira com um pouco de dificuldade, agarrando com força o coelho em seus braços com um forte abraço.


- Prazer em conhece-lo Se -Senhor Shiryu, eu me chamo Bruno Santos.

Disse abaixando a cabeça em comprimento, esperando que quando levantasse ela ainda estivesse sobre seu pescoço, levantou pausadamente, agora que tinha a atenção do Cavaleiro de libra se sentia no fundo do oceano, lutando contra uma corrente marítima, se manter em pé ali parecia tarefa complicada, por mais resistentes que fossem suas pernas, ele conseguia sentir as rotulas dos joelhos desejando bater em retirada. “ Corra dai idiota, você provocou a ira de um dourado imbecil, se não fizer nada ele vai te matar” cada fibra do seu corpo dizia para ele fugir, mas ao mesmo tempo sabia que não tinha como escapar daquele homem.

- Eu... Eu...


Pela primeira vez em sua vida as palavras sumiam de sua boca, era similar a sensação de antes com o cavaleiro de Corvo, porem muito pior o medo crescia em seu coração, era como se todo o peso do santuário caísse em suas costas, pensava do jeito que tudo havia começado, e como todos, ou quase todos se portaram as suas ideias, talvez aquele não fosse seu lugar mesmo, sua maneira de ser não combinaria em nada com o santuário.

-Aii...

Ele olhou para baixo e viu Fera com os dentes fincados em seu dedo indicador, ele olhou para o coelho que o olhou de volta com os pequenos olhos de estrelas brilhando, não precisava rolar comunicação verbal entres os dois, ele entendeu o que o outro queria, respirou fundo e elevou um sorriso para o cavaleiro de ouro.


- Lamento muito pelo ocorrido, o cosmo agressivo que o Senhor sentiu foi o meu, eu e o Senhor Sunao tivemos um pequeno desentendimento, eu acabei querendo testar as palavras dele, Não era minha intenção ser agressivo. E ao que tudo indica era uma brincadeira dele, quem diria que um homem de olhar tão sério faria uma brincadeira sobre seu cosmo.



Olha diretamente para Sunao de corvo, depois volta a sorrir para o cavaleiro de ouro, sabia que mentir não ia adiantar com alguém daquele nivel, era melhor contar a verdade sobre tudo, talvez a experiência de alguém mais velho.


- Ele acredita que saber quantas missões fizemos ou não fizemos vai mostrar como podemos ser como grupo, eu discordo veemente disso, primeiro pelo fato dele ter “IMPOSTO” que deveríamos falar sobre nossas missões, sem querer compartilhar nada conosco, pelo visto tomar a palavra para si e exigir que os outros contem relatos do que fizeram em suas missões, enquanto o mesmo não diz nada a respeito dele é um ato de humildade!


Voltou a cabeça para o corvo balançando em negativa


- Eu já penso de forma completamente diferente, se queremos ser um grupo unido devemos saber quem somos, não podemos ser apenas tinta jogada na parede, temos que ser uma grande obra de arte, temos que estar afinados um com os outros, e saber que Akakios já foi para Roma, ou que a Jun já visitou a asia não me ajuda nada, e se eu quero que os outros confiem em mim, eu devo me abrir para os outros, mentiras e mistérios não criam amigos, muito menos um bom grupo de combatentes, somente sabendo as cores de cada um deles, eu poderei misturar a minha com a deles, unir nossos cosmos em combate, não trabalhar como um grupo de desconhecidos, mas como uma única pessoa, uma unidade em defesa da terra, do santuário e da Deusa, eu tenho que saber a quem eu confiarei minhas costas!


Eleva o cosmo em forma decidida, olhando para cada um dos cavaleiros de prata ali presentes, libera em seu corpo como ondas cheias de sua determinação.


- Afinal somos todos cavaleiros de Athena aqui, e em batalha temos que confiar um nos outros não estou certo? Mas eu vejo aqui duas pessoas que só confiam em elas próprias, uma jovem hospitaleira porém temerosa a confiança, Lygia e Sunao não sei nem mesmo se vocês confiam um no outro ou nos ideais dos cavaleiros. Jun você tem grande brilho nos olhos, mas lhe falta confiança talvez? Akakios, por mais que me doa admitir isso Sunao está certo em partes, falta conhecimento de campo a você, mas você aqui foi o único que entendeu minhas palavras. Para lutar juntos precisamos nos conhecer!


Abaixa o cosmo deixando as ondas se calarem, olha em direção ao cavaleiro de Libra, abaixando a cabeça, deixando o pescoço a mostra, esperava que pelo menos suas palavras tivessem alcançado o Senhor Shiryu, mas caso não tivesse conseguido, essa lebre teria que sair de cena muito cedo.
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Dom Fev 05, 2017 12:33 pm

Apesar de minha atenção estar voltada para a porta, eu consegui pegar o final da conversa entre Sunao e Shunrei...


Youta escreveu:
- Ah, e sobre quem é meu marido, rapaz... Por que não pergunta a ele?


Mal a gentil senhora terminou de falar, e eu pude sentir o ar ser sugado de dentro de meus pulmões. Inspirei profunda e ruidosamente, tentando recuperar o oxigênio perdido, me engasgando um pouco, já que era apenas a pressão de um cosmo extremamente superior, e não de fato alguém sugando o ar ao redor. Eu sabia o que era aquilo, mesmo tendo apenas tido um vislumbre poucas vezes, eu sabia o que era aquela presença.

Ouro.

Corri os olhos instantaneamente para a senhora. Como... como alguém tão afável e delicado era casada com um monstro daquele calibre?! Quem era aquela mulher?! Corri os olhos procurando a tag dourada, e lá estava ela. Ótimo... o arsenal de Athena...


Youta escreveu:
- Os convidados devem ser servidos com maior fartura, Jun. Pode ceder ao Cavaleiro de Corvo o maior pedaço da refeição.


Lulu escreveu:- Sim mestre!


Mestre?

MESTRE?!?!?

Ela havia sido treinada pelo Cavaleiro de LIBRA?! Aquilo quase fez minha cabeça girar. Jun, a delicada Jun? A auto proclamada inexperiente Jun, havia sido treinada por um cavaleiro dourado?! Senti vontade de rir de mim mesma, mas como havia me levantado, minha posição me dava destaque demais para uma reação tão escancarada, e me resignei a manter o olhar surpreso.

Quando ele nos olhou, acho que pude sentir o chão querer ceder sob meus pés. Que peso!

Eu já tinha ouvido falar sobre o sentido figurado "peso do olhar", mas aquilo era ridículo. E isso que ele sequer olhava para mim, mas para Bunny ao meu lado. Aquele coelho parecia um passo mais próximo de virar tamborim do que a alguns minutos atrás.

Apesar de tudo, o "monstro" sorria. Se eu não fosse sensível ao cosmo, com certeza ele passaria por um simpático velhinho chinês. Mas não era o caso, e aquele sorriso quase ofendia; nós não éramos nem mesmo uma remota ameaça para ele.


Youta escreveu:
– É um prazer conhece-los e recebe-los em minha morada, cavaleiros. Eu sou Shiryu, o Cavaleiro de Ouro da Casa de Libra, mestre de Jun e marido de Shunrei. Vejo que os ânimos realmente se exaltaram aqui. O que houve para deixar a discussão de vocês tão acalorada? Consegui sentir um cosmo agressivo do alto do Santuário. Aconteceu algo que eu deva saber?


Shiryu? O Shiryu?!

Shiryu, como em o-lendário-cavaleiro-de-dragão-que-lutou-na-guerra-passada-Shyriu? Aquele Shiryu?! O idade com certeza batia, a aparência chinesa, como a de quem viveu nas cachoeiras de Rozan, e Jun era de lá também, não era? O mestre dele não havia sido o cavaleiro de Libra anterior? Aquele milenar... Sunao com certeza havia me contado aquela história, os lendários cavaleiros de bronze que depuseram deus após deus.

Olhei novamente para Shunrei, que massageava casualmente os ombros do marido, enquanto todos se sentavam à mesa, e tive muito, muito medo daquela senhorinha.


Lulu escreveu:- Ah mestre, estes são Sunao de Corvo , Lygia de Pavão , Bunny Star de Lebre e Akakios de Altar, eu os conheci mais cedo na cidade. – ela sorriu, parecia adequado apresentar os convidados O Sr. Sunao queria conversar e me chamou para almoçar, mas eu tinha prometido voltar logo para vovó Shunhei, então chamei ele para vir aqui a Srta. Lygia já estava com ele, acho que são amigos de muito tempo – ela olhou para a parte da mesa onde estavam o cavaleiro de Corvo e a amazona de Pavão e depois se voltou para o outro lado da mesaEle queria conversar com o Cavaleiro de Lebre também, que acho fez um show de mágica na cidade mas eu não vi. Ele estava com fome pois não tinha dinheiro e o outro também parecia com fome.  – ela disse olhando para o lado de Akakios  Então não vi mal em chamá-los para comer, passar fome é muito ruim. -disse de forma muito resoluta.


Jun nos apresentava enquanto fazia os arranjos necessários, mas conforme minha surpresa ia passando, meu bloqueio ao ambiente se desfazia. Jun tinha um pouco de resolução demais na voz ao falar sobre fome para uma menina que aparentemente tivera todo o amor do mundo. Mas a neta de um cavaleiro lendário não teria por que conhecer a fome. A não ser que ela tamb...


Cyber escreveu:
- Prazer em conhece-lo Se -Senhor Shiryu, eu me chamo Bruno Santos.


A voz de Bruno interrompeu todos os meus desordenados pensamentos. Na verdade, não fora a voz dele. A voz havia sido apenas a vocalização do segundo golpe emocional que eu recebia naquela casa.

Medo.

Eu podia ver. Se agarrando ao corpo dele como gavinhas escuras, se enrolando e apertando, sufocando. Apagando as cores das quais ele era tão orgulhoso.


Cyber escreveu:
- Eu... Eu...


Ele gaguejava, sem palavras. A poucos segundos atrás, aquilo teria sido um alívio para mim, mas naquele momento, as gavinhas de medo que se enrolavam ao pescoço dele me sufocavam também. Respirar começava a ficar difícil, e eu sentia que poderia morrer caso deixasse aquele garoto perecer ao meu lado.

Onde estava a resolução de quem iria me mostrar uma ou duas cartas na manga? De quem queria comprar briga com Sunao? Mas agora, ele se encolhia, escurecendo e sumindo, agarrado a um coelho que surgira da cor de seu cabelo, parecendo muito menor do que a alguns minutos atrás. Ele sentia que aquele lugar o expulsava, de que ele não deveria estar ali, e Lygia se lembrou com força demais de sua própria época de exclusão.

Ele gemeu alto o suficiente para eu ouvi-lo, ou talvez eu só estivesse prestando atenção demais naquele garoto, mas um sorriso fraco se armou em seu rosto, e as gavinhas escuras pararam de avançar por um segundo, mas sem se dissolver.

Quando Bunny abriu a boca, eu segurei minha respiração. O medo nos faz fazer coisas das quais nos arrependemos depois. E no caso daquele boca aberta, eu não conseguia prever o que ele falaria.


Cyber escreveu:
- Lamento muito pelo ocorrido, o cosmo agressivo que o Senhor sentiu foi o meu, eu e o Senhor Sunao tivemos um pequeno desentendimento, eu acabei querendo testar as palavras dele, Não era minha intenção ser agressivo. E ao que tudo indica era uma brincad...


No meio do discurso, eu abracei Bruno, puxando-o contra mim, numa atitude mais protetora do que zombeteira. Deixei meu cosmo agir timidamente naquela proximidade, mas ao invés da paz de Shunrey e Jun, me foquei num sentimento antigo, naquela casa das montanhas a tantos anos atrás, onde Giedre e Mourrice me acolheram verdadeiramente. Onde eu pude sentir o calor daquele casal me envolver, onde, mesmo que por um instante, eu me senti protegida e acolhida.

- Você vai ficar bem. - eu sussurrei ao senti-lo dentro dos meus braços. Olhei então para Shiryu, e sorri genuinamente desconcertada - Meninos... - eu dei de ombros, como se aquela única palavra explicasse tudo, e mantinha Bruno firmemente preso contra o meu peito, mas agora, para fechar aquela matraca - Bunny aqui tem uma paciência meio curta, e Sunao ali tem uma humor meio estranho. - eu expliquei ainda de pé - Jun foi tão gentil em nos convidar para almoçar, sinto muito pela bagunça que meus amigos armaram aqui. - eu estreitei os olhos, ainda mantendo Bruno preso, e uma curiosidade sem tamanho se acendeu dentro de mim, sendo traduzida num brilho de admiração em meus olhos - Desculpe por ser tão intrometida mas... o senhor Shiryu é aquele Shiryu?

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Ter Fev 07, 2017 1:44 am

" -  Nada melhor do que a inconsequência de alguns novatos para comprovar minhas teses. menos de uma hora de encontros e conversas, e temos um uso de cosmo indevido. status: inapto para missões em conjunto." - mesmo após uma explicação sucinta deixando claro á outra parte tratava-se de etiqueta do seu país de origem e na qual fora educado, o rapaz ainda continuou com a atitude. obviamente não era a melhor pedida para o grupo. " - Jun e Ligya tentam apaziguar a situação. e eu ganhei uma reprimenda da Ligya. parece que errei em algum momento em minha abordagem.

preciso reaver meus métodos. Um maldito erro de cálculo! - "
o cavaleiro embora estivesse contrariado não mudou a expressão, e sentiu lygia usar sua habilidade e intervir. permitiu-se cair no efeito da habilidade da moça uma vez que imaginou ser inofensiva e aproveitou a calmaria para pôs se a pensar.

- Ah, e sobre quem é meu marido, rapaz... Por que não pergunta a ele?

Sunao estava atento. mas mesmo ele, não pôde reagir quando um montante gigantesco de cosmo chegou subtamente á porta da casa,mesmo que previsse a chegada do indivíduo, não conseguiria levantar-se da cadeira a tempo, Ouviu jun o chamar de mestre. então simplesmente virou a cabeça para a direção de onde ela estava, próximo á porta.

Um cosmo quente e avassalador irrompeu pela porta, como um rio cuja barragem tivesse estourado. A força daquela energia preencheu o ambiente, envolvendo a todos que ali estavam. Não era agressivo, mas era gigante e um pouco sufocante. Era possível quase ver as linhas de cosmo permeando o ar e atingindo cada parte do ambiente, assim que a porta foi aberta.
 
Por ela, um homem de idade avançada, mas extremamente em forma adentrou. Seus cabelos eram negros, com alguns fios brancos aqui e ali, e longos, mantidos presos por uma trança típica chinesa. Seu rosto tinha poucas marcas de expressão e ele usava um cavanhaque modesto, a contrastar com seu bigode, que era longo e fino, caindo dos lados de sua boca. O homem usava um quimono chinês verde de mangas longas e mantinha as duas mãos ocultas por ele, postadas a frente dele. Ele caminhou com segurança até a parte interna da casa e tocou levemente a cabeça da amazona de Lótus. E então, ao mesmo tempo em que aquela energia opressora cessou, o homem disse:
 
- Os convidados devem ser servidos com maior fartura, Jun. Pode ceder ao Cavaleiro de Corvo o maior pedaço da refeição.
 
O homem ergueu os olhos, verdes como a água do mar sob o sol em direção à Bunny e este congelou. O olhar não era severo ou irritado, mas esmagava com a força de toneladas. Ele se aproximou da mesa e todos notaram uma placa de armadura, como as deles, porém completamente dourada com o símbolo "grafado nela. Era um cavaleiro de ouro.
O cavaleiro de corvo estava pouco preocupado com o tamanho de sua refeição. uma discreta gota de suor escorreu por sua fonte ao vislumbrar a tag dourada. " - Se fosse um inimigo, estaríamos mortos neste momento. espero que o coelho tenha percebido isto."
Mas de toda a forma, creio que realmente sou culpado por esta situação exatamente como Lygia insinuou, terei cometido realmente um erro de cálculo? -"


– É um prazer conhece-los e recebe-los em minha morada, cavaleiros. Eu sou Shiryu, o Cavaleiro de Ouro da Casa de Libra, mestre de Jun e marido de Shunrei. Vejo que os ânimos realmente se exaltaram aqui. O que houve para deixar a discussão de vocês tão acalorada? Consegui sentir um cosmo agressivo do alto do Santuário. Aconteceu algo que eu deva saber?
" - Muito azar! não posso acreditar nisso! este é realmente o lendário cavaleiro que disputou uma guerra santa e auxiliou os cavaleiros do passado á derrotar Seis Deuses? se realmente for a mesma pessoa e não um homônimo, estamos  mortos caso não lhe deêm uma resposta satisfatória. -  o cavaleiro de corvo preparava-se para explicar ao cavaleiro de ouro o ocorrido, quando Lygia se pôs a frente do cavaleiro de Lebre, impedindo-o de falar todos os fatos,De certo isto o irritaria mais ainda: 

- Lygia, afaste-se de Bruno. Vai sufocá-lo.

então pensou em agir:




- Excelência, eu reuni estes cavaleiros com o intuito de compartilharmos a informação, portanto, assumo toda a culpa pelo ocorrido, estas crianças reagiram desta forma por conta de minha maneira de falar. obviamente minha experiência em convívio social soou áspera para um deles. acatarei qualquer punição que me for  decretada." disse ao fim curvando-se polidamente.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Ter Fev 07, 2017 9:24 pm

Não queria participar de discuções no momento da refeição, não era bom para o estomago nem mesmo para o fluxo de cosmo no organismo,  a melhor coisa a fazer no momento era comer. Jun abriu a porta e Shunery falou com Sunao uma e eu vi o senhor chinês e vi seu pingente onda de lembranças inundou minha cabeça ,todas elas relacionadas as histórias que meu avô contou sobre quando ele era aprendiz de Mú de Áries,todas sobre os cinco lendários cavaleiros de bronze que derrotaram Deuses e protegeram e lutarma ao lado de Atena várias vezes,ouvi essas histórias muitas vezes antes de vir ao Santuário.
 
O cosmo daquele senhor era imenso, não era agressivo, mas mesmo assim poderoso como um rio, aquele era o cosmo de um mestre, o cosmo de um cavaleiro de ouro, era algo de se apreciar se não fosse pela situação que se encontrava ali, eu não deveria ter elevado minha voz na morada de um dourado

 Eu não podia mudar o ocorrido, o melhor a fazer era me desculpar, respiro fundo, recuperando meu folego, quando ouço Bruno falando, o mesmo parecia nervoso, bem eu também estaria ao estar diante de Shiryu, o antigo e lendário cavaleiro de dragão, que abdicara de sua antiga armadura para se tornar um mestre, um dos cavaleiros de ouro mais respeitados, até mesmo os dourados o tratavam como um mestre. E bem Bruno tinha sido agressivo na morada dele.  Respirei fundo mais uma vez e ouvi as palavras de bruno, quando o mesmo foi interrompido de forma vergonhosa por Lygia 



- É uma honra estar em sua presença, peço humildemente perdão por nossos modos, acredito que estamos passando por um choque cultural, pelo que pude notar todos somos pessoas diferentes de culturas diferentes,Acredito também que ambos os cavaleiros de prata mais experientes  Lygia de Pavão e Sunao de Corvo, estavam agindo como estivessem cercados de espiões, talvez alguma espécie de estresse pos traumático- Respiro fundo, agora lembrando do meu avô e suas historias, e sorrio- 
- Creio que o Senhor não me conhece, mas o Senhor conheceu meu avô, sou Akakios de altar, meu avô Kiki me falou muito do senhor e de sua esposa.


- Olho Shunrey-  Perdão por não tê-la reconhecido a senhora pelo seu nome, a senhora realmente possui um belo sorriso como nas historias de meu avô


 Me curvo de forma humilde perante ambos, senhor e senhora da casa, enquanto subo novamente minha cabeça dou uma rápida olhada em direção a mesa, á se eu já fosse um telepata, aqueles 3 iriam ouvir a maior bronca de suas vidas, e não poderiam me ignorar novamente. 

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A balança mede.

Mensagem por Youta em Qua Fev 08, 2017 6:31 am

O clima e a atenção de todos estavam suspensos. Alguns pareciam reconhecer o cavaleiro de libra, mesmo ele não tendo dito mais do que seu nome. Três dos presentes pareciam conhecer o passado do chinês, mas a sua discípula parecia ignorá-lo, tal qual o último integrante do bando, que olhava estupidificado para o cavaleiro.
 
Assim que terminou as amenidades com Shunrei, o cavaleiro de Libra ouviu o relato de sua discípula, Jun. Ela começou apresentando os indivíduos, para os quais Shiryu moveu os olhos a cada apresentação feita pela chinesa. Ela pontuou que o prateado de corvo queria conversar e sobre sua possível e suposta relação com a amazona de Pavão. Ela falou então dos cavaleiros de Lebre e Altar. Um show de mágica e alguém com fome, segundo a descrição da pequena lótus discípula. Shiryu ouvia com atenção, sem interrompê-la. Ao ouvir a garota pontuar que “passar fome era muito ruim”, o mestre dragão assentiu com a cabeça, em concordância muda.
 
Em seguida, foi a vez de Bunny, ou Bruno daquele que erguera seu cosmo falar. Ele respondeu ao cumprimento com uma ligeira curvatura de cabeça. Shiryu então estreitou os olhos, prestando atenção no relato que começasse, mas novamente sem que soasse agressivo. O cavaleiro ouviu o garoto tentar se explicar e de forma tranquila, moveu seus dedos da mão direita em um gesto rotativo, como se pedisse que o garoto prosseguisse. Shiryu desviou os olhos em um momento ante a interjeição de dor de Bunny e notou a mordida que o garoto recebera de sua projeção cósmica em forma de coelho. Mas o que quer que o cavaleiro de ouro tenha percebido, não externou.
 
Porém, quando o garoto ia terminando seu relato e se preparava para deixar clara sua opinião, Lygia, a amazona de Pavão se adiantou, tentando em um gesto de carinho ao mesmo tempo abraça-lo e protege-lo. Mesmo assim, ela não conseguiu conter o cosmo do rapaz, que expressara seus sentimentos e palavras claramente ao dourado. A amazona tentou se desculpar pelo incidente, justificando o mesmo pelo senso de humor peculiar do seu companheiro de mais tempo e a ausência de paciência do Cavaleiro de Lebre. E então, fez a pergunta, que já passara pela mente dos três cavaleiros que reconheceram o nome.
 
Neste momento, Sunao, que havia ficado em silencio até aquele instante também se desdobrou em desculpas, chamando para si a culpa do incidente todo, como se tivesse desencadeado um combate ou uma batalha. Shiryu reconhecia o silêncio analítico dele, tão inerente a um de seus companheiros de batalha que há muito não via. Ele se ateve ao último integrante do convite, e este logo se manifestou.
 
Era o Cavaleiro de Altar, Akakios, também se desculpando. Ele era discípulo de Kiki, então. Bem que ele estava reconhecendo aquelas sobrancelhas típicas: Um lemuriano. Ele falou à Shunrei pedindo desculpas por não tê-la reconhecido de pronto, muito embora Kiki só tivesse interagido pouco com a sua esposa. Mas ele entendera o que tinha ocorrido.
 
E aparentemente, era o único.
 
O libriano olhou em volta para ver como os garotos estavam depois da torrente de informações. 
Bunny se sentia mais calmo, mesmo depois de se desvencilhar de Lygia com certa pressa. De alguma forma, aquele abraço afastara o resquício de insegurança e desconforto que ele estivera sentindo há pouco. Era bom, mas era estranho. Ele sentira como se tivesse sido abraçado por sua mãe. Lygia e Akakios pareciam ansiosos para que ele falasse mais de si. Sunao esperava em posição de sentido a sua sentença, ao passo que Jun já comia, uma vez que tinha explicado toda a situação.
 
Mediante estes fatos, Shiryu aguardou até que todos terminassem de falar e então, tomou para si a palavra mais uma vez.
 
– Garotos, tenham calma.O tom de voz era calmo, límpido e tranquilo. – Eu não vou executar ninguém aqui. Athena precisa de todos os seus cavaleiros e não sou eu quem vai ser o responsável por um deles não comparecer à convocação do Grande Mestre. Mas acho que vocês não estão falando a mesma língua. Ele fez uma pausa, sorvendo um gole do chá, para depois prosseguir. – Eu peço que me permitam explicar o que está havendo aqui. O cavaleiro se voltou para Sunao e Lygia e então, disse:
 
– Eu não posso julgar quão árduos foram os treinamentos de vocês, ou quão perigosas foram suas vidas, mas o Santuário da Grécia está em outro plano, afastado da Terra, ao qual apenas aqueles escolhidos pela deusa podem entrar. Se qualquer pessoa presente neste ambiente representasse uma ameaça a qualquer um de vocês, ela seria eliminada pela própria deusa. Essa é a morada dela e o retiro de vocês entre as batalhas, um porto seguro onde podem descansar e se aprimorar. Portanto, não é necessário manter uma guarda tão alta, ainda mais com aliados.
 
Ele bebeu mais um gole de sua bebida, desta vez voltando sua atenção para o cavaleiro de corvo e prosseguiu:
 
– Eu entendo que você já executou missões para o Santuário e que realmente é mais velho e experiente que os demais prateados desta sala, mas as diferenças é que nos fortalecem em batalha. Cada qual recebeu a honra desta armadura diretamente da Deusa, e se ela acha que este ou aquele é digno de tal honraria, significa que todos tem o mesmo direito que você de envergar a veste. O que é necessário nesta situação é compreender que ele tem o mesmo direito, mas não as mesmas experiências e nem o mesmo treinamento. Força em combate é partilhar ideias, e não avalia-las sozinho para si. No que você é forte, o seu companheiro carece, da mesma forma que daquilo que você carece, seu companheiro tem de sobra. Avaliar resultados é em primeira instância considerar-se parte do todo e acima de tudo, considerar o todo em sua completude.
 
O corvo então compreendeu: Estava avaliando a equação, mas se tirando das variáveis. Seu erro de cálculo fora não considerar que seu comportamento, que ele mesmo sabia despertar reações incômodas, poderia tê-lo feito exatamente aquilo com comparsas que não o conheciam. Afinal de contas, interação social nunca fora o seu forte, mas Lygia era boa nisso. Ele deveria realmente recalcular e entender? Shiryu dissera para considerar o todo, e nisso, fizera Sunao percebeu o óbvio:
 
Aquela era a primeira vez em que tentava uma interação social. De verdade. Neste ponto, ele era inteiramente inexperiente, talvez tanto quando Bunny fosse inconsequente.
 
O cavaleiro de libra deixou Sunao digerindo o que ouvira e se virou para Lygia desta vez. Ele prosseguiu então:

 
– Respondendo sua pergunta, sim, eu sou quem você pensa. Mas deixe-me, lhe dizer uma coisa: Todos sabemos que confiança é como um cristal, que, uma vez quebrado, jamais pode ser reconstituído a sua verdadeira forma. Mas sentir-se segura em um ambiente não a torna inferior. Todos aqui estão à sua maneira tentando ajuda-la a sentir-se bem e integrada as nossas fileiras. Então, permitir que as pessoas sejam elas mesmas podem ser um importante passo para auxiliá-las a terem um maior autocontrole. Você é a única quem pode auxiliá-los com isto. E ninguém pode ceder algo, se não receber algo em troca. Para ter o coração deles, é necessário dar um pedaço, ainda que pequeno, do seu.
 
Embora não gostasse de admitir, a verdade é que Lygia só queria ter um almoço tranquilo. Aquilo abalara seu espírito, mas o que o cavaleiro de libra disse era verdade: Se pretendia (e isso dependia dela) mesmo integrar uma equipe, ela precisava se doar um pouco mais, ou sempre seria tida como a desconfiada ou a espiã, o que nunca daria a ela credibilidade o bastante. Para ser aceita, teria que aceitar.
 
O cavaleiro então, se voltou para Akakios, e disse com o mesmo semblante apresentado até então:

 
– O mundo fora dos portões de Jamiel e do Santuário não é um lugar tão pacato, criança. As pessoas desenvolvem defesas contra os inimigos e contra si mesmas, contra o medo que sentem e contra muitas outras coisas. Cautela é a melhor amiga da vida longa e da segurança, e todos os seres humanos que vivem fora do Santuário sabem disso. Eles possuem uma bagagem que você não tem ao mesmo tempo em que você também possui uma que eles não têm. Ao invés de tentar ser ouvido e explicar coisas nas entrelinhas, porque não questiona as diferenças e compara os resultados? Não acredito que você pense que passará a vida inteira dentro dos portões, estou certo?
 
Aquilo fazia sentido. Akakios não sabia nada sobre os visitantes, nada sobre o mundo exterior, nada sobre a tecnologia deles e quisera recriminar Sunao por ser cauteloso. E se em seu mundo, as pessoas atentassem umas contra as outras a todo momento? E se em seu mundo, as pessoas passassem fome? Jun parecia pensar sobre isto com determinação, e Lygia e Sunao pareciam cautelosos. Até mesmo Bunny falava de forma a evitar suas origens. Criticar o comportamento de Sunao sem saber pelo que tinha passado era um erro crasso, que ele sabia que não devia cometer. Para poder guia-los, precisava saber mais sobre eles.
 
Por fim, Shiryu se voltou para Bunny, que ainda mantinha-se ofegante da pequena luta corporal para se livrar de Lygia. Ele soltou o ar e então, disse:

 
– Acho que falamos de confiança aqui não é? Falamos de merecimento, falamos de habilidade e de experiência. E neste caso, voltamos ao seu comentário: Como confiar em alguém de quem não sabemos nada? E eu lhe pergunto, senhor Bruno, como confiar em alguém que desdenha de nós após começarmos a falar? Como confiar em alguém que se lança no meio de um grupo usando suas habilidades de forma súbita? Como confiar em alguém que nos agride mediante um simples relato? Compreendo sua necessidade de informações, mas o que lhe carece entender é que esta necessidade é a mesma que Sunao teve. Cada qual de vocês veio de um ponto do mundo. Athena deseja que falem a mesma língua e é por isto que suas armaduras traduzem os idiomas uns dos outros, mas mesmo assim há coisas que somente um compatriota entenderia, assim como se a postura do corvo lhe soou arrogante, o que dizer da sua ao bazofiar dele, o caricaturando após sua fala? Antes de acusar alguém de pecar por arrogância, é necessário ver se nós não cometemos este erro.
 
A vergonha veio rapidamente. Ele sabia de tudo o que ocorrera pelo seu cosmo, já que Lygia não o deixara completar sua frase. Ele realmente cometera diversos erros que deixavam qualquer um com diversos pés atrás e mesmo assim, cobrava confiança instantânea? Bunny, não, Bruno se sentiu envergonhado. Era fácil julgar os outros. Mas era muito difícil julgar a si mesmo.
 
O cavaleiro de Libra então concluiu:

 
– Vocês tem um belo futuro pela frente, seja juntos ou separados. Mas lembrem-se: Olhem para a trave que cobre seus olhos, antes de olhar para os outros.
 
Seu rosto abriu um sorriso e ele se voltou para a discípula e a esposa, dizendo:
 
–Ambas estão de parabéns. O frango de mendigo está ótimo.
 
Todos estavam em choque, precisando digerir as informações. Assim, começaram a comer em silêncio, até que tomassem a palavra após o discurso do libriano. Fosse quem fosse.
 
[Maldito Shiryu e sua mania de ser justo. Deu um trabalhão! Mas acabou e vambora! Bem, mudei a ordem de postagem, por que quero ver o que vai acontecer (de novo). A coisa fica assim:
 
Sunao
Bunny
Jun
Lygia
Akakios
 
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Sunao Imawano em Qua Fev 08, 2017 9:01 am

- Eu agradeço pelo valioso conselho Excelência - o cavaleiro respondeu ainda em tom neutro. - Estou realmente surpreso de estar de frente ao lendário cavaleiro da geração passada - neste momento Kokoa começou a bicar a lateral da cabeça do cavaleiro enquanto este se dirigia ao anfitrião, protestando contra algo. Depois andou pelo encosto da cadeira,passando por trás da Akakyos. ele parou um momento calculando o que poderia roubar do prato do rapaz,mas desistiu então dirigiu-se as costas de Jun  para então ir até Lygia suplicar por comida -  





- Você acabou de comer Kokoa. Deixe-me explanar o que tenho em mente: ultimamente tenho participado de missões consecutivas de elevado nível de dificuldade. mas tais missões tem mostrados uma constante. cada uma destas missões em diferentes lugares do mundo tem um "modus operandi" em específico apesar da execução por pessoas diferentes. o fato, é que por mais que as pistas e evidências naqueles momentos me levassem a um desfecho, sempre falta uma peça importante e por fim um nome. e após todo este tempo e temos uma convocação de grandes proporções.meus estudos durante meu treinamento me levam a crer que estamos a beira de uma grande conflito. mas não faço idéia de quem sejam os adversários de Athena. com isso achei por bem procurar outros cavaleiros de patente equivalente que estivessem dispostos a treinar e agir em grupo, para o caso de um ataque inimigo, estarmos coordenados e com mais recursos do que o usual.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Qua Fev 08, 2017 10:48 pm

Os peitos de Lygia eram realmente grandes, era difícil se desenvencilhar do seu abraço apertado, nos primeiros momentos o ar faltou a Bruno, mas assim que conseguiu puxar o ar a sua volta, sentiu um aroma antigo, algo que guardava na memoria do seu coração, aquele cheiro de soro e perfume de flores silvestres misturado, era igual ao cheiro de sua mãe depois de uma noite de plantão, era difícil escutar o que estavam falando ao seu redor e não se perder em lembranças ou pensamentos sobre sua casa, algumas vezes ele voltara e viu de longe, a vontade de cruzar aquela porta e encontra-la era grande, mas temia que algo dessa nova vida pudesse atrapalhar o convívio com a sua mãe.

Fora de sua mente as pessoas ainda estavam falando sobre aquela discussão estúpida, mas perto do abraço de sua mãe nada parecia importar, Lygia falara algo com alguém sobre alguma coisa, Sunao o irritante corvo grasnento estava falando... Como assim ele “compartilhar informações?”, “crianças”” assumir toda a culpa” Ele está se passando de lider, ele merecia mais do que nunca um grande soco naquela cara metida; mas talvez outra hora, pensou ele, sua mãe não iria gostar de ver ele brigando, Sunao não passava de um menino mais velho que queria “cuidar” das outras crianças do parquinho, era isso que sua mãe diria, ou disse. Estar naquele abraço era como ter 11, não 9 ou menos, era igual ao abraço de quando mudaram para o prédio e ele tinha brigado com alguns garotos mandões, Lygia, Sunao, Akakios e Jun ainda existiam em sua mente, mas existiam ao longe.

Dentro de sua cabeça sentiu algo o puxando, como se arrancasse daquele apartamento e o jogasse de volta a realidade “Você precisava se acalmar, mas não precisava se jogar tão fundo” Sentia uma voz lhe dizer, enquanto voltava a sala onde os cavaleiros de prata estavam, voltava ao abraço apertado e aos peitos sufocantes de Lygia, puxou seu rosto para trás olhando de forma séria para a moça, o que tinha sido aquilo? Mas não estava mais irritado com ela, nem mesmo seu nervosismo com Sunao queimava mais com a mesma intensidade, ele sorriu e piscou para ela, quando olhou para seus braços viu o coelho fera o encarando com seus olhos estrelados em silencio.


Todos olhavam o Senhor de olhos verdes, agora lembrava o que aquele homem fazia ele lembrar, um filme bem antigo sobre olhos de dragão, aquele homem era um chinês com olhos de dragão, seriam lentes de contato também? Ou aquele homem, era alguma espécie de Dragão. A ideia era engraçada.


A sim a execução, ele tinha quase se esquecido que poderia morrer, ainda bem que não morreria, séria um péssimo jeito de morrer, e como um bom mestre Shiryu era ponderado, ainda bem. Não conseguiu conter o sorriso ao ouvi-lo falando com Sunao, após falar com ele o Dourado a Lygia, ele é bom com as palavras, parecia ter pego a moça em cada frase dita, isso não era bom, logo séria com ele, esperava que falasse com os outros antes.


Akakios foi o próximo, e seguiu como com os outros, um conselho, uma leve bronca e um incentivo, agora era sua vez, Jun a primeira, Sunao em segundo, Lygia em terceiro, Akakios a pouco, não tinha mais ninguém ali a não ser ele, era sua vez, e o Senhor começava a falar.


“ Ta eu posso ter me excedido em brincar com ele, não devia ter feito isso, principalmente com alguém que se leva tão a sério quanto Sunao de corvo, mas não eu não fui arrogante, eu posso ser bastante arrogante quando quero, e não quis ser...”


Ta aquele homem era sábio, um pouco exagerado sobre um ou dois assuntos, mas era sábio, tinha que admitir.


Nem mesmo o Mestre de Jun tinha acabado de falar, e Sunao já se prontificara a falar novamente.


Por Athena e todos os Deuses do Olimpo, esse cara deve adorar ouvir o som da própria voz... Bla bla bla, meu nome é Sunao... Bla bla bla, eu sou o perfeito líder, por ser mais velho, e lustrar melhor as botas dos mestres com minha grande língua, vejam como eu sou inteligente....”


Ouviu o Corvo falando sobre as missões e se voltou realmente a escuta-lo, esperou ele terminar de falar e antes que qualquer um pudesse falar algo levantou a mão estalando o dedo em alto e bom som, para que todos escutassem.


- Incrível, você é incrível Senhor Sunao, sem ironia nenhuma... Agora eu só me pergunto custava você ter falado isso antes, Senhor Shiryu entenda meu problema com esse cara, é que ele pode ser muito inteligente e o cavaleiro mais “fodão” de prata.


Tampa a boca e fica sem graça, Fera em seu colo o olha balançando a cabeça em negativa, se pudesse o mesmo se daria um tapa na cara em desaprovação do vocabulário do cavaleiro de lebre. 


- Me desculpe por isso...Mas eu quero que você entenda uma coisa para sua vida Sunao, já que como você disse, suas experiência de convívio social “pode soar áspera”. Primeiro ela não soa ela é áspera, mais áspera que a língua de um gato, você falou que veio “compartilhar informações” mas só agora você compartilhou algo, antes você “exigiu algo”, talvez seja pela presença de alguém com maior patente aqui, como você é o mais “experiente” entre nós você não tratou ninguém no seu nível, Senhor Shiryu entenda, eu posso ser um cabeça dura, até pode me achar um pavio curto, mas desde que eu vim aqui, para me tornar um defensor da humanidade, disposto a sacrificar tudo o que eu tinha pelo bem maior eu me deparei com pessoas como Sunao. Ele não é má pessoa, acredito que seja um bom homem, mas ele olhou todos os demais dessa sala, como se estivesse num pedestal. Não me venham falar de culturas diferentes, pois eu já estive no país dele, existem sim diferenças culturais, não vou falar que não existem, mas mesmo assim, existem pessoas que olham para os outros de cima para baixo. Você estava louco para falar de suas descobertas, mas tinha que se mostrar a todos, não somos tão diferentes eu e você, gostamos de atenção do publico, eu apenas sou mais sincero sobre isso do que você, se puder ser sincero e aprender a dividir as informações, podemos todos conversar como um grupo, afinal de contas temos todos os mesmos objetivos, posso ser mais novo, mas meus olhos viram bastante coisas, agora deixa de ser enigmático só por que se veste de preto e conta o que você desconfia, talvez Lygia, Jun e eu tenhamos visto ou ouvido alguma coisa, talvez os espíritos que acompanham Akakios saibam de algo, aprenda a compartilhar com os menos experientes.



Fera olhava para Bruno incrédulo, era possível ver incredulidade no rosto de um coelho? Sem mais o que fazer, ele saltou do colo de Bruno voltando para sua cabeça, virando tinta novamente e cobrindo os fios castanhos, Bruno por sua vez olhava a todos como se estivesse tudo certo, via Sunao da mesma forma que viu no começo da conversa, não mais como a sombra negra de antes, não mais como um cão de dentes raivosos, o via como um similar, mas como alguém que precisava de alguns toques sobre como conviver em sociedade, talvez até mais que Akakios que nunca saiu do Santuário, ou Jun que parecia um bicho do mato, como alguém como ele podia ser amigo de Lygia, que aparentava ter muita manha e não ter pego nada por osmose.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lulu em Qui Fev 09, 2017 10:50 pm

Se a priori Jun tinha levado os conflitos como motivados pela irritação comum aos que tem fome e ignorado a pressão causada pela chegada por seu mestre por estar feliz que Shiryu , essa despreocupação de desfragmentava em sua mente.


Palavras ríspidas cortavam o ar, a despeito de Shunhei e Lygia terem tentado acalmar os ânimos e dela ter tentado servir a mesa com grande fartura. Provavelmente não era a fome que incomodava eles. O fato que a garota não conseguia compreender o que levara àquela situação tão espinhosa.  


O cavaleiro de Corvo parecia calmo,  mas ela não achava que isso era inteiramente verdade , era uma pessoa turva... 


Já Bunny era transparente, já estava nervoso desde a primeira coisa que o outro falara na casa, agora que vira Sunao falando com Shiryu parecia 10 vezes mais nervoso.  Não lembrava de ter conhecido muitas pessoas como o homem de negro, mas lembrava de várias pessoas, na época mais velhas do que ela em Beijing parecidas com Bunny. Jovens que andavam em gangues, fazendo pequenos furtos as vezes assaltos de verdade, talvez por causa dos respingos de tinta na roupa dele , conseguia imaginá-lo perfeitamente nos becos  onde eles se reunião para beber e conversar.


As pessoas normais tinham medo deles,  mas ela não tinha nada para ser roubado . Alguns eram até legais e davam algo para ela comer . Falavam alto e eram seguros de si como Bunny era.  As vezes discutiam entre si  e grupos distintos brigavam por território,  mas assim como a briga de agora, para ela não fazia sentido as guerras de gangues, pois eram todos muito parecidos aos olho de Jun . 


Talvez o cavaleiro de Lebre visse o Cavaleiro de Corvo como as gangues viam os membros da policia que as vezes circulavam por ali.  Pensando agora, era engraçado que para as gangues independentes e a máfia e a policia eram a mesma coisa, pessoa que queriam lhe podar as liberdades e que seguiam regras inúteis para eles.  Fazia sentido pra Jun .O cavaleiro de coelho que até então demonstrara grande ousadia, provavelmente ficara ofendido com a forma como as coisas iam pois ele acreditava em outro tipo de vida.
Mas ainda assim , pensando diferente,  eles não eram de facções diferentes, eram todos cavaleiros de Atena. Não eram policiais e membros de gangue.  Não eram de times diferentes, não eram coisas diferentes...  Por que então ficarem tão nervosos?


- Eu tentei fazer frango estilo japonês e não o de mendigo dessa vez. – disse um pouco sem animo pro mestre que havia lhe parabenizado pela comida.


A jovem sentiu os olhos quentes e a visão se tornar um pouco embaçada,  lágrima faziam seu caminho por suas pálpebras.  Teria ela feito mal em reunir aquelas pessoas ? Ou teria acontecido tudo daquela forma fizesse o que fizesse ?


A priori ela queria fazer frango de mendigo  para todos,  normalmente era como ela fazia, do jeito que aprendera Zhongxum.  Mas achou que demoraria muito para assar e todos pareciam com fome.  Jun  achou que talvez todo clima estranho se dissolvesse com os estômagos cheios, mas isso foi tolice.


A amazona de Lótus  esfregou o rosto tentando não ser chamativa,  não deveria se deixar abater por uma mera discussão, era de sua plena consciência de que as coisas muitas vezes não saem como o planejado,  mas ainda assim se sentia pesada e um pouco responsável.


A chinesa sacudiu a cabeça, não deveria se abater.  Já vira tantas coisas e passara por tanta coisa, as verdades do mundo , uma discussão infrutífera entre pessoas que lutam pela mesma causa não é nada perto dos absurdos da realidade que ela já tinha visto.  Reclamar não muda o destino.    Não poderia hesitar agora em acreditar em si e nos outros,  não aceitaria tombar para um medo tão tolo.  



As coisas se encaminhariam por si mesmas.  Iria acreditar nisso. 

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Lygia em Qua Fev 15, 2017 7:29 pm

Quando Bruno pareceu mais calmo, eu comecei a folgar o meu abraço, ao mesmo tempo que Sunao falava sobre a necessidade de ar do rapaz. Eu estalei a língua contra o seu da boca, soltando-o em definitivo, mas sorria satisfeita. pude senti-lo relaxar um pouco, e as gavinhas de escuridão haviam se dissolvido por completo. Talvez aquela lebre parasse de pular tão inquieta agora.

Shiryu finalmente tomou as rédeas daquela situação, e vocalizava uma situação um tanto quanto extrema.


Youta escreveu:
– Garotos, tenham calma.O tom de voz era calmo, límpido e tranquilo. – Eu não vou executar ninguém aqui. Athena precisa de todos os seus cavaleiros e não sou eu quem vai ser o responsável por um deles não comparecer à convocação do Grande Mestre. Mas acho que vocês não estão falando a mesma língua. Ele fez uma pausa, sorvendo um gole do chá, para depois prosseguir. – Eu peço que me permitam explicar o que está havendo aqui.


Explicações? Unh... aquilo seria interessante. Voltei a me sentar, verdadeiramente apreciando o almoço que Jun se esforçara tanto para preparar, enquanto ouvia o velho mestre.


Youta escreveu:
– Eu não posso julgar quão árduos foram os treinamentos de vocês, ou quão perigosas foram suas vidas, mas o Santuário da Grécia está em outro plano, afastado da Terra, ao qual apenas aqueles escolhidos pela deusa podem entrar. Se qualquer pessoa presente neste ambiente representasse uma ameaça a qualquer um de vocês, ela seria eliminada pela própria deusa. Essa é a morada dela e o retiro de vocês entre as batalhas, um porto seguro onde podem descansar e se aprimorar. Portanto, não é necessário manter uma guarda tão alta, ainda mais com aliados.


Anh... Athena não pode ser considerada inocente de já ter errado na escolha de seus cavaleiros, pagando o preço por isso em mais de uma era. E, se ele eraquem eu achava que era, ele mesmo não lutara numa época dessas?! A maior fraqueza da deusa da humanidade era justamente essa; humanos. Humanos mudam de ideia com grande facilidade. E alguns... mudam de lado tão facilmente quanto.

Desculpe, mas até eu ter 200% de certeza de que está tudo bem mesmo, minha guarda permanecerá na altura em que ela esta. Muito obrigada!

Ele agora se voltava para Sunao, e eu podia apreciá-lo receber uma esplêndida lição de moral. Tive a delicadeza de esconder meu sorrisinho satisfeito com uma boa bocada de frango. De fato, Sunao era pior do que um aspirante quando o assunto era empatia. Mesmo para mim, que já convivia com ele a tanto tempo, as vezes era difícil não perder a paciência.

Mas ele tinha juízo, e agradecia pelo valioso conselho. Hunf... como se já não tivesse ouvido nada parecido antes. Só eu já havia dito aquilo umas zilhões de vezes! Tá... não com palavras tão bonitas quanto àquelas... E definitivamente, não com um tom tão educado. Talvez eu só não o tenha feito prestar atenção suficiente em mim para ouvir de verdade.


Sunao Imawano escreveu:
- Você acabou de comer Kokoa...


Eu o ouvi brigar com o pobre passarinho, que se aproximava de mim gingado, já sabendo que encontraria amor em meus calorosos braços. Ou generoso garfo. Não sei bem.

Mentira. Eu sabia bem.

Tirei uma lasca do meu frango, oferecendo à Kokoa, me perguntando se isso não seria uma espécie de canibalismo. Mas bom... humanos comem macacos. E corvos não são exatamente frangos... Sunao, continuava e explicar detalhes táticos tediosos, enquanot eu falava meio para ele, meio sozinha.

- Não fale assim com o pobre bichinho. - eu recriminei - Comigo fora, você só deve ter dado grãos para ele. Dá até para ver as costel... - eu congelei no lugar, engolindo seco. Sabia o que encontraria assim que movesse os olhos para à minha frente.

E, de fato, aqueles olhos verdes estavam lá, me perfurando de forma tão aguda que doía, a despeito da expressão suave e paternal do cavaleiro.

Acho que eu também ia ganhar uma lição de moral ali.


Youta escreveu: – Respondendo sua pergunta, sim, eu sou quem você pensa.


Ok, aquilo era oficialmente incrível. E revoltante. Ele já devia saber que uma tag de cavaleiro não o torna instantaneamente confiável.

Mas ele não havia acabado.


Youta escreveu: – Mas deixe-me, lhe dizer uma coisa: Todos sabemos que confiança é como um cristal, que, uma vez quebrado, jamais pode ser reconstituído a sua verdadeira forma. Mas sentir-se segura em um ambiente não a torna inferior. Todos aqui estão à sua maneira tentando ajuda-la a sentir-se bem e integrada as nossas fileiras. Então, permitir que as pessoas sejam elas mesmas podem ser um importante passo para auxiliá-las a terem um maior autocontrole. Você é a única quem pode auxiliá-los com isto. E ninguém pode ceder algo, se não receber algo em troca. Para ter o coração deles, é necessário dar um pedaço, ainda que pequeno, do seu.


Eu abri a boca, mas decidi enche-la de frango. Bom... eu devia agradece-lo, nem que fosse por respeito à sua patente e a sua história. mas... ele estava sendo sincero comigo. E isso eu podia sentir no âmago do seu ser. O mínimo que eu podia fazer, era retribuir a favor.

- Eu gostaria de ser forte o suficiente para poder oferecer confiança assim de cara. - eu admite, brincando com as migalhas do prato, selecionado-as e oferecendo-as a Kokoa - Mas a verdade é que eu não sou. Sentir-me segura em um ambiente pode não me tornar inferior. Mas pode me tornar um defunto. Não só a mim, mas a todas as outras pessoas que passem a confiar e contar comigo. - não que eu estivesse insinuando que achava que ele iria me atacar ali, mas... era o que me manteve viva até hoje. E também, era minha maior utilidade ao Santuário - Como Sunao disse, o mundo está estranho, cada dia mais estranho. Não consigo me sentir confortável antes de compreender bem todo o contexto, e bem que eu gostaria de conseguir. E o contexto está bem confuso nesse momento.

Mas ele havia voltado sua atenção à Akakios, e também dava um banho de realidade no pobre lemuriano. Todas as palavras eram cobertas de razão, e de certo o fariam pensar por outra perspectiva. Por fim, se voltou para Bunny, que ainda aprecia desconfortável com o recente "abraço", e por-Athena-toda-poderosa! Aquele menino talvez iria querer sumir por um daqueles buracos de coelho que ele mencionou antes.  

Por fim, a postura de mestre sábio ia embora, e ele aprecia um bom e satisfeito velhinho, agradecendo pela comida. Ok. Aquilo era bizarro. Eu marquei por um momento, e Kokoa roubou meu último pedaço de frango, se afastando antes que eu pudesse apertar seu pescoço penoso. Passarinho atrevido...




Ao longe, eu pude ouvir uma gota solitária pingando sobre água parada. A alma de alguém chorava discretamente. Jun se explicava com a voz fraca, não aparentando estar feliz com o elogio.


Lulu escreveu:- Eu tentei fazer frango estilo japonês e não o de mendigo dessa vez. – disse um pouco sem animo pro mestre que havia lhe parabenizado pela comida.


Jun se sentia triste. Pior do que isso, se sentia de certa forma culpada. E aquilo estava longe de ser justo.

Eu sacudi a cabeça, abaixando meus hashis. Exibi minha melhor expressão de reprovação, abanando a cabeça negativamente.

- O senhor pode ser muito sábio, mas definitivamente não entende nada de cozinha, não é? - eu perguntei de forma retórica, me levantando com minhas tigelas em mãos. A despeito de qualquer bom senso, eu reprovava em cavaleiro de ouro dentro de sua própria casa - Este é, obviamente o melhor frango empanado que eu já comi em muito tempo! Os acompanhamentos estavam fantásticos também! Uma típica refeição japonesa que nem aquele chatinho ali poderá criticar. - eu apontei para Sunao, fuzilando-o com os olhos, de um jeito que ele sabia que enumerava diversas consequências desagradáveis caso ele discordasse de mim - Muito obrigada pela refeição, Jun. Acho que é mais fácil eu despertar o sétimo sentido do que conseguir cozinhar bem assim. O mínimo que podemos fazer agora é ajudar um pouco com a limpeza. - agora eu olhei para Akakios e Bruno, que também já estavam terminando seus pratos, e mesmo o lemuriano poderia entender o recado de "seja-solicito-e-ajude" - Pode nos dar instruções? - eu pedi, já começando a me encaminhar para a cozinha.

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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Aknoby em Qui Fev 16, 2017 11:11 pm

Ouço o que Shiryu fala a Sunao e agora fico mais tranquilo parecia que a briga iria acabar finalmente, mas não conseguia deixar de concordar com Bruno, Sunao transparecia ser chato e arrogante, de fato ele era o mais velho entre eles, e como tal trasia consigo mais sabedoria, mas sua indagação sobre nossas missões  pareceu que se importava apenas com que poderia colher e não conosco.


Logo após escuto tudo o que foi dito a Lygia e a confirmação de que Eu estava certo, ele era realmente o Shiryu das historias do meu avô, pelo que compreendi era complicado para a amazona de pavão confiar nas pessoas, já havia visto isso em alguns espiritos, alguns carregavam a desconfiança até mesmo na morte, não era um bom sentimento.


Logo após ouvir as palavras ditas a Lygia, vejo os olhos do Cavaleiro de Libra encontrando a mim, agora era minha vez, ponderei cada palavra dita a mim, não era toda hora que um cavaleiro de ouro compartilhava sua sabedoria.


Depois foi a vez de Bruno, escuto a bronca dada ao cavaleiro de lebre, era verdade as palavras do mestre, Bunny tambem cometera seus erros, ele é engraçado tinha que concordar, mas sua apresentação como Sunao não foi uma boa maneira de amenisar o clima, direcionei minha voz ao Bruno e sussurei aos seus ouvidos


 -Você foi arrogante e agressivo em sua palavras Bunny!- Olho um pouco sério para o cavaleiro de Lebre mas não irritado com o mesmo.


Lygia soltou algumas palavras ao mestre de Jun, as primeiras não foram diretas mais, ela mostrou uma pouco do seu espirito, e dos seus medos, dava para notar que ela já começara a se afeiçoar, se importar com os demais, pelo menos com a Amazona de Lotus, ela demonstrou se importar com os sentimentos de Jun, apesar de eu não acreditar que ela estava chateada pelo comentário do seu mestre, mas sim pelo comportamento daqueles dois.


Sunao então resolveu falar sobre o que veio, finalmente ele resolveu falar sobre o que ele pretendia com suas perguntas, o que me levou a um questionamento. "Poderia ele ter evitado a animosidade com o cavaleiro de lebre se tivesse dito a que veio desde o começo?"


Bruno pelo visto não gostou dele ter falado disso agora, Bunny que parecia ter se acalmado desde que voltara do abraço de Lygia, pareceu se irritar novamente. Mas devo admitir que ele se comportou melhor dessa vez, não levantou o cosmo, mas não gostou nada de ser chamado de arrogante; corvo e lebre eram como água doce e água salgada, eles não se misturavam bem.



Resolvi ignorar o andamento dessa conversa, e ajudar tanto Jun quanto Lygia com a louça.


- Jun poderia me contar algo sobre sua cultura e de onde você veio?- Pergunto sorrindo mais amigavelmente possível.

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O fim do almoço.

Mensagem por Youta em Sex Fev 17, 2017 12:38 am

*Após o discurso de Shiryu, os ânimos pareciam finalmente ter se acalmado. O cavaleiro dourado suspirou longamente, mantendo seu sorriso para a discípula. Os prateados pareciam finalmente ter se acalmado e compreendido e ele poderia terminar o seu almoço.
Ou pelo menos assim tinha pensado.
Tudo aconteceu em rápida sucessão. No instante seguinte, a sua explicação, os jovens prateados novamente começaram seus discursos. Sunao, como se nada tivesse ocorrido, tentou explicar seu plano, como se a discussão simplesmente não tivesse existido. Bruno elevara sua voz mais uma vez e expressava seu descontentamento usando até mesmo palavras de baixo calão. O libriano suspirou novamente: Quando aquelas crianças iriam aprender? Talvez o tempo, que é senhor de todas as mazelas e de todas as recompensas os ensinasse. Era sabido que os mais novos não ouviam os conselhos dos mais velhos, então, não havia nenhuma surpresa. Lygia explicava seu ponto de vista, de forma educada e reticente. Pelo menos a moça parecia ter absorvido algo da conversa.
 
Foi então que tudo mudou.

Lygia percebeu um pouco em atraso, mas quase ao mesmo tempo em que ele. Jun sentia a agressividade no ar e aquilo machucava suas doces pétalas. Shiryu não sentia aquela singela flor se despetalando há muito. Para ser mais preciso desde que ela chegara até Rozan para auxílio e treinamento.

Shunrei socorreu a discípula de seu marido com agilidade, juntamente com a amazona de Pavão que habilmente tentara remendar o coração da lótus com um discurso exortativo. A gentil velhinha afagou o ombro de Jun, fazendo coro com Lygia:*
 
- Lygia têm razão, Jun. Estava delicioso de verdade. Tenho certeza que mesmo não reconhecendo o prato como seu mestre, todos gostaram dele, não é mesmo?
 
*A velhinha olhou com um olhar súplice para a mesa onde estavam sentados Bruno e Sunao e para Akakios, que já tinha se levantado e ajudava, tentando animar Jun com perguntas, mostrando que ele também tinha aprendido algo com os ensinamentos de Shiryu que a ele tinham sido endereçados.
 
Shiryu se ergueu da mesa, com mais um suspiro, este curto e impaciente. Parecia realmente um dragão exalando o ar por suas narinas. Ele deu a volta no móvel e se aproximou de Bruno. Os olhos por baixo das lentes viam aqueles orbes esverdeados o encararem profundamente. O cavaleiro de ouro da casa de Libra então tocou no ombro de Bruno com sua mão espalmada, olhando diretamente em seus olhos do Lebre e proferiu suas palavras, mas sua voz tinha uma leve, quase imperceptível oscilação:
 
– Eu peço, mais uma vez que espero ser a última que modere seu linguajar, senhor Santos. Eu gostaria de desfrutar do final de minha refeição em tranquilidade, e creio que o senhor também.
 
Bruno se esquecera mais uma vez que Shiryu era capaz de sentir a sua intenção em suas palavras e ele tinha sido desrespeitoso duas vezes daquela vez: Novamente com Sunao (dentro de si) e com Jun (por fazê-la sentir que sua refeição não havia sido apreciada). Desta vez, Bunny sentiu que seu erro fora mais sério. Ele havia insultado o anfitrião. Ocupado demais em esboçar sua raiva pelo corvo prepotente, ele cometera uma ofensa, desta vez diretamente contra Jun e Shunrei e indiretamente contra Shiryu. 
Para Bruno, foi como levar um golpe de todas as cachoeiras de Rozan ao mesmo tempo dentro de sua alma. A pressão de toda a água do planeta estava sobre ele. Até mesmo Sunao, que apenas estava próximo, sentiu a imensa enxurrada de intenção do cavaleiro dourado. Era uma pressão arrebatadora, como a investida de um dragão, mesclada ao brilho cegante de uma estrela maior que o Sol. A sensação durou enquanto o cavaleiro mantinha a leve pressão espalmada no ombro do prateado, coisa que durou poucos segundos. O olhar de Shiryu ficou cravado em Bruno até que ele respondesse. Tendo feito isto, o libriano se sentou, esperando que todos terminassem de comer e voltou à sua refeição, sem dizer mais nada.*
 
[Ai. Essa doeu. Em mim até. Cavaleiros de Ouro conseguem machucar até o narrador, sabe?
 
A ordem de postagem fica desta forma, para vermos o próximo caminho:
 
Bunny
Sunao
Jun
Lygia
Akakios
 
E bora gente, que atrás vem cavaleiro.]
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

Mensagem por Cyber em Sex Fev 17, 2017 8:58 pm

Tudo acontecia tão rápido e ao mesmo tempo tão devagar, é uma estranha analogia, mas assim que Bruno se sentiu, suas palavras saíram, uma delas não muito bem pensada, não pensada séria a melhor palavra, não, ela foi pensada, mas não poderia ser dita, pelo menos não naquele momento, pois era seu real pensamento, em consideração as palavras que pensou sobre Sunao, aquela foi a mais branda, até mesmo um elogio. Na verdade era um elogio, e foi usada como tal, com uma pitada de ironia... talvez três pitadas.


Tradutores podiam transcrever a palavra para o idioma dos a sua volta, porém girias escapavam, todos estavam um pouco chocados com o que ele tinha dito, mas do que com a dita palavra. Jun se entristeceu, talvez a amazona de Lotus sentisse como uma flor, e toda aquela discussão fizesse suas pétalas murcharem, fazia sentido não fazia?


Lygia resolveu ser indiferente ao que foi dito, assim como Akakios, por que? Eles não viam o que Sunao fez? Eles não viam como o corvo agira com todos?


Shiryu olhava para Bruno seriamente, todos os demais saíram da mesa, existiam apenas três pratos ainda ali que tinham bastante comida, o dele, o do anfitrião e de Sunao. Quando o cavaleiro de ouro se ergue de sua cadeira e levou a mão ao ombro de Bruno o mesmo se esquivou um pouco, como se estivesse pronto para um combate ali, mesmo não sendo sua intenção brigar com o anfitrião da casa, de todas as pessoas ali, a única que ele queria acertar era Sunao, aquele homem podia ser mais velho, mas ele precisava de uma boa lição.


O toque de Shiryu ao seu ombro, assim como suas palavras tiveram grande peso, era como se afogar em meio ao nada, sendo arrastado cada vez mais fundo, foram apenas alguns segundos com a mão daquele senhor em seu ombro, mas era como uma grande luta de sobrevivência a afogamento, com sapatos de chumbo.


“ Por que eu nunca aprendo, minhas palavras nunca alcançam ninguém, eu não sou bom de discursos, eu deveria desistir dos cavaleiros...”


Seus olhos encontraram com os verdes de Shiryu e seus joelhos tremeram, suas pernas queriam ceder, era esse o desejo do seu corpo, seus pés cambalearam para trás


“ Não eu não posso desistir! Eu me recuso a desistir! Eu me recuso a perder para pessoas como o corvo ou como aquele cachorro. Eu não vou temer ninguém, eu não vou me prostar por medo para nenhum homem ou mulher, eu sou a Lebre a praga de Leros!”


Dentro da imensidão do mar de cosmo onde sua mente se encontrava Bruno parou de afundar, seus sapatos de chumbo metafóricos se partiram e dentro dele a luz da estrela Alpha Leporis a super gigante de magnitude 2.6 brilhava. Enquanto isso na realidade seu corpo recuperava o equilíbrio, seus olhos se firmaram e olharam para Shiryu, não com raiva, aquele homem estava certo em repreende-lo, ele olhava seriamente para cavaleiro de Libra, e exibia um belo sorriso.


- Como o senhor mesmo disse, a armadura traduz o idioma, mas tem coisas que só um compatriota reconheceria, peço desculpas por tudo, não queria afetar ninguém nessa mesa com minhas palavras, bom isso não é totalmente verdade.


Coça a cabeça e encara Sunao.


- A refeição está otima, eu não como nada tão bem feito assim, nem mesmo quando passei em “missão” no Japão, Senhorita Jun e a Senhora Shunrei realmente passam seus sentimentos para a refeição, o prato é harmonioso, a cada mastigada da para sentir o amor e dedicação das duas, o senhor é realmente um homem de sorte.


Se senta na mesa, puxando sua tigela para perto com a mão esquerda, com a direita já empunha os rachis se preparando para comer.


-Seria uma grande ofensa desperdiçar algo feito com tanto capricho, cheio de seus sentimentos e que transborda do cosmo de vocês, prometo terminar minha refeição sem mais discussões incomodas.


Sorri e balança a cabeça a todos os presente até chegar a Sunao e seu semblante fechar.




- Depois da refeição resolveremos nossas desavenças, se você somente sabe respeitar força, eu te mostrarei a minha! 
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Re: [Intro] Nem tudo o que reluz é ouro.

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